História Não saia do quarto após a 00:00 ! - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 2.694
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Queria agradecer aos favoritos que fic teve, antes mesmo de começar💙
Boa leitura..

Capítulo 1 - INICIATIVA


Fanfic / Fanfiction Não saia do quarto após a 00:00 ! - Capítulo 1 - INICIATIVA

P.O.V KUNPIMOOK

-“ É engraçada a forma como as pessoas reagem as coisas repentinas da vida, seja um presente fora de época, um beijo roubado, uma notícia ou a morte de alguém próximo. Nunca damos valor as pequenas coisas até o momento em que elas necessitam ser lembradas, como um beijo de bom dia, uma mensagem no meio do dia, uma ligação repentina. Nos preocupamos demais com o depois e esquecemos de aproveitar o agora, pois qual a garantia que temos de que vai haver um depois? “-. Tudo isso passa em minha cabeça neste momento, enquanto observo a mórbida imagem de um cemitério deprimente, enquanto as pessoa me abraçam e dizem “ Vai ficar tudo bem “. Algumas dessas pessoas sequer se importam comigo ou com o resto da minha família. O único que eu queria que estivesse aqui, não está.

-Foi tão de repente - diz uma ruiva ao meu lado - Como Mark está?

-Soltando fogos, creio eu - digo indiferente.

Isso foi o bastante para afastá-la. Meus pais sempre preferiram meu irmão, ele sempre foi o filho perfeito, até que decidiu contar a sua orientação sexual, desde este dia as coisas mudaram, ele foi mandado embora de casa, chamado de aberração, Mark jurou jamais voltar a pôr os pés naquela casa. E agora após a morte dos nossos pais, creio que ele esteja tranquilo, livre para voltar a Tailândia e ficar aqui ao meu lado.

-Vamos pequenino - diz uma senhora de cabelos brancos - Temos coisas a discutir.

-Vamos Edith - respondo, passo meus braços por seus ombros e seguimos até a entrada do cemitério. Antes de chegar ao carro viro-me para o caminho de onde viemos, tendo uma ampla visão do túmulo de meus progenitores,  se localizava abaixo de uma árvore, é um lugar bonito. Todos já haviam ido para suas casas, certamente para fofocar sobre meu comportamento durante o sepultamento, nenhuma lágrima foi capaz de cair, estou seco demais para isso.

Desde que me entendo por gente, morei aqui na Tailândia, um lugar de tirar o fôlego de qualquer um. Nasci, cresci, amadureci e me formei aqui, jamais tive desejo de sair daqui, tenho tudo que poderia querer, amigos, um diploma, trabalho com um salário razoável. Mas isso não era o suficiente, para Edith.

-Eu não vou a lugar nenhum - falei calmamente enquanto entrava em casa e me jogava no sofá.

-Você vai sim, Kunpimook Bhuwakul - respondeu Edith.

-Não vejo motivo para tal ideia - sussurro.

-Você acabou de perder seus pais, ira ficar sozinho - diz, senta-se ao meu lado - Não quero você mal.

-Eu sei me cuidar, e tenho amigos - digo olhando para meus dedos - Não vou atrapalhar a vida dele.

-Ele ofereceu-se, ou melhor, exigiu que você vá para lá - ela me abraça - Aproveite a oportunidade.

Suspiro, -“ Talvez seja bom passar um tempo com o meu irmão, e perguntar por qual motivo ele ignorou minha existência após ter ido embora “-.

-Onde ele mora? - questiono.

-Busan - diz animada.

-Você vai comigo ? - perguntei manhoso.

-Pelo amor de Deus, Kunpimook você já tem 25 anos, não necessita mais de babá - diz irritada - Além do mais essa é uma ótima oportunidade para você e Mark se aproximarem novamente!

-Para depois ele sumir novamente? Obrigado, mas prefiro ficar com babás - digo indiferente.

Edith suspira, ela passa a mão por meus cabelos. Ela agia como uma mãe comigo, até mais do que minha verdadeira mãe.

-Por favor - implorou - Vá, se não gostar volte, eu ficarei para cuidar dos negócios da família.

-Tudo bem - suspiro.

