História Não confie em ninguém - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Caçadores, Sexo, Vingança
Exibições 3
Palavras 3.210
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Não confie em ninguém - Capítulo 2 - Capítulo 2

- Lucy

Os preparativos para o baile de fundadores de Redvalley estavam de vento em polpa e tudo sobre os ombros da mãe da família Graham. A casa estava de cabeça para baixo, os objetos – literalmente – voavam sobre a cabeça das meninas Graham e das ajudantes.

Sarah Fox estava lá.

Ela fora sua inimiga durante anos e sempre sonhara em mostrar sua superioridade física, mental e financeira sobre os olhos pequeninos daquela cria loira, mas hoje, mesmo que fosse mais avançada na vida, Sarah parecia continuar tendo tudo e ela nada.

  - Ele é lindo. Alto, forte... E o sorriso? – Sarah esboçou um riso pequeno e sutil como só garotas perfeitas conseguem realizar ao falar do seu par para o baile. – O melhor é a voz, rouca como um cantor country. Não, não! O melhor mesmo é o olhar, o olhar mais sexy que vocês vão encontrar nessa cidade.

- Deve ser um príncipe – sinalizou sua mãe educadíssima, enquanto costurava uma tolha de mesa branca-pérola.

- Sim, de fato. Ele é inglês – a dizer isso, dezenas de suspiros ecoaram pela casa.

- E você, Lucy? Vai acompanhada? – Sarah a questionou com os olhos furtivos, escapando dos enfeites que ministrava.

- Sim, sim, vou com o Leo – Lucy não teve pena em dizer. Sabia da história dos dois quando ela fora embora, aparentemente a garota loira sofrera muito com o término recente.

As amigas dela olharam para a jovem policial de Boston como se quisessem dividi-la pela metade. Sarah saiu de onde estava e correu até a cozinha para beber um copo d’água com as mãos trêmulas.

- Ele ficou mais bonito, não foi? – Lucy disse, apenas para provocar. Todas as garotas saíram de onde estavam para abraçar a amiga e a Graham ficou lá, costurando e sorrindo.

Lena revirou os olhos e Mary deu um pequeno riso sutil antes de ir embora para trabalhar.

- Mary

O lugar parecia de outro mundo.

As paredes de cimento subiam metros e metros à cima da cabeça de Mary, impressionantemente altas para uma só morada.  Os vidros constituíam as portas e janelas principais dando um ar tão moderno que se assemelhavam àqueles locais futurísticos dos filmes. O cheiro das planas subia e contornava o imenso jardim, tão diverso que parecia constituir um arco-íris natural, decorado com bromélias, rosas e até margaridas. O coração de Mary pulsou fortemente com tal encanto, sentiu-se como uma personagem de um conto de fadas.

Entrou pela porta de trás com o auxílio da governanta.

A moça baixinha e de lábios grossos, disse apressadamente antes de deixá-la sozinha na cozinha:

- Estou indo ao mercado, você já pode começar a faxina.

Mary encontrou-se desnorteada. Não sabia por onde começar – pautava-se em sua mente, a questão de dúvida se iria para onde queria ou para onde devia. Pensou por fim, que conheceria todos os locais mais cedo ou mais tarde e se pôs aos lugares onde poderia ganhar admiração pelos seus feitos.

Fora logo ao quarto do dono - Alek Montievo. Já ouvira Lena falar aquele nome uma centena de vezes, mas nunca prestou muita atenção para o que se tratava, sabia apenas que Lena gostaria muito de ter a vida dele.

Mary vasculhou o local, caminhando com receio quando encontrou um porta-retratos do tamanho de seu tórax, sobre uma mesa longa de madeira ao lado das enormes paredes de vidro que davam vista para o jardim e a área externa. Lá estava um dos rapazes mais belos que os olhos de inocentes de Mary já conseguiram visualizar. Com detalhes russos e aparentemente bastante rico.

