História Não olhe pra trás - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Exibições 5
Palavras 3.258
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Fluffy, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Vagalumes


O dia começara tranquilamente, o sol brilhava intensamente e o vento soprava delicado e fresco. Cecyllia se sentia melhor e mais disposta, a noite com as amigas havia sido bem divertida, conseguiram botar a maior parte do assunto em dia e puderam matar parte da saudade. Como sentira falta disso, suas amigas eram tudo pra ela, a única família que lhe restara, perto delas ela quase esquecia a dor que carregava em seu coração.

Viollet andava a passos firmes e duros em direção à casa de capricórnio, pois sempre tinha problemas ao passar pelo local quando o cavaleiro guardião estava presente.

-Com licença Shura, posso passar?- Viollet solicita rispidamente, sem olhar para a cara do capricorniano.

-O que foi Viollet? Para quê me tratar assim? Sou tão bonzinho com você... –Divertiu-se o capricorniano. –Só poderá passar se me der um beijo. – Shura disse em um tom lascivo, pressionando a amazona contra a parede.

-Nunca! O que pensa que eu sou? Acha que eu sou as meretrizes, aspirantes ou amazonas que se jogam nos seus braços o tempo todo? Eu exijo mais respeito, sou uma amazona de ouro, e tão poderosa quanto você. Largue-me, ou senão eu te mando para o inferno agora mesmo! - Vociferou a leonina de cabelos loiros. O cavaleiro de capricórnio a enlouquecia, mas não poderia admitir, era orgulhosa demais pra isso.

Shura adorava provocar Viollet, achava que ela ficava linda vermelha, ainda mais de raiva. Gostava dela, mas só admitiria quando ela retribuísse, pois era outro orgulhoso e cabeça dura também.

-Eu tenho um recado para o seu amiguinho de sagitário: diga a ele que minha amiga aceita o convite de jantar com ele, e que estará as 20hrs em ponto na casa de sagitário. – Viollet disse normalmente, se preparando para ir embora, quando teve seu braço segurado com firmeza, mas de forma delicada, por Shura.

-Está bem, eu darei o recado. E que tal jantarmos juntos também? Sei fazer uma paella muito boa, digna dos deuses. –Sugeriu o espanhol um tanto convencido.

-Prefiro passar fome a comer esse lixo. – Resmungou a amazona de câncer, deixando a casa de capricórnio com muita raiva.

-É uma pena. – Respondeu Shura, se fazendo de magoado.

Instantes depois chega Aiolos a casa de capricórnio, curioso.

-Bom dia Shura, como vai? Pela sua expressão, vejo que encontrou a amazona de câncer. – Aiolos comentou cínico, com um sorrisinho no canto da boca.

-Bom dia Olos, eu estou ótimo por sinal. Sim, ela acabou de sair de daqui, e deixou um recado pra você: a astrônoma estará às 20hrs em ponto na casa de sagitário. Acho que você tem muito trabalho pela frente. –Shura possuía a mesma expressão, soltando uma risada maliciosa.

-Ah, é mesmo? Obrigada pelo aviso, até mais!- Assentiu o sagitariano, que corou e ficou com um sorrisinho bobo, saindo às pressas de capricórnio.

Apesar de aparentar calma e tranquilidade, Aiolos estava muito empolgado e nervoso, queria muito conhecer melhor a garota que mexia tanto com ele, mas que ao mesmo tempo parecia um tanto arredia e distante.

Era fim de tarde quando Cecyllia caminhava sozinha pela beira da praia, tirara a amanhã para organizar suas coisas em casa, e depois do almoço fora a Universidade pesquisar alguns livros para sua tese de mestrado, queria estar a todo vapor quando começasse as aulas. Olhou para o horizonte e pensou no compromisso de logo mais, sentia certo nervosismo por reencontrar o sagitariano, já que não se viram mais depois do incidente da flecha. Ainda estava brava com ele, mas queria ver aqueles olhos verdes novamente. Optou por ir sozinha, suas amigas eram excelentes companheiras e confidentes, mas às vezes a deixavam um pouco sufocada, e ela também apreciava alguns momentos de solidão, para poder refletir sobre sua vida.

-Meu reino por seus pensamentos!- Uma voz masculina interrompeu seus pensamentos, deixando Nina um pouco assustada.

-Ah, é você, cavaleiro de escorpião. – A astrônoma respondeu indiferente.

