História Não vivo sem você! - Capítulo 4


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Categorias A Feia Mais Bela
Personagens Aldo Domenzaín, Alicia Ferreira, Erasmo Padilla, Fernando Mendiola, Julieta Solís de Padilla, Letícia "Lety" Padilha Solís, Márcia Vilarroel, Omar Carvarral, Tomás Moura Gutiérrez
Tags Ferlety
Visualizações 318
Palavras 758
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Meios alternativos de desabafar


Aquela tarde não foi a mesma, e nem deveria, com a confusão interna que se passava em Letícia evidentemente sua tarde se tornou turbulenta, ao contrário dos demais, seus únicos problemas eram a fadiga e a vontade de voltar para suas casas.

Fernando se encontrava em uma situação parecida, em parte. Daria tudo para levar Lety à algum lugar especial e aconchegante, com um bom vinho para que esquecesse um pouco da tensão diária. Planos frustrados como tantos outros, tinha Seu Erasmo como empecilho e agora aquela carta, ver a verdade por esse ponto havia mexido com seu emocional, certamente não teria condições de ter um momento especial sem transparecer seus verdadeiros sentimentos, principalmente estando de frente à sua vítima.

O expediente não passou voando como muitos queriam, mas finalmente chegou e cada um individualmente seguiu seu caminho.

- Oi...

Fechou a porta atrás de si, o silêncio era seu companheiro fiel de todas as noites, em seu caminho á adega jogou o paletó e a gravata em qualquer canto.


- Oi de novo colega – Falou com a garrafa de Whisky

Não estava embriagado, não ainda, mas já estava tão habituado com o álcool que talvez seus efeitos vinham antes mesmo de ingerir a bebida.

- Só tenho você para compartilhar a canalhice que eu fiz – Disse bebendo o primeiro gole – Ou melhor, que eu insisto em continuar fazendo – O gosto amargo descia por sua garganta ‘rasgando’ – Ela não merecia – Virou o copo – Ela não merece nada do que eu estou fazendo – Desistiu de encher o copo e bebeu diretamente no gargalo – Sou um animal... Mais animal que o animal do Omar!

Ainda exausta do dia de hoje, Letícia desanimada chegava em casa.

- Oi...

Mas diferente de Fernando, em sua casa a lhe esperar tem pessoas que a amam e estão com ela em todos os momentos.

- Minha vida!

Como sempre fazia, a doce senhora a cumprimentou com o afago de sempre.

- Oi mamãe, onde está o papai?

- Subiu – Riu – A fome o atacou e ele jantou antes, mas vem meu amor, eu lhe faço companhia

- Eu vou tomar banho antes mãe, já desço

- Tudo bem meu amor, não demore

E não demorou, lá estava ela novamente, conversando ‘animadamente’, camuflando seu verdadeiro estado de ânimo para poupar a mãe de preocupações e se poupar de longas explicações, deu a clássica desculpa do cansaço – que nesse caso era muito mais que verídica – e subiu ao quarto, como sabia que não dormiria tão fácil, pegou seu ‘psicólogo’, aquele que ouvia, ou melhor, guardava, todos os registros de sua vida.

Querido diário...

Minha vida, que pouco sentido tinha, que no caso são meus pais, conseguiu ficar um pouquinho pior, melhor dizendo, muito pior. Hoje descobri que cometi o maior erro da minha vida, talvez não tenha sido, nem eu sei mais, talvez eu não devesse estar sofrendo, afinal, eu tinha total consciência das consequências, mas como bem sabe, no coração não se manda e ele me levou a perdição.

Meu erro foi amar. Não, meu erro foi amar a pessoa errada, entregar inteiramente meu coração para servir de objeto na mão de um inescrupuloso. Acreditei cegamente que Fernando Mendiola, o Grande Fernando Mendiola estava de fato apaixonado por mim.

O amei, amo, e quem sabe, o amarei até que o oxigênio de meus pulmões se acabe, até que meu coração não mais palpite ou até que meus olhos se fechem para esse mundo terreno. Minhas ingênuas e tolas palavras de amor se tornam agora meu canto de sofrimento. Esse amor que me corta a alma e dilacera meus sentimentos, sim, estará sempre comigo, pois jamais amei ninguém como o amo, jamais outro me fará sentir o que ele, no segredo das paredes daquele quarto me fez sentir.

Sinceramente não sei o que farei agora, ficar significaria viver em um constante sofrimento, mas sei também que me afastar não adiantará em nada, não sou egoísta a ponto de abandonar a Conceitos nesse estado, e a distância não apagará o que eu sinto, talvez diminua um pouco, porém, o efeito é passageiro e paliativo, nada me fará esquecer ele, por mais distante que esteja, ao anoitecer, a lembrança de um Fernando que um dia eu achei que fosse meu surgirá instantaneamente como miragem.

Agora eu vejo que meu castelinho de felicidade era feito de areia, e o pior, estava à beira-mar sendo violentamente destruído.

Acho que por isso aceitei o plano da Dona Márcia, se não posso arranca-lo do meu coração pelo menos o farei sentir o mesmo.

***



Notas Finais


“Na vida há erros que cometemos e verdades que não conhecemos. Entre erros e verdades, te amei. Talvez tenha sido meu único erro e minha única verdade”


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