História Não sou bom com títulos - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Magisterium
Personagens Aaron Stewart, Callum Hunt
Tags Aaron Stewart, Call, Callum Hunt, Calron, Magisterium, Tamara
Visualizações 11
Palavras 1.037
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Magia

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi! Hehe, eu falei que eu ia continuar a história, finalmente neh!
Não tenho muito para falar aqui, leiam as notas finais =)
E boa leitura ksksks

Capítulo 2 - Eu já falei que NÃO.SOU.BOM.COM.TÍTULOS.


Fanfic / Fanfiction Não sou bom com títulos - Capítulo 2 - Eu já falei que NÃO.SOU.BOM.COM.TÍTULOS.

- Não te consegui salvar da primeira vez, mas desta vez irei. 

Foram as últimas palavras que consegui ouvir da boca de Anastasia Tarquin antes do som de um alarme ensurdecedor cortar o ar.

O Panóptico estava em chamas.

-EVACUAR!- disse uma mulher, provavelmente usando a magia do ar para amplificar a sua voz.

O calor do fogo já se fazia sentir, e Call começou a correr - ou a tentar - em direção à saída da cela, ainda incerto se aquilo lhe era permitido ou não.

Mas quem é que se importa com as regras? Não Call, certamente.

Quando deu de caras com a porta, Call percebeu que estava fechada e Anastasia Tarquin tinha, pura e simplesmente, desaparecido.

Call socou a porta só de raiva - apenas para magoar o seu punho - e deixou-se cair, frustrado. Seria este o fim?

O calor das chamas intensificava-se cada vez mais, e a angústia de Call aumentava gradualmente. Ele não podia deixar de pensar se tudo aquilo havia sido em vão, todo aquele tempo em que foi mantido enclausurado, torturado por seus próprios pensamentos.. não teria valido mais a pena ter se matado logo? O fogo quer arder.. mas Call quer viver. Essa era a caraterística que mais o definia: a vontade de sobreviver. E Call levantou-se, de súbito arrasado por uma calma e frieza assustadoras; Ele apenas ficou em pé, de braços cruzados, de frente para a porta. Call tentou passar confiança a si próprio - falhando miseralmente - , pois sabia que ficar em pânico não iria resultar em coisa alguma. Call não iria morrer naquela noite. Não podia.

Call tentou de todas as maneiras  arrombar a porta com magia, mas a proteção mágica não cedia ao fogo; Call não morreria queimado se ficasse dentro da cela. Mas teria uma morte muito mais lenta e dolorosa, provavelmente à sede.

Call começou a entrar em desespero novamente, achando que seria impossível sair dali. E decidiu tentar a alternativa mais simples de todas - embora estivesse quase certo que não iria funcionar -, pedir socorro.

-SOCORRO!- Gritou ele, batendo na porta.

E, miraculosamente, ela abriu.

Call deu graças a Deus (apesar de não ter a certeza se ele existia ou não) e saiu correndo da cela (antes que a porta se fechasse!) e mal conseguia acreditar na pessoa que havia aberto a porta.

- Não tens de quê- Disse a figura feminina, bruscamente.

Era a mesma guarda musculada que, tão desnecessáriamente, pousava o prato com a comida de Call na cela, todos os dias e com força a mais.

- O-O-Obrigado...  - agradeceu Call, ainda surpreso. - Hum.. se me permite.. porque é que me salvou?

- Eu posso parecer uma tirana.. sou guarda prisional, musculada e má com os prisioneiros. Mas o trabalho obriga-me a ser assim.. e os prisioneiros estão na prisão por alguma razão - salientou ela.

E, antes que eu pudesse responder, ela adiantou-se novamente.

- Mas eu soube que tu eras diferente.. diziam que eras o Inimigo.. mas tu és só uma criança, que nunca fez mal a ninguém.. eu não sei porque é que te prenderam.. mas vou querer saber.. estás em divida para comigo, lembras-te?

