História Não quero te amar, mas não consigo parar - Capítulo 32


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 1.155
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 32 - Dor


Fanfic / Fanfiction Não quero te amar, mas não consigo parar - Capítulo 32 - Dor


》MISA POV《

Meus olhos estavam fechados. Minha cabeça não raciocinava direito. Ouvia vozes ao meu lado. Uma doce voz feminina e uma fria voz masculina.

- Ela acordou?

Perguntou a voz feminina.

- Não me pergunte, eu não sou médico.

Reclamou a voz masculina. Deixei minha mente relaxar por um momento e tentar lembrar o que havia acontecido. Foi uma péssima escolha.

Eu lembrei das palavras de Destino, de Haruka, meus olhos, Rebecca...

Com o susto das lembranças eu tentei me sentar rapidamente, o que fez uma dor agoniante subir pela minha espinha.

Com um abafado grito de dor, cai de volta na cama. Duas mãos pressionaram meus ombros.

- Não se levante! Você ainda não está curada...

A voz feminina foi ficando familiar.

- Moe?

- Sim.

Eu fiz um pouco de força e abri os olhos mas...

- Moe!

O desespero tomou conta da minha cabeça. Eu estava com os olhos abertos, mas não enxergava.

- M-meus olhos...

- Misa, me desculpe...

- Haruka. Onde ela está?

Fiquei alarmada de súbito, sem me lembrar do que tinha acontecido com ela.

- Ela está... Inconsciente. Não se assuste, ela está em uma cama ao seu lado. Tivemos que estabiliza-lá ou perderíamos você.

Disse Moe, com a voz calma e triste.

- O que houve depois que Rebecca apareceu?

- Até parece que você não se lembra de ter batido na própria cabeça com uma pedra.

Disse a voz masculina, que supus ser a de Sae.

Ele estava certo, a pedra. Em minha cabeça, valia a pena morrer para matar Haruka. Mas depois do que Sae me disse, eu desisti. A última coisa que me lembro foi de estar nos braços de meu anjo e uma dor no estômago me fazer perder a consciência.

Coloquei uma mão no local, sentindo as ataduras. Droga, eu queria ver minha situação.

- O que houve aqui?

Procurei pela mão de Moe e a coloquei no local da ferida.

- Rebecca esfaqueou Haruka e você também foi atingida...

Suspirei. Então é isso. Estou conectada à essa bruxa pelo resto da vida. 

No meio desses pensamentos lembranças quentes vieram em minha cabeça. Mas não eram minhas. Era Haruka e uma garota de cabelos castanhos. Yui, eu me lembrava de seu nome.

Eu fiquei com um pouco de dó da bruxa. Vi tudo o que ela passou, desde a morte dos pais, a floresta, Yui... Quatro mil anos de vida que passaram em minha mente em quatro segundos.

- Como ela está?

Perguntei, mostrando certa preocupação em relação à Haruka.

- Viva, infelizmente.

Coisas passaram pela minha cabeça, um pensamento assustador, mas inspirador.

- Moe, podemos conversar? À sós?

- Claro.

Ouvi um suspiro do ruivo e a porta sendo fechada.

- Existe um jeito de acabar com isso. Sem matá-la.

Eu disse, percebendo que Moe prendeu a respiração por um segundo.

- Como?

Ela parecia animada. Pedi ajuda para me sentar, colocando os pés para fora da maca.

- Eu vou te contar uma história. Mas não é minha. É dela.

Me referi à Haruka, virando a cabeça para um lado aleatório.

- Certo, diga.

Comecei a história, resumindo a maior parte. Eram quatro mil anos de história. Quando terminei, Moe segurou minha mão.

- O que você sugere?

Coloquei as ideias no lugar mais uma vez. Era arriscado, mas podia ser o único jeito.

- Podemos acordar Yui.

Moe soltou minha mão.

- Isso pode nos matar.

- Eu sei. Mas o que é melhor, que estejamos vivas e arriscando a nossa vida e a de todos toda hora ou que estejamos mortas e o mundo em paz?

- Você não sabe se ela vai parar...

- Ela vai.

Cortei. Eu tinha certeza do que falava. Não sei como, mas eu tinha certeza que se Yui for salva, Haruka vai parar com o que ela fazia.