-Ótimo - diz levantando-se e batendo palminhas - Tomei a liberdade de ligar para seu irmão hoje cedo e confirmar sua ida.

-Mas e se eu não fosse?

-Eu sabia que você iria - sorri debochada - Você parte em 3 dias, sugiro que vá arrumando suas coisas.

-Você é inacreditável - levanto-me do sofá e sigo até meu quarto.

Chegando no quarto rumo até o banheiro, olho-me no espelho e deixo um sorriso fraco escapar dos meus lábios. Sou um homem com 25 anos, e a aparência de 19, isso é culpa das bochechas enormes que herdei da minha mãe. Atualmente meu cabelo também não ajuda a passar “maturidade” já que estão descoloridos e emaranhados, sou uma pessoa muito magra relativamente alta. Talvez fosse a hora de mudar, a hora de surpreender.

-Já que terei que me adaptar a uma nova vida, nada mais justo do que começar mudando o visual - digo para meu reflexo no espelho, saio do banheiro e vou até minha escrivaninha, lá pego minha carteira, ao sair do quarto esbarro em Edith.

-Onde está indo? - ela pergunta.

-Até o salão - sorrio minimamente e corro até a porta.

E que as mudanças se iniciem “.

~ QUEBRA DE TEMPO, 3 DIAS DEPOIS ~

Encarando o número 362 gravado em uma porta verde musgo fico pensando no que me aguarda atrás dessa porta. Fazem 8 anos que não vejo Mark, ou que sequer tenho notícias do mesmo, e isso só piora meu nervosismo. Estava prestes a tocar a campainha quando a porta abre. Assusto-me e dou um pulo para trás, levanto os olhos e encaro a figura esguia que ainda segurava a porta, seus cabelos castanhos estavam desalinhados, e seu rosto expressava surpresa.

-B-bambam  - ele sussurra.

-Oi Mark - digo firme, eu queria xingá-lo, bater nele até que seu nariz fosse parar no cérebro, mas toda essa raiva passou no instante em que ele me puxou para si, abraçando-me.

-Estou feliz que tenha vindo, eu senti sua falta - sussurrou, ele me apertava como se não houvesse amanhã.

-Também senti sua falta - digo, retribui seu abraço na mesma intensidade - Vamos morrer sem ar se continuarmos assim - solto uma risada.

-Desculpe - diz ele soltando uma gargalhada - Entre.

Pego minhas coisas e sigo para dentro de seu apartamento. Era um lugar espaçoso, a sala era ampla e fazia uma divisa com a cozinha, logo mais a frente havia um corredor onde aparentemente estavam os quartos e o banheiro,  é um lugar acolhedor, as paredes eram de um tom azul claro, e a mobília da casa era branca, -” Talvez ele goste de pensar que está no céu “-.

-Dê-me isso, vou levar até seu quarto - ele pega minhas malas e vai em direção a uma pequena escada que leva para uma parte levemente elevada do apartamento - Sente-se.

Sem esperar muito, sento-me no sofá e me permito relaxar as costas.

-Você mudou tanto, o cabelo acobreado lhe cai bem - diz Mark, ele agora estava parado ao lado do sofá - Está a cara do noss.. - ele se interrompe e faz uma careta - Está a cara do seu pai.

-Nosso pai - sussurro, ele suspira e senta-se ao meu lado - Sabe, depois de um tempo eles esqueceram aquilo, você podia ter voltado.

-Eles esqueceram, mas eu não - ele passa as mãos pelo rosto e logo sorri - Me conte, como está sua vida?

-Está ótima, me sinto livre - sorrio de canto - E a sua ?

-Está divertida - ele sorri e me encara - Tenho um trabalho que eu amo, uma boa casa, festas todos os fins de semana, e agora - ele se bagunça meus cabelos - Tenho você.

Sorrio e deito-me no sofá.

-Trabalha com o que ? - questionei curioso.

-Eu sou barman em uma casa noturna badalada da cidade - ele sorri e eu solto uma gargalhada - Não zombe de mim pirralho - ele solta uma risada alta.

-Deve ser divertido - digo.

-E você, se formou em alguma coisa? - pergunta sério.

-S-sim - sussurro - Pedagogia.

-Uau, estou vivendo com um formador de ideias  - diz ele, levanta-se e vai até a cozinha - É professor de que ?

