História Não sou bom com títulos - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Magisterium
Personagens Aaron Stewart, Callum Hunt
Tags Aaron Stewart, Call, Callum Hunt, Calron, Magisterium, Tamara
Visualizações 15
Palavras 1.888
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooii
Suponho que eu tenha demorado um pouco rsrs desculpe

Capítulo 3 - Plano


Fanfic / Fanfiction Não sou bom com títulos - Capítulo 3 - Plano

- Suponho que eu possa ajudar.. - Disse uma voz por trás de nós.

-Q-Quem é você? - perguntei eu, a medo e ainda de costas, tentando perceber de onde é que eu reconhecia aquela voz.

Virei-me bruscamente, e de súbito um ódio fervilhante queimou-me a garganta.

-TU!- rugi, enquanto a magia do Caos se formava nas minhas mãos.

- Calma, mestre. Vim para negociar consigo. - Disse Mestre Joseph, com calma.

- NEGOCIAR È O CARALHO! - gritei, enquanto lhe atirava com projéteis do Caos, dos quais ele se desviava com a maior facilidade.

- A minha proposta é sobre Je.. Aaron. Sobre Aaron. - falou ele.

Aquelas palavras proporcionaram um efeito muito mais que calmante em mim.

- Sobre.. Aaron? - perguntei, o meu olhar fixo numa árvore qualquer das muitas que havia na floresta.

-Sim, mestre. Acredito que ele pode ser revivido.

-Re-vi-vi-do? - balbuciei. - E não me chame de mestre. 

-Com certeza, senhor. Desde que foi morto, eu fiz várias experiências e cheguei á conclusão que existe um elemento ainda muito pouco explorado pelos mago-

- E que elemento seria esse? - Perguntou Nancy, franzindo o sobrolho.

- A Alma. Magia da Alma. È extremamente difícil de ser feita e só pode ser executada por quem é ou já foi o contrapeso de um Makar. Mas quem a executa também tem de ter um profundo conhecimento sobre a magia do Caos, ou os efeitos poderão ser devastadores.

- E acha que, de alguma forma, Aaron poderia ser revivido usando essa magia? - perguntei.

-Suponho que sim, senhor.. mas não vai ser fácil. Podemos ir todos para a minha base, fica logo depois desta floresta - Disse ele, apontando.

- Certo - bufei - Vamos, então.

- Claro, mestre. Sigam-me. - Deu meia-volta e começou a andar.

- Espere. Com uma condição. Nós iremos buscar Tamara e Ruína. (N/A: Em PT-BR é Devastação néh? Em PT-PT se chama Ruína, daí eu vou chamar de Ruina mesmo.)

- Mestre, podemos ir para o meu esconderijo, lá é mais seguro e poderemos planear isso. - Sugeriu Joseph.

- Eu já lhe disse para parar de me chamar de mestre! E acho que tudo bem.. o que acha, Nancy? - Perguntei.

- Acho que não perdemos nada em tentar..

E lá atravessamos a floresta, atrás de Mestre Joseph, até chegarmos a uma planície

- É aqui. - Disse Joseph

- Aqui aonde? - Perguntei, desconfiado, olhando para todos os lados, sem ver nada além de terra e árvores.

- Humph.. Achava mesmo que alguém como eu iria deixar uma base sem proteção? Observa. - Disse Joseph, fazendo alguns movimentos com as mãos.

E, do nada, o ar pareceu mexer-se e uma casa apareceu.

A casa parecia saída de um filme sobre a Roma Antiga. Feita maioritariamente de madeira e pedra, não parecia ser muito confortável. Tinha poucas ou nenhumas janelas e a porta era daquelas grandes e velhas, com um batente e tudo.

- Uau! - Exclamei, ainda que sem querer.

- Vamos entrar? - Sugeriu Nancy.

Bom, pelo menos neste caso, as aparências não iludiram. Por dentro, a casa fazia jus ao que era por fora. Felizmente, estávamos no verão: concerteza o frio seria um pesadelo no Inverno.

Mestre Joseph guiou-nos até uma sala de estar, com sofás surpreendentemente modernos, e até uma televisão.

- Está a anoitecer - disse Joseph - Deveríamos jantar?

- Aqui há comida? - perguntou Nancy, franzindo o sobrolho.

- Não, não, sabe, eu sobrevivo sem comer - Disse Mestre Joseph, revirando os olhos.

- Olhe como fala connosco; ainda vamos muito a tempo de cancelar o nosso pacto. - Ameaçei-o eu, com excessiva agressividade.

