História Não Durma! - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Horror, Mistério, Naodurma, Terror
Exibições 3
Palavras 2.082
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Espero que gostem ^^

Capítulo 1 - Pesadelos


Emily dormia profundamente em sua cama, e em sua mente uma visão se formava. Ela estava em um banheiro. A luz era fraca, e o banheiro tinha aspecto sujo. O vidro do espelho estava quebrado. O cheiro não era dos melhores... Mas estava sonhando. De algum jeito, sabia daquilo. 

- Tem alguém ai? - Ela pergunta. Sua voz sai trêmula, e ecoa pelo lugar.

Ela olha seu reflexo no espelho e se assusta. Seus olhos sangravam. Um barulho de descarga se é ouvido e Emily se vira abruptamente. 

- Oi? - Ela chama. A porta do cubículo do banheiro é destrancada. As luzes começam a piscar. Um sussurro vem de trás da porta. Emily da um passo para perto da porta de saída. A porta do cubículo começa a se abrir devagar, rangendo. Uma mão branca e trêmula aparece na porta. As unhas eram grandes, afiadas e pretas. Emily arregala os olhos e nao consegue se mexer. Com espanto, ela vê uma garota loira e pálida aparecer. Envolta de seus olhos haviam olheiras profundas e escuras. Estava sem uma parte do cabelo, com o couro aparecendo. Seus lábios roxos se contornaram em um sorriso.

- Venha para nós... - A garota loira sussurra, e estica os braços como se fosse envolver Emily em um abraço.

Sem pensar duas vezes, ela corre para a porta e sai do banheiro. Achava estar em uma escola. Emily anda pelo corredor vazio, ate uma porta. Ela espia pela janelinha. Havia um grupo de crianças sentadas em um círculo, de mãos dadas e olhos fechados. As bocas abriam e fechavam, como se estivessem orando. Então todas as crianças abrem os olhos e viram a cabeça na direção da porta. Elas nao tinham olhos. Apenas buracos negros e vazios.

Emily se afasta. Queria acordar, voltar para seu quarto e esquecer tudo aquilo. Ela se arrisca a olhar pela janela. A visão dava para o pátio da escola. Havia crianças nuas em fila, e pessoas encapuzadas envolta delas. Uma das crianças foi direcionada para frente. Uma das pessoas encapuzadas segurava algo de ferro. Mergulha a ponta do ferro na brasa, que formava uma espécie de símbolo, mas nao dava para ver direito. Depois o ferro vai direto para a barriga da criança. Ela grita de dor. 

Emily da um passo para trás com repulsa. O que era aquilo? Nada fazia sentido. 

Então ela escuta um grunhido alto. Do outro lado do corredor estava algum tipo de animal. Era escuro e tinha olhos vermelhos. Orelhas pequenas e chifres. O animal começa a andar em direção à ela. A criatura abre a boca em uma tentativa de sorrir, e mostra seus dentes afiados. 

Sem saber o que fazer, Emily se vira e começa a correr. A criatura corria atrás dela, e o corredor se esticava. Longo, como se não acabasse nunca. Emily tenta abrir uma porta, mas para seu desespero, estava trancada. Ela escuta o animal se aproximando e tenta a outra porta. Ela se abre. A garota entra em uma espécie de armário. A criatura começa a arranhar a porta. Emily se encolhe no chão chorando, o corpo contra a parede. Só conseguia pensar em acordar, tinha que acordar... Os arranhões na porta ficaram mais fortes.

- Acorda. Acorda! Em nome de Deus, acorda! - Ela diz firme para si mesma, e fecha forte os olhos. De repente, o barulho cessa. Emily abre os olhos, e vê que estava de volta em seu quarto. Lágrimas escorriam por seu rosto. 

Sem poder nem pensar no que acabara de acontecer, a luz de seu quarto é acesa. Ela fecha os olhos, a luz os fazia arder.

- Filha? - Sua mãe chama. Ela abre os olhos e vê sua mãe Clarice, e seu irmaozinho Tomas agarrado nas pernas dela. 

- Ah... Oi, mãe. 

- Está tudo bem? Voce estava gritando. ..

- Desculpe por acordar vocês - Emily tenta sorrir- Foi só um pesadelo.

- Tudo bem. - Clarice sorri. Mas seus olhos desmonstravam algo. Preocupação, susto... E talvez um segredo. Uma lembrança. - Tente dormir mais um pouco. Amanhã cedo você tem aula.

- Boa noite.

- Até mais tarde, filha.

