História Não Me Machuque - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias 30 Seconds to Mars, Jared Leto
Personagens Jared Leto, Personagens Originais, Shannon Leto
Tags Bdsm, Jared Leto, Romance, Universidade
Exibições 85
Palavras 3.321
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Hentai, Josei, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, primeiro capítulo desse projeto que eu estou bolando a tempos hahaha estou ansiosa.

E se você é leitor de Madness Queen se acalme, eu vou postar o capítulo semana que vem hahaha por favor não me matem eu realmente queria muito postar isso aqui.

Espero que gostem, beijinhos!

Capítulo 1 - O Sinônimo de Catástrofe


Fanfic / Fanfiction Não Me Machuque - Capítulo 1 - O Sinônimo de Catástrofe

Era a sétima vez que Helena mordia a tampa da caneta, provavelmente seu subconsciente achava que o ato lhe traria uma boa resposta, a resposta certa. Seus olhos verdes vaguearam novamente para a folha de papel sulfite em um misto de confusão e cansaço.

— A célula neoplásica possui as seguintes características citomorfológicas... - odiava provas de múltipla escolha. — Hipercromasia com degeneração nuclear…? Discariose severa envolvendo macromegalia…? - ninguém poderia ver, mas Helena fazia uma careta que seria cômico caso não precisasse daquela nota. — Aí droga… discariose, não lembro. - sussurrou extremamente baixo enquanto fechava os olhos para lembrar o que a maldita palavra significava.

 

Helena era uma boa aluna, se não fosse não estaria cursando medicina em Princeton. Aliás, não estaria cursando medicina em lugar algum, não com a situação financeira de seu pai, o pobre homem mal tinha conseguido custear sua passagem de avião e por sorte Helena havia conseguido um alojamento que a faculdade oferecia aos alunos.

 

Mas aquela matéria… ela simplesmente não conseguia gostar; patologia não era apenas chato, mas também difícil e tinha uma carga horária gigante. Ah, sim! E para ajudar ainda tinha um professor que parecia adorar causar dor nos alunos.

 

— Discariose… - repetiu baixinho pronta para chutar aquela questão. — Droga! Desisto.

— Algum problema Srta. Moore?

 

A garota sentiu alguns olhares sobre si e o rosto queimar graças a atenção desnecessária que recebia. Constrangida com o tom de repreensão presente na voz do homem Helena abaixou a cabeça voltando a mastigar a tampa da caneta que já estava toda marcada por seus dentes.

Se amaldiçoou mentalmente, esquecendo por um momento que já não sabia mais a diferença entre discariose e macromegalia, Helena só queria terminar logo aquela prova e se recolher entre as cobertas para pensar num jeito de recuperar a nota, nesse momento já tinha entregado os pontos.

Com a visão periférica ela pode acompanhar as cabeças viradas para si voltarem-se para o professor, ele se levantava da cadeira de um modo tão elegante que ninguém desconfiaria caso mentisse dizendo que pertencia à realeza e quando estava a dois passos da mesa ajeitou os óculos de armação quadrada no rosto.

 

— Fiz uma pergunta Srta. Moore. - sua voz glacial fez com que muitos tremessem junto á Helena. — Estou esperando uma resposta.

 

Mas ela não sabia o que responder, desculpe professor, eu não tive tempo de estudar pra sua prova porque fiquei choramingando o quão difícil ela iria ser. Estava fora de cogitação dizer algo assim o que não queria dizer que ela deveria continuar quieta, não quando ele a olhava de forma tão inquisitória.

 

— Eu… - nada vinha a sua cabeça. - Desculpe. - estava tão nervosa que ao se lembrar de soltar o ar dos pulmões os sentiu doloridos.

— Essa não foi a resposta certa. - foi grosseiro, mas ninguém se voluntariou a reclamar.

Todo mundo sabe que alunos da graduação odeiam implicações com seus professores, mesmo que fosse por grosseria.

 

— A culpa foi minha! - o rapaz ao lado falou firme levantando a mão e Helena olhou para ele, Adam piscou um dos olhos castanhos para ela e abaixou-se pegando a caneta que deixara cair. — Desculpe se te desconcentrei. - o sorriso simpático dele a fez corar ainda mais. — Desculpe professor. - tornou-se menos amigável aos olhos de Helena, ela até pode distinguir certo sarcasmo quando o rapaz proferiu o título.