- Humph. A perspectiva de ter Aaron de volta é mais que suficiente para si, Mestre.

Não disse nada.. também não é como se houvesse alguma coisa para dizer. Já estava demasiado embrenhado no jogo de chantagem do Mestre Joseph e apenas tinha de confiar nele.. era tudo ou nada.

- Vou fazer o jantar. - Afirmou Joseph. - Vocês podem esperar aqui, talvez ver um pouco de televisão.

Desapareceu para a cozinha, e eu decidi ligar o televisor. 

'' NOTÍCIAS DE ÚLTIMA HORA: O PANÓPTICO, A PRISÃO DE MAGOS DE ALTA SEGURANÇA NA CALIFÓRNIA INCENDIOU-SE. GUARDA PRISIONAL E INIMIGO DA MORTE DESAPARECIDOS. MEMBRO DA ASSEMBLEIA ANASTASIA TARQUIN É ENCONTRADA MORTA. JÁ A SEGUIR, ENTREVISTA COM GRAVES, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA ''

Arregalei os olhos, fixos na televisão. Anastasia Tarquin havia morrido? E eles haviam descoberto que Nancy havia fugido.. 

- É muita informação para a minha cabeça. - disse eu.

- Temos de ouvir a entrevista do Graves, precisamos de saber o que eles sabem, ou pelo menos o que dizem saber. - declarou Nancy.

- O JANTAR ESTÁ PRONTO! - Gritou Mestre Joseph, da cozinha.

- PODE TRAZER PARA AQUI? PRECISAMOS DE OUVIR UMA ENTREVISTA.

O Mestre Joseph assomou à porta, com uma travessa com alguns alimentos que, se eu não tivesse passado estes anos no Magisterium, seriam bizarríssimos para mim, e pousou-a na mesa de madeira, em frente do sofá onde nos encontrávamos.

- É suposto nós comermos isso ? - perguntou Nancy, meio horrorizada, meio divertida.

- É o que nós comemos no Magisterium, Nancy. O aspeto não é dos melhores, mas é bastante bom. Prova!

Nancy levou, a medo, uma garfada de líquenes à boca. E pareceu gostar.

- Tens razão!

Quem visse a situação de fora acharia que éramos uma família a viver em união e felizes, mas obviamente não é isso que se passa. Eu e Nancy não gostamos do Mestre Joseph, nem ele gosta de nós.. apesar de estar sempre a insistir chamar-me de Mestre. Apenas estamos juntos para trazer Aaron de volta, certo? 

- E AGORA, CAROS TELESPECTADORES, A ENTREVISTA COM GRAVES, O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DOS MAGOS! - disse o repórter.

 - E então Senhor Graves, já começaram as buscas pelo Inimigo da Morte?

- Certamente que sim. Ele é, neste momento, prioridade máxima. - Respondeu Graves.

- E quanto à guarda prisional desaparecida? O que pensa que aconteceu? 

- Se quer saber, eu acho que ou o Inimigo acabou com ela ou morreu e o corpo não foi encontrado. Acho que é muito pouco provável que ela esteja viva.

- E o que pensa de o Inimigo ter conseguido escapar? Era suposto ser uma prisão de segurança máxima.. como poderia ele ter escapado? - Perguntou o repórter.

- Desculpe, estou atrasadíssimo para uma reunião. Terá de ficar para uma próxima entrevista. - Esquivou-se Graves.

- Ao menos não sabem o que te aconteceu, Nancy. Acham que estás morta.

- Isso é bom, não é? Bom.. nem tudo podia ser mau..

- Então.. podemos agora planear como vamos encontrar Tamara e Ruína? - perguntei.

- Claro. - começou Mestre Joseph. - Temos apenas um problema: com todos os acontecimentos recentes, a segurança do Magisterium foi muito aumentada, e receio que será difícil lá entrar... e a menina Rajavi encontrar-se-á certamente lá. Quanto ao Lobo do Caos, faz ideia onde ele esteja?

- Anastasia Tarquin disse-me que ele estava com a família de Tamara. - respondi.

- Isso é bom. Poderíamos ir falar com os Rajavi primeiro, e depois talvez todos juntos planeássemos como salvar Tamara. - disse Nancy.

- Suponho que seja o melhor a fazer. Mas há um problema: pergunto-me como é que os Rajavi me vão receber.. muito provavelmente eles vêem-me como a ruína de Tamara.. eles acham que por minha causa ela se envolveu em montes de sarilhos e talvez me desprezem.. - disse eu. 

