História Não irei mais te ver? - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Kentin, Leigh, Lysandre, Nathaniel, Rosalya
Tags Amor Doce, Drama, Lysandre, Musica, Poesia, Romance
Exibições 29
Palavras 7.960
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Musical (Songfic), Poesias, Yaoi
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bom, espero muito que gostem, é pequena, mas são grandes aventuras. ♡•♡ bjs, Boa leitura!

Capítulo 1 - Sem querer, me apaixonei por você.


Fanfic / Fanfiction Não irei mais te ver? - Capítulo 1 - Sem querer, me apaixonei por você.

Em pleno primeiro dia de aula do ano, Castiel falta sem nem me avisar que não viria mais, não é que eu esteja sendo chato, mas ele falou que viria hoje, tenho um mal pressentimento, perdi meu bloco de notas faz 4 horas e ele falta, o que mais pode acontecer, não tenho nem com quem conversar, apesar de só faltarem 34 minutos para a aula acabar, sinto que é uma eternidade, nunca fiquei tão solitário, queria meu bloco de notas em minhas mãos para assim escrever uma bela poesia ou até um poema, Rosalya parece estar chateada com algo, o que seria? É raro vê-la triste... 

 Trimmm! (Sinal).

 Andei em direção à Rosalya pensativo. 

 - Oi Lysandre! - diz Rosa triste. 

 - Olá, está se sentindo bem? - pergunta Lysandre.

 - Sim, claro - diz Rosa triste e entediada. 

 - O que à deixa triste? - pergunta Lysandre. 

 - Não é algo que você precise saber - diz Rosalya recolhendo suas coisas. 

 - Me diga, não posso ver o rosto de uma dama triste dessa forma! - diz Lysandre.

 - Leigh e eu terminamos - diz Rosalya.

 Ela... terminou com ele? Por quê? Ela parecia tão feliz com ele a minutos atrás, juntos e felizes. Isso seria algo para me provocar? Pois ela sabe que já gostei dela e agora, sinto que isso se ergueu, como se tudo fosse como antes, amor a primeira vista!

 - Algo errado Lysandre? - pergunta Rosalya.

 - Não, eu já vou indo - diz Lysandre andando em direção a saída da sala.

 Assim que sai da sala, sai correndo até o parque. Por que ela terminaria com ele, isso é algum tipo de punição por eu há amar? Que som é esse? Olho em volta e vejo uma menina de costas, cabelos brancos de pontas vermelhas, tocando flauta, um som lindo, ela toca muito bem. Está parada, debaixo de uma árvore glicínia lilás, era como se tudo estivesse bem, como se meu coração ao ouvir um som suave e doce como esse, já estivesse calmo e relaxado, a música que relaxa os ouvidos. 

 Andei até mais perto e fiquei à observando, ainda somente vendo ela de costas, sentei no banco que havia mais perto. Seus cabelos compridos e lisos, usando um vestido branco e roxo, no qual era vitoriano, pés pequenos e descalços, um deles enfaixado até o joelho, sua pele pálida igual neve, a neve que é branca igual sua pele, se estivesse com meu bloco de notas escreveria: "O doce som que representa sua beleza", mesmo que não a conhecendo, ela parece estar triste, pois sei que a música expressa sentimentos... esse som delicado e calmo, quase como se algo tivesse se ido e a música lamentace algo, ela está triste? Assim que para de tocar ela olha para trás fitando meus olhos, seus olhos azuis que nele o que brilhavam eram as lágrimas tristes. Ela enxuga suas lágrimas e vem andando em minha direção. 

 - Sabe onde está um sapato branco? - pergunta a mesma. 

 - Não, a senhorita o perdeu? - pergunta Lysandre.

 - Sim, tinha deixado ele ali! - diz a mesma apontando para a grama.

 Mas o sapato está ali...

 - Que confusão a minha, as vezes sou um pouco atrapalhada! Me chamo Juliety Yaori! É um prazer conhecê-lo, e você como se chama? - pergunta Juliety rindo. 

 - Me chamo Lysandre, por acaso viu um bloco de notas? - pergunta Lysandre. 

 - Esse aqui? - pergunta Juliety sorrindo.

 Em suas mãos havia uma um bloco de notas branco no qual, é igual ao meu... 

 - Posso conferir? - pergunta Lysandre.

 - Claro! - diz Juliety ainda sorrindo. 

 Ela me entregou o mesmo, então o abri, e era minha letra com minhas palavras... será que ela leu?

 - V-Você... leu? - pergunta Lysandre tímido. 

 - Não, mas confesso que iria ler se não achasse o dono! - fala Juliety rindo. 

 - Haha, agradeço por a senhorita acha-lo, pensei que nunca mais o veria novamente! - diz Lysandre.

 - Preciso ir, até mais Lys-fofo! - diz Juliety correndo.

 Não pude dizer nada, ela saiu tão rápido, será que aconteceu algo? Será ela uma vítima, lágrimas não caem por qualquer coisa. Mesmo assim, está anoitecendo, vou andar um pouco, talvez isso me deixe mais alegre, tão doce, sua voz é como sua música calma, gentil e por mais que a música seja triste, sua voz era feliz e sorridente. Andei até minha casa, onde pude ver Leigh sentado no sofá pela janela, estava feliz, algo me encomoda ao o ver feliz, mesmo que feliz, fez alguém ficar triste! Entrei em casa e fui em direção a sala.

 - Olá Leigh! - diz Lysandre. 

 - Oi Lysandre - diz Leigh. 

 - Soube que terminou com a Rosa... - diz Lysandre sentando do sofá também. 

 - Sim, eu sinto que não a amo mais, não era certo continuar como uma farsa! - diz Leigh triste. 

 - Se arrepende? - pergunta Lysandre. 

 - Não, eu conheci uma outra garota, acho que foi amor a primeira vista! - diz Leigh. 

 - Como ela é? - Uma menina magnífica que foi em minha loja, as roupas ficavam perfeitamente bem nela, além de ser muito gentil e bonita - diz Leigh sorrindo pro nada.

 - Acho que se ela deve gostar de roupas vitorianas também, então deve ser uma boa mulher para você - diz Lysandre se levantando.

 - Mas... - O que? - Ela parecia jovem de mais, seria estranho - diz Leigh triste. 

 - Se quer saber pergunte para a ela - diz Lysandre indo em direção ao seu quarto.

