História Não mais humano - Interativa - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Death Note
Personagens Beyond Birthday, L Lawliet, Light Yagami, Mihael "Mello" Keehl, Misa Amane, Nate "Near" River
Tags Death Note, Interativa
Visualizações 27
Palavras 2.385
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Survival, Terror e Horror, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! voltei rápido, não? Feliz dia das crianças -v-
oficialmente, esse não é meu presente para vocês. Eu separei os tópicos desse capítulo em seis, e só usei um *risos* Por isso nem todo mundo que eu queria que aparecesse, apareceu. Aviso novamente, todo mundo vai aparecer no momento certo! Eu não quero que minha história fique forçada, por favor entendam e não me cobrem tanto por isso -v- (eu só sou apenas uma pobre aspirante a escritora...)

Eu pensei em um "presente" melhor, mas isso a gente discute nas notas finais.
Aproveitem!

- não se esqueçam das perguntas nas notas finais como sempre!

Capítulo 6 - A nova aluna de Yomiyama e desavenças.


XIV

Segunda-feira, terceiro dia após a morte de Asano Arisa.

Tédio. — murmuro, enquanto brinco com a comida no grande refeitório da Wammy’s. — Esse lugar não merece o meu conhecimento, Eto Soku e Samui andam bem demais sem me ter na concorrência. Afinal, eles sabem que de qualquer forma, iriam perder.

— Disse alguma coisa, Elle-chan? — Samui apareceu ao meu lado, com o não tão conhecido boneco de vodoo em seu braço direito, enquanto que com o outro carregava a bandeja com o seu almoço.

Ele se sentou no lugar livre em minha frente, com um maldito sorriso psicopata. Era aquele o sucessor de Near? Já ouvi essa história outra vez, antes deles dois tinha um outro garoto que possuía o primeiro lugar. Near até havia dado uma letra para ele, coisa que já não faz mais... “O” aquele que sucedeu L — Lawliet —, que superou M —  Mello — e que ficou no lugar de N — Near —, eu não lembro muito sobre ele, já que o seu fim devido a pressão para ser o número um o fizeram se suicidar. É por isso que Near não se atreve a cobrar muito dos seus, ele tem medo que isso aconteça novamente.

Bobo.

— Não, eu estava apenas pensando em umas coisas ai. — falei, sorrindo “gentil” para o nanico a minha frente.

— Não quer compartilhar esse seu devaneio comigo? Uh, que cruel Elle-chan. — ele pendeu a cabeça para o lado e retornou a sorrir, uh como eu odiava aquela criança.

— Espero que não tenha vindo para me importunar, Samui. — respondo.

— Onde estão os honoríficos? — Samui fez bico.

— Me desculpa os maus modos. — continuo a tentar pegar comida com ajuda do hashi. — ...Samui-kun.

— Near quer falar com você. — ele disse, por fim dando atenção ao seu prato.

— ...Near? O que ele quer comigo? — questiono, afinal eu não estava tentando ajuda-lo em sua investigação.

— Há! Culpada. — ele apontou o seu garfo para mim, meu coração se acelerou por um segundo inteiro quando a imagem do death note escondido entre o chão de madeira me veio à mente. 

— O- o que foi isso? — eu pergunto, afinal não havia forma dele saber do caderno.

— Você é lenta demais, senpai. Não sei o que N quer, então vá logo falar com ele oras. — ele me encara. — Ou você tem culpa no cartório!

— Hah, hm, não. — me levanto da cadeira, deixando o prato inacabado de comida sobre a mesa. — Tente fazer isso na próxima, talvez você consiga achar alguma coisa sobre mim. — eu encaro as orbes estranhas do nanico — algo que seja realmente assustador.

O vi se encolher minimamente enquanto eu deixava o refeitório, talvez eu tivesse espalhado algum tipo de aura assassina ou algo assim, mas às vezes essas crianças me tiravam do sério.

Tirei os fones de ouvido do meu bolso, como a mansão da Wammy’s era gigante, eu iria demorar alguns bons minutos para chegar até onde Near estava. Eu me pergunto quando que ele irá para uma sede descente, e irá deixar o caminho do orfanato livre.

Abro a porta do quarto quando finalmente chego, Eto Soku não havia mentido em relação a enorme torre de cartas que impediam até a entrada até o quarto.

— Não entre se não quiser ir para rua. — ele alerta, estaria Near tão focado em sua grande torre? Bobeira. — Fique ai mesmo.

