História Nana, who are you? - Capítulo 81


Escrita por: ~

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Categorias One Direction, Originais
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais
Tags Drama, Fanfic, Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Mistério, Niall Horan, One Direction, Portuguesa, Romance, Zayn Malik
Exibições 68
Palavras 4.051
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 81 - II Temporada - Twenty seven


Louis POV

 

 

Era início de tarde, quando vi Katerina sair de sua casa num maravilhoso vestido vinho e dourado. Ela parecia uma princesinha. As nossas famílias já estavam na igreja e nós iríamos agora porque éramos padrinhos, assim como Niall e Hanna, Pearl e Liam, Rayna e James. 

 

 

- Estás maravilhosa. - fiz com que ela desse uma voltinha para mim. 

 

 

 

- Obrigada. - ela sorriu ajeitando a minha gravata na mesma cor que o seu vestido, antes de se inclinar e beijar o meu rosto lentamente. 

 

 

***

 

 

Tive de confortar Katerina na hora em que Harry e Erica disseram os votos, pois ela desfez-se a chorar enquanto sussurrava o quão lindos eles eram. Eu só conseguia pensar que quando fosse o nosso casamento, sim porque eu quero casar-me com ela no futuro, ela iria morrer de chorar no altar. 

Katerina estava uma mulher tão feliz, tão dona de si, tão independente. Eu estava, sem dúvida, orgulhoso da pessoa que ela se tornou em pouco menos de um ano. Criámos uma amizade linda e a nossa confiança foi, finalmente, restaurada. Eu voltei a confiar nela e a acreditar na sua essência. E Katerina viu em mim alguém que era amigo e, não apenas, o rapaz que amava. 

A festa aconteceria num salão com paredes de vidro para um extenso jardim coberto de neve. A música enchia o espaço quente do interior enquanto Erica e Harry dançavam apaixonadamente a valsa. Katerina entrelaçou a sua mão no meu braço enquanto a outra mão segurava uma taça de champanhe. 

 

 

- Prometes que um dia seremos nós? - perguntou com os olhos brilhando.

- Alguma vez falhei com as minhas promessas? - rebati.

- Não vejo a hora. - respondeu e sorri acariciando o seu rosto.

- Quando menos esperares eu vou ajoelhar-me na tua frente e pedir-te em casamento. - ela riu fraco e beijei a sua testa voltando a minha atenção para o casal, novamente. 

 

 

Katerina dançava colada a mim quando a pista de dança foi aberta aos convidados. Estava ciente de que ela estava bastante alegre pela quantidade de bebidas com álcool que ingeriu, mas eu não ficava atrás. Abracei a sua cintura por trás e beijei levemente o seu ombro descoberto. Katerina deitou a cabeça para trás permitindo-me beijar o seu pescoço. 

Talvez não devesse estar a fazer isto, mas o seu corpo e o seu perfume próximos demais de mim fizeram-me agir como um adolescente que não perde chances de atacar. Ela virou-se para mim e mordeu o lábio enquanto se movia acordando o meu amiguinho. Ela era uma tentação, a porra de uma mulher sexy que me deixava babando por cada pedaço do seu corpo. Ali, olho no olho, era como se não estivéssemos rodeados de centenas de pessoas, só existíamos nós e esta tensão sexual que crescia cada vez mais entre nós. 

Os nossos corpos e olhares guerreavam para saber quem seria o primeiro a ceder aos encantos alheios. Eu não me importava de perder, mas Katerina cedeu primeiro e cobriu os meus lábios com os seus, rodeando o meu pescoço com as suas mãos. Movi a minha língua para dentro da sua boca imediatamente e suguei o seu sabor para mim, eu não media o meu desejo e, tenho a certeza, que parecia a porra de um animal esfomeado. 

Um objeto não identificado interrompeu-nos e separa-mo-nos instantaneamente. 

 

 

- Bem, acho que o buquê já tem dona. - disse e peguei no ramo de flores caído a nossos pés. - É teu. - dei-o a Katerina e só então reparámos que enquanto Erica atirava o buquê nós continuávamos no meio da pista envolvidos num beijo, perdemos completamente a noção de tudo.  

- Parece que vais te ajoelhar para mim muito em breve. - brincou e pegou no buquê indo abraçar Erica. 