-Não é necessário toda essa formalidade, pode me chamar de Milo, eu ainda não estou cobrando por isso. –Milo respondeu abusivo, ao depositar um beijo na mão direita da morena. Nina sentiu um pouco de asco, já estava bem avisada da fama do escorpiano.

- Solte-me, não lhe dei essa liberdade. O que você quer? –Nina respondeu com desprezo, evitando olhar nos olhos de Milo.

- Calma gatinha, não precisa me tratar desse jeito, apenas quero te conhecer melhor. Gostaria de jantar comigo hoje?- O cavaleiro convidou galanteadoramente, estava tão próximo que ela podia sentir seu hálito. Era lindo e sexy, mas não tinha paciência com mulherengos, os achava extremamente abomináveis e dignos de pena.

-Não, obrigada. Já tenho compromisso. –Nina respondeu educadamente. –Tenha uma boa noite-. Despediu-se sem olhar para ele.

-Que garota arrogante, quem ela pensa que é para rejeitar Milo de Escorpião desse jeito?- O escorpiano bufava de raiva, pois nunca fora rejeitado por uma mulher antes. –Isso não vai ficar assim, eu não vou perdê-la para aquele pangaré, que nem sabe como conquistar uma mulher, ela será MINHA! –Milo jamais admitiria perder para Aiolos, sempre fora muito competitivo com o amigo e o único quesito que ganhava do sagitariano eram as mulheres.

Enquanto isso no Templo de Atena...

-Senhorita Saori, eu e as garotas queremos saber se podemos fazer uma festa de boas vindas para Cecyllia e Akira? Seria muito divertido, convidaríamos todos os cavaleiros e amazonas do santuário. Podemos??? Por favor!!! –Implorou Rin, a amazona de coruja amava dar festas no santuário, sempre deixando Shion de cabelos em pé.

-Está bem garotas, mas tenham juízo, da última vez que teve festa Dohko batizou algumas bebidas, e foi uma dor de cabeça enorme. - Dizia Atena com a mão na testa, se lembrando do incidente.

-Deusa Atena, se não importar, eu posso cuidar das bebidas, acho que será mais seguro. –Sugeriu Shion. –Sou a única pessoa que Dohko respeita por aqui. –Comentou aborrecido. Atena assentiu.

-Sabe de nada, inocente. –Ashley sussurrou para as outras garotas, que riram indiscretamente.

-Disse alguma coisa, amazona de lagarto? –Shion perguntou em tom assustador, olhando Ash dos pés à cabeça. A amazona gelou de medo.

-Nada não mestre Shion, impressão sua. Estamos rindo por que ficamos imaginando a reação que a Nina-chan vai ter ao ficar sabendo que terá uma festa em homenagem a ela. – Akira desconversou, tentando ser convincente. Shion deu ombros, fingindo que acreditou na amazona de ofiúco. Atena riu discretamente, deixando o ariano mais desconfiado.

-Podem ir meninas, e se precisarem de alguma ajuda, é só me chamar ou pedir para Seiya e os outros. –Saori disse gentil, empolgada com a festa.

-Muito obrigada senhorita Atena! Mestre Shion... –As garotas saíram aos pulinhos do templo de Atena, comemorando a liberação para a festa.

-Vamos contar para Cecyllia, ela vai muito feliz com a notícia. –Sugeriu Viollet. As outras concordaram.

Elas estavam muito felizes aquele dia, pois Atena tinha extinguido a lei de que obrigava as amazonas a usarem máscara, agora eram livres para mostrar seus rostos e usar maquiagem à vontade. Foram correndo a casa de serpentário contar a novidade.

-Ei Cecy, você está aí? –Perguntou Rin, impaciente.

-Oi meninas, estou no banheiro, me arrumando. – Nina respondeu animada.

-Huuum, e podemos saber aonde vai com essa produção toda?- Akira apareceu na porta do banheiro curiosa, admirando a amiga leonina, que terminava de se maquiar.

Estava muito bonita. Usava uma blusa de ombro a ombro rosa, saia preta que ia até o meio da canela e uma fenda atrás, sapatos da mesma cor, argolas douradas (eram as suas favoritas), maquiagem simples, com um olho bem delineado e batom roxo. O cabelo estava solto, com as pontas levemente onduladas e um enfeite do lado esquerdo. As garotas fizeram a morena desfilar pelo templo de serpentário, no final batendo palminhas. Nina ficou muito envergonhada.