— Para que me chamou? — pergunto, enquanto procuro o albino com os olhos. E lá estava ele, num canto quase invisível de seu quarto, sentado de uma maneira estranha enquanto mantinha uma das mãos sobre o cabelo loiro.

— Uma das primeiras vítimas que morrera de ataque cardíaco estuda no colégio de Yomiyama, ele era do terceiro ano. Hiragi Shuu, o único estudante morto até agora. Quero que você vá para o colégio e reúna informações sobre que tipo de pessoa era o garoto Hiragi. — agora ele queria que eu arriscasse a minha segurança, que investigador responsável. — Você vai entrar como aluna do segundo ano, Alice lhe dará os detalhes. Assim como uma nova identidade. Tudo bem?

— Se é pra ajudar a pegar o Kira, óbvio. — respondo, afinal eu levantaria suspeitas se negasse. Se ele ainda não citou a vizinha da frente, é porque Alice não chegou nessa parte e talvez só por segurança eu devesse atrasar um pouco essa pesquisa. — Quando começamos?

Hoje. — maldito albino presunçoso, me pergunto o que ele faria se eu dissesse não. — Se não tiver problema para você.

— Tudo bem, eu dou conta.

XV

A saia pregas azul escura, acompanhada da blusa marinheiro branca com um laço também azul escuro eram apenas as partes atrativas do seifuku japonês. Estudando no orfanato, eu não precisava exatamente ir para escola e então escapei por anos desse uniforme humilhante, até agora.

— Você está linda! — Alice falou, quando estacionou o carro na frente de um dos prédios do colégio. — Parece até uma japonesa de verdade, vem aqui tira esse cabelo do rosto e mostra suas sardinhas ao mundo!

— Pare com isso Arisu-chan, está deixando a Elle-chan envergonhadaa! — ouço Eto dizer no vão entre o banco do motorista e do passageiro, ela havia se soltado do cinto de segurança naquela altura e tentava-se esgueirar por aquela passagem. — Elle-chan, Elle-chan. — ela me toca no ombro, me fazendo virar a cabeça para encarar a menina de maria-chiquinha loira que fazia sinais de sorte com a mão.

A mania de substituir falas por gestos às vezes a fazia parecer mais uma criança que não sabe falar. Aquilo era chato e eu simplesmente não entendia porque as pessoas achavam a Eto tão fofa por fazer sinais, ela não é surda ou algo assim então por quê?

— Minha vez de falar! — ouço uma terceira voz, de instinto me viro para procurar quem havia falado e me dou de cara com uma chamada de vídeo com uma garota que era simplesmente um ctrl c mais um ctrl v do Near. Sério, que criatividade! O cabelo platinado e longo acompanhado de olhos azuis, sendo que um deles era coberto por uma franja que iria até a altura do nariz a fazia parecer mais outro completo cliché. Por que essa gente inteligente é tão alternativa? — Uuuuuh, essa é a Helena Jones-san? Bonita! — ela riu — Sua identidade... — ela mudou o foco de sua visão para algo que parecia uma tela de computador, pelo o que era refletido em seus olhos. — Achei! Então, Helena-san seu novo nome é... — ela clicava em alguma coisa, o barulho do mouse se fundia com o hábito de roer as unhas, dada as circunstância da sua mão, me fazia ter ideia de que tipo de pessoa era aquela garota. — Hoshizora Anju! Dezesseis anos, descendente não-direta de tailandeses com alguma parte japonesa. Se mudou para Tóquio para fazer intercâmbio e esse é seu primeiro dia de aula. Seu foco é Tanaka Yukiko-san, já que um dos assassinos mortos é o que assassinou sua família um dia antes de morrer. Captcha?

— Eu não confirmei essa informação, Koharu. — Alice falou, sentando-se desconfortavelmente na cadeira. Isso significava que ela ainda estava uma semana a frente da morte que eu causei.

Maaas eu já. Se não se importa, eu descobri isso aleatoriamente, então não conta como roubo. — a garota da tela tirou a mão da boca, e voltou a olhar para webcam.  — Vamos lá Alice, eu definitivamente levo tudo como uma competição. Então por que não? Isso é para o beeem!

— Está tentando vencer sozinha. — Alice desviou a vista para fora da janela, claramente desconfortável com a confrontação. Seja quem for essa garota, ela tem meu ponto!

— Está brabinha? Aw! Esse é o seu maior defeito como detetive. — a albina olhava com interesse para a sua própria webcam à medida que Alice ficava vermelha, elas iriam mesmo brigar ali?

