História Não Está Tudo Bem — Livro II (Romance Gay) - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ficção Adolescente, Gay, Lgbt, Romance Gay
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Palavras 3.626
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OLÁÁÁÁÁÁÁ! COMO VOCÊS ESTÃO? HÃ? EU ESTOU GRITANDO? DESCULPE-ME, ESQUECI DE DESLIGAR A TECLA CAPS LOCK...

Pronto, desliguei!!!
Capítulo novinho (que estava pronto desde de terça...) espero que gostem é me avalie! Seja como comentários, favoritos ou qualquer outro modo de avaliação que eu não saiba que tenha no Spirit... HU!

Aproveitem, e boa leitura!!!

Capítulo 4 - 3. Em Choque


   — Mike? — Nate o chamou pela terceira vez, agora, recebendo a tenção do mesmo, que bloqueou a tela do celular e o guardou no bolso, dizendo:

   — Não... Não é nada — Sorriu, pegando sua camisa. — É apenas um desconhecido me mandando trote.

   Nate assentiu levemente, mas mesmo assim perguntou:

   — Tem certeza que está tudo bem?

   Mike se aproximou de Nate e o beijou, dizendo enquanto acariciava o rosto do mesmo.

   — Ainda está preocupado com o que me perguntou no carro? — Ele perguntou, fazendo Nate assentir. — Já te disse que conversaremos sobre isso mais tarde — Mike garantiu, fazendo Nate concordar e o abraçar.

   — Mas — Começou Nate, olhando nos olhos verdes de Mike, que parecia preocupado —, não minta para mim, essas mensagens têm algo a ver com isso também, não é mesmo?

   Mike assentiu, dizendo:

   — Sim, mas não se preocupe com isso. Está tudo bem — Suspirou. — É apenas algo que eu deveria ter lhe contado já faz tempo.

   Nate levou sua mão direita até o rosto de Mike e acariciou, fazendo o mesmo fechar os olhos com o toque macio do menor, que o beijou logo em seguida.

   — Por que está tão preocupado em me contar? — Perguntou, fazendo Mike abrir os olhos e olhar nos azuis-topázios do mesmo.

   — Porque era algo que eu queria esquecer, algo que me arrependo — O tom de Mike foi neutro. — E tenho medo que não queira olhar mais na minha cara depois disso...

   Nate não pode deixar de ficar preocupado, mas manteve a calma e disse:

   — Eu nunca faria isso — Mike olhou fundo nos olhos de Nate. — Jamais — Afirmou. — E se o que fez de errado foi tão... errado — Prosseguiu. — Eu sou a prova viva de que tudo de bom que você fez pode fazer isso parecer nada.

   Mike sorriu, e em seguida abraçou Nate, que retribuiu de forma carinhosa.

   — Eu te amo — Nate disse, fazendo Mike concordar e dizer:

   — Eu sei — Nate deu um tapa de leve na nuca de Mike, que riu, dizendo: — Melhor sairmos logo daqui, todos já devem estar sentindo a nossa falta.

   Nate concordou, entregando a jaqueta de Mike, que andou até o canto da sala e pegou a camisa do mesmo e a jogou em direção a ele. Nate a vestiu e em seguida vestiu sua camisa xadrez, levantando as mangas da mesma, deixando metade do braço a mostra.

   — Você está um pouco descabelado — Mike disse após se vestir, rindo enquanto ajeitava os cabelos de Nate. — Pronto.

   Nate sorriu e saltou de cima da mesa, recolheu sua mochila do chão e andou em direção a porta, saiu, parando ao lado da porta após a mesma se fechar, esperando Mike também sair.

   Assim que Mike saiu, os dois começaram a andar pelos corredores da escola até chegarem na cantina da mesma, onde, ao entrarem, avistaram seus amigos sentados na mesa de sempre. E os mesmos acenaram assim que também os notaram.

   Nate sorriu e em seguida começou a andar em direção aos amigos ao lado de Mike, que envolveu sua cintura com o braço direito, o que levou Nate a rir ao descobrir o motivo quando o mesmo viu Dante sentado entre Alex e Liam.

   — Onde estavam? — Quis saber Josh, e Nate estranhou seu jeito de perguntar, parecia estar chateado.