-Artes - digo firme, me orgulho da minha profissão, sempre amei artes e sempre tive talento para tal coisa.

-Faz sentido - sussurra - Você sempre gostou dessas coisas.

-É bom fazer o que se gosta.

Ele volta a sala carregando duas xícaras de chá.

-Você está lindo Bambam - diz firme - Devia ser assediado lá na Tailândia, lembro bem de como aquelas mulheres são - sorri.

-Puberdade me fez bem - sorrio - As mulheres de lá são ótimas, mas você, também não está nada mal - Mark não aparenta ter seus 29 anos, ele é bem conservado, seus cabelos castanhos combinam perfeitamente com os olhos escuros, e seus fartos lábios, marca registrada da família Bhuwakul - Deve chamar a atenção de muitos rapazes na boate - assim que digo isso Mark se engasga com o chá que estava tomando.

-C-claro que não - ele cora.

-Entendo, irei fingir que acredito - solto uma risada.

A tarde foi tranquila, ficamos conversando sobre nossas vidas, e como iria funcionar este período juntos. Eu tenho que arrumar um emprego para ajudar com as despesas da casa. Tudo parecia tranquilo, tudo iria ficar bem, -” Parece que morar em Busan, não vai ser tão ruim assim “-.

~ QUEBRA DE TEMPO, 3 SEMANAS DEPOIS ~

Três semanas se passaram, e eu continuo sem emprego. Após um tempo de procura eu simplesmente desisti, passava os dias trancado no quarto. Mesmo longe eu estava estava cuidando da empresa da família, Edith me deixava ciente de todos os acontecimentos. Nossa família tem uma empresa de exportação na Tailândia, muito famosa por sinal, “ Bhuwakul’s International “. Mark já está irritado comigo, e eu entendo o lado dele.

-Acorda - diz Mark entrando no meu quarto, ele caminha até a janela e abre as cortinas.

-Fecha - digo manhoso.

-Levante-se e se arrume - ele começa a cutucar minhas costas - Vamos.

-Pare com isso - digo firme.

-Você vai se atrasar Bambam - diz firme.

-Atrasar para que ? - pergunto curioso.

-Arranjei uma entrevista de emprego para você - ele caminha até meu armário e pega algumas roupas - É em uma escola no centro da cidade.

Levanto-me num salto, ando até ele coçando os olhos.

-Está falando sério?  - perguntei, ele assentiu positivamente com a cabeça - Obrigado, irei me arrumar já desço.

-Você tem meia hora para se arrumar - ele caminha até a porta - Vá bonito, primeira impressão é tudo ! - ele sai do quarto.

Finalmente uma entrevista de emprego, estou ansioso. Pego uma blusa preta de manga longa e gola alta, uma calça preta e vou até o banheiro. Tomo um banho rápido e logo me visto, seco meus cabelos o deixando levemente desalinhado, já devidamente arrumado vou até a cozinha. Mark está sentado no sofá assistindo jornal, como todos os dias de manhã.

-Você vai me levar ? - pergunto enquanto pego uma maça.

-Sim, saímos em 10 minutos - ele me olha e sorri - Está perfeito.

Reviro os olhos e vou até o sofá, sento-me ao seu lado e assisto jornal com ele.

-O nome da escola é, High School Wang’s - ele diz indiferente - Parece ser um bom lugar.

-Nome estranho - sussurro.

-Também achei - ele sorri.

Levanto-me e vou novamente ao banheiro, escovou meus dentes de ou uma última olhada no espelho.

-Vai dar tudo certo - digo para meu reflexo.

Volto a sala e vejo Mark em pé, ele estava do lado da porta com seu típico pijama, uma camiseta surrada do Star Wars e um short terrivelmente curto.

-Não vai se trocar ? - pergunto - Como vai entrar comigo, se está vestido deste jeito ?

-Em momento nenhum eu disse que iria entrar - diz sorrindo - Vou te levar, ficarei esperando do lado de fora.

-Que seja - digo indo em direção a porta.