 

A ruivinha lembraria de agradecer mais tarde, pois nunca sabia o que fazer quando se sentia pressionada e ele com toda a certeza estava salvando sua pele.
Ela novamente olhou para a prova quando viu aquele ser tão cruel voltar a se sentar com um olhar duro sobre Adam antes de começar a digitar algo no computador tendo a testa franzida em um sinal óbvio de irritação. Mesmo assim o coração de Helena se acalmou ao ver que já não era mais um alvo.

 

— Vocês tem quinze minutos. - o anúncio causou alguns muxoxos. — E Srta. Moore, passe na minha sala depois da aula.

 

O tremor que tomou conta do corpo pequeno foi imperceptível.


 

~*~


 

No corredor onde ficavam as várias salas de aula Helena suspirou frustrada arrumando a alça da mochila surrada sobre o ombro direito. Não sabia se estava tão incomodada com o fato de sua prova ter sido um fiasco ou se era o receio que lhe tomava por ter que ouvir um provável esporro do homem.

Mas tratou de sorrir quando Adam atravessou a porta segurando a própria mochila com uma mão enquanto a outra escorregava sobre os fios loiros da cabeça. Quando a viu ele abriu aquele sorriso bonito e se aproximou; não se conheciam de verdade, já havia feito um trabalho de hematologia juntos quando os professores escolheram os grupos e por coincidência caíram no mesmo, nada mais que isso.

 

— Olá. - ele parecia animado.

— Olá. - sua voz soou baixa e suave aos ouvidos dele. — Obrigada, Adam. - a sinceridade em suas palavras era chocante.
— Não me agradeça, eu nem ajudei para falar a verdade. - soltou pesaroso. — Leto é um babaca.

 

O comentário a fez rir, mas não esquecer que teria de encará-lo.

 

— Eu posso ir com você.

— Não, tudo bem Adam. Acho que posso sobreviver.

 

Ela não poderia, foi a conclusão do loiro. Helena era tão pequena e frágil, tão tímida que poderia ser comparada a um pequeno coelho indefeso. Ele realmente queria acompanhá-la, a ruiva despertava seu lado protetor e parecia quase uma obrigação entrar naquela maldita sala e enfrentar o dragão de olhos azuis que a esperava.
Infelizmente não era a sua batalha, não poderia fazer muito pela menina se ela não queria ajuda e até tentou sorrir para encorajá-la ao vê-la levantar a cabeça e passar uma mão nervosa pelo cabelo comprido se preparando para o que viria.

 

Helena se despediu de Adam com a promessa de que o encontraria mais tarde para que ele tivesse a prova de que ela ainda estaria inteira. E então se pôs a andarr em direção oposta ao do rapaz.
Quem a visse caminhar diria que estava prestes a entrar num abatedouro, era o que ela sentia pelo menos, que estava indo para a morte. Deuses! O professor comeria seu fígado.

 

Por favor deuses das universitárias bolsistas que não gostam de patologia, me protejam. Rogou em pensamento.

 

— Entre. - ouviu a voz grave dizer assim que bateu na porta.



 

Detestável, essa era a palavra que surgiu na mente do homem quando a viu entrar segurando um farrapo que mal poderia ser chamado de mochila. Os olhos azuis rolaram nas órbitas ao notá-la levemente trêmula, Jared não tinha paciência para gente tão fraca. Era assim que ela se tornaria médica? Abaixando a cabeça para uma situação desconfortável? Tal fato o irritava.

O professor soltou a caneta que usava para fazer anotações em algum projeto de TCC, sim, projeto, porque aos seus olhos aquilo estava uma porcaria. Demorou alguns segundos para encarar novamente a aluna parada na porta, abraçando o farrapo velho como se sua vida dependesse disso; ela tinha um rosto de traços suaves expressão sua apreensão, se assemelhava a uma adolescente e a altura não ajudava em nada, o topo da cabeça feminina não chegava nem em seus ombros.

 

— Sente-se Srta. Moore. - Helena tomou aquilo como uma ordem e prontamente acatou sentando-se na cadeira disposta frente a mesa do professor. — Isso é a sua prova. - ele puxou uma folha de dentro da pasta de couro italiano. — Devo agradecer por me poupar de corrigi-la.

