História Não me espere chegar - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin
Exibições 43
Palavras 2.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu sei que demorei, mil perdoes aqui. Espero que não tenha desistido de mim.
E bem, essa Jikook me dá mais trabalho do que todas as outras que eu escrevi, simplesmente pelo fato de que preciso por mais sentimentos do que eu ja coloco. Amo desafios e isso está sendo algo bom pra mim.
E no próximo capitulo teremos um jikook bem mais puro, sem lembranças separadas.
E boooa leitura.

Capítulo 4 - Jeon In Ho


Fanfic / Fanfiction Não me espere chegar - Capítulo 4 - Jeon In Ho

Aqueles olhinhos pequenos e profundos brilhavam inocentes. Mal sabiam que estavam no mundo, mal sentiam que sua vida estava mudando assim da noite pro dia. Assim era a situação do pequeno In Ho. Filho de uma relação conflituosa e nada confortável. Já que ele nasceu de um acaso, nasceu de uma promessa de não esperar o voltar no dia seguinte. O pequeno não tinha noção de o quanto as coisas haviam dado voltas e mais voltas e nem sabia que seus pais tinham tudo para darem errado. Que eles eram tudo, menos um casal que se amava. O pequeno garotinho tinha os cabelos negros como a noite e o rostinho que lembrava muito o pai. Quem via de longe poderia dizer que não, mas Jeon Jung Kook sabia, assim que seus olhos chocaram-se com o do menino, que aquele garoto era seu filho. Go Eun não dizia nada. Apenas coletava em meio a dificuldade alguns papeis. A mulher era jovem e bonita, ao que o outro se lembrava. Mas naquele dia estava acabada e completamente fora de si. Não chorava e nem reclamava, não esperneava e nem exigia mundos e fundos. Estava completamente o oposto de tudo o que um dia pode a caracterizar como tal. Ela era outra. Ela não parecia mais a mesma que o ligara. Aquela era qualquer pessoa, menos a mulher com quem ele teve um caso um dia. Seu coração doia no peito e uma vontade enorme de sair dali o tomava por inteiro. Não seria e não iria abandonar seu filho. Ainda mais depois de poder conhecê-lo. Ele não sabia da existência daquela criança. E nem ao menos se lembrava de não ter se prevenido naquela noite. Contudo sua mente e seu ser eram voltado para Park Jimin. Era o nome do mais novo a quem ele chamava na cama, mesmo que estivesse invadindo o corpo de uma mulher. Mesmo que estivesse invadindo a vida dela e não a do baixinho a quem tanto amava. Não entendia a si mesmo e não conseguia pensar em muitas coisas, naquele momento sua mente ficou escura e ele preferiu se sentar. Trazendo consigo o filho que se mexia tranquilo em seu colo. O menino estava em paz. Parecia descansado e não estranhou o outro, como se sentisse que ali estava em boas mãos, que ali estava o seu pai. Já que era bem isso que ele era. Pai do menino que até o presente momento era um Kim.

- Não temos muito tempo. - Go Eun disse baixinho, como quem segredasse algo de extrema importância. Sem muito animo e tempo a mulher refletia a sua doença. O estágio estava avançado e ela tinha medo, medo demais. De partir sem antes deixar seu filho com alguém. Não queria que seus pais se envolvesse e nem muito menos seu irmão mais velho. Para ela a única pessoa que poderia cuidar de seu filho era o pai. Pai esse que estava ali na sua frente, sentado no sofá, ninando a criança que era tudo para ela. Seus olhos se encheram de lágrimas e ela as permitiu cair. Não queria que nada ficasse pra trás, muito menos a sua dor. Queria que o outro visse o que precisasse ver, mas não queria de maneira nenhuma o seu consolo. Queria apenas a sua promessa, promessa de cuidar do filho deles, o amar e respeitar. De fazer com que ele fosse feliz e que tivesse uma vida digna. Já que a mulher entendia que condições financeiras era o que não faltava ao Jeon. Ela não sabia e nem entendia bem quem era Park Jimin, o nome que saia sempre da boca alheia na hora do sexo. Mas pediu mentalmente que fosse uma boa pessoa, que soubesse dar carinho ao seu filho e que o menino, quando crescesse, pudesse ser verdadeiro com ele. Ela sabia que Jeon Jung Kook nunca a amaria. E por isso mesmo que ela o amou mesmo assim. - Aqui estão os últimos exames, para que veja que eu não estou mentindo. - falou no mesmo tom, estendendo papeis e mais papeis ao mais velho. Ali constava que mais uma vez aquela doença havia tomado espaço em sua vida. Seja por um lado ou pelo outro, o câncer ainda insistia em ser presente, em se fazer necessário quando na realidade não era bem vindo. - Leucemia. Está avançado. - a mulher completou sem animo, se encolhendo ainda mais nas roupas longas que usava. Fazendo com que sua aparência fosse bem mais velha do que era. Os cabelos, antes ruivos, tinham um tom caído e quase neutro. Ela se sentia definhando. Sentia que seu mundo estava indo aos poucos e não poderia e nem queria levar consigo o seu pequeno In Ho. A gravidez havia sido difícil, quando a doença se manifestou ela sentiu que nem conseguiria dar a luz. Mas as coisas aconteceram do jeito que tinham de ser. E em um dia de chuva, o menino nasceu. Fruto de uma cesariana arriscada, levando consigo os últimos resquícios de esperança dela. Era só isso que Kim Go Eun queria. Somente ver seu filho respirar, somente ver o seu filho bem. Contanto que isso acontecesse, nada mais importava.