Ele possuía um cabelo em tons diferentes de loiro e castanho ou talvez fosse apenas o sol mudando o tom de uma forma excepcional, a parte superior do corpo estava nua e deixava à mostra desenhos tatuados em sua pele bronzeada, além de marcas corporais como sardas e pequenos pontinhos castanhos que de certa forma, deixava sua pele mais bonita ainda. Mas havia algo mais bonito do que tudo: o jeito em que sua arcada dentaria e suas bochechas se comportavam quando ele sorria.

- Não é possível – uma voz soou atrás de si e o coração da Graham se apertou assustadoramente, sentiu-se tonta diante o susto e ficou com medo de que essa fosse uma das pré-sensações do seu ataque epiléptico.

Mas estava tudo bem. Fora só um susto.

Mary virou-se devagar, tremendo. Seus olhos estavam erguidos, sua boca mal conseguia se mexer.

 O rapaz do porta-retratos estava à sua frente, suado e surpreso.

- Você é a nova empregada? Impossível. Impossível – sussurrou ele para si mesmo, enquanto analisava Mary com um olhar intenso e nada sutil. – Emily nunca te contrataria.

- Bom... – começou a filha do pastor, nervosa.

- Você é bonita de mais – ele interrompe seu pensamento, encarando-a com suas orbes azuis.

A garota ruboriza de imediato. Se pudesse ficar do lado de um tomate, provavelmente seu rosto estaria idêntico a um – odiava o fato de ser a única da família que tinha a pele tão branca que chegava a ser transparente.

- A senhora Harris me disse que você só voltava às cinco... – Mary ficou alegre consigo mesma por ser capaz de citar palavras na ordem correta.

- Eu digo isso para que eu possa ter pelo menos uma hora de folga no meu dia – Mary percebeu que Alek era completamente diferente do que pensava de um rapaz de negócios de uma empresa importante. Ele era carismático, sincero, um pouco sarcástico talvez, nada frio ou calculista, diria Mary. – Mas eu não quero lhe atrapalhar. Pode continuar o que está fazendo. Vou tomar um banho rápido e já estarei saindo novamente.

- Ok, senhor.

Ele se afastou em passos longos, mas por um segundo parou e se virou novamente na direção da jovem loira.

- Talvez seja um teste – ele diz. – Por conta do noivado. Não deve confiar em mim – Alek fala, enquanto repousa a bolsa do seu esporte em cima da cama. Mary percebe que o rapaz está suado, com gotas escorrendo pelo seu pescoço e maxilar fortes.

- Não entendi o que quer dizer, senhor.

Ele deu um suspiro e fechou os olhos com força antes de abri-los novamente.

- Ela quer me testar... – disse o rapaz consigo mesmo, batendo uma mão na outra.

- Senhor? Eu não estou compreendendo o que quer dizer – Mary continuava, sendo totalmente sincera.

- Ah, esqueça... Qual é o seu nome mesmo?

- Mary, Mary Graham.

 Ele lhe devolve um sorriso, covinhas marcando suas bochechas.

- Bonito nome, Mary. Soa bem nos meus lábios – e então ele saiu em direção ao chuveiro, deixando-a sozinha com os pensamentos lhe atormentando.

***

Mary estava mexendo na panela de carne com verduras, observando, inquieta o relógio para que não se atrasasse em chegar a sua casa e ajudar no baile de fundadores – sua mãe não lhe perdoaria caso não aparecesse. Foi naquele instante que escutou passos na sala principal e todo o ar que estava preso em seus pulmões fora expulso em um ato de alívio.

Até que enfim eles chegaram. O horário já beirava às sete horas, exatamente quando a rua começava a ficar perigosa.

- Ela é epiléptica – escutou a voz de Emily Harris soar do corredor, em meio a uma conversa ativa – não é... Diferente?

- Sério? – Alek a questiona, a voz parece carregar um tom de graça. – Uau que incrível.

Incrível? Não era nada incrível para Mary.

Aquilo lhe machucava, cada comentário, no entanto, precisava urgentemente engolir toda a dor e ser uma garota forte. O mundo era assim e não havia como simplesmente fugir dele. A menina segurou firme na colher de preparo e arrumou com sutileza o prato a ser servido.