 

 

Afastei-me para buscar um whisky no bar e, enquanto esperava, braços abraçaram-me e, desta vez, eu sorri porque era a pessoa que eu desejava, Katerina. 

 

 

- As luzes vermelhas do meu quarto têm saudades tuas. - disse fazendo um beicinho irresistível. 

- Só as luzes? - rebati.

- O sofá, o meu tapete fofinho e a minha cama também.

- Eu não fodo com nada disso. - respondi segurando um riso e peguei no meu whisky bebericando um longo gole. 

- E se eu estiver sobre tudo isso? - perguntou abraçando a minha cintura e apertando a minha bunda levemente. 

- Tu estás a tentar levar-me para o mau caminho? - semicerrei o olhar para ela.

- Sabes onde está o mau caminho? Nestes teus olhos azuis que me deixem louca por ti. - respondeu próxima demais e, aproveitando isso, beijei os seus lábios fazendo-a sentir o sabor da minha bebida. 

 

 

Saímos da festa em seguida, não fomos os primeiros mas também não fomos os últimos a abandonar o local. Saímos de fininho sem saber o que realmente nos esperava mas estávamos ansiosos para saber. Já fazia quase um ano que não dormíamos juntos ,e se isso, foi saudável para cada um viver a sua vida separado, não foi nada saudável para o nosso emocional. 

Assim que tive Katerina debaixo de mim, na sua cama, não descansei enquanto não a tive nua e à minha mercê. A noite seria longa. Mãos vagueavam pelo corpo um do outro apertando a carne como se demonstrasse a saudade de sentir o outro. Beijos eram espalhados pelos nossos corpos e gemidos saíam sem que nos controlássemos. Quando entrei nela, fechei os olhos e permaneci quieto sentindo toda aquela sensação de a ter novamente a receber-me. Katerina empurrou os seus quadris em minha direção e tomei isso como um ato desesperado dela me sentir entrar e sair de si. Obedeci ao seu chamado silenciosos e estoquei lentamente enquanto beijava aqueles lábios inchados que eram a minha perdição. 

Esta seria apenas a primeira noite de muitas que viriam. No ano novo, que chegou rapiamente, repetimos a dose, assim como no aniversário de Katerina no início do ano. À semelhança do que aconteceu na África, o quarto do hotel ardia de tanto fogo, mesmo que lá fora estivesse a chover e um frio de rachar. 

Repetíamos sempre que nos apetecia, e no dia seguinte acordávamos como se nada tivesse acontecido, como se eu não tivesse passado a noite enterrado dentro dela ouvindo os seus gemidos em meu ouvido. Era como se a nossa amizade tivesse virado uma amizade colorida e isso era bom demais. 

Mas nós só viríamos a ser mais do que isso dois anos depois... 

 

 

Katerina POV

 

 

Eu estava com os cabelos em pé de tão desesperada e nervosa que estava. Nunca pensei que abrir um restaurante desse tanto trabalho. Talvez se eu tivesse depositado todas as tarefas nos funcionários e organizadores eu estaria mais calma, mas tudo tinha de sair perfeito. 

A inauguração era hoje à noite e a decoração ainda não estava terminada. Erica estava a ajudar-me imenso nessa parte. Na cozinha, os meus cozinheiros e ajudantes já começavam a todo o vapor a preparar a comida. 

Vocês devem estar confusos, mas eu vou explicar. Eu terminei o meu curso há cinco meses, estamos em novembro agora e, como planejei voltei para Londres. Na verdade, todos voltámos para Londres. Rayna também terminou o curso e agora trabalhava na empresa da mãe da Pearl assim como a Amélie, eram as estilistas. Louis e James ainda não tinham terminado, faltava fazer a especialização e optaram por fazer aqui em Londres, enquanto trabalhavam, Louis como psiquiatra na clínica e James no escritório de advocacia do seu pai. A minha mãe abriu uma filial da sua empresa de limpeza aqui na Inglaterra e estava a viver lá em casa, era maravilhoso ver os meus pais unidos. Por falar nisso, em breve eles iriam casar numa cerimónia simples mas bastante bonita e emocionante. 

