História Não olhe pra trás - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Exibições 5
Palavras 3.184
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Fluffy, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Surpresas


O dia amanhecera nublado e chuvoso, Cecyllia foi até a casa da amiga leonina (mas que era amazona de câncer), para conversar, pois ela não lhe faria um interrogatório, pedindo os mínimos detalhes, como Akira e Rin fariam, por exemplo.

-Viollet com licença, você está aí?- Nina perguntou em voz alta, mas não obteve resposta. Ela continuou andando pela casa de câncer, até que levou um enorme susto.

-Bom dia Cecyllia, como está?- Shura apareceu atrás dela. Vestia apenas uma calça de moletom preta, os cabelos estavam bagunçados e a cara de sono denunciava que ele havia dormido na casa de câncer.

-Espera aí, você dormiu aqui?- Incrédula. –Você passou a noite aqui, com a Viollet? Isso é sério mesmo? – Cecyllia custava a acreditar que a amiga faria algo assim, pois vivia se fazendo de durona, dizendo que o capricorniano não tinha a mínima chance com ela.

-Er... Sim. -Respondeu, um pouco sem jeito. –Vou deixá-las a sós, pode pedir pra ela me ligar mais tarde?- Shura pediu gentilmente. –Tenha um bom dia.

-Ok, um bom dia pra você também. –Cecyllia respondeu normalmente. A amazona de serpentário foi até o quarto da amiga dourada, que dormia profundamente com um enorme sorriso nos lábios.

-Viollet sua quenga, acorda! Precisamos conversar, deixa pra dormir depois!

 

-Mas o que foi, cadê o Shu???- A loira acordou num sobressalto, assustada. –Nina o que está fazendo aqui, e o que foi que você viu???  –Perguntou assustada.

-Ah sim, seu belo capricorniano estava preparando o café quando cheguei, ele pediu que você ligasse pra ele mais tarde. Agora, me conta o que aconteceu, pois você não me engana mais, sua amazona safada!- A amazona de serpentário começou a rir, vendo a amiga virar um pimentão, escondendo a cara no travesseiro e resmungando algo quase inaudível.

Viollet contou que na noite anterior estava assistindo a um filme, quando Shura veio provocá-la, o que era bastante comum, e começaram a discutir. Porém no meio da discussão o capricorniano disse que estava cansado daquilo tudo, e admitiu que gostava dela, e a beijou com muita vontade e desejo. De início ela foi arredia, mas acabou cedendo e assumindo que sentia o mesmo, e tiveram uma noite tórrida de amor.

-E foi bom? Ele é “gostoso”? –Nina aos risos.

-Ai Cecyllia, eu esperaria algo assim da Akira, da Ashley, ou até mesmo da Rin. Não acredito que você me perguntou isso, sua pervertida!- Viollet fez beicinho, fingindo estar ofendida. –Mas respondendo a sua pergunta, sim, ele é gostoso até demais, sabe usar a “escalibur” com maestria, até os pelinhos do meu braço tiveram um orgasmo. - Riu maliciosamente.

-Uh La Lá... - Cecyllia fingindo estar chocada. - Mas que bom que vocês se acertaram, fico feliz por vocês, formam um belo casal. – Viollet corou, estava muito sem graça por finalmente admitir seus sentimentos pelo cavaleiro de capricórnio. –Se você e o cabritão estão numa boa, por que todo esse acanhamento?

-Ah, é que é complicado. –Viollet resmungou, se encolhendo. Cecyllia fez cara de desentendida. –É que eu sou a amazona de câncer, devo passar a imagem de durona, cruel e insensível, e dizer que eu gosto de alguém vai contra tudo isso. Já existem poucas as amazonas do santuário, e de ouro então... Você sabe como é difícil ser amazona de ouro, você sofre muito mais provações que os homens, começando por aquela maldita máscara.

-Essa é a desculpa mais ridícula que eu já ouvi. –Cecyllia revirou os olhos. –Não é isso que vai te fazer mais ou menos capaz, e pra dizer a verdade os cavaleiros mais honrados e respeitados que conheço são pessoas de corações nobres a altruístas, sem se importar com as opiniões alheias.

-Como você, por exemplo. –Viollet comentou irônica.

-Exatamente! –A morena disse convencida. Viollet soltou um risinho de alegria.