A governanta finalmente chegara para lhe auxiliar sobre o que deveria fazer.

Ambas as mulheres se dirigiram para a sala de jantar e serviram os pratos para os seus senhores, parando sobre a parede onde ficariam à disposição até o fim da alimentação. Silenciadas e imóveis diante o lustre como bonecos a serviço. Aquilo era um tanto engraçado, pensou Mary.

- Na maioria dos dias eles nos liberam, mas hoje, acho que a senhorita Emily gostaria de testá-la – a governanta, Pauline lhe sussurrou ao pé do ouvido.

No momento em que voltou os olhos verdes de tom de esmeralda  para a mesa de jantar sentiu suas bochechas ficarem quentes e se avermelharem quando encontrou os olhos de Alek lhe rondando com uma grande interrogação invisível estampada na testa. Ele apoiava o corpo na mesa de uma forma sofisticada e despojada que só ele conseguia fazer. Havia algo se fortificando nos músculos de seu antebraço que faziam com que Mary se sentisse, por motivo nenhum, do completo nada, com uma estranha palpitação no peito.

Ela desviou os olhos imediatamente.

- Diga-me, como funciona a epilepsia? – a voz era dele. Curiosa, carregada com um sutil sotaque eslavo, que só agora que conseguira analisar com sutileza.

Ela sentiu-se ruborizar de novo. Daqui a pouco Alek pensaria que rosa é o verdadeiro tom de sua pele.

- Mas que indelicadeza – comentou Emily, com os olhos erguidos. – Ignore-o, Graham. Continue na sua função.

Mary perguntou se a indelicadeza era com ela ou com o fato de ele ter parado para falar com os serviçais.

- Estou apenas curioso. Sou assim, você deveria me conhecer melhor - reclamou o rapaz, mesmo que carregado de expressões leves, sem nenhum resquício de irritação. – Então, me conte Mary. Sou eu quem pago o seu salário afinal.

Um pequeno silêncio ocupou o espaço.

- Desculpe-me, senhor, mas me paga para limpar e cozinhar, não para falar sobre tais coisas – Mary se sentiu surpresa por conseguir ser tão direta. Na maioria das vezes essas eram atitudes de suas irmãs, não dela, mas havia algo naquele casal e toda sua vulga “superioridade” que lhe provocava uma vontade cega e muda de se comportar assim.

- Oh – ele fingiu estar abalado.

Mary quis rir, mas não parecia fazer coerência.

- Acho melhor encerrarmos essa conversa – Emily intrometeu-se, aparentemente incomodada, enquanto consertava a alça do seu vestido de camurça. – Estão dispensadas.

A governanta lhe puxou o punho e fez com que a filha do pastor a seguisse.

- Acho que será muito engraçado ter você aqui, mas até uma piada é perigosa. Se você necessita realmente desse emprego, precisa parecer um poste sem opiniões. É por isso que eu estou aqui. É o melhor emprego para empregadas nessa cidade e dezenas delas já foram expulsas, não queira que essa seja você – a moça lhe acordou.

- Eu preciso desse emprego, Pauline. Não irei mais me comportar assim – Mary sabia que não deveria fazer promessas, elas sempre se viravam contra você no final de tudo, mas mesmo assim fez aquela, quase incerta de que poderia ser verdade.

- Lena

- Eles são muito bonitos – Mary a contara com os olhos observando as escassas estrelas no seu de sua varanda, enquanto abraçava uma almofada. – Mas ambos são extremamente esnobes. Tudo lá, Lena, parece sair de uma tela de cinema.

- Tire esse sorrisinho dos lábios – Lena avisou, preocupada com o coração quente e derretido da irmã – eles são os principais da historia e você é apenas um figurante.

- Eu sei, claro que sei – Mary afirmou. – Só estou falando o quanto tudo lá é impressionante.