— Bravinha. Nem sei se essa palavra existe, mas não, não estou brava Koharu. — Alice usou a mão que não estava segurando o celular para pressionar o volante do automóvel que estávamos. — E sabe qual é o seu defeito como hacker?  Se intrometer onde não é sua área, volte para o seu ninho, americana.

— Arisu-chan, chega de discutir com a One-chan! — Eto interviu, pegando o celular da mão de Alice. Logo quando estava ficando tão bom, hein? — Koharu-senpai, termine de falar o que quer para a Elle-chan e a deixe ir! A aula já vai começar! 

— Vencido. — Koharu voltou a rir despreocupada no outro lado da tela, eu começava a perceber a bipolaridade de longe em alguém que não tem muitos amigos. — Bem, espero que tenha gravado as informações iniciais que eu te dei. Seu alvo é do segundo ano também, consegui coloca-la na mesma sala que a Yukiko, não desperdice isso Helena. — eu confirmo com a cabeça e ela prossegue. — Esse celular, é seu a partir de agora. Tem um aplicativo que eu mesmo criei de mensagens, então é totalmente seguro para os membros da Special Provision for Kira! Ou só SPK. Fale comigo sempre que precisar, não é sempre que eu tenho bateria no celular então qualquer dúvida é só falar com o Akira ou com a senhorita brabinha*. Entendido?

— Entendido... Só uma coisa, como eu posso te chamar?  — a lembro que formalmente, não fomos apresentadas ainda.

— Uuuh! Esqueci dessa parte, que descuido meu! Meu nome é Koharu, ko escrito com o mesmo kanji de pequeno e haru com o mesmo que verão. Eu sou um pequeno verão! — ela riu. — Como podemos anotar que eu sou a primeira e a segunda melhor hacker do mundo, geralmente me chamam de One* ou Doze*. Simples, não?

— Hm, ok Koharu-san. — ela falava tanto assim para uma pergunta só?

— Heh? Sem acanhamento por aqui! Eu detesto essa coisa de sufixos japoneses, me chame só de Koharu.

— Elle, acho que você está um pouco atrasada. — Alice falou, apontando para os estudantes que não estavam mais entrando no prédio de Yomiyama.

— Ah! Eu tenho que ir, adeus Koharu! — digo, pegando minha mochila e correndo para fora do carro.

A hacker não era tão inteligente assim, disse seu nome facilmente e ainda ignorou o fato de eu poder ser Kira? Então isso significa que eu não estava sobre alguma suspeita, ou estava. Se Koharu morrer, a culpa cairá sobre mim já que Alice e Eto são testemunhas de que a albina me mostrara o seu nome.

Que maldita garantia, se ela chegou assim tão fácil como disse em Yukiko, poderia facilmente chegar em mim! Quanto tempo faltaria para ela me ligar ao caderno? Eu não deveria ter deixado ele no orfanato, aliás onde está o meu shinigami?! Eu não o vejo o maldito Takeshi e sua aparência icônica há dias, será que ele se escondeu por aí?

Eu estava subindo as escadas, precisaria encontrar a sala do segundo ano B. Eu parei de andar assim que estava encarando o meu reflexo no vidro de uma das salas, meu cabelo castanho-claro estava preso em um rabo de cavalo não-convencional, feito por ninguém mais que a mãe de todos na Wammy’s; Akira. Aquilo explicava alguns pontos, como alguns fios terem se soltado do penteado e pararem em meu rosto. Eu notei que aquela era a sala que eu procurava, pelo gigante 2-B na sua porta. Corei de imediato quando percebi que alguns alunos haviam notado meu devaneio, ora bolas eu sou uma garota e me importo com o meu visual!

Eu bati a porta, antes de puxa-la e entrar.

— Com licença professor, eu sou a aluna nova. — me apresentei primeiramente ao homem demasiadamente novo para ser um professor daquele lugar.

— Ah sim, eu ouvi falar de você. Pode entrar. — ele disse, eu entrei por completo e fechei a porta de correr atrás de mim. Eu não sabia bem aonde ir e o que fazer, era a minha primeira apresentação num colégio japonês.

O educador ficou olhando para mim, eu jurava que toda a sala me encarava num período de dois minutos que pareceram horas. Eu não sabia o que fazer, ele não sabia que eu não tinha noção...

Fiz o que eu achava correto, peguei um giz de cera em sua mesa e fui até a lousa verde. Hoshizora Anju, com qual kanji eu deveria escrever isso? Maldita hacker que entrega informação pela metade, talvez se Alice não tivesse interrompido a improvável cópia de Near, eu teria sido mais bem informada.