   — Eu te liguei várias vezes — Jonathan disse enquanto dava um gole em seu refrigerante.

   Mike e Nate andaram até os assentos livres da mesa e se sentaram, levando Nate a responder:

   — Deve estar no silencioso — Retirou sua mochila das costas e abriu um dos bolsos da mesma, procurando seu celular.

   — Ok — Disse Alex. — Mas onde estavam? — Perguntou, fazendo Nate e Mike olharem de canto de olho um para o outro, e em seguida Mike dizer:

   — Vejo que Dante está aqui — Dante acenou com uma das mãos enquanto sugava o refrigerante de sua latinha com um canudo. — O que está achando da nova escola?

   Nate quis rir do método que o namorado usara para fugir da pergunta, mas apenas voltou a procurar seu celular, e com toda a demora para encontrar o mesmo, estaca começando a pensar que havia pegado a bolsa da Hermione por engano.

   — Aqui é legal — Dante respondeu, fazendo todos olharem para o mesmo, com exceção de Josh, que preferiu comer seu lanche em paz, fazendo Nate se preocupar, e falaria com o garoto de olhos cinzentos mais tarde, pois ainda estava procurando seu celular. — Não tenho o que reclamar, o pessoal é legal...

   Nate olhou para Mike, que fez o mesmo, e disse:

   — Acho que deixei meu celular cair na sala... — Todos olharam para Nate, que se calou por um meio segundo. — Na biblioteca — Disse rapidamente, levantando-se de seu assento. — Vou procura-lo.

   — Quer ajuda? — Cassie perguntou, olhando Nate se afastar.

   — Ligue para o meu celular, para facilitar a procura — Nate disse à amiga, que assentiu e o fez. — Te vejo na sala.

   Nate saiu do refeitório e seguiu em direção ao segundo andar da escola, onde seguiu em direção a sala do treinado. Pôs uma das mãos na maçaneta e a girou, xingando a porta por estar trancada.

   — Droga... — Disse, cruzando os braços para pensar em algo, mas não teve tempo de o fazer, pois alguém tocou em seu ombro, dizendo:

   — Com licença — Nate virou-se de frente para o dono da voz, vendo um garoto de cabelos negros que iam até a altura do ombro, olhos de um tom mel e pele branca, mas não pálida. — Acho que isso é seu — Ele estendeu a mão direita, mostrando um celular, que Nate logo percebera ser seu.

   — Ah, obrigado — Disse, pegando seu celular e vendo que no mesmo haviam algumas chamadas perdidas. — Onde estava? — Quis saber.

   O garoto sorriu, olhando por cima do ombro.

   — Você deixou cair do bolso de sua mochila enquanto andava — Ele respondeu, fazendo Nate assentir. — Eu peguei e esperei você aparecer por aqui para devolver.

   Nate sorriu.

   — Obrigado — Ele disse.

   — Por nada... — O garoto esperou Nate dizer seu nome.

   — Nathaniel — Disse, fazendo o garoto sorrir de um jeito que incomodou Nate.

   — Por nada, Nathaniel — O garoto disse, dando as costas para Nate, que perguntou:

   — E o seu nome, qual é?

   O garoto olhou por cima do ombro para Nate e respondeu em meio a um leve sorriso:

   — Me chamo Travis...

   Nate sentiu um forte arrepio percorrer por sua espinha ao ouvir o nome do garoto, e por um segundo, achou que o mesmo iria dizer Trevo. Engoliu em seco e ficou um tempo ali, parado, observando o garoto se afastar cada vez mais.

   E o sinal tocou, fazendo Nate começar a andar em direção a sua sala de aula, tentando esquecer o que ouvira.

○○○

   — Você apenas precisa ficar de repouso por duas semanas para que possa voltar a correr como antes — Stive disse a seu paciente, cujo havia torcido o pé direito enquanto praticava suas corridas matinais. — Não fique assim — Disse ao ver a expressão triste do garoto sentado à sua frente. — Essas coisas acontecem.

   O garoto olhou bem nos olhos azuis de Stive, que olhou nos castanhos do mesmo.