Quanto aos nossos amigos: Harry e Erica esperavam o primeiro filho, seriam uns pais incríveis, Harry estava todo encantado com a barriga de quatro meses de Erica, quando o bebé nascesse ele não iria desgrudar. Por falar neles, tinham-se formado há um ano e meio e faziam o que amavam. Erica continuava na empresa de arquitetura como uma das arquitetas principais e Harry trabalhava numa biblioteca como gerente, tendo de abandonar o trabalho no pub. 

Hanna entrou na faculdade há um ano e está a cursar medicina e, ao mesmo tempo, tens aulas de música, um dom que ela resolveu explorar e aperfeiçoar. Niall era agora um professor de educação física e deixava Hanna com ciúmes, pois as alunas caíam exageradamente em cima dele nas aulas. Pois é, depois de tanto vai e vem, eles resolveram reatar o namoro e estão mais felizes do que nunca. 

Pearl já morava com Liam há alguns anos e agora ambos trabalhavam nas empresas dos seus pais, ambos como gestores. Eram dos casais com mais química que eu conhecia, eu adorava ver a minha melhor amiga assim feliz. Pareciam feitos um para o outro e tenho a certeza de que o seriam para sempre. 

Jenna e Lucy separaram-se mas continuam amigas, e estão neste momento a fazer uma eurotrip. Já Emily estava na Itália a viver, aproveitando que os seus tios moram lá ela decidiu terminar a faculdade em outro país. 

Amélie já mora com o Raphael e, finalmente, conseguiu desprender-se completamente da mãe dela. Falando no diabo, depois de tanto gastar o dinheiro de papai, viu-se obrigada a trabalhar e, por sorte, conseguiu a vaga de gerente numa Ourivesaria. 

Senhor Max tirou um tempo de férias e foi para África, segundo Louis ele e Ashanti parecem estar a conhecerem-se melhor, deixando os filhos sossegados por saber que ela é uma mulher digna de ficar com o seu pai. 

Freddie entrou na escolinha há dois meses e é a criança mais esperta que já conheci. Cada dia que passa fica ainda mais lindo. Leonard igual, já com os seus 16 anos arrebata corações de imensas garotas, mas continua a ter olhos só para uma - Violet. 

E tem eu, estagiei na cozinha da clínica no meu último ano e meio de curso e, estava mais do que decidida, que era hora de abrir um restaurante. Sei que ainda é cedo e talvez necessite de mais experiência, mas por enquanto eu era ótima a dar ordens. Até porque o meu restaurante não seria com comida específica de algum país, mas sim baseado em receitas especiais de uma pessoa ainda mais especial. 

 

 

- Katerina já terminei tudo, as floristas estão a terminar de arrumar as flores ainda. - Erica informou-me e abracei-a agradecida.

- Obrigada por me ajudares tanto.

- De nada, agora deixa-me ir, tenho de me arrumar ainda. Até logo. 

 

 

Quando ela saiu fui inspeccionar se tudo estava a correr bem. Papai apareceu depois do expediente na clínica só para me dar um beijo de incentivo. 

Hanna chegou quando ele saiu e começou a ensaiar no pequeno palco, o meu espaço teria sempre música ao vivo. Para inaugurar nada melhor do que Hanna e, mais na frente, vocês entenderão porquê, porque nem ela sabe ainda. 

Já eram quase 20h quando tudo ficou pronto, o lençol que escondia o nome do restaurante esvoaçava um pouco me deixando mais ansiosa para quando o revelasse. Em menos de uma hora arrumei-me com um vestido vermelho justo, prendi os cabelos deixando alguns soltos na frente e fiz uma make leve e simples. Corri para o restaurante em seguida esperando que todos os meus amigos, família e conhecidos estivessem lá. 

 

 

***

 

Durante de um longo e emocionado discurso senti-me preparada para contar a todos que o meu restaurante nasceu a partir de um momento da minha vida, um dos mais importantes...