A porta se fecha, e a luz se vai com ela. Imersa na escuridão, Emily não consegue voltar a dormir. Não queria arriscar ir para aquele lugar de novo...

Então passa o restante da madrugada mexendo no celular. No Facebook, uma mensagem aparece. Emily vê que era Aspen, o garoto novo da escola. Aquilo era estranho. Aspen não conversava com ninguém na escola, sempre ficava na dele. Ela lê a mensagem:

"Não consegue dormir?"

Emily fica olhando para a tela do celular, pensando no que responder. Então digita:

"Não. E você?"

Logo Aspen começa a digitar. Ela encara sua foto de perfil. Os cabelos ruivos estavam bagunçados, ele sorria e seus olhos verdes olhavam diretamente para a câmera. 

"Tenho pesadelos" - Ele responde. Por algum motivo, Emily sente seu corpo todo se arrepiar. 

"Que tipo de pesadelos?" - Ela pergunta.

"Vou te contar, mas não agora... Ainda não."

Ela achou estranho aquilo. Por que ele não podia contar agora? Era como se estivesse esperando o momento certo.

Continuaram conversando. Aspen era legal, e Emily gostou de o conhecer melhor. Ele não era tão diferente dela, afinal. E não imaginava como estava certa. 


De manhã Emily já nem pensava mais no pesadelo. Agora estava focada na escola, em ver suas amigas e Aspen. Ele a cumprimentaria? Se despediu de sua mãe e seu irmaozinho, e foi caminhando até a escola, que não era longe.

Ela suspira ao ver o colégio, pensando qye seria mais uma segunda chata... Anda até o portão, vendo sua amiga Maria acenando. Emily sorri e corre até ela.

- Você está péssima! - Maria comenta, sincera como sempre- Não dormiu?

- É uma longa história. .. - Emily suspira. Maria estava prestes a dizer algo, quando alguém empurra Emily, a fazendo por pouco não cair no chão. 

- Olha por onde anda, fracassada. - Megan fala, suas seguidoras riam e andavam atrás dela. Todas entram na escola e Emily bufa. Megan implicava com todos, se achava superior. Ela era bonita e popular, mas isso nunca foi motivo para as implicâncias. Ela apenas gostava de rebaixar os outros.

As duas amigas entram na escola e vão direto para a sala de aula. A primeira aula era matemática, Emily nunca entendia nada. Sempre foi péssima em exatas. Seus olhos pesavam, ela tentava prestar atenção na professora. Logo a professora some. E toda a sala também. 


Estava de volta ao armário. Mas não havia barulho de porta arranhada desta vez. Não havia barulho nenhum. Apenas o som da respiração dela. Emily abre a porta. O corredor estava vazio. Parecia uma escola fantasma. 

Ela vai andando. Passa pelo pátio e se lembra das crianças sendo queimadas. O ferro ainda estava ali. Ela se aproxima para ver melhor. Tinha um símbolo estranho na outra extremidade, um círculo como se fosse um sol, e uma cruz invertida dentro dele. Aquilo lhe causou arrepios. 

Resolveu deixar o ferro para lá e continuou andando, para fora da escola. Estava em uma cidade. Mas tinha algo de errado com aquela cidade, parecia suja, podre. Tudo estava caindo aos pedaços. O único lugar que parecia intacto era uma igreja. Era grande, e em cima dela havia aquele símbolo. Emily queria saber o que significava...

Mas não era certo sonhar com aquele lugar. Não era certo estar ali. Não queria. Estava prestes a mandar à si mesma acordar, quando escuta uma risada. Assustada ela se vira, e não muito longe, viu um palhaço. Ele sorria e acenava com suas luvas brancas . Sua cara estava pintada de branco, envolta de seus lábios era vermelho. Em seu nariz também. Ele tinha apenas dois tufos de cabelo laranja e andava até ela.

Agora Emily podia perceber que seus olhos eram amarelos. Os dentes grandes e afiados. Não tinha nariz, apenas um buraco vermelho.

- Você quer brincar comigo? - O palhaço pergunta rindo, e Emily começa a correr pela cidade. O palhaço a persegue. Onde estavam todos? O lugar parecia vazio. 

Sem olhar para seus pés, Emily tropeça. Antes que pudesse se levantar, o palhaço estava em cima dela, sorrindo e a analisando. Ela começa a gritar, e o palhaço a gargalhar. Como se aquilo tudo fosse uma piada realmente engraçada. 