   — Você não entende — O garoto disse, fazendo Stive cruzar os braços e deixasse que o garoto prosseguisse. — Preciso me preparar para a maior corrida de Black Wood — Stive queria poder assentir, mas não sabia de corrida alguma. — Acontece todos os anos desde que me conheço por gente — O garoto acrescentou, fazendo com que Stive levante as sobrancelhas em sinal de compreensão. — Eu estou me preparando já tem bastante tempo, mas estou longe de conseguir atingir o recorde do meu pai.

   — Hum... — Disse Stive. — E seu pai quer que você se deia bem?

   O garoto fez uma expressão de meia compreensão.

   — Em partes... Sim. — Stive se perguntou o porquê. — Ele morreu no ano passado de um ataque cardíaco fulminante — Stive se sentiu menos mal por não ter perguntado o motivo. — Se ele fosse competir esse ano — O garoto prosseguiu. — Ele teria sua última medalha antes de se aposentar... Esse era o sonho dele — Sorriu. — Ter o último espaço de sua coleção de medalhas e troféus ocupado.

   Stive sorriu, levando sua mão direita até o próprio queixo.

   — Então você vai competir para garantir que o sonho de seu pai se realize — Ele supôs, e estava certo, pois o garoto confirmou. — Seu pai ficaria orgulhoso de você. — Disse enquanto afagava os cabelos castanhos do garoto, que sorriu, agradecido. — Mas se quiser mesmo realizar o sonho de seu pai — Prosseguiu enquanto andava até um dos armários do quarto do hospital. — Vai ter que ficar uma semana de repouso. — O garoto emitiu um som de desagrado com a boca. — Ah, vai — Stive disse após pegar uma cartela de comprimidos do armário —, nem é tanto tempo.

   O garoto suspirou, concordando, relutante.

   — Eu não tenho escolha mesmo... — Stive riu com o tom do garoto. — Afinal, é só daqui a um mês mesmo.

   Stive andou em direção ao garoto, dizendo:

   — Veja pelo lado bom — O garoto olhou em seus olhos. — Pelo menos ficará por uma semana inteira com as pessoas fazendo tudo por você.

   O garoto riu, e em seguida Stive sorriu enquanto entregava a cartela de comprimidos para o mesmo, dizendo:

   — Pegue. Tome uma a cada seis horas. Ira diminuir o inchaço.

   O garoto olhou para o próprio pé direito e disse:

   — Acho que vou precisar de um pote desse comprimido.

   Stive riu, afagando os cabelos do garoto logo em seguida.

   — Agora descanse — Ele disse enquanto fazia o garoto se deitar na cama onde estava sentado. — Sua mãe já está vindo busca-lo.

   O garoto assentiu, fazendo Stive sorrir e em seguida andar em direção a porta do quarto, e antes de sair, o garoto o chamou, fazendo Stive olhar para o mesmo.

   — Obrigado — Ele disse, fazendo Stive sorrir e dizer:

   — Não precisa agradecer, Caleb. Eu apenas estou fazendo meu trabalho, que é cuidar de pessoas iguais a você, que estão machucadas ou algo do tipo.

   O garoto fez um sinal de negação enquanto dizia:

   — Não a respeito disso. — Stive arqueou as sobrancelhas. — Obrigado por não me dizer que eu deveria desistir, como muitas pessoas me "aconselham" a fazer.

   Stive permitiu um leve sorriso de canto enquanto viu o garoto fechar os olhos e descaçar. Saiu do quarto, ainda sorrindo, e andou pelo corredor até a recepção, onde viu Claudia, a enfermeira que ficava por lá.

   — Como o garoto está? — Ela perguntou, mexendo em sua papelada.

   — Está bem — Stive respondeu, apoiando o braço esquerdo no balcão da recepção. — Apenas precisa de repouso.

   Claudia sorriu, e em seguida soltou seu cabelo negro do coque para fazer o mesmo novamente. E em seguida procurou alguma coisa em cima do seu balcão de trabalho.

   — Como anda o movimento por aqui? — Stive perguntou, observando algumas pessoas entrarem e saírem do hospital.

   — Está bem calmo — Claudia respondeu enquanto continuava a procurar o que estava a fazer. — Até demais...

   Stive sorriu.

   — Achei — Claudia disse em quase um sussurro, e em seguida entregou um bilhete para Stive, que estranhou. — Deixaram isso para você aqui em cima do balcão, nem pergunte quem, pois não sei.