 Ele encontrou outra? Quem seria... melhor que a Rosalya? Mas, além de tudo, aquela garota do parque era muito gentil e bonita, como meu irmão disse, será? A garota que tocou aquelas belas notas... acho que seria muita coincidência, Castiel nem se quer tentou falar comigo hoje, ele sempre faz isso, mas é um bom amigo, eu acredito nele. Melhor eu me arrumar para dormir, não estou com fome, por isso vou dormir mais cedo hoje. Vesti meu pijama: uma calça de pijama de coelho e uma camisa de coelho, infantil, mas foi a Rosa que comprou para mim, ela sabe bem o que é confortáv...

 Acordei com sol em meu rosto, me espreguicei e sai da cama, me troquei com pressa e quando olhei o relógio eram 8:49, já estou 2 horas atrasado, essa não... preciso me apressar! Saí correndo de casa até chegar na escola, o parque estava vazio e quando entrei na escola, pude ver ela, fiquei fitando seus olhos, ela estava tomando um sorvete de morango, com Kentin ao seu lado, estavam rindo e se divertindo, meu coração dói, será isso vontade de falar com ela? Acho que sim, irei lá então, já que cheguei no intervalo.

 - Olá senhorita - diz Lysandre se sentando ao lado da mesma.

 - Olá? - pergunta Kentin. 

 - Olá Kentin! - diz Lysandre incomodado. 

 - Me desculpe, mas não me lembro de você, pode me dizer onde te vi? - pergunta Juliety sorrindo para Lysandre. 

 - Você encontrou meu bloco de notas! - diz Lysandre. 

 - Há sim, o menino do parque, você estuda aqui? - pergunta a mesma. 

 - Sim, e você? - pergunta Lysandre. 

- Sim, por enquanto. - diz Juliety baixo. 

- Pode repetir? - pergunta Lysandre. 

 - Estudo aqui, vocês não vão para a aula? - pergunta Juliety. 

 - Sim, por acaso viram o Castiel? - pergunta Lysandre preocupado.

 - Quem? - pergunta Juliety.

 - Não vimos aquele sem graça - diz Kentin olhando para Lysandre com raiva. 

 - Desculpe, se virem um rapaz de cabelos vermelhos me avisem! - diz Lysandre se levantando.

 - O Tomate? - pergunta Juliety.

 - Tomate? - pergunta Kentin e Lysandre juntos.

 - Ele não me disse seu nome, então o chamei de tomate, pois parece um, vermelhinho e doce - diz Juliety.

 - Doce? - pergunta Kentin e Lysandre juntos mais uma vez.

 - Sim, ele é doce, como açúcar - diz Juliety.

 - Ele te fez algo? - perguntam os dois juntos.

 - Claro que não, ele apenas falou que não podia chamar ele assim, então falei "Bye Tomate" e estou aqui agora, por que? - pergunta Juliety.

 - Ufa! - diz Kentin.

 Ufa! Castiel...

 - Sabe onde ele está?

 - Não sei como se chama o lugar, quer que te leve lá? - pergunta Juliety sorrindo.

 - Claro - diz Lysandre.

 Ela levantou em um pulo, seus cabelos estavam soltos, com seu vestido rosa bebê e branco, sapatilhas brancas e meia calça ate o joelho branca. Ela estava em direção a quadra, então entramos no vestiário dos homens...

 - Ele estava aqui! - diz Juliety olhando para Lysandre.

 Castiel estava de toalha mexendo em seu armário então tampei os olhos de Juliety.

 - Ei, o que foi!? - pergunta Juliety tentando tirar a mão de Lysandre.

 - O que fazem aqui? - pergunta Castiel bravo.

 - Queria saber onde estava - diz Lysandre ainda com a mão nos olhos de Juliety.

 - Tira a mão da minha cara! Qual o seu problema!? Só porque é maior que eu não pense que pode me desafiar! Tira a mão, tira! - diz Juliety brava. 

 - Calma tábua, dá pra esperar? - pergunta Castiel bravo.

 - Seu tomate de merda! Eu vou te socar! - diz Juliety brava mas Lysandre a segura.

 - Nem pense nisso! - diz Castiel.

 A puxei para fora e tirei a mão de seus olhos. 

 - Eu vou matar ele! - diz Juliety indo em direção ao vestiário. 

 - Não! - pego na sua mão à puxando - Ele está se trocando! - diz Lysandre.

 - F-Foi mal... mas poderia ter me falado antes! - diz Juliety. 

 - Desculpe - diz Lysandre.

 - Querem ir tomar um sorvete? - pergunta Castiel saindo do vestiário.

 - Eu quero, apesar de já ter tomado sorvete hoje, acho que não vai fazer mal! 

 - Mas temos aula... - diz Lysandre. 

 - Não estou afim de continuar aqui - diz Castiel. 

 - Mas e a senhorita? - pergunta Lysandre para Castiel. 

 - A Tábua disse que quer ir! - diz Castiel. 

 - Eu não ligo pra isso - diz Juliety sorrindo. 

 Fomos andando em silêncio, ela parecia se divertir, estava andando somente pisando nos pisos brancos da calçada, parecia uma criança, com tanta energia e alegria.

 - Quantos anos você tem? - pergunta Castiel.

 - Quem? - pergunta Juliety.

 - Você! - diz Castiel.

 - Tenho 14 e vocês? 

 - 14!? - perguntam os dois juntos espantados. 

 - Você sempre nos surpreende, como uma tempestade - diz Lysandre.

 - Haha, e vocês? 

 - Nós temos 17 - diz Lysandre. 

 - Legal, espero um dia ter 17 também! - diz Juliety.

 - Por que não teria? - pergunta Lysandre. 

 - Foi só algo que disse pensando no futuro, não tem nada a ver o "Eu não ter". 

 - Vocês querem sorvete de que? - pergunta Castiel. 

 - Eu quero de morango! - diz Juliety sorridente.

 - Talvez um de chocolate - diz Lysandre. 

 Castiel pediu os sorvetes e então fomos andando onde Castiel disse querer ir. 

 - O meu sorvete é de casquinha! - diz Juliety encantada. 

 - Nunca tinha comido? - pergunta Castiel. 

 - Não o de casquinha - diz Juliety sorrindo. 

 - A senhorita pode comer a casta também depois - diz Lysandre retribuindo o sorriso.

 - Que legal! - diz Juliety.

 - Você tem uma mente de criança - diz Castiel rindo. 

 - Isso não demonstra nada, estou me divertindo, no entanto é a primeira vez que o vejo rir! - diz Juliety sorrindo.

 - Vou te matar sua Tábua - diz Castiel bravo.