-Uau, tudo isso para o cavaleiro de sagitário? Sinto que vai ser uma bela noite... Hehe. - Divertia-se Akira, deixando Nina corada.

-Concordo, o cunhado da Ash vai ter trabalho essa noite. –Viollet riu, debochando.

-Pobrezinho, tô morrendo de pena. –Rin irônica.

-Ah, parem com isso, eu não posso aparecer de qualquer jeito na casa dele, né? Eu tenho meu orgulho feminino. –Nina comentou revoltada. -Além disso, confesso que achei a atitude dele fofa, quero conhecê-lo melhor, ele parece ser uma boa pessoa. Talvez nós tenhamos começado com o pé esquerdo. –Respondeu um pouco envergonhada.

-Quem pode falar sobre ele é a Ashley, já que ele é cunhado dela. – Kayo com uma risadinha pretenciosa, achava divertido ver a amiga naquela situação, já que nunca se interessava por encontros. –O que pode dizer sobre o cavaleiro de sagitário, minha cara Ash?

-Bom, vejamos, Aiolos é um cara legal. É um rapaz gentil, educado, inteligente e de bom coração. As crianças do orfanato o adoram, sempre que pode as visita. E é o oposto de Milo, é discreto e cortês, fato que o deixa mais sexy ainda. Na verdade, eu nunca o vi paquerando alguém aqui no santuário, você deve ter despertado algo nele, sei lá... - Ashley piscou de leve, deixando Nina um pouco confusa.

-Viu só amiga? Vocês são perfeitos um para o outro, e vão ficar lindos juntos. Quero ser madrinha do casamento. – Akira sendo Akira, e Nina ficava cada vez mais corada, pensando até em desistir do jantar.

-Meninas, eu tenho que ir, já está quase na hora, e sabem como eu gosto de pontualidade. Conversamos amanhã. – Nina já estava na porta do templo de serpentário, enxotando todas de sua casa, que resmungaram.

Cecyllia se despediu das amigas e foi rumo a sagitário. Passando pela casa de aquário, encontrou dois cavaleiros, Camus e Milo.

-Boa noite senhores cavaleiros, me permite passar senhor Camus? – Nina pediu educadamente.

-Boa noite Senhorita Cecyllia, pode passar. – Assentiu o aquariano de forma cortês e polida.

-Mas eu não. –O escorpiano barrou sua saída, deixando Nina irritada.

-Deixe-me em paz cavaleiro de escorpião, não tenho tempo para os seus joguinhos, saia do meu caminho. – Nina respondeu impaciente, empurrando o escorpiano para o lado.

-Não faz assim, gatinha. Chame-me apenas de Milo, e se quer mesmo encontrar o pangaré, terá que me beijar primeiro. – Milo segurou-a forte, com olhos de desejo e luxúria. –Seja boazinha, vai. Você vai gostar...

-PAF!- Cecyllia deu uma bofetada na cara do escorpiano, deixando-o sem reação, ou melhor, chocado. –Seu imbecil, nunca mais chegue perto de mim, não sou as oferecidas que está acostumado a galantear, e da próxima vez será pior. – Furiosa.

Milo estava tão furioso pelo tabefe e a rejeição que correu para agarrar Nina a força, sendo impedido pelo aquariano.

-ESQUIFE DE GELO! –Camus congelou o amigo do pescoço para baixo. –Vá senhorita, antes que ele se livre do esquife. –Ordenou a garota. Cecy assentiu e deu uma piscadinha de agradecimento.

-Obrigada Camus, fico te devendo essa. –Nina sussurrou aliviada, dando uma piscadinha para o aquariano, que sorriu desconcertado. Milo tentava se descongelar com dificuldade, querendo matar o aquariano.

-Camus, seu desgraçado, por que fiz isso? – Milo berrou de raiva.

-Foi para o seu próprio bem, deixa a garota, ela não quer você. – Respondeu friamente o aquariano. –Nem sempre você vai ganhar.

-Agora mesmo é que não vou desistir, ela vai ser minha de qualquer jeito, é questão de honra. – O escorpiano estava obcecado, jamais admitiria ser rejeitado. –Nina vai me amar por bem ou por mal.

-Depois não diga que eu não avisei. –Camus suspirou entediado, deixando Milo no vácuo, que ficou mais raivoso.