 

Não.

 

Suas respostas… estavam todas a lápis. Estava tão conturbada com o que tinha acontecido que havia esquecido de passar as resposta a caneta, ela tiraria zero e nem seria por falta de conhecimento, seria simplesmente por estupidez.
Como estava ferrada, aquele pedaço de papel tinha um peso enorme na sua média e agora ela não tinha nada e se pegasse pendência na matéria poderia dar adeus a sua bolsa. Quis chorar como uma garotinha.

 

— Minha matéria não tem recuperativa. - ela já sabia disso, mas Jared fez questão de reforçar sem tirar os olhos da expressão carregada que ela possuía. — Inglês ainda é sua língua materna? - a pergunta grosseira era devido a irritação que sentia por causa da falta de palavras da menor.

— Eu sei.

— Sabe o que, Srta. Moore?

 

Helena se perguntou se ele estava se divertindo muito fazendo com que ela se sentisse tão impotente.

 

— Não tem recuperativa. - respondeu com os olhos grudados no tapete persa da sala exageradamente refinada.

— Então pode me dizer como pretende fazer para recuperar essa nota? - havia desgosto na voz controlada. — Eu lhe chamei aqui porque não calou a boca durante a prova inteira, mas parece que o foco desta conversa mudou drasticamente. Já não sei o que é mais perturbador Srta. Moore. É assim que pretende ser médica? Vai negligenciar seus pacientes também?

 

A garota o olhou com horror. Era desnecessário dizer aquilo para ela e sua vontade agora de dizer umas boas verdades na cara dele não poderia ser descrita como algo menos que gigantesca. Até mesmo sentiu a palavras entaladas na sua garganta, queria pegar aquela folha das mãos dele e passar tudo a caneta.

Helena merecia estar ali, se tinha uma coisa que possuía era mérito e não poderia ser culpada por detestar a matéria dele ou ele.

Mas guardou suas palavras em algum canto da mente e desviou o olhar para o chão outra vez ouvindo o professor soltar um grunhido indignado a fazendo se encolher na cadeira.

 

Jared tinha a consciência de que havia a ofendido e queria muito que ela reagisse ao invés de se amedrontar. O nome Helena constantemente estava nas conversas entre os professores que sabiam ser tão fofoqueiros quanto cabeleireiras, diziam coisas boas sobre ela, que era uma aluna esforçada, com notas boas e que teria um futuro brilhante. Lembrava-se até mesmo quando o velho Heartlock, professor de microbiologia, disse que ofereceria uma bolsa de iniciação científica para a menina. Então onde estava a maldita aluna brilhante que tanto falavam? Porque ao seu ver, alunas excepcionais não entregavam provas a lápis, muito menos cochichavam durante enquanto as realizavam.

 

Ele próprio poderia responder. Estava ali, sentada na sua frente, quase chorando por conta de algumas palavras grosseiras. Ela era tão miserável e Jared odiava a miséria.

 

— Um trabalho? -  a incerteza na voz trêmula dela atiçou seus tímpanos quase como uma ofensa.   

— Um trabalho? - repetiu as palavras entre a risada sarcástica. — Quer que eu te dê um trabalho que valha trinta por cento da nota? - ela só poderia estar louca. — Saia da minha sala, eu já terminei com você. - tornou a dizer, desta vez com seriedade, o tom frio tomando seu lugar outra vez.

 

Era tudo o que Helena queria ouvir, sair da sala era seu objetivo desde que tinha entrado no recinto. Só não achou que a conversa seria tão destrutiva para si.
Não foram apenas as palavras impactantes, o professor Leto fazia a jús a sua fama de ser sem coração, como alguém poderia se sentir tão superior e gostar tanto de maltratar as pessoas? Sinceramente, não entendia como as mulheres da universidade - tanto alunas quanto funcionárias - suspiravam quando ele caminhava pelos corredores. Tudo o que ela sentia quando o via era um crescente medo e uma queda drástica de autoestima .

O homem era bonito, isso era um terrível e cruel fato porque era da ciência de qualquer um que acadêmicos não tinham um senso muito bom de moda ou cuidados com a aparência. Mas isso não se aplicava a ele, Jared estava sempre coberto por roupas refinadas, sapatos tão bem lustrados que causavam inveja aos espelhos, e até mesmo sua sala era impregnada pelo cheiro da sua colônia Aramis.

