História Não Mais Monótona - Johanna Campbell. - Capítulo 16


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Categorias Originais
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Palavras 2.272
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olha quem voltou!
Gente, sério, peço desculpas pela demora!
Fiquei quase junho todo estudando pra:
Prova, trabalho, simulado e...
As férias chegaram e já foram embora!
Eu tava aproveitando pra descansar,
Ficar com minha família,
E ver animes, ver animes é muito bom!
Mas, eu tô aqui.
Adivinha? Tô escrevendo pelo PC!
Tanto tempo depois...
Que saudadeeeeeeeeee!
Fiquem com o capítulo 16!

Música do capítulo:
Broken Youth - Nico The Touchs (trilha sonora de Naruto)




luke vale mais q um carro pica

Capítulo 16 - The Help.


Fanfic / Fanfiction Não Mais Monótona - Johanna Campbell. - Capítulo 16 - The Help.

Eu vejo pelos seus olhos que está ferida
Quando você se lembra
Você tenta superar
Você não está sozinha, você não é fraca
Será magia de um anjo ou um truque de um demônio?
Devemos agir antes de envelhecer

 

Johanna parecia estar bem por fora, até um pouco acomodada. Porém, por dentro, ela rangia, preocupada com o que poderia acontecer durante aquele jantar. 

-E como vai a escola? - Hugo, pai de Stan, interrogou. 

-Bem... - Sorriu, mais viu uma brecha para começar a falar de Stan e sua importância. -Para mim. O Stan está indo de mal a pior. 

-Interessante... - Ele não parecia se preocupar muito com aquilo, só com o bife ao molho no prato e a morena sorridente ao seu lado. -Isso é ótimo! 

-Seu filho indo de mal a pior é ótimo? - Johanna questionou. -Uau... 

-N-n-N... NÃO! Stanley? deve ser sempre um exemplo e dar orgulho para mim, que tanto trabalho para dar o melhor pra ele! 

-Talvez ande trabalhando demais... - Stan sussurrou, só a futura madrasta ouviu. 

-O que disse Stan? - Melissa perguntou. 

-Eu não disse nada. - Riu disfarçando. 

-Bem, Stanley. - Ele encarou o filho rigidamente. -Pode me explicar isso? 

-... O senhor não assina minha agenda... Nem vai as reuniões... Não dá atenção a nada. - Falou baixo e encabulado. 

-Stanley, meu querido... Sabe que sou um homem muito ocupado. - Garfou o jantar com um sorriso travesso. -Eu darei meu melhor para te dar atenção. 

-E a senhora... Milena? - Johanna errou propositalmente. 

-Pode me chamar de Melissa. - Soltou um sorriso angelical, de acordo com Stan, ela era uma rara boadrasta. -O que tem eu? 

-Quando a senho... Quando você conheceu o sr. Smith? 

-Ah... A um mês... No clube de piscina... Stanley tem aula de natação junto com minha sobrinha. - Comentou. 

-Ah sim... - Johanna mastigou mas que o necessário, tentando formular a próxima pergunta. -Imagino que o sr. Smith não saia muito com você... Por causa do trabalho, não é? 

Todos presentes engoliram o seco para tentar reagir. Johanna arrependeu-se da pergunta, Stan entrou em um mini colapso, Melissa pensou um pouco e Hugo encheu o peito para reclamar. 

-Por... - Antes do homem descontar a raiva na garota, a boadrasta intercedeu. 

-Ah... Eu alugo o Hugo um pouquinho uma hora ou outra... Normalmente no horário de almoço, fim de semana ou feriado. - Revelou tranquilamente. -Bem, isso quando ele não está derramando sangue para organizar a empresa... 

-Já saíram os três juntos? 

-Não... Mas isso me deu uma boa ideia! - Melissa disse. -Hugo vai viajar amanhã, mas eu, você, Stanley e minha sobrinha podemos ir ao parque de diversões, o que vocês acham? 

-Uma ótima ideia! - Stan concordou saltando na cadeira, animado. 

-Eeeer... Eu não sei... - Johanna disse. -Eu ia ajudar... A... A Lucy! É! A Lucy! 

