História Não estava em meus planos... - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Block B
Personagens B-Bomb, Jaehyo, Kyung, P.O., Taeil, U-Kwon, Zico
Tags Block B, Taepyo, U-bomb, Zikyung
Exibições 61
Palavras 2.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


voltei segunda como prometido sjakahdkahak
eu queria agradecer pelos fav's e pelas pessoas que comentam, fico muito feliz de verdade, amo vocês^*^

esse capítulo ficou muito bonitinho, obrigada Maju Caju minha filha albina <3

espero que gostem igual eu gostei (leiam as notas finais) e boa leitura ^^

Capítulo 6 - ...você reagir desse jeito.


 

Não estava em meus planos você reagir assim.

Minhas mãos suavam e tremiam, meu coração palpitava nervoso, meus lábios já estavam brancos de tanto mordê-los, meu corpo esquentava e queria tirar minha blusa só que não queria chamar a atenção dele, que parecia incrivelmente tranquilo enquanto folheava as partituras que eu trouxe.

Após sair de transe depois de tê-lo visto, preenchi uma ficha com meus dados os dando para a menina no balcão. Eu e ele subimos juntos para o segundo andar e minhas pernas tremeram durante o caminho todo e não parava de olhar para ele. Que estava tranquilo demais só me guiando até a sala que faria o teste.

Agora estamos aqui, eu tendo um mini ataque cardíaco a cada movimento seu, e ele sorrindo enquanto vê os tipos de música que toco. Até que parou e se virou para mim. Eu tinha certeza que meu coração perdera uma batida nesse momento.

“Fiquei surpreso em te encontrar aqui, as únicas pessoas que sabem onde eu moro são Kyung e Yu Kwon.” - espera, ele mora no local que trabalha? E conhece o tal ‘Kwonnie’? - “Como soube que moro aqui?”

“Na verdade eu vim pelo emprego, não sabia que morava aqui. Você conhece o ‘Kwon’?” – disse envergonhado por ele pensar que vim por ele.

“Ah sim o emprego, claro." - ele me manda um rápido olhar e então assente e eu pude ver suas bochechas ficarem avermelhadas. - "Claro que conheço o Kwonnie, sempre ando com ele e com Kyungie."

Yu Kwon é o loiro que anda com Pyo e Kyung? E Minhyuk tá saindo com ele? Justo com o cara amigo da pessoa que Jiho mais odeia, Minnie é muito idiota.

“Por que quer saber dele?” -  ele cerrou os olhos e passou a mão na nuca, parecendo confuso e intrigado.

“Por nada.” - eu tentei rir, mas o que saiu foi um som desajeitado, estridente. - “Vamos começar?”

Eu não sabia exatamente o que fazer ou o que falar, minhas mãos ainda suavam e eu não entendia o por quê dessas reações tão inusitadas. Eu podia sentir a pressão do olhar dele sobre mim, mas mesmo assim tentei manter minha expressão neutra, não querendo transparecer nada. O mais engraçado era que ele estava muito tranquilo, ou então ele conseguia esconder muito bem. Mas esconder o que? Eu era o único meio sem sentido naquela sala, porque provavelmente ele estava achando aquela situação a mais normal.

Porém era impossível ficar normal ao lado dele. Eu não falei nada e então comecei a prestar atenção nele. Os fios de seu cabelo, que são num tom avermelhado forte, estavam perfeitamente levantados. Seu nariz tinha um formato perfeito para o tamanho de seu rosto. Seus lábios tinham um tom rosa que era extremamente fofo. Quando eu percebi que Pyo já tinha me flagrado o encarando, eu abaixei a cabeça, envergonhado e sentindo minhas bochechas queimarem.

Ele me olhou, arrumou seu cabelo com as mãos e passou a língua pelos lábios rapidamente antes de abrir um sorriso. Não falamos nada, ele apenas me entregou a pasta com minhas partituras. Abri e peguei uma música que já havia escolhido em casa. Posicionei-a em cima do piano e respirei fundo, olhei para as minhas pequenas mãos trêmulas e coloquei em cima das teclas. Por favor Deus, se for para passar vergonha que não seja agora, não na frente dele.