   Stive olhou nos olhos marrons de Claudia enquanto estranhava e em seguida leu o bilhete:

Como se sente sabendo que seu filho é um assassino?

— Trevo

   Stive se irritou, levando Claudia a perguntar:

   — Tudo bem?

   Stive suspirou e em seguida tirou seu jaleco, perguntando:

   — Tem alguém precisando de mim?

   Claudia verificou em sua prancheta, negando logo em seguida.

   — Está tudo calmo por hoje — Ela disse, pousando a prancheta em cima do balcão.

   — Ótimo — Stive disse, agarrando seu jaleco com uma das mãos. — Vou precisar sair — Disse enquanto andava em direção a porta do hospital.

   — Volta só mais tarde? — Claudia perguntou.

   — Sim — Stive disse, e em seguida passou pela porta.

○○○

   Elizabeth estava em seu quarto, organizando sua estante de livros, por não ter muito o que fazer, quando ouviu o som da porta da frente — No primeiro andar — se abrindo e em seguida se fechando.

   Posicionou o último livro que tinha em mãos na estante e em seguida andou em direção a porta de seu quarto, saindo do mesmo logo em seguida. Andando pelo corredor até chegar no fim do mesmo e dobrar a direita, onde seguiu em frente até chegar nas escadas, vendo enquanto descia, Tyler, deitado no sofá da sala.

   — Por que chegou tão cedo? — Elizabeth pergunta, fazendo com que Tyler se sente no sofá e olhe por cima do ombro para a mesma.

   — Não tive aula — Ele respondeu, acompanhando o andar da mãe até a mesma se sentar ao seu lado no sofá. — Apenas palestras.

   — E sobre o que era essa palestra? — Perguntou Elizabeth, apoiando seu braço esquerdo em cima do sofá.

   Tyler deitou-se novamente no sofá, pondo sua cabeça no colo de sua mãe, de forma que a fez começar a afagar os cabelos escuros do mesmo.

   — Sobre a importância do não uso de bebidas alcoólicas, e outros tipos de drogas, na juventude — Tyler respondeu, fazendo sua mãe rir.

   — Espero que isso tenha feito você querer parar de beber — Ela disse em um tom irônico, fazendo Tyler centralizar seus olhos de tom avelã nos mesmos de Elizabeth, dizendo enquanto fazia uma cara engraçada:

   — Não. Na verdade, me deu bastante vontade de beber, agora.

   E Tyler riu após sua mãe dar um leve empurrão em sua cabeça, dizendo:

   — Aposto que nem terminou de assistir a palestra.

   Tyler riu, perguntando:

   — E ainda tem dúvidas?

   Elizabeth revirou os olhos, fazendo Tyler sorrir.

   — E como está o futuro novo membro da família? — Tyler perguntou, acariciando a barriga de sua mãe com as costas da mão esquerda.

   Elizabeth sorriu, pondo suas duas mãos em cima de sua barriga, respondendo:

   — Está bem — Tyler sorriu. — Estou no sexto mês de gestação — Prosseguiu. — Falta bem pouco para que eu possa carregar essa criança.

   Tyler deixou que o sorriso em seus lábios se alongasse ao ver a ansiedade e alegria de sua mãe.

   — Não vai mesmo me contar se é menino ou menina? — Ele perguntou, fazendo sua mãe desviar o olhar enquanto assoviava. — Mãe! — Tyler a repreendeu, fazendo a mesma rir. — Aposto que contou para Nate — Elizabeth permaneceu calada, provocando o filho. — Vai! Me conta! — Implorou.

   — Só com uma condição — Elizabeth disse, fazendo Tyler se sentar, animado, enquanto olhava nos olhos da mãe. — Vai ter que parar de beber até o nascimento.

   — Deixa eu pensar... — Tyler disse, cruzando o braço esquerdo e usando o punho direito como suporte para o queixo. — Estamos em agosto — Disse em voz baixa. — Então quer dizer que ainda faltam três meses para novembro — Olhou nos olhos da mãe, dizendo: — Prefiro esperar para saber.

   Elizabeth gargalhou com a resposta do filho.