O Jeon olhava para aqueles papeis incrédulo, ela não mentia e ele nunca diria que isso era o que estava acontecendo. Não tinha porque duvidar dela, mas o que mais lhe abatia era o simples fato de que o tempo não era mais algo que ela tinha ao seu lado. Logo a morte lhe saudaria e lhe convidaria para uma dança eterna. Logo vieram os questionamentos. Tratamentos e terapias. Ele ficou sem chão, gritou e chorou até. Assustou a criança que não entendia nada. Pediu que ela parasse de mentir, mesmo tendo a certeza de que ela era a mais verdadeira ali. Questionou e questionou, ligou para Hoseok. Perguntou e pediu, chorou e não entendeu. O Jung informou que era neurologista pela décima vez, não tinha conhecimentos na área de Oncologia. Mesmo assim, o outro que na época tinha seus tons negros de cabelo fez suas pesquisas. Mas pelo que o outro o havia mostrado a doença já estava espalhada. Nem com um transplante de medula óssea a situação teria seu jeito. Ela estava perdida. E regado com essas ultimas palavras fora que ele tomara sua decisão. Logo o moreno passou ao lado de Kim Go Eun seu ultimo mês. Tempo esse que fora o prazo para que a morte viesse pra ela. Após isso os registros foram feitos e o pequeno In Ho fora levado. Junto com a promessa de visitas frequentes aos avós e tio. JungKook chorou naquele dia, chorou por mais uma vida que ia vitima de uma doença tão silenciosa, de uma doença que não pede permissão para entrar, que bate sorrateira em nossas vidas e que tira de dentro de nós um sopro que não é nosso. E assim ele chorou, se lamentou e deprimiu. Assim ele teve seu filho em seus braços, acalentou o menino que não sabia de nada. Enquanto isso ele sofreu sem entender o porque de tudo aquilo. Enquanto isso Jimin dormia, sem saber de nada.

[...]

- Devíamos parar com isso. - Hoseok dizia pela décima vez naquele dia. Ele não sentia que precisava continuar com aquela atitude, mas era algo que viam fazendo a muito tempo. Não o agradava, mas também não desgostava daquilo. Lembrava-se as vezes como tudo começou, como um selinho inocente se tornou aquilo que os aquecia em meio ao sexo.

- Já disse a você que eu tenho meus motivos para fazer isso, sabe bem em quem eu penso quando estou com você, sabe bem quem eu imagino quando estou sendo estocado assim não sabe? - o moreno rebateu o ruivo de novo, era sempre assim. Sempre que o Jeon decidia que precisava de sexo. Era sempre a mesma coisa quando ele puxava seu irmão adotivo pra cama, pro sofá, pro tapete da sala, pro balcão da cozinha, para onde quer que fosse. Era um defeito, uma doença. Algo que o mais novo ali não sabia explicar, só entendia que seu irmão adotivo tinha a obrigação de lhe dar prazer. Mesmo que durante o orgasmo o nome do Park fosse emitido, como um hino estranho em meio ao sexo alheio.