-Oh, que pena... - Melissa lamentou. -Coincidência, minha sobrinha também se chama Lucy. 

Johanna sentiu um arrepio na espinha e ignorou a coincidência. 

-Johanna! Me ajuda a pegar a sobremesa! - Stan a puxou, a mão aquecida e as bochechas mais rosadas que o normal. 

-Mas nem terminamos o jantar! - Johanna disse sendo arrastada até a cozinha. 

-EI... - Hugo iria intervir, mas Melissa interrompeu. 

-Hugo, deixe o Stan... O amor adolescente é algo tão adorável... 

-A-a-a-a-a... Mor? 

Melissa riu fraco. 

Na cozinha... 
 

-Pirou?! - Ela questionou rindo. 

-Você não quer me ajudar? Então, vai comigo! 

-Não, eu não vou não. 

-Por favooooooooooor. - Ele fez uma carinha de cachorro abandonado, os lábios formavam um biquinho chorão e o azul dos olhos cintilava. 

-Não vem com essa carinha! - Ela tampou a cara com os braços. -Olhinhos de cachorro abandonado são irresistíveis! 

-Então vamos! 

-É que... 

-Pelos velhos tempos... 

Um filme curto da amizade de longa data de ambos passou na mente de Johanna. 

-Ok... 

-VALEU! - Ele a abraçou com força. 

-Passem na minha casa às dez... Vou tentar ajudar a Lucy antes de irmos e... 

-Um detalhe, a Lucy é a sobrinha dela. 

-Sério..? Então... Vou matar dois coelhos com uma cajadada só... 

-Então você vai ter a manhã livre! Isso não é bom? 

-Eu não vou ficar parada. Vou ajudar a Amy. 

-A-a-a-a-a-my? 

-É. Estou realmente sendo bondosa... Acho melhor ir pra casa. 

-Nem tomou a sobremesa ainda. 

-Eu vou ter muito tempo para sobremesas depois que resolver isso. Agora, eu tenho que ver minha mãe. 

-Mas... Você não mora com ela? 

-Mary? Digamos que ela é só uma mulher invejosa. 

-Você e suas metáforas estranhas... Sinto falta de quando éramos eu, você e a Zoe. 

-Nhaa... Era tudo muito... Monótono... 

-Concordo... Nós devíamos quebrar umas regras de vez enquanto. - Riu servindo musse em taças. -Não vai mesmo ficar pra sobremesa? 

-Não... A gente se vê amanhã! - Saiu pela porta dos fundos, pulou a cerca e deu a volta na casa, para pegar a bicicleta que estava escondida atrás de alguns arbustos. 

Ela pedalou para casa com a cabeça cheia, um sorriso triste e um olhar baixo no rosto alvo, mas ela não iria chorar. Johanna parou a bicicleta e olhou para a imensidão azul escuro sobre ela, poucas nuvens, bem brancas. 

-Chorar? Não, eu não vou chorar. - Pensou. -Porque chorar? Eu sei que meus amigos estão bem, que meus pais verdadeiros estão me esperando e acima de tudo, que em alguns dias, tudo vai ficar bem. 

Ela encheu o peito e deu uma risada exagerada, a risada que ela precisava dar a muito tempo. Todas as energias negativas foram eliminadas durante aquele riso no meio da rua, um riso natural e espontâneo. 

-Saia do meio da rua! - Um homem sobre uma motocicleta gritou. 

Johanna se esquivou, junto com a bicicleta mas a deixando no meio fio, parando de rir, mas continuando a sorrir. 

-Olha por onde anda criatura doida! - O motociclista resmungou, já distante. 

A loira se apoiou numa cerca branca e desmanchou a rir novamente. A bicicleta tinha ficado bem, mesmo que com um ou dois arranhados, ela a puxou para a calçada. 

Na casa dona da cerca, uma garota conhecida saiu, desatando em lágrimas silenciosas, com um penteado diferente do costume. 

-Eu não aguento mais elas! - Murmurou escorregando lentamente, até sentar no chão, e apoiar as costas em uma árvore. 

-Amy? 