–Mas mudando de assunto... Você e o Aiolos, como foi o jantar? –A amazona de câncer perguntou curiosa.

-Ah, foi ótimo, ele foi um perfeito cavalheiro, conversamos muito e pude conhecê-lo um pouco melhor. Ele parece ser de fato uma boa pessoa, e sua companhia é muito agradável. –Cecyllia respondeu com um brilho no olhar.

-Ah, que fofo, mas ficaram só na “conversa” mesmo? –A loira soltou um risinho malicioso.

-Sim, ele foi um amor, me surpreendeu mesmo, mas confesso que não teria recusado se ele tivesse tentado me beijar. –Cecyllia suspirou um pouco decepcionada. –Mas quem vive tentando e já está se tornando irritante é o cavaleiro de escorpião, não sei como me livrar dele, ele é um arrogante, convencido, inflamado pelo próprio ego. –Resmungou. –Por que ele tinha que cismar comigo, o que eu fiz pra merecer isso? –Questionou, aborrecida.

-Milo de Escorpião está acostumado a ter todas as mulheres que quer, e você foi a primeira que o rejeitou, o que fez um estrago enorme no ego dele. E sabe como é, algumas pessoas se apaixonam assim, então cuidado minha bela amiga. –Brincou a canceriana que deixou a amiga ruborizada.

-Ai, credo. Não diga isso nem de brincadeira! Se assim ele já é insuportável só de brincadeira, imagina apaixonado. Vai fazer da minha vida um tormento, e não preciso de mais problemas, tenho o suficiente. – Cecyllia disse irritada. –Bom, eu vou estudar um pouco, nos vemos mais tarde, podemos ir tomar sorvete, que tal? Chame as meninas! - Pediu Cecyllia, Viollet assentiu.

Cecyllia voltou pra casa, rezando para não encontrar o escorpiano pelo caminho, e ao chegar a sua porta, teve uma surpresa; havia um buquê de margaridas e um cartão, que dizia assim:

“Gostei muito do nosso jantar, podemos caminhar na praia no fim da tarde? Quero muito vê-la de novo. Com carinho, Aiolos.

P.S: meu telefone é xxx...”

Imediatamente Cecyllia pegou seu celular e respondeu a mensagem, com as seguintes palavras:

“Bom dia Aiolos, eu adoraria te ver novamente. Encontramo-nos mais tarde então. Lia.”

O sagitariano deu um sorriso de orelha a orelha ao ler a mensagem. –“Lia...” – Suspirava, sonhando acordado.

-Aiolos, acorda! O que houve?- Indagou seu irmão.

-Ela aceitou meu convite, vamos nos encontrar mais tarde. Preciso organizar umas coisas, vou fazer uma surpresa. Falamo-nos depois. –Respondeu o sagitariano muito empolgado. Aiolia assentiu, dando um sorrisinho malicioso.

“Just a kiss on your lips in the moonlight

Just a touch of the fire burning so bright

No, I don't wanna mess this thing up

I don't want push too far

Just a shot in the dark that you just might

Be the one I've been waiting for my whole life

So, baby, I'm alright

With just a kiss goodnight...”

A música caiu como uma luva para a leonina, pois era exatamente assim que ela se sentia. Seus pensamentos estavam como as ondas do mar, fundos e agitados. Olhava distraidamente para o horizonte azul, até ouvir uma voz que a fez estremecer.

-Oi Cecyllia, desculpe a demora, me atrasei organizando a cesta. Te fiz esperar muito? Trouxe algo para compensar. –Disse o belo cavaleiro de sagitário. Estava lindo: usava apenas uma bermuda vermelha e chinelos, deixando o peitoral à mostra, Cecyllia corou com a imagem. Ele deixou a cesta no chão e ajudou a morena a se levantar, encantando-se com a aparência de Cecyllia, que usava um vestido estilo grego azul marinho, uma sandália rasteira nude e flores no cabelo. –Parece uma ninfa. –Suspirou.

- I-imagina, não precisava ter se preocupado com isso, você é incrível. E pode me chamar apenas de Lia ou Nina, o que preferir. –A morena respondeu envergonhada, sentindo as bochechas arderem. –O que você trouxe? –Indagou curiosa.

- Pelo o horário que combinamos, achei que poderia estar com fome, então preparei algumas guloseimas. –Aiolos respondeu atencioso, fitando-a de maneira afetuosa.

