História Não se aproxime, você será infeliz. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Suga
Tags Café É Uma Delícia, Sobi, Sope, Yoonseok
Visualizações 25
Palavras 1.467
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, não sei o que dizer.
A fanfic vai ter apenas dois capítulos.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Ei, me espera!!


 

Minha cabeça parecia prestes a explodir, não muito diferente do meu coração acelerado por culpa do susto enorme que o despertador do celular me deu. Não podia acreditar que depois de 12 anos eu ainda esquecia de checar o despertador do celular depois de passar a noite com meus amigos bêbados. 

A governanta da casa sempre me acordava no horário exato, tranquilamente e de um modo que não me fazia ficar pelas 24 horas seguintes com uma careta estampada no rosto. Mas meus amigos faziam questão de me despertar subitamente 4 horas antes do horário normal, o que era uma brincadeira antiga e infantil, que eles deviam ter superado 7 anos atrás.

De qualquer forma, todas as manhãs pareciam as mesmas quase sempre. Eu sempre acordava lamentando o fato de que não morri durante o sono, já que antes de dormir eu sempre guardava a esperança de que isso acontecesse. 

Aquela manhã não seria especial, assim como as outras não foram, e eu apenas estendi a mão até o criado mudo ao lado da cama, pegando o copo d'água e o pequeno comprimido que eu sabia que estariam ali. Não conseguiria dormir novamente, então me levantei e tomei um banho quente, olhando o reflexo do meu rosto, sem nenhum traço que demonstrasse uma emoção diferente da de sempre. Meu cabelo estava bagunçado de uma maneira nada bonita e pelo visto eu ainda usava a mesma roupa social do dia anterior.

Fiz uma nota mental para ficar dois meses no mínimo sem engolir uma única gota de álcool, principalmente se fosse depois do trabalho e acompanhado dos meus amigos.

Meu banho durou cerca de uma hora e meia, já que eu não precisava me preocupar com atrasos e não podia perder a oportunidade de sentar debaixo do chuveiro e sentir a água em meu corpo, esquentando a minha pele como um aviso de que eu realmente não tinha morrido e aquilo infelizmente era real. 

Quando desci as escadas no horário exato em que deveria estar acordando, a governanta estava pronta para sair e o meu café estava sobre a bancada da cozinha americana, como se tivesse acabado de ser feito, e de fato havia. Ela me conhecia bem o suficiente para saber os dias exatos em que meus amigos me pregavam peças, e por isso não subia para me chamar. Eu sempre descia naquele horário quando isso acontecia, meu café estaria pronto e ela estaria de saída. 

– bom dia Senhor Min– ela dizia sempre, num tom tão comum e repetido que já estava gravado em minha mente. 

– bom dia– meu tom e frase também eram os mesmos.

O café estava impecável, como sempre. E ele conseguiu aliviar um pouco do meu estresse matinal.

A governanta fez uma leve mesura e se dirigiu à saída, carregando apenas a bolsa grande e velha que ela não trocava a anos. Apenas naquele momento, percebi que nunca conversávamos realmente. Fazia alguns meses que não falávamos nada além de bom dia, e eu nem ao menos sabia qual era seu nome. Ela me conhecia mais do que eu me conhecia, trabalhava lá à 10 anos e eu não sabia nem seu nome. 

Olhei para o café e o tomei antes que esfriasse. Geralmente, eu tomava café em uma cafeteria próxima ao trabalho, mas fazia algumas semanas que eu não ia lá. Talvez fosse por não ter tempo ou algo do tipo. 

O relógio de pulso indicava que ainda faltava mais uma hora para a minha saída, entretanto, eu era muito ansioso para ficar parado esperando. Por isso andei até a mesinha da sala, onde eu sabia que estariam as chaves da casa e do meu carro. Em questão de poucos minutos eu já estava no meu carro, seguindo até o trabalho com o mesmo rosto sem expressão.

Infelizmente, cheguei ao meu destino mais rápido do que eu esperava. Tomei mais um comprimido, que por sorte encontrei no porta-luvas e sai do carro, carregando aquela pasta que fazia eu me sentir um homem patético que não fazia nada além de trabalhar. O que não era totalmente uma mentira, considerando que além de trabalhar, tudo o que eu fazia era ficar bêbado. 

Para a minha sorte, durante aquele horário não havia mais do que duas pessoas dentro do elevador e, na maioria das vezes, quem estava lá já sabia que eu não gostava de responder o "bom dia" de ninguém. Quando as portas se abriram, o elevador estava vazio, e um suspiro de alivio saiu instintivamente. Entrei me sentindo um pouco mais leve, sem todo aquele peso em cima dos meus ombros. 