-Certo, acho que não tenho alternativa - Disse Call, suspirando.- Mas vai ter que me prometer que não conta a ninguém.. e que me ajuda a sair daqui.

- Prometo - prometeu ela.

E Call contou-lhe a verdade.. pelo menos, a verdade dele. Contou-lhe que, quando era bebé, Constantine, à beira da morte, transferiu a sua alma para o corpo dele, durante o Massacre Sem Piedade. Que era suposto ele ter morrido.. mas que sobreviveu. Contou-lhe até que não se lembrava de nada de quando, supostamente, ele era Constantine.. Contou-lhe sobre a batalha final na clareira.. a batalha que desgraçou a sua vida.. perdeu Aaron.. provavelmente, Tamara odiava-o.. e fora separado de tudo e de todos.

E a enfermeira disse, suspirando - Pareces ter tido uma vida difícil.. logo predestinado a um futuro turbulento à nascença.. no entanto, se tivesses morrido, o mundo dos magos não sentiria o medo que sente do Inimigo.. embora ele supostamente esteja aprisionado. Mas tu não tens culpa que ele tenha transferido a sua alma para ti, nem tampouco dos feitos passados dele. A propósito.. o meu nome é Nancy. Era enfermeira.. mas tive de me tornar guarda prisional pois, na altura, não existiam guardas suficientes, e o trabalho era muito bem pago.. eu precisava do dinheiro para sustentar a minha irmãzinha. Ficamos órfãs bem cedo.. - declarou ela, esboçando um olhar triste enquanto caminhávamos, já fora do edifício. - Até que um Lobo do Caos nos atacou, possesso, durante uma noite.. e eu não consegui protegê-la.. - uma lágrima verteu do olho dela, coisa que Call achava que seria impossível, algumas horas atrás.

- É uma dor agonizante a que sentimos quando perdemos os nossos entes queridos.. um vazio na nossa alma.. como se algo tivesse sido roubado e jamais pudesse ser substituído. É noite para sempre no nosso íntimo.. como se a luz tivesse sido roubada. - Falou Call, olhando para as chamas, ao longe, e lembrando-se de Aaron.

Nancy olhou surpresa para ele e Call, por baixo dos músculos e da pele manchada pela mágoa de Nancy, conseguia ver uma mulher jovem divertindo-se; saltitando pelo parque com a sua irmãzinha.. ambas sorriam, numa tarde ensolarada..as duas num mundo só delas em que nada mais importava à sua volta.

E também Call se sentiu triste, partilhando da mágoa de Nancy, sentindo na pele a crueldade da vida e do mundo.

Ambos estavam sentados numa pedra, vendo a prisão arder ao longe.

-Acho que já chega de emoções por hora - Disse Call, levantando-se, a parte lógica do seu cérebro tomando conta dele. - Para onde pretende ir agora, Nancy?

- As ordens dos Magos eram evacuar a prisão e deixar os prisioneiros.. provavelmente já deram pela minha falta e, quando descobrirem que fugiste, vou ser considerada uma desertora.. Portanto.. eu vou para onde tu fores.. Tens algum plano?

- Eu tenho sempre um plano. Neste caso, é sobreviver.. mas também preciso de saber como fazê-lo. 

- Suponho que eu possa ajudar.. - Disse uma voz por trás de nós.


Notas Finais


Oiew! Queria só falar que esse cap ficou um pouco pequeno (só 1000 palavras) , mas eu tive de acabar ele por aqui, pra dar mais suspense eheh. Os outros provavelmente serão maiores, talvez de 1500 a 2000 palavras.
hehe perguntinhas
1- Quem é a voz misteriosa? Dica: ela não é uma personagem nova (já apareceu nos livros)
2- Gostaram dessa parte mais.. hum.. sentimental do Call? Eu por momentos pensei que estava me distanciando demais da personagem.. mas depois eu lembrei de algumas coisas dos livros lá e eu pensei.. não.. esse é o Call mesmo kkk
3- Oi KKKKKKKKKKK eu tenho probleminha


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