Na cesta havia morangos, cerejas, bolo de cenoura, pães de queijo, chá de frutas e água, pratos e copos, além de uma toalha com motivos florais. Arrumaram tudo na beira da praia e começaram a comer. Aiolos reparou que ela tinha um livro em mãos.

-O que está lendo?- Perguntou, interessado.

-Mitologia nórdica. –Respondeu sorrindo. –Uma de minhas responsabilidades são as relações diplomáticas com os deuses aliados, então preciso conhecer suas histórias. Atena julgou que eu fosse adequada para a função, porque ela e Shion são essenciais ao Santuário, e não podem viajar o tempo todo. Além disso, eu também sou formada em Ciências Políticas. –Cecyllia deu um olhar convencido, orgulhosa de seu grau de instrução.

-Uau, a cada dia me surpreendo mais com você. Você é fantástica, por acaso tem algum defeito? – Derreteu-se o sagitariano, fazendo a morena esconder o rosto atrás do livro, o que ele achou fofo.

-Ah, não seja bobo, mas é claro que eu tenho, como qualquer outra pessoa. Sou muito teimosa às vezes, quando ponho uma ideia na cabeça, não há quem me faça mudar. E posso ficar de mau humor com muita facilidade. – Cecyllia sorriu, fitando os belos olhos verdes que a admirava, eram tão convidativos e envolventes, que ficava difícil resistir.

-Quer caminhar um pouco?- Aiolos convidou, estendendo a mão direita, Nina assentiu. Os dois conversavam animadamente, cada vez mais encantados um com o outro, até que se ouve um grito...

-Cuidadooo!- Uma bola de futebol quase acertou a garota, mas Aiolos se pôs na frente, caindo por cima dela na areia.

-V-você está bem?- Gaguejou o sagitariano.

-E-estou, obrigada. –A morena respondeu corada. Ficaram por alguns instantes parados, apenas se olhando nos olhos, quando seus lábios estavam quase unidos, ouve-se uma voz familiar:

-Vocês não tem vergonha na cara? Estamos em local público!- Era Shura, provocando Aiolos, que fez cara feia. –Me desculpe pela bolada, eu e os rapazes estamos jogando futebol. Quer se juntar a nós? Cecyllia pode ficar com as garotas. – Convidou o amigo.

-Eu não sei, você se importa Cecy?- Perguntou o sagitariano. Ela assentiu.

-Tudo bem, vou falar com as meninas. Faz um gol pra mim, tá?- Pediu sorrindo. Saiu correndo e jogou um beijo pra Aiolos, deixando-o o corado.

-Oi meninas, como estão?- Cumprimentou normalmente.

-Oi Nina. –Responderam em coro. Todas olhavam para ela com malícia e curiosidade.

-Amigaaaaa, conta tudo agora, parece que você deixou o Aiolos caidinho mesmo. Mesmo lá com os rapazes, ele não para de olhar você. – Ashley deu uma risadinha maliciosa. –É impressão minha ou tem clima de romance no ar? –Indagou curiosa.

-Bom, ontem foi ótimo, estamos nos dando bem, e ele é uma boa companhia. Eu gosto de estar com ele, é bom me sentir assim, mas vocês sabem que eu não posso me precipitar, tenho medo. – Respondeu receosa.

-Calma amiga, não se preocupe tanto, as coisas serão como tiverem que ser, além disso, Atena lhe garantiu que será muito feliz aqui, então relaxa e aproveite o momento. – Violet lhe deu um abraço. –E outra né, ele não seria maluco de te magoar, pois sabe que teria que enfrentar nós cinco de uma vez só. – Disse a amazona de câncer, fazendo a amiga sorrir.

-Obrigada meninas, vocês são demais, não sei o que faria sem vocês... – Nina gradeceu, quase emocionada.

-Seria uma garota muito triste, pois nunca encontraria amigas tão sensacionais como a gente. – Ironizou Akira. –Agora que a Nina está aqui, conta pra gente como foi a sua noite, Viollet sua safada... – A virginiana soltou uma risadinha maliciosa.

Violet explicou tudo novamente, o que fez todas darem gritinhos, provocando curiosidade nos rapazes que haviam encerrado a partida.