As duas irmãs ficaram em total atenção quando escutaram algumas peças de porcelana se estalar ao chão dentro de casa, retumbando por cada canto do pequeno espaço de sua morada. Ambas as garotas saíram do balanço de madeira pintada e velha e correram para ver o que havia ocorrido.

- Uma das gêmeas Kingston, Beatrice e a Jeane foram encontradas assassinadas nos bancos da praça na madrugada de ontem – o sargento lhes informou para que entendessem a situação de sua mãe.

Mary se agachou para abraçar a mãe que chorava no chão de madeira, desesperadamente. Beatrice e Jeane eram fiéis da paróquia e sempre ajudáramos Margarida Graham com tudo, com os coros e com a seleção das festas religiosas. Eram como seguidoras da sombra celestial de sua mãe. Jovens e com poucas responsabilidades sempre encontravam tempo disponível para tais afazeres.

- A família está quieta sobre o assunto, não querem se expor – o sargento Felix continuou, enquanto entortava a ponta de seu bigode que parecia mais o de um mexicano do que um americano. – Achei que seria justo que eu comentasse com a sua mãe, sei que amava muito as garotas.

Lena acompanhou o policial até fora da residência e assim que voltou ao caminho para a sala de estar, encontrou seu pai sozinho e tenebroso na sombra do antigo pinheiro de natal que a minha mãe ainda guardava no canto do corredor dos quartos. 

- Lena. 56539... – seu pai começou a citar números e depois os repetia continuamente. Dissera tantas vezes naquele pequeno espaço de tempo que a música de números se prendeu à cabeça de Lena. – Eles podem ajudar Beatrice e Jeane. Eles podem. 56539...

***

Lena teve dificuldades para adormecer.

56539... Aqueles números não lhe saiam à cabeça. Pensara mais de mil vezes até se deitar se aquilo fazia um real sentido ou se seu pai só estava mais uma vez delirando. No entanto, havia algo palpitando em seu instinto que se recusava a acreditar que o seu pai virara um demente. Remexeu na tela do seu celular que imediatamente iluminou o seu rosto e discou os números com os dedos meio trêmulos. Afinal, não havia nada a perder.

O sinal chamou, continuamente, após três chamadas a linha do outro lado fora atendida.

Ela só conseguiu escutar uma respiração pesada.

- Com quem estou falando? – Lena pergunta, audaciosa, porém com o olhar preocupado.

- Com quem gostaria de falar? – a voz no outro lado da linha soa máscula e sarcástica.

- Alguém que lide com mortes talvez? É um psicólogo?

- Nunca chamaram minha profissão de psicólogo, mas até que não é um nome mal... – comentou o rapaz de voz jovem e grave. – Qual é o problema?

- Eu não sei. Só disseram para eu te ligar. Houve umas mortes hoje.

- Quem disse?

- Bruce Graham.

Um silêncio longo e incômodo soou no outro lado da linha.

- Me mande o endereço por mensagem, já estou a caminho – disse o homem logo antes de desligar o telefone.

Desnorteada, Lena ficou encarando o telefone por alguns minutos antes de desligá-lo. Ficou pensando se fizera alguma besteira ou chamou a atenção de alguém indevido, mas por outro lado, talvez aquele rapaz fosse capaz de explicar o que estava acontecendo com o seu pai e por isso, a jovem não hesitaria em correr riscos.

***

Lena abriu os olhos devagar, sentindo a sonolência ainda invadir suas pálpebras quando o despertador tocou com toda a energia de seu corpo metálico. O sol machucava sua visão frágil e ela fora obrigada a permanecer com os olhos fechados para empurrar a cortina de seda. Assim que o brilho amenizou, sentiu-se confortável para abrir os olhos.

E foi naquele instante que ela deu um pequeno pulo para trás.

- Não grite – ele exigiu, enquanto lhe apontava uma arma estranha, tal qual um revólver do século passado com um cabo comprido de madeira. – Isso não é para você, mas serve melhor do que a minha mão tentando tapar sua boca.

- Você é o rapaz do telefone?

- Meu nome é Luke Evans.