- Misa, isso tem tantas chances de dar errado...

- Eu sei.

- E você não se importa?

- Claro que me importo. Mas não vejo outra saída.

- Tem que haver outra saída. Podemos colocar Haruka para dormir eternamente também...

- Não dá. Para isso, os órgãos vitais tem que estar parados. Não me pergunte como, mas a pessoa vive. Se ela estiver enfeitiçada e com os órgãos vitais parados, os meus também vão parar.

Senti seus braços entrelaçarem minha cintura.

- Tenho certeza que Yui vai fazer Haruka parar. Eu sinto o quanto Haruka à ama...

- Mais do que você me ama?

Ela comentou, enciumada.

- Impossível.

Eu ri, fazendo ela rir comigo. Ouvi um som de choro vindo de trás.

- Haruka?

O som aumentou, Moe me soltou. Pude sentir a sala ficar mais quente. Moe com certeza segurava sua foice.

- Cale a boca, droga.

Ouvir Haruka chorar daquele jeito quase me fez querer rir, até eu me lembrar de tudo o que ela passou.

- Haruka...

- Não! Cale a boca...

Tentei falar, mas fui cortada por Haruka, que ainda chorava como uma criança.

- Vocês estariam dispostas? A arriscar a vida para salvar Yui?

Ela perguntou com a voz frágil. Senti uma mão segurar a minha. Não era a de Moe. Era mais pesada, mais forte. Fez meu corpo estremecer, um pouco assustada pelo toque súbito que eu sequer podia ver de quem era.

- Por favor...

Ela pediu, em tom de rendição. Senti meu braço ser descuidadosamente puxado para fora da cama, fazendo com que eu e Haruka gritássemos em protesto.

- Quando ela acordou?

Nico estava no quarto agora.

- Agora, mas... Nicolas, para!

Ouvi passos e me senti sufocada. Nico estava enforcando-a. Passei as mãos pelo pescoço, tentando respirar.

- Nicolas!

Ouvi Bia puxá-lo.

- Nico, para... Temos que ajudá-la...

Falei, recuperando o fôlego.

- Ajudá-la?! Ela quase nos matou um milhão de vezes e você quer ajudá-la?!

Me esforcei para ficar de pé, sentindo alguém me ajudar. Moe.

- Você sabe que eu não sou ingênua à ponto de ajudar alguém como ela por um simples pedido, proposta ou troca. Eu sei o que eu estou fazendo. Quer confiar em mim ao menos uma vez?

Perguntei. O silêncio dele mostrava rendição.

- Ótimo. Haruka, onde está Yui?

A bruxa pareceu surpresa, mas parou de chorar e falou baixo.

- Nas montanhas, onde eu morava. Mas você já deve saber onde fica...

- Sim, eu sei. Podemos te ajudar com uma condição. Se tentar qualquer coisa, matamos você.

Eu disse, fazendo todos ficarem surpresos.

- Misa...

Moe se manifestou, mas logo a cortei.

- Não. Se ela tentar qualquer coisa, matem ela na hora. A vida de vocês importa mais que a minha.

- Não vai precisar. Eu não vou tentar nada. Juro.

- Ótimo.

Eu disse, saindo do quarto sozinha.

- Misa, espera!

Ouvi Moe me chamar, enquanto eu tentava andar pelos corredores sem fazer a mínima ideia de onde estava.

Moe passou uma mão pela minha cintura e um dos meus braços por sua nuca.

- Eu odeio quando você faz essas escolhas assim. Juro, eu odeio.

Ela disse, brava e ao mesmo tempo soltando um riso fraco.

- Não me culpe, não tem outro jeito.

- Eu sei. Eu odeio isso também.

- Eu odeio quando você fica perfeita. Nem sei como consigo te amar tanto, sendo que você é perfeita.

Ela riu, um pouco envergonhada.

- Cala a boca.

Ela disse. Estávamos rindo pelo corredor quando senti meu rosto doer e cai de joelhos no chão.

- Misa!

Da enfermaria ouvimos gritos.

- Droga, me espere aqui. Eu já volto, não se mexa.

Ela pediu, me deixando sozinha, com mais algumas dores atacando meu corpo.


 



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