História Não quero te amar, mas não consigo parar - Capítulo 30


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Categorias Originais
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Palavras 952
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 30 - O que você vê?


Fanfic / Fanfiction Não quero te amar, mas não consigo parar - Capítulo 30 - O que você vê?

                               》MISA POV《

Sae estava ajoelhado no chão tentando inutilmente conter as lágrimas. Moe olhava para baixo, com dor nos olhos. Eu mantive a expressão dura.

Eu não sou insensível, veja, eu apenas não podia deixar meu corpo falhar agora. Precisava ser forte. Pela dor dos dois.

- E como pegamos de volta?

Destino me olhou curiosa.

- Você não "pega de volta". Não tem um sistema de "devem" para isso.

Me lembrei do que Moe me disse antes de sair correndo do altar. Me virei para ela.

- Eu não vou ficar parada chorando minha perda. 

Afirmei, me virando para encarar a garota de cabelos rosas. Seus olhos brilhavam, como se a conversa a divertisse.

- Entenda, Haruka não tomou a alma dela apenas pelo seu magnífico poder. Nana se parece com uma pessoa de seu passado.

Ela estava quase rindo.

- Ela nunca vai devolver a garota. 

- E ela sequestrou Nana apenas por que ela se parecia com alguém?! Isso é doentio. Cruel...

Moe disse, com lágrimas demais nos olhos. Mordi o lábio. Eu não sabia mais o que dizer. 

- Quem era essa garota?

Destino sorriu, mas seu sorriso logo foi apagado.

- Acho que seu nome era Yui. Ela era uma criança de uma aldeia, que Haruka encontrou e acolheu. Isso faz quase dois mil anos. Yui está adormecida, viva. Mas precisa de uma grande quantidade de poder para acordar. Haruka... Se apaixonou perdidamente pela garota.

- E quem fez com que ela ficasse desacordada?

Perguntei, com medo de ouvir a resposta. Destino mordeu o lábio inferior, deixando uma marca branca.

- Eu. 

Ela suspirou e fechou os olhos, respirando fundo.

- Desculpa, já passou.

Ela me olhou, sorrindo. Seus olhos dourados estavam marejados. Ela se ajoelhou.

- Me desculpe minha deusa. Eu queria poder te ajudar, te contar tudo, guiar seu destino... Mas eu não posso. Apenas posso dizer o que não me foi proibido. E isso é pouco.

Ela moveu o olhar para Moe e Sae.

- Podem me dar cinco minutos com ela? À sós?

Vi a incerteza e a preocupação no rosto de Moe. E, apenas para torná-la mais adorável, o semblante de ciúmes. 

- Claro.

Ela respondeu, amarga. Eu me me sentei ao lado de Sae, que ainda parecia paralisado no chão.

- Me desculpe por não poder fazer nada útil.

Eu disse, abraçando-o. Senti seu coração pular e vi a surpresa em seus olhos. Mas ele permaneceu calado.

Os dois sairam da caverna, se perdendo de meu alcance nas sombras.

Me virei para encarar o par de olhos dourados.

- Minha deusa, entenda, eu não posso fazer muito por você. Mas saiba de uma coisa. Em muito pouco tempo, Haruka vai te atacar e vai tirar algo importante para você.

Ela se aproximou, colocando uma mão em cada ombro meu.

- Você precisa confiar na minha outra deusa. Use-a como tudo o que precisar, não tenha medo disso. Ela vai entender. Se não, essa batalha será perdida. E se vocês perderem essa batalha, não alimente esperanças de vencer a guerra.

Ele estava séria. Eu não consegui entender tudo, mas sabia que tinha que tomar cuidado.

- E... Mais uma coisa. Supere. Não fique presa no passado.

Ela me abraçou e olhou novamente em meus olhos. 

- Antes de te mandar embora, me prometa que vai tomar cuidado.

- Prometo.

Respondi sem pensar. Ela continuou me encarando.

- Por que me encara tanto?

- Vou sentir falta disso. E lembre-se, vamos nos ver de novo, independente do resultado dessa guerra.

Ela moveu a mão em frente ao rosto e fez a caverna desaparecer. Senti uma mão no meu ombro.

- Misa?

Era Moe. Me virei para abraçá-la.

- Ela me disse tanta coisa. Eu preciso de sua ajuda.

Contei para ela e para Sae, se ele estivesse prestando atenção, tudo o que Destino me contou.

- Estou preocupada agora. Se algo acontecer com você...

- Isso não é importante! Se algo acontecer com você eu nunca vou conseguir superar. E foi o que ela me disse para fazer.

Antes que Moe pudesse responder, ouvi inconstante, mas já familiar voz da Bia.

- Finalmente chegamos.

Ela andava de mãos dadas com Nico, que parecia estar melhor.

- O que vocês estão fazendo aqui? Nico, tudo bem?

Ele assentiu, arrumando o cabelo.

- Invenei uma história qualquer para que nossa mãe me curasse. Ta tudo bem.

- Vamos acabar com a pequena festa, então?

Me virei para a estranha e assustadora voz que se pronunciou pelas mimhas costas. Me deparei com grandes olhos pretos e um sorriso ameaçador.

- Mas antes, eu vim ter uma vantagem contra quem tem vantagem contra mim.

Ela segurou meus pulsos, me deixando suspensa no ar.

- Feche os olhos para enxergar a verdade.

Eu senti obrigação de obedece-la. Fechei forte meus olhos. 

Imagens se formaram na minha cabeça. Dois homens em uma floresta, um casal sendo assassinado. E eu senti essas emoções ruins me corromperem.

Mas então, uma onda de boas imagens se espalhou. Uma garota com lindos cabelos marrons que davam a volta perfeita pela sua orelha direita. 

Ela tinha um par de brilhantes olhos verdes. 

- Yui...

Disse, achando ser o nome da menina. Não, não achando. Esse era o nome dela, eu tibha certeza.

- Agora abra.

- Misa!

Moe me pegou no colo quando eu cai, sem forças para me manter em pé. Abri os olhos. Mas...

》MOE POV《

- Misa? O que foi?

- O que você vê?

Perguntou a bruxa. Misa cobriu a boca, abafando um grito, mas deixando as lágrimas sairem. 

Haruka se aproximou e passou a mão no cabelo dela. Meu corpo não respondia minha mente, que me dizia ferozmente para matá-la.

A mão de Haruka estava suja de sangue, tornado ruivos os fios de Misa. Ela se distanciou.

- Me responda! O que você vê?!

Ela insistiu. Misa se ajoelhou e chorou, soltando um fraco

- Nada...

- Misa?

Ela virou a cabeça em várias direções, como se estivesse me procurando. Seus olhos... Ah deus, seus olhos. Eles estavam cinzas, como se tivessem perdido completamente a cor.

- Eu não vejo... Nada...




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