   — Você não tem jeito mesmo — Ela disse, negando com a cabeça enquanto sorria.

   Em seguida, os dois olharam em direção a porta da frente, que havia sido aberta por Nane, que entrara logo em seguida.

   — Ora — Começou Elizabeth —, parece que alguém também chegou cedo hoje — Nate sorriu, fechando a porta atrás de si. — E está sozinho — Reparou. — Onde está seu par inseparável? — Perguntou, referindo-se a Mike.

   — Ele teve que resolver algumas coisas com a irmã — Nate respondeu enquanto andava em direção ao outro sofá da sala e se sentava, tirando sua camisa xadrez. — E Jonathan disse que almoçará na casa de Mike, pois terão treino de futebol mais tarde.

   Elizabeth assentiu, perguntando:

   — Quem te trouxe?

   — Vim de carona com Cassie — Nate respondeu, tirando o celular do bolso e vendo as horas.

   Tyler se levantou, sorrindo para Nate e em seguida dizendo:

   — Vou para o meu quarto.

   E o garoto seguiu até as escadas, onde subiu, deixando Nate com uma pontada de curiosidade.

   — O que ele tem? — Perguntou, olhando para as escadas.

   Elizabeth fez um sinal de não com a cabeça, dizendo em um tom neutro:

   — Não sei, ele não estava assim antes...

   Nate sorriu e se levantou, indo em direção as escadas, mas antes de subir, andou até Elizabeth e a abraçou por trás, dando um beijo em sua bochecha, fazendo a mesma sorrir e acariciar o rosto do pequeno.

   Nate andou novamente em direção as escadas e subiu, indo até seu quarto e jogando sua mochila em cima da cama. Tirou seus sapatos, deixando as meias nos pés, e saiu do quarto, seguindo pelo corredor em direção ao quarto de Tyler, onde bateu antes de abrir a porta, vendo Tyler sem camisa e corando com aquela bela formação que o irmão tinha.

   — Ah, desculpa — Disse enquanto observava Tyler sorrir enquanto vestia uma camisa qualquer que pegara de seu guarda-roupas.

   — Não se preocupe — Tyler disse ainda sorrindo, fazendo Nate também sorrir sem jeito.

   Nate deus alguns passos pelo quarto enquanto perguntava:

   — Está tudo bem?

   Tyler olhou confuso para Nate, perguntando:

   — Por que não estaria?

   — Ora — Começou Nate, usando um tom sarcástico —, fiquei sabendo que só é eu chegar que você corre para o seu quarto — Tyler riu. — Se estiver incomodado com a minha presença — Nate prosseguiu, mantendo o tom mais brincalhão —, é só falar que eu faço suas malas e você vai em bora.

   — Por que é eu tenho que ir? — Tyler perguntou, sentando-se em sua cama enquanto olhava nos olhos de Nate, rindo logo em seguida. — Está tudo bem — Disse enquanto sorria.

   Nate sorriu e em seguida andou em direção a Tyler, sentando-se ao lado do mesmo.

   — Vou fingir acreditar — Disse enquanto semicerrava os olhos para o irmão, que riu. — E como foi seu dia? — Perguntou enquanto olhava-o nos olhos ambares.

   — Tirando a palestra que tivemos... foi bom — Tyler respondeu, jogando-se de costas na cama, pondo suas mãos em cima da própria barriga.

   Nate olhou para ele, sorrindo, dizendo:

   — Se a palestra foi sobre bebidas, aposto que nem terminou de assistir.

   Tyler gargalhou, virando-se de lado mantendo as mãos na barriga enquanto ria.

   — E você está certo — Ele disse em meios aos risos.

   Nate riu e em seguida se deitou ao lado de Tyler, observando o teto à cima, acompanhando o fim risada contagiante de Tyler.

   — Isso ainda o incomoda? — Tyler perguntou, tocando a cicatriz no braço direito de Nate.

   — Às vezes, quando penso no que aconteceu — Começou Nate, agarrando com leveza o seu pingente de âncora. — Me incomoda, um pouco. Mas aí, eu sempre penso em todas as coisas boas que já me aconteceram, e isso acaba.

   Tyler sorriu, fazendo Nate virar-se de lado para o mesmo, observando os belos olhos azuis.