 - O Tomate fica lindo sorrindo não acha Lysandre? - pergunta Juliety para Lysandre.

 - Sim - diz Lysandre rindo.

- Parem com isso! - diz Castiel corado.

 Andamos em silêncio o resto do percurso, Juliety demorou mais que nós para comer o sorvete, sendo que ainda estava o comendo, parece mesmo uma criança. 

 - Não aguento mais comer... - diz Juliety cabisbaixa.

 - O seu não tinha nem 2 bolas de sorvete! - diz Castiel.

 - A Senhorita só precisa comer a casca - diz Lysandre.

 Ela pegou e deu uma mordida na casca e comeu em segundos.

 - Que rápido! - diz Castiel assustado.

 - Essa foi pelo Lys-fofo - diz Juliety confiante.

 - Mas eu que paguei seu sorvete! Sua abusada! - diz Castiel. 

 - Ei Tomate, quer ir até a praia? - pergunta Juliety olhando a praia que era atravessado a rua. 

 - Eu ia pra casa - diz Castiel. 

 - E ia me levar junto?! - 

fala Juliety indignada e brava. 

 - Sim, queria te mostrar umas coisas! - diz Castiel sorrindo maliciosamente.

 - Seu besta - diz Juliety brava.

 - Vamos logo até a praia! - diz Castiel.

 Andei em direção a praia, mas alguém me puxou pelo braço... 

 - Preste atenção, o carro estava vindo, não me mate do coração! - diz Juliety. 

 - Obrigado... 

 Assim que o carro passou, andamos até a areia então Castiel e Juliety iam tirando os sapatos.

 - Não vai tirar suas botas Lysandre? - pergunta Juliety. 

 - Irei.

Tirei minhas botas e coloquei junto com os sapatos deles, Juliety foi correndo até a Beira do mar, então foi entrando na água, assim, Castiel e eu fomos correndo até ela. 

 - O que está fazendo? - pergunta Castiel. 

 - Não posso entrar no mar agora? - pergunta Juliety sorrindo. 

 - Claro, mas espere a gente! - diz Castiel tirando sua camisa.

 - Entra Lysandre! - diz Juliety.

 - Vou sentar aqui e ficar olhando vocês. 

 - Venha comigo! - diz Juliety puxando Lysandre pra água.

 Tirei meu casaco com pressa para não molhar e acabei indo de camisa mesmo, ela ainda não havia entrado totalmente na água, ainda não havia molhado seu vestido vitoriano, então ao em vez de entrar, mergulhou na água, esperamos ela apartecer novamente e nada... 

 - Juliety? - pergunta Castiel preocupado.

 - O que foi? - pergunta Juliety um pouco longe. 

 - Que susto! - diz Castiel.

 - Eu sei nadar seu tonto! - diz Juliety jogando água no Castiel. 

 Eu estava apenas calado, comecei a boiar enquanto eles brincavam de jogar água um no outro, Castiel pareceu se divertir, até que sem querer alguém jogou água em mim, então foi uma guerra de três pessoas, no final saímos da água quando percebemos que era noite.

 - Estou ferrada... - diz Juliety.

 - Por que? - pergunta Castiel.

 - Ontem tinha chegado tarde, não podia chegar tarde hoje também, dois erros em dias seguidos! - diz Juliety.

 - A Senhorita mora com seus pais? - pergunta Lysandre.

 - Não, minha mãe era uma pessoa adorável, mas morreu de câncer , meu pai é uma pessoa adorável também, mora sozinho, e eu moro com um rapaz, que odeia que eu chegue tarde, é como um irmão mais velho - diz Juliety sorrindo. 

 - Desculpe perguntar.

 - Não tem nada não! - diz Juliety. 

 - Como esse seu "irmão" é? - pegunta Castiel.

 - Ele tem 17 igual vocês, mas é chato, se chama Nathaniel é uma pessoa rígida quanto ao horário - diz Juliety sorrindo. 

 - Nathaniel? - perguntam ao mesmo tempo.

 - A senhorita sempre nos surpreende! - diz Lysandre. 

 - Por que? 

 - Ora, Nathaniel, como posso dizer, é um amigo de classe em Sweet Amoris! - diz Castiel.

 - Ele é amigo de vocês? - pergunta Juliety. 

 - Deixe de lado um pouco esse assunto, quer ir dormir em minha casa hoje? Amanhã converso com o Nathaniel - diz Castiel.

 O que Castiel está pensando? 

 - Não lamento, preciso ir pra casa, até mais! - diz Juliety correndo.

 Ela saiu igual um vulto...

 - Menina esperta - diz Castiel rindo - ela sabe o perigo, mesmo que eu não fosse fazer nada de mal, acho que estou feliz de saber que ela é pelo menos um pouco esperta! - diz Castiel.

 - Sim, vou para casa também - diz Lysandre.

 - Até mais então! - diz Castiel.

 Andei até minha casa e então quando entrei, não vi sinal de "Leigh" pela casa, então fui para meu quarto e me joguei na cama, essa menina, o que será que aconteceu com sua perna, quando ela entrou na água, pude ver através de sua meia calça que sua perna ainda estava enfaixada, um machucado que parecia ser grande, nunca mais há vi tocando flauta, deve ser linda tocando uma melodia feliz! Amanhã é sábado. Meu celular está tocando... quem será?

 - Alô? - diz Lysandre.

 - Olá Lys-fofo! Castiel me passou seu número, só queria avisar - diz a voz doce e suave do outro lado da linha.

 - Certo... você vai fazer alguma coisa amanhã? - pergunta Lysandre.

 - Não, por que? - pegunta Juliety.

 - Quer sair comigo amanhã? - pergunta Lysandre.

 - Vou perguntar para Nathaniel se posso, espere um momento! - diz Juliety.

 Ela está demorando um pouco... - Desculpa, eu não vou poder ir, talvez outro dia! - diz Juliety.

 - Boa noite para a senhorita. - Durma com os anjos Lys-fofo. 

 Ela estava normal, mas por que pedir autorização pra um rapaz assim? Eles devem ser bem próximos, já estou pensando besteiras! Não pense negativo Lysandre, por favor, não pense, não pense! Certo, talvez eu deveria ir na casa dela, ou seria chato da minha parte? Apenas quero vê-la amanhã. Melhor eu dormir logo, estou todo molhado, nem se quer estou com vontade de tomar banho! Será que ela está bem? Tão doce, sua mente simples e sorridente. Faz tempo que não escrevo em meu bloco de notas, desde que a conheci, não estou com vontade de escrever, mais que palavras... Ela me faz pensar isso, "mais que palavras". Ao todo estava morrendo de sono então desmaiei de sono do nada. 