-... Jo-jo-hanna? - Ela enxugou as lágrimas e voltou a mesma expressão competitiva e estressada de sempre, mas um pouco abatida. -O que tá fazendo na minha casa? 

-Só tava passando por aqui, na rua... - Se ergueu preocupada e então aproximou-se da menina. 

-Ei! Não preciso do seu consolo! 

-Mas eu preciso de uma explicação! Porque tá chorando? 

-Não te devo explicação alguma. 

-Olha, eu sei que a gente não é melhor amiga, nem amiga, nem temos uma boa convivência?, mas... Eu posso te ajudar se você quiser. 

Amy já estava abalada, não tinha como negar a ajuda. Desatou a chorar novamente, daquele vez, abraçando Johanna, que de imediato estranhou, mas não negou a acolher com um abraço fraco e tímido.

-Eu odeio minhas primas! - Resmungava em meio as lágrimas. -Eu não ligava pra notas, namorado e popularidade até elas dizerem que eu não conseguiria nada disso! Eu deixei minhas verdadeiras amigas de lado! Eu só piorei desde então! Eu sou horrível...

Johanna bufou e olhou nos olhos dela.

-Sim, você é horrível... Você mente pra pessoas e sempre tá atrás de um namorado.

Ela cessou o choro, para dar um sermão, mas foi interrompida.

a -Mas não se subestime! Você é inteligente quando quer, é boa nos esportes e acima de tudo, quando você é amiga, você é fiel... Não entendi ainda porque a gente se separou, o nosso quarteto...

-Culpa das cobras lá dentro. - Murmurou rindo. -Sinto muito Johanna, e obrigada por tudo.

-Agora vamos dar uma lição naquelas cascavéis. - Se ergueu decidida, inspirou e respirou profundamente, ajudou Amy a se levantar e abriu a porta. -Olá.

-Oie! - As duas loiras cumprimentaram vendo revistas com cantores pop na capa. 

-Vocês são as primas da Amy?

-Sim, e você é? - Uma perguntou, olhando por cima da revista.

-Johanna Campbell.

-Ah, você... - A outra suspirou, colocando a revista de lado. -Então... O quer?

-Perguntar quantos anos vocês tem.

-16 an... - Responderam em coro.

-E a Amy tem 12. não vivenciou e amadureceu como vocês sabiam? Deviam parar de se trocar com gente mais nova e acordar pra vida. Porque em vez de encher a paciência dela, não vão cuidar das próprias vidas e fazer algo útil? Se toquem, isso é muito sem noção!

-Você entra na nossa casa pra falar isso?

-Deveriam estar gratas pelo aviso, o mundo não vai esperar vocês criarem vergonha na cara e dar uma pausa pra se recuperarem, ele vai passar por cima de vocês como um trator, as esmagar com um martelo e as enterrar a sete palmos no chão.

-Ei...!

-Antes de apontarem os defeitos de uma garota que estava em fase de mudança e aprendizado, vejam os seus defeitos! Defeitos de adolescentes que preferem atazanar a prima com coisas normais, do que tomar vergonha na cara e fazer elas mesmas.

Amy estava boquiaberta e impressionada com o sermão detalhado da garota, um olhar travado e enfurecido das primas a atravessou. As gêmeas furiosas encheram o peito para reclamar.

-Falamos o que nós quisermos. Você ao menos tem um status?

-O QUE DIABOS EU GANHO COM UM STATUS? SEGUIDORES FALSOS, QUE SÓ SE TORNARAM MEUS AMIGOS AO VER O MEU LADO BOM?

Elas engoliram o seco e se aquietaram.

-Saia daqui. - Uma delas pediu.

-Vou sair, obrigada pela conversa. - Deu alguns passos para trás, o necessário para sair da casa ir ao jardim.

-BRIGADA HANNA! - Ela a abraçou, se prendendo em seu pescoço. -Você deu uma lição naquelas babacas.

-Esse é o meu trabalho. Ensinar aos babacas como se comportar na sociedade. - Deu uma risada. -Algum outro remorso?

-Abandonar sua amizade... Mas acho que já a recuperei. - Um sorriso calmo e verdadeiro se formou no rosto da garota.