-A conversa delas parece muito animada, qual será o assunto?-Milo lançando um olhar voraz na leonina. –Aposto que é sobre como o Aiolos é lerdo... –Tirando sarro do sagitariano.

-Ou é sobre a noite de amor que nosso amigo capricorniano teve com a amazona de câncer. –Saga lançou um olhar maldoso a Shura.

-Uuuuuuul! -Todos gritaram curiosos, querendo que Shura lhes dessem mais detalhes.

-Depois eu é que sou o pervertido, esses quietinhos são os piores. – Ironizou o escorpiano. –Então foi por isso que vocês chegaram juntinhos á praia, no maior romance, o espanhol tá apaixonado pela esquentadinha. – O escorpiano aos risos.

-Eu gosto dela, Viollet é uma garota muito agradável quando não está de mau humor. Você devia arrumar uma namorada, Milo. Quem sabe você deixa de ser tão irritante, e no ritmo que vai você será o único solteiro da turma... –Shura riu, lançando um olhar cúmplice para Aiolos.

-Eu tô fora, adoro essa minha vida de solteiro. O problema é de vocês se querem se amarrar, mas melhor pra mim, assim sobram mais gatinhas para eu azarar, se bem que por uma certa pessoa eu até cogitaria assumir um compromisso. –Milo riu em direção ao sagitariano, que cerrou os punhos de raiva.

-Já chega Milo, você perdeu essa, acostume-se com isso. É melhor partir pra outra. –Advertiu Camus.

-Também achamos, tem muitas garotas legais por aí, deixa de ser cafajeste. – Disse Saga por todos.

-Tanto faz. –O escorpiano deu de ombros.

Estava quase escurecendo e todos resolveram ir embora. Os rapazes acompanharam as garotas até suas casas, exceto Milo e Akira, que não suportavam. Aiolos estava se despedindo de Cecy, quando perguntou:

- Você tem sido tão gentil comigo, que quero retribuir. Gostaria de jantar comigo amanhã? –A morena perguntou de cabeça baixa, não queria que ele visse seu rosto corado.

-Adoraria, mas não precisa se sentir na obrigação. Eu gosto de estar com você, porém não quero se sinta forçada a nada. – O sagitariano disse de maneira aflita, pegando em sua mão esquerda.

-Não é nada disso, eu quero mesmo jantar com você de novo. Minha comida não é lá essas coisas, mas dá pro gasto. –Nina riu timidamente. –Nos vemos amanhã à noite?

-Claro, será um prazer. –O sagitariano sorriu, quando foi surpreendido com um beijo no rosto. –Boa noite. –Respondeu, se segurando para não toma-la em seus braços e a beijar com toda a sua vontade.

-Boa noite. –A leonina desejou timidamente.

O sentimento se tornava cada vez mais inevitável, a vontade de estar juntos era forte demais, mas quem seria o primeiro a tomar a iniciativa e se declarar? E Milo? Esse com certeza não os deixaria em paz.

Da ponta de uma enorme rocha alguém observava o desenrolar de sentimentos no santuário, ele observava tudo com atenção e interessa, nem mesmo o coração da deusa de cabelos violáceos passou despercebido.

-Acho que está na hora de eu visitar o santuário, alguns corações necessitam florescer o quanto antes. –Disse a misteriosa figura, desaparecendo na escuridão.

Kayo fazia palavras cruzadas, que era um de seus passatempos favoritos, quando Shion apareceu. O velho ariano trazia uma bandeja com chá e biscoitos, despertando um sorriso na face da deusa da vitória.

-Às vezes que você é capaz de adivinhar pensamentos. –Kayo sorriu, fitando Shion, que teve a mesma reação.

-Na verdade eu estava com muita vontade de tomar chá e comer biscoitos, e imaginei o quão bom seria se senhorita aceitasse me acompanhar. –O ariano disse galante, oferecendo uma xícara de chá de camomila para a deusa, que gentilmente aceitou.

-E como eu poderia recusar, se você está me pedindo um jeito tão irrecusável? É quase uma trapaça. –Kayo disse sedutora, mordendo um biscoito. –Estão deliciosos!

-Foi a Romina que fez, ela tem mãos de fada. –Shion suspirou, provando um biscoito. –Soube que suas amigas foram á praia nessa tarde, por que não as acompanhou?