 

Pardon me for my lack of excitement

But I’m not entirely thrilled

Stutter when I talk

Flail around as I walk

Yeah, the moment’s been killed

And I’m not good at this, no, not at all

I’m not good at this

I’m a wreck and I know it

And I tend to show it every chance that I get

Butterflies in the skies, they just fly on by

Yeah, they’re making me sick

They don’t flutter about, I’d do without

All they do is kick

Mean it truly

Sincere heart

Why do you do this to me?

Tear me apart

It’s my fault and I know it

And I tend to blow it, no thanks to you

Its like you sit and you watch me

You poke and you taunt me, it’s all that you do

And I’m not fighting that, no, not at all

Just want to be something, a name you call

The lips you taste just to fall, madly in love

Mean it truly

Sincere heart

Why do you do this to me?

Tear me apart

I got my eyes set on you

My heart is burning red

All of my words come out wrong

Run circles in my head

You had me and I melted

In the palm of your hand

You know it, yes, I felt it

You’ll never understand

Mean it truly

Sincere heart

Why do you do this to me?

Tear me apart

Mean it truly

Sincere heart

Why do you do this to me?

Tear me apart









 

Eu pisquei meus olhos e balancei a cabeça para os lados, tentando sair do transe que aquela música causava em mim. É inacreditável o poder que as músicas têm na gente, capazes de nos teletransportar para outras dimensões, outros mundos, diferente realidade, o que acaba sendo um refúgio na hora em que precisamos. Aquela música dizia muito sobre o sentimento confuso que tinha em relação ao maior sentado ao meu lado.

Lentamente eu virei minha cabeça para o lado, descansando as minhas mãos sobre as minhas pernas, e franzi o cenho pela expressão do maior. Ele me olhou com as duas sobrancelhas arqueadas, em um sinal de surpresa e êxtase momentâneo, mas depois um sorriso nasceu gradativamente no seu rosto assim como a vermelhidão nas suas bochechas.

"Você toca muito bem.” - ele comentou, e sua voz saiu um tanto quanto deformada. Ele ficou sem graça e pigarreou, tentando limpar a garganta. Piscou os olhos diversas vezes, parecendo sem graça por algum motivo que eu ainda estava tentando entender. Se era para alguém ficar envergonhado naquela sala, esse alguém era eu e não ele. Suas bochechas estavam num tom de rosa claro e ele mexia nas próprias mãos. Chegava a ser fofo num nível extremo. - “De verdade, você toca muito.”

“Obrigado…” - eu sorri sem graça e esfreguei a nuca.

Pyo sorriu de canto e abaixou um pouco a cabeça, agora mantendo uma expressão neutra, então eu não tinha a mínima ideia do que ele poderia estar pensando. Será que ele não tinha gostado, mas elogiou apenas para eu não ficar chateado? Eu mordi o lábio, nervoso e ansioso para que ele falasse logo e quebrasse o silêncio, mas ele continuou daquele jeito. Minha cabeça já estava começando a pegar fogo com os devaneios a mil, e então Pyo limpa novamente a garganta, chamando minha atenção.

“Vou conversar com meu pai, que é o dono daqui, e com a minha irmã, que é a recepcionista lá em baixo. Qualquer coisa nós te ligamos." - terminou de falar com um sorriso. O sorriso dele é tão contagiante que eu acabo me vendo com um sorriso também.

Eu me levantei do banco e o acompanho enquanto ele anda.

“Tá bom…” - eu assenti, não sabendo mais o que falar. Minha ansiedade também não permitia que eu falasse muito, ou então eu iria começar a gaguejar e a ficar mais nervoso ainda.

“Mas você também deve saber como explicar, então, em casa organize suas aulas.” - nós começamos a descer a escada e eu me concentrava para não cair. Eu sorri de canto, percebendo que o sentido daquela frase era que o meu emprego já estava quase confirmado. Ele falou isso e nem deve ter percebido. Pyo era a personificação do bem e da fofura.