- Como você entrou aqui? Seu pervertido maluco...

- Pervertido, talvez. Maluco... Talvez também – disse ele, enquanto dava uma risada sarcástica – mas veja bem, sou bonito de mais para forçar uma mulher a ficar comigo. E maluco é melhor do “normal”, não acha?

Isso lembrou Lena de que ela inda não tivera tempo de analisá-lo com mais afinco e, no entanto, percebeu que também não era o momento de fazer isso.

- O que você está fazendo aqui?

- Ok, acabou a graça. Eu bati na porta, seus pais me conhecem, sou um amigo da família, vim ajudá-los com o caso de Jeane e Beatrice – ele afirma, mas ela não tinha certeza que ele não estava blefando. – Ok, eu sabia que você não acreditaria em mim de qualquer forma – então ele respirou fundo, pronto para gritar: - Margarida, onde fica o sabonete?

A voz da mãe de Lena veio logo em seguida:

- Do lado da pia, Evans.

- Ela acha que eu estou no banheiro – ele explicou, enquanto encarava os olhos dela com os seus escuros, quase negros, depois se voltou para o cabo de sua arma. – Bonita, não?

- Se estivesse em minhas mãos, com certeza.

- Gostei. Garota astuta, resposta na ponta da língua.

- Vá embora do meu quarto – Lena apontou para a porta de madeira de carvalho, cheia de entalhos e desenhos com lápis de cor.

- Gosta de desenhar?

- Gostaria de desenhar você indo embora do meu quarto, mas eu precisaria ver antes de poder começar.

Madalena caminhou até a porta, ignorando o fato de que estava de pijama e sem calcinha. Passou ao lado do bocal da arma e deixou que o ferro arranhasse de leve seu quadril, encaminhando-se até a porta e abrindo-a.

- Vai embora.

- Astuta e corajosa. Você é excitante, Lena – era impressionante como aquele rapaz não tinha filtro na língua. Impulsividade era algo que a irritava, imensamente.

Ela o encarou com desdém, mesmo que no fundo do seu consciente percebera certas peculiaridades muito atraentes em seu corpo assim que se levantou da sua cadeira de estudos, peculiaridades essas que a fez segura sua respiração. Ele era mais alto que ela, embora Lena se considerasse suficientemente alta para sua idade, o rapaz também vestia uma jaqueta de couro que ressaltava os seus braços longos e grossos e possuía traços típicos de americano, o cabelo negro profundo reluzia os poucos filetes de sol que escapavam de sua cortina e acima de seus lábios Luke havia sido presenteado com um pequeno sinal cortado por uma cicatriz que Lena tinha que admitir que era uma das coisas mais sedutoras que já vira em um rapaz.

- Vai me dar um espaço para eu passar ou vai continuar encarando minha boca?

Impulsividade e arrogância. Ele a deixava com os músculos tremendo de raiva.

Ela deu um pequeno passo para a esquerda e lhe ofereceu a passagem antes de fechar a porta com toda a força, fazendo com que toda sua casa rangesse.

Escutou seu celular vibrar e tentou controlar sua respiração quando atendeu o telefonema de Calvin – não podia deixar tudo a perder com causa de uma raiva infantil. Precisava agora parecer a garota mais dócil, simpática e prazerosa que podia parecer.

- Alô?

- Oi, princesa. Sobre o baile de hoje à noite... Será que teria problema se eu levasse um amigo? Ele está com uns planos econômicos para essa parte da cidade e gostaria de conhecer onde que está se metendo.

- Essa pergunta é uma mera formalidade, não é mesmo? – Lena afirmou, com certeza. – Alek Montievo entra em qualquer lugar, na hora que ele estiver interessado.

- Relativamente – Calvin riu do outro lado da linha. – Você é tão esperta...

Ela deu uma risada dócil, mas falsa que sua bolsa Chanel vermelha que repousava em sua escrivaninha.

Assim que desligou, Lena comentou consigo:

- Não é possível que eu tenha tanta sorte.



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