 

 

- ... Eu estava indecisa para saber o que iria estudar na faculdade, então o Louis, ofereceu-me o livro de receitas da mãe dele, Claire Patrice. Eu era apaixonada naquelas receitas, pela forma que ela descrevia e pela forma como eu conseguia reproduzir tudo perfeitamente, mesmo que ainda fosse iniciante na cozinha. - suspirei e encarei Louis que estava na fila da frente com o meu sorriso favorito estampado no seu rosto. - Ao longo dos anos de faculdade eu passei por alguns momentos menos bons mas conseguia encontrar conforto cozinhando as receitas da Claire. Então, eu tive uma ideia. Assim como Claire nos deixou um enorme legado na área musical porque não mostrar o seu legado como dona de casa que cozinhava para os seus filhos e o seu marido? Por que não mostrar e dar a provar as delícias que ela fazia? Então o meu restaurante reproduzirá essas receitas para todos. 

 

 

Fiz uma pausa intencional e, sorri para Louis, que segurava as lágrimas assim como Hanna. O senhor Tomlinson não estava presente mas era o única que sabia o que eu andava a preparar, até porque precisei de autorização para o que viria a seguir. 

 

 

- Tenho a certeza que vocês irão adorar cada prato e irão chorar por mais. - ri fraco - O único que sabia disto era o senhor Max Tomlinson, ele deu-me toda a força para levar esta ideia para a frente e autorizou-me usar o nome "Claire 's House" para nomear este espaço. - contei e pude ver como a boca de Louis se abriu em espanto e surpresa. - Sejam bem-vindos e, agora, desfrutem de um excelente espetáculo da Hanna Tomlinson, tão talentosa quanto a mãe. - finalizei e fui requisitada para algumas entrevistas. 

 

 

Depois de despachar os jornalistas, pude cumprimentar todas as pessoas convidadas. Só por elas estarem ali, eu sabia que seria um sucesso. Hanna cantava os maiores sucessos da sua mãe e não podia ficar mais emocionante. As comidas começaram a ser servidas e só ouvia comentários positivos. Óbvio que eu dei uma finalizada em todos os pratos para ficarem como os da Claire. 

 

 

- Katerina. - Louis chamou-me e ainda não o tinha cumprimentado naquela noite. Sorri quando me virei e as minhas pernas tremeram como se eu fosse uma adolescente apaixonada. - Eu estou sem palavras para agradecer... tu és maravilhosa.-  puxou-me para um abraço e afundei o meu rosto no seu pescoço sentindo o seu perfume. 

- Sinto como se eu tivesse sido escolhida para isso, Lou. - sorri soltando-me um pouco dele - Espero a tua visita todos os dias, até porque preciso de companhia para jantar, visto que trabalharei quase todos os dias. - expliquei e ele sorriu. 

- Eu tenho a certeza que a minha mãe te encaminhou para mim, para a vida das nossas famílias. Nunca nos passou pela cabeça criar um restaurante e, aí, tu chegaste e começaste a cozinhar perfeitamente igual à minha mãe. Obrigado por esta homenagem, por este presente. - beijou-me delicadamente os lábios e as borboletas esvoaçaram freneticamente na minha barriga.

 

 

 Louis beijava-me com a melhor das intenções e não como acontecia de vez em quando, em que o destino era uma noite de sexo. Agora ele queria mostrar o quanto estava grato por isto e o quanto queria aproveitar comigo este restaurante. 

Separa-mo-nos e sorri tímida, completamente atordoada pelas sensações que só ele me proporcionava. Fiquei com vários rapazes ao longo dos anos e até tentei namorar alguns, mas eles não eram Louis, eles não me amavam como ele fazia, eles não me olhavam como Louis me olha agora, querendo gritar para o mundo que eu ainda sou dele. 

Hanna parou de cantar e o salão ficou em silêncio, estranhei as pessoas não conversarem, mas quando Louis se ajoelhou na minha frente eu levei as minhas mãos à boca totalmente surpresa. 

 

 

 

- Eu poderia dizer as mais belas palavras, poderia até cantar ou então levar-te a um lugar especial para nós, mas nada disso seria o suficiente para dizer o quanto estou orgulhoso de ti, o quanto sinto feliz de te ver crescer cada vez mais a todos os níveis e te ver transformar naquela mulher poderosa e temida que eu desejei que fosses. Além disso, essa mulher continuaria a ser minha e hoje é o dia de tornar isso oficial. Eu prometi-te que um dia me ajoelharia a teus pés e te faria o pedido que te tornaria minha de corpo, alma, coração e no papel. Eu não sabia que me irias surpreender tanto nesta noite, eu pensei que eu é que fosse te surpreender. - riu fraco. - Aceitas ser eternamente minha, aceitas casar comigo Nana? 