Quando chegamos na recepção, a garota que acabei descobrindo que é irmã de Pyo, estava atrás do balcão mexendo em alguns papéis, e assim que nos vê, ela larga o papel e abre um sorriso simpático.

“Oi! Como se saiu pequeno?” – eu sorri de lado, meio envergonhado. Mas o que eu poderia fazer? Eu era pequeno mesmo, pelo menos quase nunca encontro com alguém mais baixo que eu. E ela tinha sido simpática, e eu gostei daquilo.

“Acho que bem.” - eu dei de ombros e lhe ofereci um sorriso um tanto envergonhado.

“Foi ótimo.” - Pyo rebate. A gente bateu os olhos rapidamente e desviamos logo em seguida, como se fosse proibido olhar. Eu sorri fraco.

“Ah que bom, gostaria de ver você aqui mais vezes. Aliás meu nome é Hye Rim!” - eu assenti, sem saber o que responder. Eu tinha gostado mesmo dela, não é todo dia que encontramos pessoas simpáticas. - “Qualquer coisa te ligamos, até mais!”

“Até mais. Tchau, é...” - eu travei, não sabendo se eu o chamava pelo sobrenome ou pelo próprio nome, não tinha intimidade o suficiente. O que será que ele prefere? E eu não podia simplesmente sair de lá sem me despedir dele. Eu então decido falar seu primeiro nome. - “Jihoon.”

“Pode me chamar de Pyo mesmo.” - ele explicou e virou seu rosto para mim com uma expressão divertida. Deu alguns passos até mim e bagunça meu cabelo rapidamente enquanto eu queimo de vergonha.

Eu estava me sentindo como se eu fosse um bebê perto dos dois, e mesmo que essa palavra tenha me traumatizado quando criança, me sentia confortável com eles me tratando assim.

Sai do local pegando fogo de tanta vergonha, olhei para a vitrine e vi os dois rindo e Pyo colocando a mão no coração fingindo um desmaio e arregalei os olhos, Hye Rim me viu e riu mais ainda. Pyo se virou rápido logo ficando vermelho e virando de costas e entrando por uma das portas. A garota acenou para mim ainda rindo, devolvi o aceno e saí quase correndo dali.

 

Agora tinha praticamente certeza que ele também gosta de mim.







 


 





 

Estava chegando em casa e pude ver o carro de minha mãe estacionado, nessa semana ela tem chegado mais cedo do que o normal, bem estranho.

 

Abri a porta de casa e a vi sentada no balcão da cozinha cortando algumas frutas, minha mãe sempre foi uma pessoa realmente muito saudável, devia minha saúde perfeita à ela. Quando me viu, abriu um sorriso e me convidou a sentar com ela.

 

“Oi meu amor, como foi lá? Conseguiu o emprego?” - minha mãe é com certeza a melhor pessoa do mundo, pode estar acontecendo algo terrível e ela vai estar calma tentando passar essa sensação para os outros.

 

“Acho que consegui, mas eles ainda vão me ligar.” - sorri e me sentei junto à ela. Abaixei a cabeça e suspirei fraco, precisava conversar com alguém sobre os meus sentimentos, mas não tinha ainda certeza sobre eles.

 

“Aconteceu alguma coisa filho?” - indagou me olhando suavemente, queria muito desabafar, mas estava com medo de acabar totalmente com sua calma e leveza. Queria falar que estava gostando de um menino, mas como?

 

“Omma…” - chamei e ela me olhou surpresa pois nunca a chamava assim, sempre achei que fosse coisa de criança, mas estava realmente me sentindo uma. - “Eu queria conversar, mas não quero que fique brava, nem decepcionada comigo.”

 

Ela se ajeitou na bancada, afastou as frutas que estava cortando e olhou no fundo dos meus olhos, mantendo a leveza no olhar.

 

“Diga meu amor, independente do que for vou fazer o possível para te compreender.” - sorriu um pouco ainda me olhando nos olhos. Estava nervoso, mas precisava contar a alguém que pudesse me ajudar a compreender o que sinto, ninguém melhor que ela.