   — Tipo o Mike? — Tyler supôs.

   — Sim — Nate respondeu, largando o pingente, acrescentando: — Assim como você — Tyler sorriu. — Você já fez muitas coisas por mim. Desde as mais simples as mais malucas.

   — Tipo quando me fez subir aquela arvore da praça Blue Bird para tirar aquele gato assustado de cima dela? — Tyler supôs.

   — E depois você caiu em um arbusto, arranhando parte do corpo?

   — E depois você me fez andar dois quarteirões para entregar o gato a uma senhora? — Nate riu. — É, você me faz fazer coisas malucas.

   Nate socou o ombro de Tyler enquanto ria.

   — Ah, pelo menos eu fiz os curativos como havia prometido — Ele disse, fazendo Tyler concordar.

   — Você é bom em fazer curativos — Tyler disse, fazendo Nate olha-lo bem nos olhos, perguntando:

   — Tipo, como?

   Tyler demorou um pouco para responder, como se estivesse várias coisas em mente, mas queria apenas dizer uma:

   — Suas mãos — Nate sorriu. — Elas são leves e macias, como as de um anjo...

   Nate se sentiu lisonjeado com o que Tyler dissera. Ficou olhando nos olhos dele, e o mesmo também o fazia. Nunca havia reparado no quão belo era aqueles olhos ambares.

   — Ah... Nate — Nate olhou em direção a porta do quarto de Tyler, que estava aberta, vendo Elizabeth parada na mesma, olhando-os de um modo que Nate estranhou.

   — Sim? — Nate perguntou, sentando-se na cama, levando Tyler a também o fazer.

   Elizabeth trocou um rápido olhar com Tyler e em seguida respondeu:

   — Tem um amigo seu no telefone, na cozinha.

   Nate se levantou, em seguida perguntou enquanto andava em direção a porta:

   — Quem?

   — Não sei — Elizabeth disse, olhando nos olhos de Nate. — Apenas disse que era uma colega de sala.

   Nate estranhou, não tinha nenhum outro colega de sala que conversasse a não ser Cassie.

   Olhou nos olhos de Elizabeth e assentiu, passando ao lado da mesma e seguindo do corredor até as escadas, onde desceu e seguiu da sala-de-estar até a cozinha. Andou em direção ao balcão de mármore e pegou o telefone convencional de cima do mesmo, dizendo:

   — Olá?

   Um silencio se formou do outro lado da linha, e a única coisa que Nate era capaz de ouvir, era uma respiração leve e ao mesmo tempo pesada. E quando estava prestes a encerrar a chamada, ouviu um ruído do outro lado da linha que o fez perguntar:

   — Pode dizer quem é?

   — Olá, baixinho.

   E o telefone foi ao chão, deixando Nate paralisado ao ouvir a voz de Trevo.

  — Nate? — Ouviu a voz de Tyler ecoar em seus ouvidos. — Está tudo bem? — Seu tom era assustado, e ficou mais quando Nate não respondeu. — Nate, está me ouvindo?

  E mais uma vez Nate não respondeu, pois ainda estava entorpecido com o que acabara de ouvir. Olá, baixinho. A voz de Trevo se repetia diversas vezes em sua cabeça, na qual começara a latejar.

   — Nate, olhe para mim — Tyler pediu, agora com ambas as mãos nos ombros de Nate, fazendo com que o mesmo olhe em seus olhos, e em seguida o abrace, deixando-o confuso. — O que houve? — Perguntou, levando suas mãos até a nunca do irmão, massageando o local.

   — O que está acontecendo? — Elizabeth perguntou, assustada.

   Tyler olhou para a mãe, sem entender nada, e fez um sinal de que não sabia com a cabeça, deixando a ruiva um pouco nervosa.

   Elizabeth andou em direção a eles e se abaixou, com delicadeza, recolhendo o telefone do chão, levando-o até o ouvido direito, e tirando-o logo em seguida ao não ouvir mais nada.

   — Quem era? — Ela perguntou, levando Nate a olhar por cima dos ombros para a mesma, dizendo:

  — Trevo...


Notas Finais


Beijão no bico do peito esquerdo das Ladys, e um beijo na boca dos boys magias <3

XOXO'


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