Mark mora em um condomínio com vários prédios, todos eles iguais, com 5 andares, e pintados de verde água. Seu apartamento se localiza no fundo do condomínio, moramos no 5° andar. Vamos até seu carro e saímos rapidamente em direção a High School Wang’s. O caminho foi silencioso, o trânsito estava rápido, eram 09:12 AM, quando paramos em frente a escola. Era um local enorme, pintado nas cores branco e azul, estava quieto demais, deduzi que os alunos já estivessem tendo aula.

-Vai logo - diz Mark.

-Até daqui a pouco - abro a porta e saio, debruço-me sobre o vidro e peço - Torça por mim.

-Sempre - ele sorri.

Entro naquela escola e logo sou atingido por um arrepio que vem dos pés até o último fio de cabelo. Caminho por um corredor largo, com armários dos dois lado, passei por algumas salas e dentro delas pude ver alunos bem comportados e devidamente uniformizados, com camisetas brancas e calças azuis. Encontrei a sala dos professores, os banheiros, sala de detenção, tudo, menos a sala do diretor. Vi um aluno próximo a um bebedouro e me aproximei.

-Oi - digo firme - Pode me levar a sala do diretor.

-Olá gracinha - diz sorrindo de lado - Claro.

Ele começa a andar em direção ao fim do corredor. Ele é mais alto do que eu e seus cabelos castanhos estavam desalinhados, igualmente a sua gravata azul que se encontra frouxa e torta.

-É aqui - ele aponta para uma porta com uma placa escrita “ Diretor “ - Até mais gracinha, espero vê-lo novamente - ele pisca e sai, voltando pelo mesmo caminho que fizemos.

Bato na porta e sou recebido com um “ entre “, crio coragem e giro a maçaneta. Assim que entro, percebo a mudança brusca de atmosfera, fora daquela sala tudo era claro, caloroso, transmitia leveza, e dentro da sala tudo era escuro, o ar estava pesado, a única luz do comodo vinha de uma luminária localizada em cima de uma mesa, onde havia um homem sentado, ele era loiro e usava uma camisa social preta “ Que lhe cai muito bem “.

-Posso ajudar - perguntou ele, tirando-me de meus devaneios.

-Sim, eu sou Kunpimook Bhuwakul - digo firme - Estou aqui pela vaga de professor.

-A sim - ele me encara - Sente-se - ele aponta para a cadeira a sua frente - Eu sou Jackson Wang, diretor desta escola - sento-me na cadeira e continuo o encarando.

-“ Agora o nome da escola faz sentido, ele parece novo demais para ser diretor “-.

- Bom, minha secretária disse que você viria, e eu gostei do seu currículo - ele curvar-se  pegando alguns papéis de uma gaveta - Este é seu contrato, assine assim que sentir que deve - ele deixa os papeis na minha frente, junto com uma caneta.

- Pode me informar sobre como seria minha grade de horários ? - pergunto.

- 4 dias por semana, 10 horas por dia - diz firme.

Sem pensar duas vezes assino o contrato, entrego-lhe a caneta e os papéis. Ele sorri minimamente, coisa que não combina em nada com sua feição de poucos amigos.

-Seja bem vindo a High School Wang’s, Senhor Kunpimook Bhuwakul.

-Obrigada - levanto-me e estendo a mão para o loiro, ele apenas me olha com cara de nojo e ajeita-se na cadeira, levemente corado recolhi minha mão e me curvei.

-Você começa amanhã, esteja aqui as 08:00 AM, em ponto - diz indiferente.

-Tudo bem - digo isso e caminho até a porta - Foi um prazer, Sr. Wang - sem esperar resposta saio da sala.

Enquanto caminho até o carro penso em como fui idiota dizendo aquilo, -” Ele ignorou meu aperto de mão, e ainda sim, eu disse que foi um prazer conhecê-lo?  Qual seu problema Kunpimook? “-. Quando dei por mim, já estava perto do carro e Mark me olhava com expectativa.

-Pela sua cara, não conseguiu - ele sussurra assim que entro no carro.

-O que? - o olho confuso - Eu consegui o emprego.

Ele solta um gritinho e me abraça, não pude evitar sorrir com aquela cena.

-Então desmancha essa cara de bunda Bambam - ele liga o carro - Agora sim, é o começo da sua nova vida.

-É,  o começo da minha nova vida - sussurro.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até logo 💙


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