 Acordei cansado, sem vontade de levantar, já que é sábado, penso em ir na casa de Castiel, ele parece feliz esses dias, preciso saber o que passa em sua mente... 

 Toc, toc... (alguém bate na porta do quarto de Lysandre e entra).

 - Se troque! Esqueceu que hoje é o concerto? - pergunta Leigh bravo.

 - Tinha me esquecido mesmo... - diz Lysandre. 

 - Vá logo, faltam 2 horas, vamos sair da qui 1 hora! - diz Leigh saindo e fechando a porta. 

 Tinha me esquecido de meu futuro, toco piano, então participo de concursos de pianista contra pianista, é algo que acho que irá ser meu futuro, música clássica. Não que não goste de outras músicas mas, piano sabe fazer eu me expressar. Tomei banho, coloquei uma roupa, arrumei meus cabelos e sai as pressas já que já passaram a 1 hora que ele deu de prazo... sempre faço isso, acham ser um problema sério, mais é algo que falo ser mais problemático do que sério. Desci as escadas com pressa e pude ver meu irmão conversando com alguém na porta, decidi ficar esperando de longe, sem atrapalhar.

 - Vamos então Lysandre? - pergunta Leigh. 

 Já que havia me chamado decidi me aproximar, Castiel estava me esperando também do lado de fora junto de sua irmã e um homem estava junto de meu irmão.

 - Olá? - pergunta Lysandre ao rapaz. 

 - Me chamo Dimitry, é um prazer em conhecê-lo, então você é Lysandre! Irei estar sendo o motorista de vocês. 

 - Certo, vamos? - pergunta Castiel.

Fomos em silêncio, Castiel ficou ótimo com roupas formais como sempre, sua irmã vem pela primeira vez, fazia tempo que não à via, ela estava de vestido vermelho como acompanhante de Castiel, sinto-me tranquilo, nunca perdi um campeonato, este é um muito importante, são os melhores, contra os melhores, mesmo que não me considere o melhor, será ótimo participar dessa vez! Estou empolgado, não posso deixar minhas mãos fechadas isso as deixa duras e indelicadas, assim o som não sai dá maneira correta, por isso preciso deixar minha mão aberta. Eu desejava que Juliety pudesse vir, da próxima vez creio que ela possa vir! Assim que chegamos, me despedi de todos e fui para o camarim, vesti meu smoking preto e fiquei esperando, lendo a partitura, só preciso tocar o que há na partitura, sem erros, no tempo certo e com a pressão certa. É algo que aprendi desde que era criança, dá forma certa sem errar. Sou o número 8 a tocar, um dos primeiros... 

 - Lysandre! Prepare-se já é quase sua hora! 

 - Certo! - diz Lysandre para si mesmo.

 Fui com calma e com uma expressão positiva, cumprimentei todos abaixando a cabeça junto ao tronco, assim ajustei a cadeira e comecei a tocar, exatamente como a partitura, tão simples. Mas o fato de Juliety não poder vir me deixa incomodado, ela simplesmente espalharia alegria na música triste em que estou tocando, todos parecem estar muito quietos, apenas coxichando, o silêncio permanente junto ao ar empoeirado e seco, aposto que é um sinal de ternura vindo do piano. Assim que terminei de tocar, levantei-me e me despedi de todos indo em direção ao camarim. 

O que será que acharam? Estou tremendo, deve dar para perceber de longe. Me troquei e fui até a plateia, assim que acabou fomos embora, já que ninguém ali gostaria de saber os resultados, mas eu pela primeira vez, acho que quero ver os resultados agora! Andei em direção ao mural, e novamente meu nome estava em primeiro, certo, foi especial! Voltei para perto de todos e fomos até o carro.

 - Lysandre, eu havia falado para Juliety, que você iria tocar hoje, mas falei isso hoje mesmo, 1 hora antes de você se apresentar, ela pediu que falasse para ela depois como foi - diz Castiel sentado ao lado de Lysandre no carro.

 - Pena que ela não pode vir - diz Lysandre.

 - É - diz Castiel. 

 - Sua namorada? - pergunta Leigh.

 - Não, não! - diz Lysandre corado. 

 - É uma menina que Lysandre conhece fazem 2 dias - diz Castiel rindo.

 Todos riram, eu ignorei, mas parece que isso foi para me provocar! Assim que chegamos em minha casa, Castiel e sua irmã desceram do carro também.

 - Vocês não vão de carro? - pergunta Lysandre. 

 - Eles vão dormir aqui! - diz Leigh abrindo a porta. 

 - Isso mesmo! - diz Castiel. 

 O silêncio reinava, subimos até meu quarto e preparei dois colchões, assim que terminei sentei no sofá.

 - Sua irmã pode dormir na minha cama, eu durmo no chão - diz Lysandre.

 - Obrigado! - diz a irmã de Castiel agradecendo. 

 - Lysandre sendo sempre um "cavalheiro" - diz Castiel rindo.

 - Você e sua irmã não estavam longe um do outro? - pergunta Lysandre.

 - Sim, mas ela veio pra me enxer o sac...

 - Cheguei um pouco antes de você se apresentar, então resolvi vir também! - diz a mesma.

 - Não pense que eu convidei, ela mesma se convidou! - diz Castiel tirando os sapatos. 

 - Castiel sempre sendo um "bobão" - diz Lysandre rindo. 

 - Você me paga! - diz Castiel bravo.

 Assim me arrumei e me deitei no colchão, assim me lembrei de ligar para Juliety... tentei várias vezes mas ninguém atendeu, talvez ela já esteja dormindo, irei ligar amanhã. Acordei com muita fome, Castiel acordou junto e fomos até a cozinha preparar alguma comida, comemos e saímos, já que já eram 6:37 a irmã de Castiel ainda estava dormindo... fui seguindo Castiel em silêncio, até que chegamos perto do shopping. 

 - Vi seu irmão sair hoje, ele saiu bem cedo! - diz Castiel. 

 - Que estranho, normalmente ele sai mais tarde. 

 - Então, eu decidi ver por onde ele estava indo pela janela do seu quarto, e tenho certeza que ele foi nessa direção, deve ter ido para a loja - diz Castiel sorrindo.

 - Não quero saber o que ele está fazendo! - diz Lysandre.

 - Mas assim não tem graça, vamos sem disfarçar, e ai a gente pergunta pra ele! - diz Castiel.