 

 

Lágrimas desciam pela minha face, o meu corpo todo tremia e o meu coração palpitava rápido, eu só esperava o momento que iria cair redonda naquele chão ou nos braços de Louis. Ele que continuava a encarar-me com um sorriso enorme no rosto e os seus olhos azuis mais brilhantes que o normal. A nossa história foi conturbada, com momentos muito mais e outros muito bons. Mesmo separados continuávamos a ser um do outro como no primeiro dia. Louis era o amor da minha vida, eu tinha a certeza disso. 

 

 

- Sim, sim, sim, sim, eu aceito ser tua, eu aceito casar contigo e ficar do teu lado eternamente. - ele levantou-se e, nem o deixei colocar-me o anel, abracei-o pelo pescoço e beijei os seus lábios, ouvindo as palmas e os gritos das pessoas felizes por nós.  - Eu pensei que me irias pedir em namoro. - brinquei e ele riu.

- Já tivemos muito tempo para brincar de namoradinhos, eu quero mais de ti, chamar-te namorada é insuficiente, eu quero chamar-te de esposa, de minha e só minha. 

- Eu amo-te, muito. - sussurrei e ele fechou os olhos como se estivesse a deliciar-se com aquelas palavras.

- Eu amo-te, muito mais. - beijou-me novamente e eu sentia-me aquela mulher poderosa que Louis tanto queria, acho que só era assim porque tinha um homem maravilhoso comigo. 

 

 

***

 

Três mês depois... 

 

 

Faltam palavras para explicar o quão maravilhosamente bem o restaurante está indo. Recebo visitas de pessoas de todos os cantos do mundo, muitos fãs da Claire. Os elogios só me provam de que foi a melhor coisa que já fiz na vida. Saíam imensas notícias sobre o meu espaço e, eu querendo ou não, acabei por virar uma chefe de cozinha famosa, também por estar noiva de Louis Tomlinson. 

Eu e Louis ainda não morávamos juntos e isso fazia de nós um casal diferente. Mas quase todas as nossas noites eram passadas juntas no restaurante de depois na minha cama ou na dele. Estávamos mais felizes do que antes, mesmo que eu achasse isso difícil. Mas eu sentia-me completamente leve e tranquila como se tudo aquilo por que passei fosse necessário para ser quem sou hoje. 

 

 

- Katerina, um senhor está a requisitar a presença da chefe de cozinha na mesa 20. - Olívia, uma das atendentes de mesa avisou-me pela janelinha entre a cozinha e o salão do restaurante. 

- Eu já vou, obrigada Liv. - agradeci e arrumei-me minimamente indo até à mesa indicada. 

 

 

Caminhei observando todo o ambiente, vendo os sorrisos satisfatórios que os clientes me dirigiam. Eu confesso que tive medo de me lançar assim, ainda sou bastante nova e as pessoas podiam não confiar em mim e nas minhas capacidades, mas eu provaria isso a cada dia com trabalho. 

Cheguei à mesa 20, onde apenas estava sentado um senhor de costas para mim. Dei a volta na mesa e fiquei petrificada perante ele. Michael. 

 

 

- Katerina Ashcroft. - disse lentamente com um sorriso presunçoso nos lábios. - Sabes, esperei que me convidasses a conhecer o teu restaurante. Mas o convite nunca veio. Afinal eu contribuí para ser a chefe de cozinha que és.

- O que vieste aqui fazer Michael? - disse dura.

- Vim ver quem eras tu sem mim. - admitiu.

-Como vês, sou uma mulher bem sucessiva aos 22 anos de idade, com um negócio próprio conhecido no mundo todo e...

- Minha noiva.-  Louis completou aparecendo atrás de mim, o seu braço rodeou a minha cintura num gesto possessivo. Michael encarou a minha mão vendo o enorme anel reluzente em meu dedo. 

- Não esperava encontrar-vos juntos. Mas nada que me surpreenda. 

- O que fazes aqui? - Louis perguntou direto.

- Eu vim em paz, apenas apreciar uma excelente comida e ver com os meus olhos a garota que estragou a minha vida em LA. Mesmo que não seja do teu interesse, eu voltei para Nevada e agora trabalho na empresa do meu pai e ensino todos os sábados de manhã em workshops. Não era a vida que eu queria, mas mesmo assim não está mal. 