Cecyllia atravessou a casa de capricórnio, que estava vazia, e ao chegar a sagitário, Aiolos a esperava em frente à entrada, de pé nas escadas. Estava muito bonito: usava uma camiseta branca, jaqueta e tênis social pretos e um jeans de lavagem escura. Ela travou na hora, o rapaz era o maior gato, e vestido daquele jeito ficava parecia um modelo de capa de revista. Não conseguia parar de olhar para aqueles olhos verdes, eram belos e envolventes, mas ao mesmo tempo gentis e carinhosos.

-Boa noite senhorita Cecyllia, fico feliz por ter aceitado meu convite. – Aiolos sorria sem parar, estava muito feliz por Nina estar lá. A garota ficou um pouco desconcertada, Aiolos a fazia se sentir estranha, mas era uma sensação boa, familiar.

-Ah, isso não é nada, eu não quero ser injusta com você, e acho que todos merecem uma segunda chance. Só não vou mais ficar por perto quando você treinar com suas flechas... – Nina riu timidamente, deixando o sagitariano ainda mais encantado.

-Me desculpe por isso, juro que nunca mais vai acontecer. Você está linda, vamos entrar. – Aiolos beijou a mão direita dela e a levou para dentro. Cecyllia ficou extremamente corada.

Nina e Aiolos estavam no terraço da casa de sagitário. O clima não poderia ser mais romântico: havia uma mesa de madeira rústica grande, com dois lugares, uma toalha bege com detalhes em vermelho bem colocada, talheres de prata, louça discreta e elegante, e no canto um balde de gelo com duas garrafas de espumante e taças de cristal. O ambiente estava decorado com lanternas japonesas e flores de cerejeira, eram as favoritas dela.

-Eu preparei espaguete ao sugo com almôndegas, salada caesar e tiramissú de sobremesa. Espero que goste. –Aiolos disse receoso. –Aceita uma taça de espumante?- Ofereceu educado.

-Quero sim, obrigada. –Nina sorriu, pegando a taça. Estava levemente ruborizada, o cavaleiro estava sendo muito gentil e amável.

Conversaram animadamente pelo resto da noite, ela falou sobre sua educação, viagens que fez, passatempos, sua paixão por astronomia e cães, a saudade de sua terra natal. Já ele contou sobre sua infância, que ele e o irmão eram órfãos, cresceram no santuário, e consideravam Milo, Camus, Shura e Saga como irmãos. O céu estava limpo e estrelado, e a noite não poderia ser mais perfeita.

-Veja como as estrelas da constelação de leão brilham, parecem vagalumes! Isso significa que coisas boas estão por vir, para os que são regidos por ela. – Aiolos disse confiante, pois sabia que ela era leonina.

-Que bom saber disso, obrigada. –Nina agradeceu, fascinada pelo cavaleiro. -Você é tão gentil, teve que ter tantas reponsabilidades tão cedo, amadurecer em tão pouco tempo, completamente diferente do que eu imaginava. – Deu um pequeno sorriso, fitando o belo cavaleiro.

- I-imagina, é bondade sua dizer isso, confesso que sou meio distraído às vezes, estou sempre pisando na bola, causando algum acidente ou deixando alguém aborrecido, mas não é de propósito. Meu irmão vive me repreendendo por causa disso, mas eu mereço, sou um cavaleiro de ouro, a responsabilidade é grande, e eu fico agindo feito um aspirante. As vezes sinto vergonha de mim mesmo. –Aiolos respondeu sem graça, enquanto fitava-a, estava tão próxima a ele...

-Não diga isso, nunca mais. Você é de longe uma das pessoas mais admiráveis que já conheci, alguém digno de respeito e consideração, ousaria dizer que é um exemplo a ser seguido.  – Nina fitava o céu, pegando na mão do sagitariano por acidente. Ambos coraram, mas não conseguiam soltar, ficaram ali parados, se olhando por alguns instantes.

- A-a-acho que está ficando um pouco tarde, é melhor eu ir embora. –Nina disse um pouco nervosa, com medo de que Aiolos a achasse vulgar ou oferecida.

-Tudo bem, gostaria que eu a acompanhasse até em casa?- O sagitariano perguntou gentilmente, torcendo para que ela dissesse sim.

- Não é necessário, mas eu agradeço. –Nina respondeu olhando para baixo, pois estava com muita vergonha.

-Nos vemos, amanhã?- Aiolos perguntou com um tom de necessidade, pois ansiava por mais encontros, mas tinha receio de que Nina achasse que ele estava indo rápido demais.

-Claro, até amanhã, tenha uma boa noite. – Nina beijou-lhe o rosto, impulsivamente.