Tal como ela.  Mas ela continua a ser a minha melhor amiga e a de Aaron também.. e não é por ela (muito provavelmente) me odiar que eu vou deixar de a incluir num projeto tão importante como reviver Aaron.

- Ou então - começou o Mestre Joseph - Tamara lhes tenha contado a verdadeira história e eles saibam que foi tudo culpa de Alex Strike. 

Uma luz surgiu dentro de mim, como o raiar do sol num dia nublado. Talvez Tamara não me odiasse.. talvez pudéssemos trabalhar juntos. Talvez eu pudesse sentir aquele fogo amigo junto a mim novamente.. de certeza que juntos conseguiríamos trazer Aaron de volta.. E depois seria tudo igual, não é? Não.. eu continuaria a ser o criminoso mais perseguido do mundo dos magos e eles seríam arrastados para isso também. Mas, pelo menos, estaríamos juntos. Pelo menos, morremos juntos. As últimas palavras de Aaron.. mas eu não quero que eles morram, muito menos por minha causa. E estou a ficar com uma dor de cabeça enorme.

- Bom, podemos discutir o resto do plano amanhã? Tenho uma dor de cabeça enorme e gostaria de dormir um pouco. - declarei eu, embora soubesse muito bem que não iria conseguir dormir tão cedo.

- Claro, Mestre. Siga-me; levá-lo-ei ao seu quarto.

- Certo. - disse eu.

Joseph levou-me por umas escadas de pedra íngremes, as quais eu subi flutuando, para não magoar a minha perna, e fomos dar a um corredor escuro. 

- Aqui está o seu quarto, Mestre. - mostrou ele, abrindo uma porta. - Tenha uma boa noite.

- Obrigado.. - agradeci, entrando no quarto.

Na verdade, ele era bastante confortável. As paredes e o chão eram de pedra, mas havia tapetes confortáveis e uma cama de dossel cinzenta, que condizia com os meus olhos. Tinha uma lareira, que eu decidi acender, e alguns livros numa estante. Não estava com paciência para ler.. sentei-me na poltrona de seda que havia em frente à lareira e abracei os meus joelhos, libertando algumas lágrimas, enquanto pensava em tudo.. e em nada. 

Acabei por adormecer ali mesmo, sentado, não resistindo ao sono e ao calor acolhedor da lareira.

*

Acordei, o quarto com a temperatura um pouco mais elevada do que seria desejável devido à lareira, que havia parado de arder, uma vez que toda a lenha tinha sido consumida. Corri as cortinas e olhei lá para fora: um dia solarengo, para contrastar comigo, sombrio como a noite. O sol já ia alto, já não era de manhã.

Abri a porta do quarto e desci as escadas, dando com Nancy e Joseph os dois na cozinha, sem falar um com o outro.

- Bom dia, Callum. - saudou Nancy.

- Bom dia, Mestre. Estávamos agora a preparar-nos para almoçar - indicou uma travessa em cima da mesa da cozinha - Discutimos alguns detalhes do plano. Nancy, poderia, por favor, colocá-lo a par?

- Claro. Iremos num elemental do Ar até algum local perto da residência dos Rajavi e depois iremos lá conversar com eles. Se eles aceitarem ajudar-nos, discutiremos o resto do plano lá. Se não, bem.. teremos de desencantar um plano B.

- Acho que não temos mais alternativas, não é? - Sorri fraco. - E quando vamos?

- Quando quiser, Mestre.

- Ótimo. Iremos já a seguir do almoço.

Ambos concordaram com a cabeça.

Almoçamos e seguimos Mestre Joseph até umas esscadas que davam para a cave da casa. Lá vivia um elemental do Ar, às ordens de Mestre Joseph. Montamos os três no elemental, no qual eu ainda não tinha nenhuma confiança. Mestre Joseph havia garantido que era seguro e rapidíssimo, mas era um pouco estranho voar pelo ar em cima de uma coisa transparente. Mestre Joseph proferiu algo, e o voo iniciou-se.

 


Notas Finais


Oiewwwwwww muitas coisas planeadas pra essa fic, VAI SER MUITO LEGALL O/
comentem se quiserem neh ( comentários legais é a coisa que mais motiva um autor, sério)
Agora as perguntas! :V
1- Acham que os Rajavi irão ajudar ou não?
2- Não sei se alguém reparou nisso aqui: ''- A minha proposta é sobre Je.. Aaron. Sobre Aaron. - falou ele.'' mas o facto de Mestre Joseph quase se ter enganado no nome de Aaron vai ser muito importante na história :v o que acham que significa?
Esperam que tenham gostado e vemo-nos nos comentarios :3


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