História Não Satisfatório - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Ruki, Uruha
Tags Aoiha
Exibições 96
Palavras 1.417
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi pessoal
Mais um capítulo e espero que não queiram me matar depois, por favor
Prestem atenção no título do capitulo e associem com o que vai acontecer, isso vai deixar algumas coisas claras.
Hoje vocês vão conhecer outro lado das personagens

Capítulo 6 - Verdades(?) dolorosas


Abri os olhos lentamente, apenas escuridão a minha volta. Será que ainda é noite? Peguei o celular jogado ao lado de minha calça no chão e percebi ser 11h da manhã. Olhei o quarto em que estava, lembrando então da noite anterior, mas então percebi algo errado, andei por todo o quarto, no entanto, nem sinal do moreno. Nenhuma roupa, nenhum bilhete, nada, ele apenas tinha ido embora. Por quê? Juntei minhas coisas, vestindo-me em seguida e desci para a recepção para pagar a conta do quarto.

- A conta já foi paga senhor.

- Como assim? – o olhei confuso.

- Sua conta está paga até o meio dia, um homem moreno deixou o dinheiro aqui quando foi embora.

- O quê? – o Yuu tinha pago, como assim? – Saberia me informar que hora ele foi embora.

- Hai, foi no inicio do meu expediente, umas 4h da manhã.

             Agradeci e fui embora. Estava me sentindo um lixo... Ele tinha me tratado como se eu fosse uma puta, e fui eu que comi ele, não o contrario. Entrei no meu carro e rumei para minha casa ainda incomodado com a situação, e a cada minuto que passava os sentimentos dentro de mim iam se misturando e se confundindo, fazendo com que a raiva fosse tomando conta de mim. Estacionei o carro na garagem e entrei em casa pela mesma encontrando meus pais na cozinha almoçando, passei reto por ele indo até a geladeira pegar apenas água, não tinha fome. Estranhando meu comportamento minha mãe veio até mim pousando uma mão sobre meu ombro direito.

- O que foi Kou-chan? Que cara é essa? Aconteceu algo?

- Não aconteceu nada – disse tentando não expressar nenhum sentimento.

- Onde passou a noite? – a pergunta feita por meu pai me surpreendeu, normalmente ele não dava a mínima.

- Num Motel, por quê?

- O que aconteceu filho, me diz?

Minha mãe perguntou antes que meu pai se pronunciasse novamente. Não queria responder, queria ir pro meu quarto mandar o filho da puta do Shiroyama-sensei a todos os lugares possíveis, mas sabia que minha mãe não me deixaria sair dali sem me disse o que havia acontecido, e o olhar debochado de meu pai me dizia que se eu não falasse logo ele iria tirar suas próprias conclusões e eu não queria que ele tivesse uma imagem de mim pior da qual ele já tinha.

- Eu transei com aquele cara que eu tinha te falado e ele foi embora enquanto eu dormia e pagou a conta, e não Otou-san, eu não sou a mulher na relação, mas to me sentindo uma puta nesse momento e quando ver a cara do desgraçado vou socar ele até minha mão sangrar – disse por fim, vendo o rosto apavorado de minha mãe e um sorriso que parecia satisfeito no rosto de meu pai.

- Humm, tá parecendo até homem, filho. Continue assim.

            Ignorei o comentário e aproveitei que minha mãe ainda estava tentando assimilar o que eu havia falado e subi para meu quarto batendo a porta. Peguei a primeira coisa que vi em minha frente, que por acaso era minha mochila, e joguei com força em direção a parede. Infelizmente a mochila estava aberta e tudo que eu tinha dentro dela se espalhou pelo chão, fazendo a raiva crescer ainda mais.

            Quando percebi meu quarto estava uma baderna, tudo revirado e varias coisas quebradas. Joguei-me sobre a cama, o único lugar levemente arrumado, e abracei meu travesseiro. Não percebi que estava chorando até sentir o travesseiro gelar meu rosto por conta das lágrimas já frias alojadas ali. Não sabia porque estava chorando, não sabia mais porque estava com raiva, não entendia mais nada, e em meio a esses pensamentos confusos adormeci.

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            A segunda-feira chegou mais rápido do que eu esperava e com ela a volta a escola. Não queria ir pra aula, não queria vê-lo, tenho medo de bater nele mesmo, acho que deveria matar aula. Fiquei mais um tempo deitado até minha mãe bater na porta de meu quarto e em seguida entrar.

- Kou, não vai levantar querido?

- Não – disse com a voz meio abafada pelo travesseiro.

