História Não quero te amar, mas não consigo parar - Capítulo 31


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Categorias Originais
Exibições 10
Palavras 1.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Então, primeiramente, me desculpa por demora para postar. Eu tive um bloqueio criativo e eu não tava conseguindo escrever uma linha. Mas agora eu tô melhor, então espero que pelo menos esse cap saia grande.
Eu realmente peço desculpas, fiquei tanto tempo sem postar que acabei perdendo um pouco do foco.

Capítulo 31 - Vingança


Fanfic / Fanfiction Não quero te amar, mas não consigo parar - Capítulo 31 - Vingança


》MOE POV 《

Segurei Misa em meus braços, a qual chorava inconsolável. Haruka sorria vitoriosa.

- Agora as coisas se tornaram um pouco mais justas.

A raiva consumia meu corpo. Todos que estavam sem reação voltaram a realidade. Bia se colocou do meu lado, a lança em mãos. Nico do outro, segurando a espada como se fosse o pescoço da bruxa, tentando enforcá-la.

- Ora, qual o problema? Ainda temos tanto o que conversar... Como, por exemplo, de quem foi a ideia de mandar o idiota do meu irmão atrás de mim? 

Uma pontada no meu peito me fez ter uma lembrança desagradável. Rai. Ele havia ido atrás de Haruka. Ele e Rebecca. Onde eles estavam?

- Vocês tecnicamente o mataram o mandando sozinho para me enfrentar.

O olhar confuso se encontrava em todos. Sozinho? E Rebecca? O que houve com ela?

- Aquele garoto inútil tentou me convencer a parar... Ele disse que... Ele me entendia. Ele disse que se apaixonou por alguém e que sabia como era querer proteger alguém que ama...

Minha mente tentava em vão raciocinar o que acontecia. Rai estava com Rebecca quando eles foram atrás de Haruka. Será que algo aconteceu com ela nesse meio-tempo?

E Rai? Ela realmente... O matou?

- Ele disse que a garota estava com ele, mas ele devia estar mentindo. Ele sempre mentia para se salvar. 

Eu não conseguia entender o que estava acontecendo. 

- Então eu fiz ele sofrer um pouco. Os gritos dele eram música para os meus ouvidos. Minha única tristeza foi que ele não implorou pela vida... Não me surpreendeu. Ele nunca foi capaz de salvar ninguém, então não conseguria se salvar também.

- Você está errada!

Uma voz forte e decidida retumbou pelas montanhas naquele instante. Uma voz familiar e estranha ao mesmo tempo. 

Eu conhecia aquela voz, mas o jeito que ela soava não era o mesmo de quando a conheci.

Olhei para trás para ver uma garota de cabelos marrons mesclados com azul, olhos firmes e cheios de raiva e rancor.

Rebecca se aproximava com passos fortes, sem vacilar o olhar assassino em Haruka.

- Ele era capaz de salvar os outros. Ele me deu tempo para fugir enquanto era torturado pela própria irmã. Ele... Me salvou. E deu a vida por mim.

A voz de Rebecca era amarga, nada parecida com a voz alegre e brincalhona que ela usava antigamente.

Ela havia mudado. A dor faz isso com as pessoas. As peças se encaixavam na minha cabeça.

Se Rebecca fosse a garota pela qual Rai se apaixou, ele havia morrido por ela para dar a ela a chance de viver...

O choque de realidade que me atingiu foi tão forte que eu quase deixei Misa com Nico e parti para cima de Haruka.

Rebecca, pela primeira vez, me olhou nos olhos. Eu vi a raiva e a amargura. Ela nem parecia a mesma pessoa, o que chegou a me assustar.

Nesse instante percebi que ela carregava consigo uma espada de ouro com rubis e lápis-lazuli. Nunca havia visto nada parecido.

Quando desviou o olhar de mim, decidida a atacar, ela pulou em cima de Haruka, derrubando-a em seguida.

- Você não é ninguém para julgá-lo! Ele salvou mais vidas do que você jamais salvará!

Rebecca tentava atingi-la não apenas fisicamente, mas suas palavras também machucavam.

Haruka tentou acertar Rebecca, que fugiu de seu ataque colocando a espada no pescoço da bruxa. Haruka abafou um grito.