Mas, como tudo o que é bom dura pouco e comigo dura muito menos, ouvi um grito agudo que parecia perto demais. 

– por favor segura o elevador para mim!! Me espera!!– finalmente ouvi o que a voz estava falando(lê-se berrando). 

Arregalei os olhos, assustado por estar numa situação em que nunca estivera antes, mudanças na rotina com certeza me assustavam. Olhei esperançoso para as portas do elevador, que estavam quase se fechando por completo. Mas sorte é algo que não existe na minha vida, e logo uma mão pequena se enfiou no vão entre as portas, abrindo rapidamente.

Engoli o suspiro derrotado e apenas olhei para o teto, esperando que tudo acabasse logo. 

– oi!!– não pude acreditar no que meus ouvidos ouviam. Ele estava realmente falando comigo? Quem naquela empresa não sabia que não devia falar comigo?

Tentei disfarçar a respiração descompassada e continuei olhando para o teto com cara de poucos amigos, rezando que ele não tentasse de novo. 

– sabe, eu não trabalho aqui!- minha única vontade era de explodir aquele elevador quando escutei sua voz falando novamente– Trabalho em uma cafeteria aqui perto!! É o meu primeiro dia e essa é a minha primeira entrega, estou muito animado!!

Ótimo. Obrigada por dar informações sobre a sua vida a um estranho que sequer perguntou algo a você. Não pude evitar revirar de olhos mentalmente.

Com o canto do olho, notei que realmente haviam 6 cafés embalados em suas mãos. 

Continuei imóvel como uma estátua, e o rapaz continuou me dando informações, como o local onde ele trabalhava e coisas que ele fazia durante o dia, como se eu quisesse saber e estivesse o incentivando a continuar, quando a minha expressão de total indiferença deixava claro que eu estava odiando aquele momento em especial no meu dia. 

Eu já estava considerando que o elevador havia quebrado quando finalmente cheguei ao meu andar, que, infelizmente, era o mesmo que o dele. O rapaz saiu correndo, o que me fez finalmente olhá-lo. Seu cabelo era preto e muito bonito. A calça preta apertada e a jaqueta também preta faziam o cabelo brilhar ainda mais. 

Me distrai apenas por meros minutos. Resolvi voltar para a minha realidade, mas por um acaso segui até o local em que a maioria dos funcionários bebiam café. Demorei alguns segundos para perceber o que eu estava fazendo. Eu estava esperando o rapaz voltar?

Quando pensei que o café esfriaria, já que fazia algumas horas que eu o misturava com uma pequena colher de plástico e olhava na direção em que o rapaz havia ido, ouvi passos atrás de mim e senti uma mão me tocar. Me virei assustado e fiquei mais surpreso ainda ao me deparar com o garoto do elevador. Eu passei todo aquele tempo esperando ele sair pela porta errada? E porque eu passei todo aquele tempo esperando?

– ei! Você tem cara de quem gosta de café– ele sorriu me estendendo um papel.

Era óbvio que eu gostava de café, afinal estava com um na minha mão.

Continuei o olhando fixamente, sem saber o que falar e sem saber porque eu estava conseguindo o olhar nos olhos, talvez estivesse em choque, ou apenas não conseguisse desviar os olhos do seu sorriso estranhamente bonito. 

– ai tem o endereço e o número da cafeteria, caso esteja interessado. No café, é claro– ele sorriu travesso, como se me contasse um segredo, e piscou, correndo até o elevador que estava prestes a se fechar– ei moço me espera!! 

O observei correr de um modo engraçado até mais uma vez alcançar o elevador e, sem nem ao menos me olhar uma última vez, sumiu. Respirei fundo, como se estivesse prendendo o ar nos pulmões desde que o ouvi gritando no estacionamento.

O que foi aquilo? Eu não era tão ingênuo ao ponto de não perceber que ele havia acabado de deixar claro que tinha interesse em mim. Olhei para o papel em minhas mãos.

Tudo estava escrito em letras bem impressas e bonitas, pintadas de um vermelho sangue. Realmente havia um endereço e um número. 

Cafés Jung. Era o nome da cafeteria que eu frequentava quase sempre. Eu sentia perfeitamente o papel entre meus dedos e assim preferi acreditar que aquilo era real.
 


Notas Finais


View em Boys Republic, eles merecem https://youtu.be/wxbL29vhcqs
Obrigada por ler!!


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