- Querido, sei porque você não quer ir, mas não pode faltar aula...

- Tá Okaa-san, eu vou.

            Ela abriu um sorriso e se foi deixando-me arrumando-me sozinho. Cheguei a escola indo direto para a sala sentando-me ao fundo da mesma, nesse momento senti meu celular vibrar, era uma mensagem de Takanori.

“ Não vou ir na aula, o Reita vai ficar mais uns dias por aqui e quero aproveitar. Bjss Taka-chan.”

            Guardei o celular um pouco aliviado, não queria explicar nada ao baixinho, não aqui pelo menos. Deitei a cabeça na classe e fiquei assim até ouvir certa voz, seus gemidos e a voz rouca naquele momento tão intimo voltaram a minha cabeça, fazendo com que fosse impossível encará-lo. A aula começou e fiz um grande esforço para ignorar aquela voz, ele parecia tão alegre hoje, mas eu não iria olhá-lo, encarava o caderno desde o momento que ele chegara sem desviar olhar. A voz dele não saía de minha mente, misturando-se aquela noite fazendo com que todos os sentimentos que senti voltarem. De repente percebi a sala ficar em silêncio e me atrevi a olhar para cima e vi todos a olhar-me, até ele. Só então percebi que eu chorava, e um choro alto.

- Está tudo bem Takashima-san? – ele disse e limpei as lágrimas rapidamente.

- Hai.

            Não percebi o fim do período, quando me dei de conta todos já haviam saído da sala e ele terminava de guardar suas coisas, juntei as minhas rapidamente e fui até sua mesa, vendo-o erguer o olhar para mim desinteressado e eu larguei sobre a mesa uma certa quantia em dinheiro, o que o fez mudar para um semblante curioso.

- Eu não sou uma vadia pela qual você paga a conta, seu filho da puta.

- Olha o respeito garoto, e não quero seu dinheiro.

- Agora vem falar de respeito, seu desgraçado. Cadê o seu respeito, em? Se você acha que o que fez é certo você tem algum problema mental.

- Não, eu sei que não é certo dormir com um aluno, por isso, isso nunca mais irá acontecer.

- Você sabe muito bem que eu não falo disso...

- Ah tá falando do que então, eu transei com um aluno burro, depois me arrependi fui embora e paguei a conta do motel, é disso que tá falando?

- Aluno burro? Se arrependeu?

- Sim, olha a sua idade para estar no ensino médio, e sim me arrependi de ter a minha primeira vez com alguém como você...

            Só percebi o que acabara de fazer quando o vi escorado no quadro com a mão sobre o rosto, olhando-me apavorado. As lágrimas vieram novamente, sem controle e não havia como escondê-las.

- CRETINO, DESGRAÇADO, FILHO DA PUTA. EU TE ODEIO, VAI PRO INFERNO – sai correndo da sala e da escola, entrando no meu carro, mas sem conseguir dirigir.

            Minha visão estava embaçada pelas lágrimas que corriam convulsionadas pelo meu rosto acompanhadas pelos soluços. Alguém como eu? O que ele queria dizer com aquilo? Por que teve que falar essas coisas?

- Seu cretino, eu te odeio...Não... Eu não consigo te odiar... Eu acho que g-...

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Cheguei em casa mais cedo, o que surpreendeu minha mãe que veio correndo ver o que acontecia comigo. Permiti-me abraçá-la por um longo tempo, as lágrimas voltando, mas dessa vez calmas.

- Mãe – ela afastou-me e sentamos no sofá, lado a lado – Você acha que se eu já tivesse saído do ensino médio seria diferente? – minha mãe fez uma expressão confusa, baixei o rosto – Ele disse que sou burro, que se arrepende de ter tipo a primeira vez com alguém como eu, ele mostra-se superior sempre...

- Meu amor – ela passou a mão por minha face, erguendo-a – você não é burro, é preguiçoso, isso é diferente – ele riu e eu sorri com isso – Se for isso, esse cara é um idiota, mas acho que você deve mostrar a ele que é capaz.

- Obrigado Okaa-san.

- Mas me diga, o que fez quando ele lhe disse essas coisas?

- Soquei a cara dele, chorei e gritei com ele.

- Só você mesmo pra fazer essas coisas – disse ela dando uma pequena risada.

            Depositei um beijo em sua bochecha antes de ir a meu quarto e comecei a estudar. Ia mostrar pro Yuu quem eu era.


Notas Finais


E então, o que acharam.
Comentários seriam bem legais.


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