-Hoje foi um dia bastante atarefado para mim e a senhorita Atena, tínhamos algumas questões para resolver. –Kayo comentou indiferente, bebericando seu chá. –E ela também precisava conversar.

-O que houve? Não me diga que aquele vagabundo do Seiya anda dando trabalho a senhorita Atena? –Shion perguntou um pouco alterado, já planejando a bronca que daria no cavaleiro de Pégaso.

-Seiya não fez nada, mas é uma situação delicada, que infelizmente ela terá que resolver sozinha. –Kayo suspirou, preocupada com Saori. – Alguns corações florescem de maneiras inesperadas, e nem sempre quem semeia está disposto a esperar o tempo certo da colheita.

-Você e esses seus enigmas... –Shion olhou de canto para Kayo, mas acabou sorrindo em seguida. –Já que você não se divertiu hoje, eu tenho uma ideia.

-Qual? –Kayo perguntou curiosa.

-Me acompanhe. –O mestre do santuário estendeu a mão esquerda para a pequena deusa, que aceitou prontamente, embora estivesse um pouco desconfiada. Eles andaram até o salão principal do templo, que estava vazio e escuro. Shion acendeu as luzes e pegou um aparelho de Mp4, encaixando-o num suporte. Ele ficou fuçando por alguns segundos, até encontrar a música que desejava. Ele pegou Kayo pela cintura, conduzindo-a lentamente. –Faz tempo que eu desejo fazer isso...

-Você é mesmo uma caixinha de surpresas, carneirão. –Kayo sorria fitando os olhos violáceos do velho ariano, que apesar de ter alguns séculos de idade, parecia um rapaz de vinte e poucos anos.

 

“Close your eyes, give me your hand, darling

Feche seus olhos, me de sua mão, querido

Do you feel my heart beating?

Você sente meu coração batendo?

Do you understand?

Você entende?

Do you feel the same?

Você sente o mesmo?

Am I only dreaming?

Eu estou apenas sonhando?

Or is this burning an eternal flame?

Ou está queimando a chama eterna?”

 

Kayo dançavam lentamente, sem passos coreografados ou ritmados. Apenas a troca de olhares e calor compartilhado de suas almas solitárias era o bastante, ele roçava seu nariz na testa dela, provocando risadas em Kayo, como sinal de respeito e carinho um pelo outro, fazendo com que o beijo fosse inevitável. Talvez inevitável não fosse a palavra certa, pois o ariano e a geminiana ansiavam por esse beijo há muito tempo, mas nenhum dos dois tinha coragem para tomar a iniciativa, fosse por vergonha, recato ou simplesmente medo de uma rejeição. Era um beijo suave e delicado, mas cheio de desejo e ansiedade, um buscava pelos lábios do outro com pressa e necessidade, como se suas vidas dependessem disso. Infelizmente o ato de carinho não durou muito tempo, sendo interrompidos por Afrodite e Dohko.

-Nem mesmo o mestre do santuário perde mais tempo. – Divertiu-se o cavaleiro de libra, provocando o ariano. –Desculpe interromper, mas trouxemos aquele relatório que pediu.

-Boa noite cavaleiros, eu vou deixa-los a sós. –Kayo saiu correndo de cabeça baixa, morta de vergonha.

-Mestre Shion, o senhor não passa de um carneirão safado. –Afrodite comentou maldoso, rindo da cara de Shion.

-Mais respeito, cavaleiro de peixes! Ainda sou uma autoridade neste santuário e exijo que me trate como tal. –O ariano disse bravo, assustando o dourado.

-É peixinho, deixa de ser invejoso, o Shion pode ser o grande mestre, mas também é homem, e tem o direito de amar tanto quanto nós. –Dohko brincou, apoiando o velho amigo. –Aliás, eu acho que você e a Kayo formam um belo casal.

-Não começa Dohko, era só isso que vocês queriam? Se sim podem se retirar. –Shion disse secamente, praticamente expulsando os dois do templo, que desapareceram num piscar de olhos. –Esses moleques só me dão trabalho...

Em seu quarto Saori observava o céu estrelado, imersa em pensamentos abstratos e desordenados.

-Nem mesmo os deuses são capazes de escolher seu próprio destino... –A deusa de cabelos cor de lavanda disse baixinho, seu olhar era triste e solitário, como o interior de seu coração. –Como eu queria poder voltar no tempo...



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