- Gosto quando gritam - O palhaço diz, ficando sério de repente. Ele ergue uma das mãos, suas unhas eram longas e afiadas. Emily arregala os olhos e vê o palhaço levantar sua blusa. Ele começa a rasgar a pele de sua barriga. Aquela risada não parava.

Emily só fechou os olhos o mais forte que conseguiu e gritou.


A risada do palhaço se foi. Agora ouvia outra voz, uma mulher lhe chamava. Emily abre os olhos e se depara com a professora de pé ao lado de sua carteira, a encarando. Todos na sala faziam o mesmo. Sua barriga doía. 

- Emily, você está bem? - A professora de matemática pergunta. - Você estava gritando...

Emily se levanta.

- Desculpe professora... Eu só tenho que ir ao banheiro. 

A professora encarava sua barriga.

- Se machucou? Quer ir para a enfermaria? Você está sangrando!

A garota olha para sua barriga. Sua blusa branca estava vermelha. Mas Emily não entendia. Se machucou no sonho. Como poderia estar ferida na vida real?

- Esquisita - Megan murmura, a sala toda ri, fazendo Emily querer correr da sala ainda mais. Ela encara seus colegas. Maria a olhava com preocupação. Megan com deboche, como a maioria dos outros alunos. Aspen a encarava também, mas Emily não conseguiu decifrar o seu olhar. Não aguentava ficar ali nem mais um minuto, então apenas deu de ombros e saiu da sala.

Andava pelo corredor, quando a porta se abre e uma voz a chama.

- Emily!

Ela se vira e vê Aspen. Ele anda em sua direção. 

- Eu te levo para a enfermaria...

- Estou bem - Ela suspira cansada.

- Como se machucou? - Ele pergunta curioso.

- Se eu te contasse, me acharia louca - Emily sorri fraco.

- Acho que não - Aspen responde. - Vem, precisamos conversar.

Os dois seguem para o jardim da escola e se sentam em um banco. Emily estava curiosa: o que ele poderia querer conversar com ela?

- Você tem pesadelos. - Ele afirma. - Eu te disse que sabia como é. Mas o que você não sabe, é que não são apenas pesadelos. É real.

- Como sabe disso? - Ela indaga chocada.

- Tem muito o que preciso te explicar, mas vou tentar resumir. Quando você dorme, não está tendo sonhos normais, como as outras pessoas. Você vai para algum lugar. Lá é sombrio, é apavorante. Sei porque também estive lá.  

Emily queria interrompe-lo, perguntar se ele estava delirando. Mas a feição seria de Aspen a fez ter dúvida. E se fosse real? Queria com todas as suas forças não acreditar naquilo. Mas e seu corte na barriga? Emily olha para a blusa manchada de sangue.

- Se você se machuca lá, se machuca aqui. Se você morrer lá. ..

Aspen lhe lança um olhar triste.

- Como sabia que eu também posso... Ir para esse lugar?

- Desde que completei 17 anos sonho com você. Quando descobri que você era mesmo real, e que morava aqui... Tive que ver com meus próprios olhos.

Emily arregala os olhos. Aquilo era surreal. 

- Mas... E seus pais?

- Eles acreditaram em mim. Deixaram eu vir. Até pagam o aluguel da casa que estou morando...

Emily respira fundo, pensando no que dizer. Estava começando a ficar tonta.

- Por que vamos para esse lugar horrível? 

- Não sei - Aspen suspira.

- Eu vi coisas estranhas. Nada lá faz sentido! Crianças nuas sendo marcadas com ferro quente. Com um símbolo. ..

- Eu também vi esse símbolo. Descobri algumas coisas sobre ele...

- O que descobriu? - Emily indaga curiosa. 

- Melhor não conversarmos sobre isso aqui. - Aspen olha na direção de um espetor que os encarava.

- Tudo bem. Eu agora vou para casa... Não iria conseguir me concentrar nas aulas nem se quisesse. Não depois de ouvir tudo isso. Vou te mandar meu endereço. Pode ir em casa.

- Tudo bem. - Aspen concorda. - Desculpe por despejar essas coisas em cima de você. 

- Eu tinha que saber. - Emily murmura. Eles se olham em silêncio. 

- Te vejo mais tarde. - Emily se despede. Ele sorri e ela volta para dentro da escola. Seria fácil ir embora, graças à aquele palhaço que a cortou. 

Não sabia porque podia ir para aquele lugar. Sentiu um medo tomando conta de si, o medo de ir para lá e não conseguir voltar. Ficaria presa para sempre no seu pior pesadelo.



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