 

Ok, falar que aquele ser era bonito poderia ser tomado como uma ofensa quando parecia que qualquer um conseguia ser hipnotizado pelos olhos azuis gélidos. Mas ainda sim, nem mesmo toda a maquiagem do mundo que ele ingerisse poderia melhorar sua personalidade.

 

[...]


 

Quando chegou no prédio próximo á universidade subiu as escadas apressada, abriu a porta e suspirou aliviada por finalmente chegar em casa. Em sua cabeça Helana já se programava para estudar para o exame da matéria, sentia-se derrotada, com vontade de ligar para o pai e dizer o quanto queria voltar para casa e trabalhar na sua loja de doces caseiros. No entanto, sabia que seria uma decepção para seu progenitor, ele tinha tanto orgulho dela que só de pensar na possibilidade de decepcioná-lo seu coração já doía de forma intensa.

 

Então, ao invés de se remoer Helena foi para a cozinha fazer mais um macarrão instantâneo. Parou apenas quando ouviu a risada da sua colega de quarto acompanhada por outra, esta outra sendo masculina.

 

— Kat? - chamou alto.

— Helena. - a morena de cabelos curtos entrou na pequena cozinha de mãos dadas com um rapaz alto, mas o que lhe chamou a atenção não foi o estranho e sim a forma como Katlyn estava vestida, com uma calcinha rosa e a camiseta do time de futebol americano da universidade que pelo tamanho provava pertencer ao jovem. — Esse é o Scott, ele está no quinto período de biologia. - semana passada era o Edgar, do terceiro período de engenharia mecânica.

— Oi. - foi tudo o que saltou da sua boca, acompanhado de um pequeno sorriso. Ela ainda estava desconfortável com a falta de roupas do casal.

— Ela não é fofa? - ouviu a amiga perguntar para Scott. — Gata, você deveria estar acostumada com o corpo humano já que vai ser médica. - brincou.

— Ainda assim você poderia me poupar da visão do seu útero. - provocou dado o tamanho minúsculo da calcinha da amiga.

— E como foi a prova? - Kat perguntou enquanto abria a porta da geladeira tirando duas cervejas, entregou uma para Scott e abriu a outra.

— Nem me fale, Jared é um demônio.

Putz... É mesmo. - o rapaz concordou. — Ele me deu histologia. O cara é foda, mas é um pé no saco.

— Agradeço todos os dias da minha vida universitária por ter escolhido um curso de humanas. - Kat fazia direito e estava no terceiro período.

— O pessoal da minha sala sempre se deu mal na prova dele, o filho da puta anula uma questão certa quando você erra outra. - continuou falando para Helena evidenciando em seus gestos o quanto detestava o homem.  — Ah, ele é professor no hospital universitário, só te desejo boa sorte.

— Mentira... - agora sim ela via sua futura profissão cair por terra.

 

Helena não queria ser patologista, isso era uma certeza, sua verdadeira paixão era a neuro, tinha sido amor à primeira vista nas aulas de anatomia e fisiologia. Mas mesmo que fosse se especializar na área teria de enfrentar a clínica e ter horas em todas a áreas antes de fazer a prova que lhe daria permissão e título de neurologista, o que significava passar mil e quinhentas horas com o seu mais novo terror, Jared Joseph Leto.


 

Após terminar de fazer o macarrão a ruiva foi para o quarto pequeno, na verdade, todo o alojamento era minúsculo, mesmo assim as duas garotas deram um jeito de torná-lo confortável e mantê-lo sempre limpo.

Helena abandonou sua mochila no chão e sentou-se na cama antes de caçar o controle da televisão para colocar em qualquer canal.


 

~*~


 

Jared se acomodou melhor na cadeira enquanto seu irmão mais velho, Shannon, se levantava. Fingia ouvir o falatório dele sobre qualquer assunto enquanto apanhava seu impermeável da Burberry - o qual se orgulhava mais do que deveria - e o colocava na cadeira ao lado com cuidado para não amassar.

O professor estava cansado e achava péssima a idéia de ter o irmão tagarela como colega de trabalho, o convívio com ele era mais do que estressante, era como viver de ressaca.

