História Não há sentido sem você - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Resident Evil
Personagens Barry Burton, Chris Redfield, Claire Redfield, Jill Valentine, Leon Scott Kennedy, Personagens Originais, Rebecca Chambers
Tags Chris Redfield, Jill Valentine, Resident Evil, Valenfield
Exibições 20
Palavras 1.692
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Tive inspiração hoje e escrevi mais um capitulo e esse é realmente o mais revelador como o título sugere hahaha *piadinha sem graça*

Capítulo 4 - Revelações


“Temos que voltar para o apartamento, Anne corre perigo! ” 

Com aquelas palavras Jill sentiu todo o desespero que o parceiro teve ao ler aquela “carta”, com olhar ainda em Chris, ela vê o rapaz estendendo o envelope para que também pudesse ler.

Provavelmente quem irá ler esse bilhete é Redfield e Valentine, os dois agentes experientes, porém ainda ingênuos... será que a Blanche ficará bem naquele pequeno apartamento que a deixaram? Talvez devessem conferir por precaução.

No tempo em que Jill lia o bilhete, Chris já estava no celular tentando contato com Anne, mas sem sucesso, o telefone do apartamento e o celular dela não eram atendidos e isso aumentou a preocupação de ambos.

“Chris tive uma ideia! ”

Chris a encara sem responder nada, apenas esperando ela continuar a falar.

“Obviamente isso é uma armadilha, então você volta para o apartamento e eu continuo a investigação por aqui. ” – Jill sugere, mas quando nota que Chris estava com aquela cara de reprovação continua a justificar sua ideia. “Não temos tempo, Anne corre perigo, você sabe...e qual é? Você não confia em mim? ”.

Apesar de ser difícil para Chris aceitar a ideia de Jill, era o mais sensato a se fazer, ele não podia deixar Anne correr perigo e também não descartaria a possibilidade daquilo tudo ser uma grande armadilha. A resposta tinha que ser rápida, os minutos se passavam e cada um deles eram importantes e também perigosos.

“Ok Jill. Vamos fazer do seu jeito! Vou arranjar uma rota diferente para voltar no apartamento, mas lembre-se isso pode ser uma emboscada pra capturar um de nós e eu...bom, se cuide e qualquer coisa suspeita dê o fora daqui. ” – Chris adverte.

Jill acena com a cabeça e vê seu parceiro indo embora, agora teria que continuar sozinha e iria dar o máximo de si na investigação.

Ela começou a vasculhar cuidadosamente toda a área, sabia que ficar ali poderia ser uma armadilha e também estava preocupada com Chris que também tinha possibilidades de estar indo em direção de uma.                                                      

Jill observa que o local era mais amplo do que imaginava, tinha escadas para vários lugares e subsolos, por um momento começou a levantar hipóteses, uma delas foi de um perseguidor, mas logo descartou essa probabilidade, confiava nas habilidades de Chris e sabia que ele não deixaria algo bobo assim passar despercebido, foi ai que passou a desconfiar que algum membro da equipe de Chris poderia ser um traidor, não tinha como alguém imaginar que um grupo contra a Umbrella se organizava num prédio abandonado como aquele, talvez policiais ali passassem para vistoriar por conta de tráficos, roubos e outros crimes, mas apenas isso e para Jill quem quer que tivesse os atacados possuía muitas informações.

*Eu podia desconfiar de Anne apenas por vingança, mas sei que não tem a menor chance dela ser uma traidora e como não conheço os outros dois desaparecidos, acredito que pelo menos um deles está envolvido nisso*

Uma das características de Jill em maior evidência além da curiosidade, é a desconfiança de tudo e todos e isso sempre a ajudou a ficar em estado de alerta e não confiar em qualquer um, ainda mais depois da traição de Wesker, por isso tinha facilidade de imaginar as pessoas com as piores personalidades possíveis e nesse caso era bem provável que estivesse certa, mas precisava de algo que confirmasse seu ponto de vista e sendo curiosa não ia desistir até que achasse.

Já haviam passado duas horas desde que se separou de Chris, para Jill aquelas horas foram tão longas que até começou a lembrar da mansão Spencer e de Raccoon City. Estava totalmente exausta e preocupada, sem notícias de Chris ou Anne e pela demora começou a imaginar o pior *Ah Chris você não pode ter caído numa armadilha.... E pensar que a culpa é minha de você ter feito isso* a moça sentou se numa das escadas cinzas, aquele lugar nunca havia visto tinta na vida era um grande prédio mal rebocado e com tijolos aparentes típico de esconderijos de traficantes e outros criminosos.

Enquanto descansava se mantinha em alerta não ia bobear num lugar como aquele, logo começou a lembrar de como sempre acabava separada de seus parceiros, Chris, Barry, Carlos.... Carlos!! Ela ainda possuía o número do celular que esse homem havia dado, ambos tiveram uma aventura (se é que dá para ser chamada assim) em Raccoon City enfrentando Nemesis. Como Carlos, que apesar de ser um mercenário, havia se tornado um amigo talvez não cobrasse tanto para dar uma ajudinha, entretanto, acaba descartando essa ideia, aquele homem tinha sido uma das causas por ela e Chris não ter dado certo.

No passado, Chris e Jill haviam começado a ter alguns encontros casuais, logo depois dos acontecimentos na mansão Spencer, até imaginavam que aquilo que tinham poderia acabar se tornando algo mais sério, porém Chris estava obcecado em acabar com a Umbrella e estava sempre investigando a fundo sobre a organização, não iria perdoar a morte de todos os seus amigos. Foi quando o rapaz recebeu algumas informações sobre a Umbrella que vinham da França e resolveu partir só avisando na hora para Jill sobre aquilo, então tiveram uma pequena discussão antes dele partir.