 - Vamos então.

 Não acredito que ele me trouxe até aqui pra isso, ele me deve uma, mas também quero saber o que meu irmão está fazendo... entramos no shopping e fomos diretamente para a loja de Leigh, assim que entramos pude ver Leigh no caixa.

 - Por que abriu tão cedo? - pergunta Castiel para Leigh. 

 - Estava com vontade. - Esta com uma cara de quem está esperando algo - diz Castiel. 

 - Concordo. 

 - É, vocês me pegaram! Estou esperando uma coisa. 

 - Ou alguém? - pergunta Castiel sorrindo maliciosamente. 

- Uma menina. 

 - Quem? - pergunta Castiel. 

 - Ela veio aqui na sexta, que foi quando eu abri a loja esse horário, ela disse que vem aqui essa hora todos os dias que pode... - diz Leigh desanimado. 

 - Quer ver ela de novo, eu sei como é, vamos esperar ela também então - diz Castiel. 

 - O que?! 

 - Não podemos? - pergunta Lysandre. 

 - Claro, mas... queria ficar sozinho com ela... - diz Leigh. 

 - Então vamos Lysandre - diz Castiel.

 Saímos do shopping e o dia passou muito devagar, estava entediado, então resolvi tentar ligar novamente para Juliety... mas parece que ela não estava com o celular, estou começando a ficar preocupado, o que será que aconteceu? Ela não é de não atender o celular. Amanhã tem aula, falo com ela amanhã então, Castiel já foi para sua casa, a mãe dele chegou de viajem e quer vê-lo. Estou tão preocupado que não consigo parar de pensar nisso, ela some por um tempo muito longo, talvez Nathaniel me de uma explicação amanhã, com isso já me sinto mais tranquilo, vou dormir então. 

 Acordei com um barulho vindo da cozinha, parece que meu irmão está fazendo café. Levantei, tomei banho, me troquei e fui em direção a cozinha, um cheiro de bacon com ovos, e a visão de meu irmão no fogão, faz tempo que não como comida preparada em casa assim. 

 - O que aconteceu? - pergunta Lysandre.

 - Por que está perguntando isso? - Pergunta Leigh.

 - Pensei que não soubesse cozinhar! - Aprendi olhando.

 - Eu vou indo então - diz Lysandre saindo de casa. 

 Não queria experimentar a comida dele, apesar de ter um cheiro bom, estava com uma aparência horrível. Andei até o parque, pude ver Castiel sentado em um banco, então sentei ao lado dele. 

 - Olá Castiel - diz Lysandre.

 - Ela ficava aqui todo dia antes da escola... - diz Castiel - tocando uma flauta, e seus olhos sempre estavam com lágrimas.

- Juliety? 

 - É. 

 - Aconteceu alguma coisa? - pergunta Lysandre.

 - Ela não atende o telefone! 

 - As vezes a senhorita pode não estar com o celular, eu ia falar com ela na escola - diz Lysandre acalmando Castiel.

 - Certo, vamos então! - diz Castiel.

 Fomos andando em silêncio até a escola, tudo parecia triste sem Juliety, quando chegamos na escola pude ver Nathaniel sentado em um banco, então fui até ele. 

- Olha quem não está na sala do grêmio - diz Castiel provocando.

 Nathaniel ignorou Castiel... 

 - Sabe onde está Juliety? - pergunta Lysandre.

 - Ela está em casa - diz Nathaniel triste.

 - Podemos ir até lá?

 - Não sei se ela vai querer ver vocês, acho bom ficarem quietos aqui.

 Sai sem falar mais nada com Nathaniel, acho que ele está certo, não ficamos nem 2 dias sem ver ela quase. Andei até o porão e quando entrei sentei no chão, Castiel parecia bravo. 

 - Ela vem amanhã, está tudo bem - diz Lysandre.

 - Sabe, o que será que à com a perna dela? - pergunta Castiel. 

 - Não sei, mas deve ser sério, nunca ha vi sem a faixa na perna. 

 - Podemos perguntar pra ela, talvez seja só um corte ou algo do tipo.

 - Talvez seja algo que trumatizou ela, não podemos perguntar - diz Lysandre.

 - Você gosta dela? - pergunta Castiel. 

 - Gosto e você? - Eu gosto de quando ela está por perto, mas sabe, acho que você está apaixonado por ela... 

 - Nem eu sei direito - diz Lysandre olhando pro chão.

 Apenas ficamos contemplando o silêncio, até o sinal bater, sai do porão e fui em direção a saída da escola, Castiel apenas me seguia, não sei por qual motivo, estava indo até a praia, apenas escutando o som das ondas, seitei-me na areia e Castiel sentou ao meu lado. 

 - Só conheço ela a pouco tempo, mas estou mais preocupado que nunca - diz Lysandre. 

 - Eu também. 

 - Oi! O que fazem aqui? - chama uma voz feminina vindo de trás.

 Virei rapidamente, Castiel também. 

 Quando olhamos era Rosalya, vinha em nossa direção, como se tivesse nos seguido, seu olhar era brilhante, olhando em meus olhos, corada. 

 - Olá Rosa - diz Lysandre. 

 Rosa se sentou ao meu lado e deitou sua cabeça em meu ombro.

 - Me sinto tão solitária... sabe, perdi o costume de ficar solitária, vocês nem falam mais comigo. 

 - Ultimamente não tenho pensado em nada, está tudo tão confuso - diz Castiel. 

 - Estou tentando dar o meu melhor para pensar o que estou sentindo - diz Lysandre. 

 - Lys... Você gosta de mim? - diz Rosalya baixinho.

 Nesse momento não sabia o que dizer, estava pálido, é difícil dizer para alguém que não à amo mais. 

 - E-Eu... Não posso dizer-te. 

 - Por que? 

 - Nem eu mesmo sei - diz Lysandre. 

 - Entendi, eu vou indo então! - diz Rosalya correndo para longe. 

 - Você divia ter falado que não gosta mais dela! - diz Castiel. 

- Eu sei... 

 Levantei e fui andando até minha casa, Castiel ficou lá, deitado na areia, é como se meu mundo estivesse acabando, não sei nem o que fazer. Andei por bastante tempo, sem querer ir para casa, mas no final do dia, tive que ir para casa dormir... Acordei com meu celular tocando, então fui rapidamente atender, o nome dizia... Juliety! Atendi o mais rápido que pude.

 Lysandre: Juliety?!

 Uma voz triste: Olá! Queria me desculpar, estava ocupada, sabe, não quero te preocupar, de desculpe. 