 

— Sabe o que é isso? - Shannon apontou para a pequena quantidade de verdura que tinha deixado no prato. — É frescura, você precisa comer carne, coisas que tenham sustância.

— Você não tem um plantão para fazer? - talvez a péssima ideia tenha sido aceitar almoçar com ele. — Uma aula para dar ao invés de palpitar na minha vida?

— Oh Jared, guarde essa rabugice para seus alunos. Vamos, diga para o seu irmão porque está mais chato que o normal. - provocou com um entonação forçada de preocupação.

 

O olhar que Leto lhe mandou foi muito claro, estava na sua hora de calar a boca e deixá- corrigir as provas.

 

— Você dá aula para a Helena? - Shannon perguntou surpreso pegando a prova que Jared tinha deixado separada em cima da mesa. — Excelente aluna. Um pouco tímida, mas participativa.

 

Até você?

 

Era tão irritante ver alguém falar bem daquela garota esquisita. Ele não tinha visto nada de espetacular em Helena que não fosse a bela aparência. Não, Jared não poderia negar que era uma jovem muito bonita; seus traços eram de uma delicadeza quase surreal, seus olhos grandes e verdes transmitiam a pureza e inocência por trás do brilho amedrontado e os cabelos compridos e alaranjados emolduravam o rosto de forma angelical. E a pele extremamente alva… o professor tinha a impressão de que um simples roçar de dedos poderia marcá-la camuflando as veias azuladas.
Para seu próprio bem Jared achava melhor não se aprofundar em descrições.

 

Ainda assim era uma criança fraca e aparentemente imatura.

 

— Por que a prova dela está a lápis?

— Me diz você já que parece venerar a garota. - respondeu desgostoso mantendo o olhar sobre uma das provas. - Vou adorar ver como ela irá recuperar essa nota.

— Não vai reconsiderar? - o mais velho não pareceu tão surpreso com a atitude do irmão. — E se ela foi bem? Vai anular uma prova em que ela pode ter ido bem apenas porque está a lápis? - suspirou despejando um pouco da pena que sentia. — Ela é bolsista, Jay.

 

Tão diferentes. Shannon era o professor que todo aluno gostaria de ter, sociável, divertido e flexível,além de ser um excelente educador. Andava pelos corredores, tanto do hospital como da universidade, esbanjando sorrisos de simpatia e gentileza.
Os alunos que tiveram ou tinham aula com ele falavam muito bem e os que ainda teriam esperavam ansiosos para que chegassem a sua vez de ter alguma matéria dada por Shannon.  

 

E justamente pela grande diferença entre eles é que o mais velho sabia que Jared não se importaria de afundar a garota, o que era uma tristeza, havia poucos profissionais de excelência e que mantinham a sua humanidade ao invés de se submetem ao dinheiro, Helena era uma dessas poucas pessoas bondosas que um mundo tinha herdado.

 

— Você precisa ser um carrasco até aqui? - em resposta Jared o fuzilou com os olhos incrivelmente azuis. — Desculpe. - sabia o quanto seu irmão odiava que falar sobre sua vida privada.

— O que você ainda está fazendo aqui? - ignorou as palavras de Shannon.

— Eu vim almoçar com o meu irmão oras! - soou como se a pergunta irritadiça de Jared fosse um absurdo. — E… estou fugindo de Alicia.

— Pare de dormir com as suas alunas, Shannon. - advertiu. — Não é ético.

— Engraçado você falar sobre ética não é? - se Jared não gostava de falar sobre o que fazia, Shannon se sentia no direito de não lhe dar satisfações.

— O que eu faço é consensual, seguro e o mais importante, não envolve alunas ou colegas de trabalho.

— Tudo bem. - levantou as mãos se rendendo aos argumentos do outro. — Mas posso afirmar que é totalmente consensual. - soltou uma risada solitária que foi interrompida pelo bipe preso em sua cintura. — Vou te deixar com as suas provas professor Leto. Mas é sério, tente dar uma chance para a garota, Helena se tornará uma médica incrível.

Resmungando Jared tentou se concentrar mais uma vez na prova a qual corrigia para segundos depois revirar os olhos e pegar com brutalidade a prova respondida toda a lápis e começar a ler.


Notas Finais


Será que eu mereço um comentário? <3


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