Nesse meio tempo, aconteceu o maior ataque bioterrorista do mundo até naquele momento, na cidade de Raccoon City. Jill estava sozinha e acabou conhecendo Carlos, que a ajudou a escapar e destruir Nemesis, uma das maiores armas bioterroristas criadas e como não tinha mais nenhum compromisso acabou se envolvendo com o mercenário, mas nada tão sério e profundo como foi com Chris, mas este quando soube do pequeno caso que a moça teve com Carlos, encarou aquilo como traição e desde então nunca mais foram tão íntimos, só mantiveram a amizade e as brincadeiras que um sempre fazia com o outro.

Jill resolveu levantar-se da escada e começar a agir novamente, não ia desistir ali e agora tinha ido muito longe, porém é interrompida por seu celular que começa a tocar, era Chris.

“Chris? Aconteceu algo me conte! Onde você está? ” – Jill atendeu o celular desesperada e ansiosa.

“Não encontrei a Anne, apenas o apartamento todo revirado e nem se quer deixaram algo para trás...”

“Meu Deus! E você? Por que essa demora? ”

“Fui seguido e acabei trocando tiros com algumas pessoas e encontrei zumbis, é uma longa história que pessoalmente lhe darei mais detalhes, agora estou próximo ao prédio onde deixamos o carro estacionado. Venha me encontrar. ” – Chris pedia com a voz de quem parecia estar exausto.

“Tudo bem! Encontro com você em dez minutos, até mais e se cuida”

“Você também, Jill. “

Ela desliga o celular e se concentra agora em sair dali, estava certa, Chris foi direto para a armadilha, mas acabou não caindo completamente nela.

Jill estava bem próxima do ponto de encontro e avistou Chris e desconfiou que o rapaz estivesse ferido, quando se aproximou teve a confirmação disso ao olhar e que ele segurava seu ombro e suas mãos estavam ensanguentadas.

“Chris meu Deus! Você foi atingido! Deixe me ver isso. ” – Jill disse se aproximando dele.

A ferida não parecia tão grave, mas ele havia perdido bastante sangue. Jill retira de seu bolso ataduras e um pequeno frasco de álcool, ela sempre carregava consigo este mini kit de primeiros-socorros para ocorrências assim, a moça passa o álcool no ferimento e nesse instante Chris se contorce, em seguida Jill estanca o sangue com a atadura.

“Descanse um pouco, eu dirijo. ” – Jill fala fazendo o rapaz se apoiar nela para guia-lo até o carro.

Já dentro do veículo, o rapaz começa a falar.

“Descobri algumas coisas enquanto matava algum zumbi...”

Jill não havia ainda começado a dirigir, então estava atenta no que Chris falaria.

“Inicialmente imaginei que Pierre estivesse envolvido nisso, nunca havia confiado naquele cara, mas acabei de mata-lo e não sei como, mas se tornou um zumbi e não somente ele, como também Phellipe...”

“Chris... sinto muito, imagino que pra você perder ainda mais parceiros deve ter sido extremamente difícil...” – Jill tinha uma expressão triste, seus olhos azuis estavam ainda mais intensos.

“E esse não é o pior...” Chris a encara. “Acho que a Anne está envolvida nisso. ”

Aquilo a pegou de surpresa, Jill que até levantou suspeitas sobre a moça, tinha descartado totalmente a possibilidade dela ser a traíra do grupo e não podia acreditar no que ouvia do parceiro que tanto confiava na loirinha “frágil”.

“Aquela vaca! Nunca fui com a cara dela! ” – Desabafa irritada. “Ah Chris... me desculpe! Sei que você confiava nela.”.

“Pois é, mas como eu disse são apenas suspeitas não há nada certo. ”

“E como você chegou nessa conclusão? ” – Jill disse fechando o cinto de segurança e se preparando para começar a dirigir.

“O apartamento tinha alguns arquivos e todos eles sumiram e mesmo estando revirado não havia sinais de lutas pareciam mais que vasculhavam o local. ” Ele explica.

“Que confusão! Já aqui nessa bosta de prédio não tinha nada... não consegui uma única informação útil, desperdício de tempo total. “ – Jill começa a dirigir.

Chris estava sério e Jill dirigia sem rumo, ambos estavam cansados, ele ainda por cima estava ferido e as descobertas que tinha feito pareciam tê-lo machucado ainda mais do que aquela facada que recebeu no ombro.

“Chris... onde vamos? ” – Jill resolve perguntar.

“Vamos encontrar um colega meu e não se preocupe este realmente é confiável e era amigo de Henry”. – Chris sorri em tom de brincadeira.

“Quem é esse cara? Espero mesmo que seja confiável, parece que temos o dom pra encontrar gente cretina” – Ela ri.

“É o O’ Brian, quando chegarmos lá você o avalia pra mim, porque pelo visto não sou muito bom em fazer isso” – O rapaz ri e segura seu ombro que ainda parecia incomodá-lo.

“Tudo bem capitão! Me dê as coordenadas de onde fica este lugar que vamos nos encontrar. “ – Jill diz em tom de brincadeira.

Chris começa a indicar o caminho para ela que obedece e acabam chegando num lugar muito bonito que dava pra ver muito de perto a Torre Eiffel. 


Notas Finais


Já inseri o O'Brian na história (diretor da bsaa) , daqui a pouco o cenário vai mudar e a Jill vai entrar em mais aventuras. Prometo que também terão cenas mais ~valenfield!!


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