 Lysandre: Tudo bem, fico feliz de saber que está bem, Castiel me falou para te ligar depois da apresentação, qua queria saber como foi...

 Juliety: Sim! Como foi? 

 Lysandre: Acho que gostaram de mim.

 Juliety: Que bom, ficou em qual lugar? 

 Lysandre: Primeiro... 

 Juliety: Como estou feliz! Você se superou como sempre! Acho que a música é um futuro, como... um novo começo!

 Ela, sempre está pensando no futuro, sempre me fazendo pensar no futuro, como se soubesse que o que tenho de melhor é a música, mas no fim, não sei o que ela pensa, o que será que está pensando agora? Quase nunca fala sobre ela, me sinto inseguro...

 Juliety: Alô? Lys-fofo, tenho que desligar, cof, cof... (tosse) bye! 

Ela desligou... estava tossindo, será que está mesmo bem? Acho que não consigo entender, ela parecia bem. 

 Trim, triiimm... (telefone) *Leigh*

 Lysandre: Olá. 

 Leigh: Tenho uma ótima notícia! 

 Lysandre: Certo... 

 Leigh: Você passou em primeiro lugar, então vai tocar em um jantar sábado, em uma casa muito famosa, em duo e você passa para uma outra competição dos melhores sexta-feira, em duo também! 

 Pra meu irmão isso é ótimo, mas para mim, é apenas outra coisa para fazer.

 Lysandre: Está bem. 

 Desliguei depois de me despedir, me arrumei, e sai de casa, estou sem o que fazer, simplesmente, não quero ir para a escola. Fui em direção a praia e passei o dia lá, apenas sentado olhando as ondas, e os dias se passaram assim, até sexta-feira. Estava em meu quarto, me arrumando, depois sai, Castiel como sempre ficou ótimo em sua roupa social, sua irmã não veio dessa vez, estou sem falar com Juliety desde terça-feira, ela simplesmente não atende. Chegando no teatro, me visto e espero minha vez, sou o último... vai demorar, apesar de nem me importar, já está começando. 

 - Espera! - grita uma voz feminina correndo para o palco. 

 Uma menina de uns 10 anos, estava triste, abalada, corria em direção do palco, então fui ver na TV do camarim, ela não deixou que começassem, irá começar dá qui 7 minutos... o que ela está fazendo? Então ela pegou o microfone e começou a falar: "E-Eu... Me desculpe, é q-que, é q-que... uma pessoa que queria que estivesse aqui não está, então soube, q-que... ela está muito mal, queria que pelo menos, que a gente pudesse desejar o bem para ela, foi o que minha mãe disse para mim fazer... desejar o bem...". As pessoas ficaram coxichando até que quem iria apresentar o começo, pegou o microfone: "Sim, nossa amada violinista não vem hoje, vamos deixar alguns minutos, para rezarmos um pouco". 

Ele parecia triste também, uma violinista, deve ser boa. Também desejo que ela esteja bem, pelo bem das pessoas que devem gostar dela. Demorou um pouco, mas logo começou, um após o outro, erros frágeis, outros erros insignificantes, logo chega minha vez, o principal, os primeiros sempre são os últimos... Fui em direção ao palco, algo pegou em meu braço.

 - Desculpe, sua parceira não veio, terá que tocar solo. 

 Era minha parceira que não tinha vindo? Justo a minha parceira... bom, ela deve ser boa mesmo, a final, os parceiros foram escolhidos pela posição. Entrei no palco, sentei-me e comecei a tocar, somente segui a partitura e depois que terminei, me despedi e sai, não queria ir de carro, então me despedi do meu irmão e de Castiel. Fui em direção a praia, assim que vi, paralisei, uma menina de cabelos brancos com pontas vermelhas, pele pálida, e parecia estar com um vestido vitoriano, deitada na areia, parecia estar dormindo. Me aproximei e pude ver que era Juliety, o sol estava indo embora, sua face pálida e de olhos fechados, sua mão direita havia um bloco de notas do lado, o peguei em mãos, não queria acorda-la. 

Será que leio? Nunca pensei encontrar alguém que carrega um bloco de notas em suas mãos também, acho que não fará mal ler... Juliety não deve ser tão reservada. Abri o bloco de notas e comecei a ler em meu pensamento:

 "Braços cruzados, Negatividade pelo ar, 
 Mais que palavras 
 Mais raras que minhas palavras 
 Atitude que reflete por dentro
Mão gelada que ao tocar em papel 
 Faz um corte Profundo, fino e doloroso 
 Por mais que pequeno 
 Mais que palavras 
É doloroso..."

( Outra página )...

 "Água salgada, fria, molhada,
 [Notas/Autora: Ava! Não sabia que era molhada! Kkk] 
 Que congela meus pés aos poucos, 
 Vento forte, mais ao mesmo tempo leve e delicado, 
 Que faz meu cabelo voar. 
 Vida infinita que brilha azul 
 Estrela da sorte que me chama pra perto 
 Pode me levar para perto apenas com seu sopro 
 Me guiar apenas ao som do mar..." 

 Suas poesias são inspiradas em coisas que já vi, negativamente como Castiel, que cruza os braços... água salgada, vento, é como agora, na praia, vou continuar.

 ( Outra página )...

 " É cortante como papel
 Minhas atitudes cortam até pedra 
 E minhas palavras são frias igual minha pele
 Que igual papel
 É pálida e gelada
 Estrela radiante de brilho único
 Que nunca avistei antes 
 Sombra de cabelos vermelhos 
 Olhos cinzas, a cor neutra 
 A cor neutra sem a capacidade de estimular 
 Ou tranquilizar 
 Cor enfadonha e sem movimento 
 Perdida no preto 
 Até chegar ao branco." 

 Castiel em sua visão, é uma sombra? Será que é por ser negativo? ( Outra página )... 

 "Sua ausência de emoção 
 Escorrendo pelo chão Igual a água que escorre de meus olhos
 Instantes preciosos que se passaram 
 Correndo igual crianças
 Tempo que voa Igual pássaros 
 Nada a ver com o que esperava 
 Imprevisto e de repente 
 Foi em um dia 
 No meio de tantas nuvens
 Acontece algo Imprevisto e de repente
 Lágrimas mais rápidas que a luz 
 O que foi Já passou 
 E foi tão... Imprevisto e de repente"

 (Outra página)... 