 

“Se eu dissesse que…” - eu soltei um suspiro pesado que eu nem sabia que segurava. Eu não tinha noção de qual seria sua reação. Eu estava muito receoso sim, mas isso não aconteceria se eu fosse mais confiante. Independe de sua resposta, eu não devo ignorar, pelo simples fato dela ser minha mãe. Minha mãe sempre foi muito compreensiva comigo em todos os aspectos e procurava sempre me ajudar no que eu precisasse, então não tinha motivos para eu temer pela sua reação. Respirei fundo antes de encará-la nos olhos. - “Gosto de me-meninos, a senhora ficaria brava comigo?"

 

Ela me olhou surpresa pela segunda vez e soltou um suspiro alto. Merda, vou ser deserdado. Será que dá pra voltar no tempo?

 

“Meu amor, eu nunca ficaria brava ou te maltrataria por sua escolha, só quero que tome cuidado com o que faz. Já pensou como que vai ser seu futuro daqui pra frente?” - certamente minha expressão era incrédula, mas não era de se esperar menos de uma pessoa como minha mãe, porém mesmo assim me surpreendi e creio que ela percebeu minha surpresa. Como ela poderia me responder tão rápido? Provavelmente ela já tinha percebido algo antes e já estava pensando no que falaria.

 

Mas ela tem razão, como vai ser meu futuro daqui para frente? Será que Pyo tem algo planejado também? E seu eu acabar destruindo seus sonhos?

 

Aish! Por que estou pensando nessas coisas? Nós dois nem temos nada! Mas não posso negar que acho que ele gosta de mim.

 

“Filho?” - a olhei saindo de meus devaneios, ela esperava uma resposta na qual eu não saberia dar, e como mãe sabe de tudo, ela percebeu soltando um outro suspiro e sorrindo um pouco. - “Quem é ele? Um de seus amigos?”

 

Nossa, esse dia só está cada vez mais me surpreendendo. Senti minhas bochechas esquentarem pela décima vez hoje, e essa pergunta eu não poderia deixar sem resposta.

 

“Nã-ão, eu conheci ele esse ano, ele é mais novo que eu e… Acabei o encontrando hoje na escola de música, o pai dele é o dono de lá.” - falei não conseguindo olhar totalmente para ela, e percebi a sua animação. Mordi o lábio, ainda receoso.

 

“Ah que legal, a família dele mexe com música! Como ele é com você?” - pronto, minha mãe já tinha ficado animada e voltado a pegar as frutas e começa a comê-las. Queria me jogar no chão por ter falado isso antes da hora. Nem o conhecia direito, não tinha nada para falar.

 

“Hum… Acho que ele também tem um pouco de vergonha, não o conheço direito, mãe…” - desviei o olhar de novo, agora olhando para a sala e vi um retrato de nossa família.

 

Olhei para o meu pai sorridente na fotografia, como ele reagiria a isso? Seu único filho, orgulho da família, com as melhores notas e melhores sonhos, agora se assumindo gay.

 

Voltei meu olhar assustado e perdido para minha mãe, agora estava preocupado, e como o esperado ela percebeu e sorriu para mim, puxando minha mão e fazendo um leve carinho.

 

“Ele vai compreender Taeil, ele é seu pai e te ama mais que tudo, nós te amamos mais que tudo.” - terminou com um sorriso quase me fazendo chorar, me levantei indo até ela e abraçando-a.


Depois disso não tive mais dúvidas que tudo ficaria bem, só restava saber o que ele achava sobre isso.


Notas Finais


Taeil preocupado em como chamar o Pyo kkkkkk que lindo.

Gente essa música é muito linda e é "especial" para mim, é Pardon Me de He Is We (recomendo em nightcore) e acho que tem tudo a ver com que o Taeil está passando, lembrando que ele não cantou, ele tocou a melodia junto com a cifra.

Tiros da semana:
Bermude Triangle poarr
BTS The Wings Tour em março aqui no Brasil
2NE1 acabou (pelo que eu soube)

Obrigada de novo pelo feedback e até semana que vem <3


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