- B-boa noite, até amanhã. –Aiolos gaguejou pelo beijo inesperado. Queria tomá-la em seus braços, mas teve medo de uma recusa.

Aiolos a levou a frente de sua casa (sagitário), observando até ela desaparecer por entre as sombras.

-Aiolos é um tapado mesmo, aposto que vai ficar na friendzone, porque nunca vai ter coragem de beijá-la, frouxo! – Milo comentou ácido, se corroendo de ciúmes por dentro.

-Ah Milo, deixa de ser chato, Aiolos se saiu muito bem, ele não é um tarado como você, que a essa altura teria tentado arrastar a coitada pra cama. – Aiolia defendeu o irmão.

-E teria ficado com o olho roxo. – Shura às gargalhadas.

-Com o cruzado de direita que ela tem, teria feito um estrago na sua cara... –Ironizou Camus.

-Como você sabe? –Indagou Saga, curioso.

-Porque ela deu uma bofetada nele, quando passou pela minha casa, e Milo não a deixou sair. –Todos riram.

-Podia ter ficado sem essa. – Shura tirando onda com o escorpiano.

Os cinco cavaleiros se reuniram na casa de aquário para espionar o encontro do sagitariano. Haviam ajudado a organizar tudo, exceto Milo.

Cecyllia estava feliz, o encontro havia sido divertido e agradável, no dia seguinte contaria tudo para as amigas, já que esperava um interrogatório que daria inveja na polícia, e com Aiolos não seria diferente.

Na vila das amazonas, Akira, Rin e Ashley resolveram fazer uma festa do pijama na casa da amazona de coruja, com direito a chocolate quente, pipoca e sorvete. Mesmo sendo uma amazona de prata, Rin tinha uma casa grande e confortável, uma das exigências para que seu pai permitisse que ela se tornasse uma amazona de Atena e vivesse no santuário.

-Escuta Rin, você tem falado com seu pai? –Akira indagou curiosa.

-Não muito, e você, tem notícias dos seus pais? –Rin normalmente, enquanto esfriava sua bebida.

-Antes de virmos para o santuário mamãe me disse que o submundo estava sendo reconstruído, e papai por enquanto está numa espécie de hibernação, como castigo. –Akira riu, lembrando-se das palavras de sua mãe, Perséfone, a rainha do submundo. –Nina não tem tido muitas notícias de Thanatos, ela está preocupada. Você sabe de alguma coisa?

-Nada, papai anda misterioso ultimamente. –Rin pensativa. –E você Ashley, como está seu pai?

-Desde que firmou aliança com Atena decidiu sossegar e viajar pelo mundo com sua nova esposa, aquela golpista. –A amazona de lagarto respondeu com raiva, pois detestava sua nova madrasta.

-Sério? Pensei que ela fosse uma boa pessoa, já que é uma ex-amazona de Atena. –Akira chocada.

-As aparências enganam, minha cara. Veja o exemplo de Mephisto, fazia parte da guarda de elite do santuário e não passava de um canalha, mau caráter. Pobre Viollet, merecia um mestre melhor. –Lamentou Rin, suspirando lentamente.

-Pelo menos o pai dela espalha o amor, diferente dos nossos. –Resmungou Akira. –Espero que papai tenha aprendido a lição e nunca mais tente roubar a Terra, tio Zeus devia dar uma bronca nele e em tio Poseidon.

-Pois é. –Rin e Ashley responderam em coro.

Em sua casa, Nina olhava para sua pulseira de pingente de coração, que na parte de trás estava escrito: “Sempre juntos”. Ela não se lembrava de quem foi que lhe dera o presente, mas toda a vez que mexia na pulseira o sentimento de tristeza e solidão vinham com tudo, derramando algumas lágrimas. A morena fitava o céu, que agora estava nublado, cantarolando uma canção desconhecida, hábito que tinha todas as noites, antes de dormir.

 

“Eu que nem sabia o que sonhar, e agora os desenhos nas paredes

A lótus cravada no peito faz saltar poeira da fronte

Numa dessas derradeiras ondas

 

E as palavras ficam vagas

Como barcos de papel

 

Agora, toda tarde me apoio na janela

Ponho-me a escrever histórias

Tão confusas quanto as minhas...”

 

Como que se estivesse em transe, Nina se deitou em sua cama e caiu no sono, imersa em pesadelos e perturbações, que ela nem sequer imagina o significado por trás.



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