 " Ainda continuando 
 Essa história de infinitos capítulos
 A canseira que não me incomoda
 A surdes repentina de suas palavras que não posso ouvir 
 Ao olhar aos cantos,
 Tantos encantos 
 O vento que aqui já não sopra 
 Segue em frente sem recuar 
 Passando por novos caminhos 
 Até novas atmosferas 
 Livre vento que eu queria ser 
 Doce canto que ninguém pode ouvir 
 Ou até sentir 
 Vento sagrado 
 Que já aqui não venta mais
 Me leve como uma folha 
 Para onde eu não volte, jamais"
"Mesmo que esses seus olhos
 Que de cores diferentes 
 Tentam me atrair de certa forma 
 Esse azul que simboliza o infinito
 Afaga meu sofrimento, mas simboliza frieza
 Mesmo que seja a cor da realeza 
 Com esse seu sangue azul 
 Esse amarelo me deixa feliz 
 Me deixa com calor 
 Me lembro do sol quando olho em seus olhos, 
 Cabelos claros que refletem a luz 
 Roupas legítimas 
 E palavreado avançado, 
 Justo e injusto, 
 É o que penso sobre você 
 A pessoa que com apenas o olhar
 Me leva a achar que posso mergulhar em seu mar.
 Mesmo que elegante
 Ainda não obtenho sua confiança 
 Não posso te dar um voto,
 Sem que saiba até onde vai 
 Sua esperança"

 Acho... que essa foi inspirada em mim... Me sinto estranho. 

 " Não posso deixar que me vejam assim 
 Tenho tanta vergonha, 
 Uma menina que parece ser sem alma 
 Vagando pelas ruas 
 Sem que saibam meu nome 
 É assim que me sinto segura.
 O último nome famoso 
 Que não quero que seja exposto, 
 O primeiro nome tão familiar aos ouvidos 
 Que não quero que seja falado,
 Dúvidas Guardadas no coração, sem respostas 
 Mesmo as perguntando 
 Aquela que a responderia 
 Já não pode mais responder 
 Vida amarga
 Sem controle e sem dádiva"

 Ela, ela é famosa? Qual o nome completo dela mesmo.... Juliety B. Yaori... o que é esse B? Será que... Ela é Juliety Berg Yaori? Deve ser um sonho... 

 "Lágrimas e tristeza 
 Ao te ver se tornam sorrisos e felicidade 
 Quando o dia em que eu parar de te amar chegar
 Saiba que este dia eu estarei morta
 Pois n irei ter nenhum sentimento
 Não mude por favor 
 Eu prefiro vc assim 
 Você nasceu assim 
 N tente ficar se aparecendo 
Para q as pessoas gostem d vc 
 N é vc q precisa mudar 
 São as pessoas 
 Pq vc é um amor de pessoa 
 Não mude por favor 
 A realidade para mim é um sufoco 
 Vivo em uma fantasia 
 Apenas ignorando os problemas
 E apenas 
 Pensando em você 
 Afinal 
 Somos dois amantes da música 
 Espero um dia juntos Alcançarmos o esplendor!" 

 É, ela ama música, é ela, a menina que com apenas 7 anos, tocou uma música de mestres no violino, a menina na qual vi e depois me levou a tocar. Preciso continuar. 

 "Só o tempo responderá, 
Tudo parecia ser tão fácil 
 Será que ele me levará 
 Para longe de você? 
 Era para ser tão fácil 
Vagando sem rumo 
Pensando em você 
 Era para ser tão fácil...
 Agora... 
 É como se estivesse sonhando 
 Um pesadelo na luz do dia 
Sendo levada pelo tempo 
 Pois afinal 
Sou como você disse
 Uma tempestade 
 Talvez seja você o sol para iluminar meus dias
 Sempre sorrindo
 E se divertindo 
 Queria ficar ao seu lado
 Mas estou sendo levada pelo tempo
 Pois afinal 
Sou como você disse 
Uma tempestade 
 No fundo você sabia, 
 O tempo que me leva
 Logo irá acabar 
Como se uma flecha perfurace meu coração 
É quando eu acabo 
'Quando a tempestade acaba' 
Já está no final 
 Pare de se aproximar 
Ou irei te abalar
 Mas afinal
 Você simplesmente
 Parece que você não aceita que a 
'tempestade acabe'."

 Ela, está indo embora? É isso que ela quer? Se afastar, para não me abalar! Pois ela não sabe o quanto eu rezo por ela, mas parece que, ela sabe que eu não quero que ela vá, ela não é uma tempestade, me desculpe por dizer aquilo... Lysandre chorava enquanto o sol ia embora, ainda chorando, segurou os braços de Juliety e ficou em cima dela, esperando que acordasse, então Juliety acordou 1 segundo depois... [N/A: gente, não vão pensar besteiras, por favor! Não houve nada]. 

 - Lysandre? - pergunta Juliety com uma voz triste e insólita.

 - Então você não quer mais me ver? - pergunta Lysandre.

 - Você... por que pensa isso? - pergunta Juliety ainda com a mesma voz.

 - Eu li seu bloco de notas, me desculpe - diz Lysandre.

 Ela pareceu chocada, minhas lágrimas escorriam por seu rosto, e assim ela começou a chorar também, parecia que ela não esperava isso.

 - E-Eu... não posso mais ficar ao seu lado, eu que deveria me desculpar...

 - Por que? - pergunta Lysandre confuso. 

 - Não tente saber, apenas, esqueça essa possibilidade, apenas me esqueça! - diz Juliety tentando soltar suas mãos. 

 - Como vou esquecer, a pessoa que... amo...?

 Ela apenas parou e respirou lentamente. 

 - Amanhã - diz Juliety.

 - O que? - pergunta Lysandre. 

 - Apenas amanhã, agora, me deixe ir - diz Juliety.

 A soltei e ela correu para longe, será que há assustei? Bom, "amanhã"? Não posso entender, mas, só posso esperar por amanhã... o futuro! Fui para minha casa e fui direto dormir, assim que acordei me arrumei, de banho tomado. 

 Toc, toc, toc... 

 - Lysandre, é agora vamos, é o jantar, está pronto? - pergunta Leigh do outro lado da porta. 