- Que bom. - disse roçando a ironia.

- Eu e Stella divorcia-mo-nos mas nos últimos meses temos tentado nos reconciliar.

- Então deverias ter ficado bem longe daqui, porque a tua ex-mulher pode não gostar que estás a visitar a ex. - Louis respondeu com um sorriso cínico. 

- Eu sei que não sou bem-vindo, não se preocupem, só vim para conhecer o espaço. Já sei que não me vale de nada ficar contra vocês, pois sempre arrumam um jeito de se resolverem. Sejam muito felizes e... - levantou-se deixando o dinheiro na mesa, o seu olhar percorreu o meu rosto - Katerina, boa sorte. 

 

 

Saiu sem olhar para trás e respirei fundo.

 

 

- Mais uma página completamente virada nas nossas vidas. - Louis sussurrou-me e virou-me para si selando os meus lábios. Sorri assentindo, ele tinha razão, o assunto Michael era mais do que passado. 

- Não deverias estar na clínica?-  perguntei, Louis estava a substituir o seu pai ao mesmo tempo que fazia a especialização em psiquiatria de adolescentes. 

- Eu fiquei com saudades tuas e vim matar saudades da minha noiva e da comida da mamã. - sorriu meigo e abracei-o arrastando-o para uma mesa. 

 

 

Quando o senhor Tomlinson voltou da África, seis meses depois, trouxe imensas surpresas. Uma delas era Ashanti, que agora era sua namorada. Mas isso não era a maior surpresa, quando vi uma menina junto deles sabia que era Niara, agora com 6 anos. Ela correu para me abraçar e fiquei de joelhos no meio do restaurante. 

 

 

 

- Tinha tantas saudades tuas meu amor. - confessei enquanto a juntava mais a mim.

- Eu também Kate, tu nunca mais voltaste. - cobrou-me e ri fraco.

- Eu iria no próximo ano. 

- Agora já não precisas ir, a tia Ashanti disse que eu vim para ficar.

- Ficar? - peguei-a no colo e encarei todos que tinham sorrisos cúmplices, até Louis. 

- Sim meu amor. - ele disse - A Niara será nossa filha. 

- O quê? - as palavras saíam alto e assustadas.

- Não fiques assustada. O Louis falou-nos no teu amor por esta menina e no bebé que perdeste, e então teve a ideia de a adoptar. - Ashanti explicou e Louis estava a meu lado expectante para saber a minha resposta.

- Nossa filha? - disse com as lágrimas nos olhos.

- Nossa, assim como a casa que eu comprei para nós. - soltou.

- Louis Tomlinson, tiraste o dia para me matar? - indaguei incrédula e bati-lhe no braço - Tu dás cabo e mim, rapaz. - suspirei e ele riu. - Obrigada. 

- O Freddie vai amar ter uma irmã e o Luke uma prima. - disse referindo-se ao filho da Erica e do Harry que nasceu há um mês e era a coisa mais linda com imensos olhos verdes e cabelos escuros como o pai e a mãe, respetivamente. 

- E eu vou amar ter vocês como família. - selei os seus lábios e deixei-me abraçar por ele. 

 

 

A minha vida só melhorava a cada dia. A nossa casa nova era enorme e linda. Louis comprou vazia e com a ajuda secreta de Erica decoraram para que ficasse a casa dos nossos sonhos. Freddie tinha um quarto só dele ali, onde ficava nos dias em que não dormia no apê de Rayna e James. Ele adorava Niara e, ambos, eram da mesma turma na escola o que nos aliviava, porque a nossa menina sempre estaria protegida pelo irmão. 

Eu ainda sonhava em ter um filho do meu ventre, mas por enquanto estava ótimo ser mãe de Niara, boadrasta e tia de Freddie. 

Os meus pais casaram recentemente e os meus pequenos foram os meninos das alianças. Não dava para descrever as pessoas felizes que eu e Louis éramos e desejava que fossemos assim para sempre. 

 


Notas Finais


Amanhã teremos o último, vou escrever com o maior amor! Adoro cada um de vocês que me lê e me faz ir em frente. Obrigada, <3


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