- Você não vai me impedir te me vingar. Você matou a única pessoa que eu amava. 

Haruka não conseguia reagir. As palavras de Rebecca estavam ferindo-a. Misa ainda chorava e se contorcia em meus braços.

Passei a mão em seus cabelos, em uma tentativa de acalmá-la.

- Você não sabe... Não sabe a dor de ter quem você ama ao seu lado e não conseguir fazer nada para ajudá-lo. Você nunca me entenderia...

- Eu entendo, droga! Eu entendo melhor que você. Eu não apenas não pude fazer nada para ajudar como o perdi...

Rebecca mantinha o olhar firme, como se nada pudesse pará-la agora. Haruka começou a rir, seu olhar possuía uma aura assassina que me dizia para ficar longe. Até por que, essa luta é da Rebecca. Me colocar no meio poderia apenas piorar a situação.

Me tirando de meus pensamentos, Misa deu um pulo assustado e se deitou de barriga para cima, colocando uma das mãos sobre cada lado da cabeça.

Ela fechou os olhos com força e soltou um grito de dor que quebrou meu coração em pedaços.

- Misa, o que foi?

- Dói, não dói? Eu não peguei apenas sua visão, eu estabeleci uma conexão. Estamos conectadas agora. Se eu morrer, você morre.

Novamente, ninguém conseguiu reagir. Quando me dei conta do que ela havia dito, puxei Rebecca de cima da bruxa.

- O que está fazendo?! Vai deixar esse monstro viver?!

- Não quero que ela viva, mas não vou deixar a Misa morrer!

Eu segurei Rebecca com os braços pelo pescoço e pela cintura com as pernas, fazendo-a cair. 

Haruka se levantou, sorrindo.

- Então toda a dor que eu sentir você também sentirá?

Perguntou Misa, que havia se levantado também. E ela segurava uma pedra. 

- Exatamente. Ei, o que está fazendo?

Misa levantou a pedra à altura da cabeça. Mas quando percebi suas intenções, foi tarde demais. Ela bateu várias vezes com a pedra na própria cabeça. Ela chorava, mas se mantinha em pé. Já Haruka estava ajoelhada no chão com ambas as mãos na cabeça.

Haruka gritava de dor. Os braços de Misa vacilaram, tremendo de dor e de desespero quando percebeu o que ela estava fazendo. 

Eu estava muito longe para ajudar. E para surpresa de todos quem a parou foi uma figura ruiva que segurou ambos seus braços.

- O que você acha que está fazendo?! Acha que isso vai resolver tudo?! Não importa se ela vai morrer com esses ferimentos, você também vai! Não se importa em se matar e deixar todos aqui serem consumidos pela culpa dos seus atos? Coloque-se no lugar de Moe, droga. Ela nunca se perdoaria...

Sae arfava tentando recuperar o fôlego por falar rápido. Misa o encarava sem reação, mas logo ela soltou a pedra e se ajoelhou.

Haruka parecia mal também. Eu ainda segurava Rebecca, que parecia ter desmaiado, então deixei-a lá e fui ao lado de Misa.

- Por que disse essas coisas? Ela já não está bem, ela pode piorar agora...

Eu perguntei. Sae virou o rosto, tentando se esconder.

- O que ela sente agora é... Assustador. Ela não estava nem aí se ia morrer fazendo isso. Ela não estava apenas cega aqui.

Ele pontou para os próprios olhos.

- Isso não te dava o direito de...

Fui interrompida por um grito de ambas Haruka e Misa. Quando me virei para ver o que havia contecido... Meu mundo caiu.

Rebecca estava novamente em cima da bruxa, mas dessa vez ela não havia feito um discurso antes de atacá-la. Sua espada se encontrava no estômago de Haruka, que colocou uma mão no local do ferimento, tirando-a cheia de sangue.

- Rebecca, o que você fez?!

Eu perguntei, afastando-a de Haruka, que não reagia. A bruxa sangrava muito e ao que parecia sequer respirava.

Essa não foi a parte preocupante. A parte preocupante foi que se Haruka estava naquele estado, Misa também estava. E não podíamos fazer nada para ajudar. 

Sae, Bia e Nico tentavam estancar o sangramento, sem sucesso. Meus olhos marejaram. A pessoa que eu amo ia morrer por causa de uma estúpida vingança.



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