 Tinha me esquecido, tirei a roupa que estava e coloquei minha roupa vitoriana mais formal. Assim, fui com meu irmão até o jantar, será que devo ir para a praia para encontrar Juliety? Entrei e cumprimentei todos, sentei na cadeira, e toquei o que havia na partitura, todos dançavam, ouvia a pessoa que administrava falar sobre algo com um tom bravo. Assim alguém entrou na mansão com um vestido vitoriano branco até os pés e os cabelos mais radiantes, olhos azuis, delicadeza ao andar, com luvas brancas e suavidade ao carregar sua maleta, na qual sabia que havia um violino. E também sabia, que meus olhos devem estar brilhando ao vê-la. Juliety passou pela lateral do salão, mas parecia que não fez diferença, somente pela educação, pois todos haviam parado de dançar para vê-la, como se ela tomasse cada coração, pegando seu violino, o ajustando, tirando as luvas, então virou uma página de minha partitura e ficou em posição. 

 Parei de tocar a que estava tocando, então toquei a que ela colocou, uma música triste, na qual, era a mais triste que já vi, ela tocava com delicadeza e perfeição, todos estavam maravilhados, apenas sentados ouvindo a melodia. Tão triste, que me faz pensar, de quem é essa música? Não é Mozart, nem um outro. Quando terminamos, Juliety deixou seu violino em sua maleta e veio em minha direção.

 - Gostou de minha música? - pergunta Juliety sorrindo. 

 - Achei, incrível, muito triste - diz Lysandre. 

 - Então, agora vou cantar ela para você, como realmente a imaginei.

 - Voce foi incrível! - diz um homem atrás de Juliety.

 - Olá, obrigado! - diz Juliety sorrindo. 

 - Vou dar atenção aos outros convidados, até!

 - Bom, quero cantar essa para você, apenas toque ela novamente. 

 Juliety pegou um microfone e sentou ao meu lado, tocando junto comigo com sua mão direita. 

 "Hoje e amanhã, nossos sonhos pela noite
 Enquanto nós caminhamos para o mar 
 As ondas estão a dançar, batendo nos tambores
 Bem longe nas fossas salinas, o belo sol da tarde 
 Seguindo a brisa, andando pelas ondas 
 Pintando círculos no céu, conforme os pássaros cantam
 Hoje e amanhã, nossos sonhos pela noite
 Dando um adeus, nunca mais vamos nos ver
 Mas não fique deprimido, pois de noite 
 Para você, a lua vai aparecer no céu"

 Ela cantou triste, com uma voz linda, mas quando terminou, olhou para mim, com lágrimas nos olhos, apenas contemplando o silêncio. Ela parecia diferente, como posso dizer, talvez mais madura. Sua pele, estava mais branca do que era, passei minha mão em seu rosto, que estava gelado, frio igual gelo, ela apenas chorava em silêncio. Depois de uns minutos assim, quando parou de chorar, levantou e foi em direção a saída, saindo correndo assim que abre a porta, como posso deixar que ela vá assim? Ela não me entende, preciso vê-la a cada segundo, minha solidão é infinita sem a clareza de sua face por perto, como um anjo, iluminando o futuro. 

 Corri para tentar alcança-lá, ela estava alguns metros à frente, indo na direção da praia, percebi que sua perna que fica enfaixada estava sangrando, mas não pude ver o que tinha nela, pois o vestido longo impedia. Ela parou de correr e começou a andar, atravessou a rua, e tirou seus sapatos na areia, seus pés pequenos como sempre, pálidos e delicados, apenas continuei a segui-la, quando parou, estava com os pés na areia, pegando a água das ondas, a noite chegava, o sol que já se fora. Sentei-me ao lado da senhorita e olhei para seu rosto, ela parecia uma menina de 14 anos, com cabelos longos, pele pálida, com as mãos na areia, rasgando seu vestido o deixando curto. Assim que vi sua perna, acho que foi um espanto, estava sangrando muito, mas ela parecia não se importar, seu sangue ia na areia a fazendo vermelha, quando a pequena onda vinha, a limpava e assim ia. Não sabia o que fazer, ela perdia muito sangue, então deitei ela na areia e olhei em seus olhos. 

 - O que há na sua perna? - pergunta Lysandre. 

 Ela permaneceu em silêncio olhando em meus olhos.

 - Eu... só quero te ajudar! - diz Lysandre. 

 - Meu pai, disse que não era para mim voltar para casa hoje, pois ele sabia, ele sabia que hoje é meu último dia, então por que você fica insistindo? Por que fica correndo atrás? - pergunta Juliety.

 - P-por que, eu não quero que o anjo que ilumina minha vida se vá! - diz Lysandre. 

 Ela me jogou para o lado e se sentou novamente, como se ela pudesse fazer isso antes, só não queria, então me sentei. 

 - É um machucado que não gosto de mostrar...

 - Porque você vai amanhã? - pergunta Lysandre olhando o mar.

 - Porque eu não fui três dias atrás? - pergunta Juliety baixinho. 

 - É um problema de saúde? - pergunta Lysandre preocupado. 

 - Lysandre, me desculpe, por o amanhã - diz Juliety olhando em meus olhos. 

 - O que? - pergunta Lysandre. 

 Não sei o que ela quis dizer com isso, será que amanhã... ela irá ir? Ser levada para longe? Não quero que isso aconteça... não posso deixar que isso aconteça! 

 - Você não pode ir! - diz Lysandre chorando. 

 - Não é como se fosse morrer, apenas, estou morta por dentro - diz Juliety. 

 - Me encontre amanhã, na escola - diz Lysandre.

 Sai correndo para casa, me sinto mal por deixar uma senhorita sozinha, mas ela não me deixou escolha, quero vê-la amanhã. Chegando em casa fui direto para meu quarto, apenas queria dormir e esperar até... amanhã.

 Acordei cedo, já estava preparado para a escola, apenas esperando o relógio andar, essas horas não se passam assim, acho que irei mais cedo mesmo, andando em direção a escola ouso o som de flauta relaxando meus ouvidos, som triste e amoroso no qual já ouvi antes, simplesmente não lembro quando, nem onde, apenas sei que já ouvi esse som antes. Mas agora, parece se misturar com o som das ondas, nas quais estavam fortes e ásperas. Preciso ver de onde vem esse som, afinal, a escola só irá começar mais tarde, segui o som, em direção a praia onde pude ver uma garota, de cabelos compridos e encaracolados, tal cabelo de raiz branca e pontas vermelhas, vestido preto e pés descalços. Só pode ser... ela


Notas Finais


Obrigado, vou continuar, mas como outra temporada, me ajudem com ideias! ;D ♡•♡ bgd por ler! Boojs até a próxima! ^-^ Vcs vão se surpreender com a próxima temporada!!

Desculpem pelos erros de caligrafia se tiver '-.- . @joanabergg

As poesias foram escritas por mim, espero que não me decepcione por plágio.


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