Flashback

-Ah... Oi... - Amy cumprimentava Johanna, um sorriso com um pirulito de cereja na boca, complicando a sua fala. -Eu xou a Amy.

-... - Johanna, com seus quase sete anos e uma timidez enorme, se recolhia para si mesma, sem ação.

-OI! - Ela tirou o doce da boca e a encarou. -O gato comeu sua língua?

-Nã-não...! - Ela respondeu, nervosa.

-Vamos do início... Oi, eu sou a Amy! - Após repetir a fala, o pirulito retornou para boca.

-Ahm...

-Diga seu nome... - Sussurrou rindo.

-Jo-jo... Jo-hanna...

-Jojo Johanna?

Ela balançou a cabeça negativamente, fazendo as marias-chiquinhas presa pelos pons-pons se remexer para frente e para trás, um pouco da timidez havia sido eliminada.

-Johanna... - Ela deu um tímido e fraco sorriso.

-Eu sou a Amy. 

-Acho que... Hm... Na-na-nada...

-O que?

-Nada...

-Fala!

-Hm... Vo-você já falou seu... No-nome.

-Eu sei, o meu nome é Amy.

-Ahm... Por-porque me chamou?

-A Zozoe disse que você tava tristinha... E eu quero deixar todos felizes!

-Sé-sério?

-Sim-sim! Eu vou ser amiga de todos da nossa sala, e então da nossa escola, quem sabe da cidade inteira? Ai, eu vou contar piadas, fazer cócegas e dar abrações bem fortes!

-Legal... Po-posso te ajudar?

-SIM! - Ela a abraçou. -Sempre que se sentir ou ver alguém triste, chame a Super-Mágica-Amy-Feliz! Eu vou ajudar todos que precisarem de um abraço ou uma piada pra voltarem a sorrir e... Afinal, porque você não tá sorrindo?

-... Você e a Zoe... São minhas únicas amigas... E a Amanda disse que...

-Não ligue para as bo-ba-gens da Amanda!

-Hum?

-Aquela menina tem uns parafusos soltos. - Riu. -Você não devia brincar com ela, e sim comigo e com minhas amigas.

-Mas... Todos gostam da Amanda...

-Hum... Deixa eu te fazer uma pergunta... Todos gostam de doces, né?

-Ahm... Acho que sim.

-Mas se comermos muito, todos os dias, vamos enjoar e ficar doentes. Então, a Amanda é como um doce BEM doce, fácil de enjoar e te deixa doente rápido.

As duas riram.

-Amigas?

-Hm...

-Vamos lá azedinha!

-Azeda?

-Azedinha, que nem o doce. Porque é bom, não enjoa e demora um tempaço pra deixar doente. - Ela deu um sorriso sincero, a abraçando. -E tem aquele toque especial, um azedinho que todos amam e o faz único.

Então, em meio ao abraço, sorrisos e comparações de doces, nasceu uma verdadeira amizade.

Flashback

-Você tá certa, já a recuperou. - Deu um sorriso confiante e abraçou.

-Desculpa... - A voz começou a ficar embargada.

-Não foi nada. - Ela se soltou do abraço e pegou a bicicleta. -A gente se vê depois, e... Manda um oi pra Amanda. 

Johanna voltou para casa satisfeita e alegre, pedalou rápido e chegou em casa as nove.

-Mãe, eu vou com o Stan e a madrasta dele para o parque de diversões.

-Bom para você, tente se manter feliz. - Mary disse goleando seu chá. -Só mais um pouco.

-Hm?

-Na-nada. Vá tomar banho e... Boa noite. - Ela abandonou a xícara sobre a bancada e se virou rápido, os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo estranhamente conhecido.

Mesmo desconfiada, a loira subiu a escada com pressa e foi para o seu banho quente. Se trocou e logo após deitou-se na cama. Os pensamentos fugiam da cabeça, ela estava preocupada e ao mesmo tempo feliz. Mas, se tinha uma coisa certa para ela, era que a cada dia, era mais perigoso ficar naquela cidade, naquela casa.

Talvez o mais perigoso fosse ficar perto dos seus "pais".


 


Notas Finais


Socorro


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