- É eu sei bem que sim, entendo demais você, mas isso é estranho. Ah-ah, Kook para, para, eu vou...- o ruivo não conseguia mais pensar direito. A boca alheia fazia um belo trabalho em seu falo, o moreno estava completamente nu em sua frente, ajoelhado com seu pênis em sua boca. Dessa vez estavam na sala de estar do apartamento que dividiam. O pequeno In Ho estava dormindo no quarto mais afastado da casa. De maneira nenhuma eles permitiam que o menino visse aquilo. Nem eles mesmos queriam aceitar que faziam aquilo. O Jeon era habilidoso, engolindo o outro completamente e depois tirando devagar de sua boca, deixando os dentes arrastarem de leve, enquanto brincava com os testículos alheios. Tudo isso sentido seus fios sendo puxados com força, com vontade e desejo. Mesmo que para os dois aquele fosse um desejo sujo e sem nexo. Hoseok entendia que o outro tinha uma doença. Que precisava daquilo como um drogado, mas o que mais o magoava era entender o porque de ser ele. Já que os mesmos se amavam sim, mas como dois irmãos. Que era isso que eram.

Hoseok tinha o pensamento dividido, lembrava-se de como tudo começou e ao mesmo tempo tentava se concentrar no oral delicioso que recebia do moreno. Lembrou da noite em que o Jeon chegara bêbado em seu quarto e fechara a porta, da noite em que o amigo chorou pelo Park e suplicou que ele o invadisse. Da noite em que seu irmão implorou por sexo. Dizendo que só conseguia com ele, já que se não pudesse ter Park Jimin, não preferia mais ninguém. Aquilo era contraditório demais e dúbio demais. Contanto era o que ele era, então depois do primeiro beijo e da primeira vez aquilo virou um vicio. Sempre que Jung Kook queria, Hoseok tinha de estar lá. Já que segundo o moreno, o ruivo era o único que ele permitia que o tocasse. Já que seu corpo e alma pertenciam a Park Jimin. Aquilo não era uma traição, ele dizia. Já que eles não namoravam e o menor ainda estava em coma na época em que tudo começou. Em que tudo veio a baixo, em que ele se viu com uma criança para cuidar. Criança essa que os dois criaram como se fossem deles. Mesmo que para os dois, em suas mentes nunca seriam um casal. Já que Jeon JungKook amava Park Jimin e Jung Hoseok estava começando a ter alguém em sua mente. - Porra Kook, como você faz isso sempre? - o ruivo relaxou ao gozar na boca alheia. Animado o moreno logo tratou de lambuzar mais um pouco o falo do médico. E logo estava em seu colo, se posicionando, ele gostava de sentir dor, assim como gostava de fazer sexo.

-Você sabe, eu amo te ouvir gemer. - o moreno disse sorrindo, mas logo fechou os olhos ao sentir a dor conhecida de ser invadido. O Jeon sentou lentamente sobre o pênis alheio.

- Você tem que procurar um psicólogo. - sussurrou enquanto espalmava a coxa alheia e com a outra mão puxava com força os fios negro, para ter acesso ao pescoço do maior. Eles não se marcavam, mas quando isso acontecia era rapidamente disfarçado com maquiagem. Hoseok atacou aquela área com vontade, mordendo mesmo, chupando mesmo. Causando a dor que seu irmão gostava de sentir.

- Já disse que quando eu e ele voltarmos eu vou me curar. Não vou ter compulsões assim, Jimin vai me curar. - a frase foi interrompida pelo grito, já que sua próstata foi acertada sem pudor.

- Assim espero. Isso é errado e eu bem...estou pensando em alguém. - o Jeon gemia enquanto olhava nos olhos do outro, rebolando sem dó no colo alheio.

- Isso é maravilhoso. Hyung-ah. - a voz saia cortava em meio ao prazer.

- Você é louco.

- Somos, não é mesmo. Mas agora vai. Se concentra e me dá prazer enquanto geme o nome dele.

- Você é doente, muito.

- Mas você me ama não é mesmo? Sou seu único irmão.

- É eu amo e por isso que vou te ajudar. Seu ninfomaníaco. - o Jeon riu, enquanto relaxava no colo alheio. Ele não se negava em dizer que era doente. E sentia que somente Jimin poderia cura-lo.


Notas Finais


E beeem, logo depois eu explico bem como começou essa relação dos dois ali. Logo a trama anda direitinho. >..<


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