Hoshizora, céu estrelado? Coloquei-me a escrever o nome um pouco familiar. Eu já ouvi nesse nome antes... Maldita otaku, eu sabia que Koharu não tinha programado nada! Ela estava assistindo animes enquanto conversava comigo, não seria Hoshizora Rin uma personagem de Love Live?! Ignorei a coincidência, mas certamente eu não iria deixar aquilo passar! Uma parte já se foi, agora a outra... Eu não fazia a mínima ideia do que Anju significava... Ou eu tinha, o que era aquela coisa que aparecia na mesa dela durante a chamada de vídeo? Damasco. Então Anju era literalmente árvore de damasco em japonês, eu podia ler isso como Anju e então... Feito!

Coloquei o giz de volta na mesa, e voltei a ficar do lado do meu nome no quadro. É como nos doramas, se curve, diga seu nome e minta um pouco sobre você. Sem a parte do mentir na realidade, mas eu iria precisar fazer aquilo.

— Oi pessoal. Meu nome é Hoshizora Anju, eu estou um pouco atrasada em relação a vocês, mas é porque meu intercâmbio saiu agora. Eu espero me dar muito bem com vocês! É um prazer conhece-los! — me curvei diante a turma, não se passou muito tempo comigo naquela posição. Me ergui e esperei as palavras finais do professor.

— É isso turma, quero que a tratem bem. Sem piadinhas ai no fundo. — o homem comentou. — deem boas vindas para Hoshizora-san.

Seja bem vinda Hoshizora-san! — ouço a turma dizer em coro. Isso é lindo! Onde eu estava quando isso começou?

— Hoshizora-san, por favor se sente numa daquelas cadeiras do fundo. Peça para Sinobuya-san te ajudar com o que já começamos.

Fui aonde ele apontava, um lugar perto de uma garota não muito bem encarada. Eu ouvia comentários de como eu era azarada por isso, mas seria tão ruim sentar ao lado de uma garotinha que nem um metro e cinquenta tinha? Ela me olhava estranho, seu cabelo era castanho e ela tinha um tipo de franjinha que acompanhava os olhos esmeraldas que me acompanhavam a medida em que eu me arranjava na cadeira ao seu lado.

Eu só espero não ter arranjado problemas.  

 


Notas Finais


Sumário:

*brabinha: Alice detesta que falem errado e Koharu usa isso para irritar a personagem.
*One e Doze: Koharu é a primeira e a segunda, tendo as combinações: 1, 2, 12 e 21. Mas ela só gosta de "One" porque com sufixo -chan, -kun, -san, -senpai, fica parecendo que ela é a irmã mais velha de alguém. "Doze" é uma referência a um anime que ela gosta. (sim, a personagem é uma otaku.)

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Perguntas!
1. PARA TODOS: hey, como eu queria realmente um jornal para os personagens, mas queria brincar e fazer isso de uma forma diferente. O que acham de um "jornal" com o ponto de vista dos investigadores? Digo, com suspeitas e teorias sobre os outros Kiras! Seria atualizado semanalmente, junto com o progresso das investigações. Mas só faço se a maioria quiser. (não se sintam obrigados a dizer que querem mesmo não querendo!!!) Digam se preferem o jornal interativo (com atualizações sobre cada Kira), ou um jornal normal (mostrando somente a aparência de todos os personagens) ou sem jornal nenhum.

2. PARA JULLY SINOBUYA: como vai agir com Helena? Vai esconder sua identidade de Kira sempre, ou irá se juntar com ela mais tarde?

4. PARA SAD SMILE E BLOODY SADNESS: qual vai ser o próximo passo de vocês em relação a Helena? Bloody irá mata-la ou se associar com a garota? (**Helena tem um death note e ainda sim vive na Wammy's house, pode ser pega a qualquer momento mas se fizerem a escolha certa poderá ajudar muito, depende de vocês)

3. PARA ALICE: Koharu conseguiu irritar bem? kekeke

4. PARA FULL MOON: para se destacar, a causa da morte deverá ser diferente de ataque cardíaco. A próxima noite é de lua cheia, então dê uma causa da morte para sua personagem ser julgada como quarto Kira!

**como esse é a primeira parte de um prólogo com seis tópicos, amanhã terá novo capítulo confirmado \o/
Boa noite e não se esqueçam dos comentários, amo todos sz!


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