História Não vivo sem você! - Capítulo 66


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Categorias A Feia Mais Bela
Personagens Aldo Domenzaín, Alicia Ferreira, Erasmo Padilla, Fernando Mendiola, Julieta Solís de Padilla, Letícia "Lety" Padilha Solís, Márcia Vilarroel, Omar Carvarral, Tomás Moura Gutiérrez
Tags Ferlety
Visualizações 141
Palavras 1.273
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse capítulos saiu das vertentes do planejamento, mas...

Capítulo 66 - Nossa preciosidade


    Desde que Letícia entrou no oitavo mês de gestação, Fernando "tentou" se abster da empresa para dar total atenção e carinho à esposa e sua princesinha, que em menos de um mês viria ao mundo, porém, segundo Lety não era necessário, e pensando assim ela sempre conseguia fazer o marido ir para a empresa, ajudar Tomás, (Que havia sido efetivado como gerente financeiro, mas na ausência dos Mendiola assumiria a presidência) já que a mesma achava muita coisa para o amigo resolver sozinho.  

    Vigiada de perto pelas gentis empregadas, (Que tinham ordens expressas do patrão) pelos pais e sogros, Letícia gozou de uma gravidez tranquila e saudável. Apesar disso, todo o cuidado do mundo lhe era dedicado.  

   Na empresa tudo ia muito bem, e a tendência era melhorar. As notícias sobre a prisão de Ariel e o desaparecimento de Márcia não afetaram o rendimento da Conceitos, que diga-se passagem estava crescendo cada vez mais. 

   Ocupado orientando Tomás, Fernando seguia pela empresa, olhando comercias, verificando relatórios e mais "n" coisas que cabiam ao cargo de presidente, contundo, isso não tiraria sua atenção do celular, que pra variar, vibrou em seu bolso. Era uma chamada, Fernando ignoraria se não fosse da mansão Mendiola. 

    - Alô. 

    - Seu Fernando!  

    - Carmem? O que aconteceu? 

    - A dona Lety! Foi levada ao hospital, sua filha vai nascer! 

    O momento tão esperado finalmente havia chegado, em pouco seu intenso amor se multiplicaria, transformando-se em um sincero sorriso com a chegada da pequena, que um pouco apressada, nasceria uma semana antes do esperado. 

    - E ela foi com quem? - A essa altura ele já tinha feito sinais para Tomás avisando que sairia 

    - Seu Erasmo e Dona Julieta vieram visitar, estavam com ela quando sentiu as primeiras contrações.  

   - Me tranquiliza. - Apertou várias o botões do elevador, estava homogeneamente nervoso e ansioso. 

    - Ela pediu para lhe dizer que tenha cuidado. 

    - E isso por que? - Entrou no elevador 

    - O que aconteceu Fernando? - Tomás se aproximava, o quartel estava atento a resposta que viria. 

    - MINHA FILHA VAI NASCER! - Não conteu a euforia, gritou para que os funcionários ouvissem e tentassem medir tamanha alegria. 

    - Seu Fernando?  

    - Oi! Estou aqui! - Voltou a colocar o celular próximo à orelha, o elevador fechou as portas 

    - Ela não quer que o senhor dirija rápido, mandou dizer que estava bem com os pais e que o senhor deveria ter calma. 

    - Mas eu sou calmo! - Bela desculpa. Um tolo acreditaria se não o conhecesse, ou não o visse correndo do elevador para o carro. 

    - Se o senhor diz, quem eu sou para contradizer? - Carmem riu – Foram para o hospital... 

   - ...Que fez todas as consultas. - Jogou o celular no banco e rápido colocou o cinto. - Avise ao meus pais por favor. 

    - Sim senhor. (...) Já está dirigindo? 

    - ABRIU SEU IMBECIL! - Buzinou duas vezes - NÃO SABE O QUE É VERDE NÃO? 

    É, já está a caminho.  

   Absolutamente calmo Fernando dirigiu para o hospital, chegou no mesmo e encontrou o sogro no corredor, como um dia em tempos passados encontrou a sogra. Dessa vez o motivo era de alegria. 

    - Segunda sala, corra, ainda dá tempo. 

    Um rápida resposta dada apenas com uma expressão facial. Fernando correu e de onde estava viu Lety entrar em uma sala, a mesma reclamava das contrações constantes.  

   Seus passos foram mais velozes, tanto que assustaram Julieta, que entraria com a filha. 

     - Vá. - Deu passagem, o genro estava esbaforido demais para falar, e nem precisava, suas expressões diziam muita coisa, o momento dizia muita coisa. 

    - Fer... Ai!  

    - Eu estou aqui. - Segurou sua mão e olhou fixamente em seus olhos. - Sempre estarei.  

    Batimentos cardíacos estáveis... Ela consegue no parto normal. Vá Letícia!  

   - Sonhamos tantas noites com um delicado rostinho de princesa... Ela quer vir, ela quer conhecer a mãe guerreira que tem.  

    Letícia já suava, respirava irregularmente e a cada novo impulso que fazia, esfolava a mão do amado. 

    - Eu não vou conseguir. - Disse com dificuldade, sua rápida respiração atrapalhava qualquer fala. Ofegou mais uma vez e gritando impulsionou como estava sendo incentivada, embora as forças gradativamente deixavam seu corpo. 

    - Claro que vai! - Tentou não demonstrar desespero, ambos tinham que ser forte. - Toda a dor de agora vai ser recompensada. O primeiro sorriso, os primeiros passos, as primeiras palavras... 

    Fórceps? - Alguém perguntou.  

    Um rebuliço estava para se formar naquela sala, a situação pendia para o lado preocupante. Letícia perdia as forças, ainda consciente, mas era visível o esgotamento que a circundava. 

   Não. - Respondeu. - Estou vendo a cabeça!

   . Tudo ao seu redor se tornara imperceptível, os sons que ouvia pareciam estar abafados, sufocados. Silenciados. O ecoar de sua respiração era dominante à outras formas de ruído. 

   "Está quase Letícia." - Ouviu no meio de tudo, as doces palavras de Fernando pareciam uma música ambiente, o tempo parecia ter parado, mas não era bem assim. Focalizou seus pensamentos, Beatriz estava perto.  

    Segundos, míseros segundos. 

    Fernando tinha razão quando deu-lhe o adjetivo "guerreira", sem pestanejar Letícia "retornou a si", suportou a dor, o cansaço e quaisquer outros empecilhos que lhe eram impostos, fez força até o seu limite, ou melhor, até onde era necessário. 

   Agudo, o choro da pequena arrancou instantâneos sorrisos. 

     - Minha menina... - Uma enfermeira se aproximava, mas antes de concluir sua tarefa, Lety fechou os olhos devagar. 

     LETY?!  

    Um som agonizante fez-se presente, os aparelhos a ela conectados fizeram um único e contínuo som, seus olhos não se abriam por mais que Fernando a chamasse, e nem pôde fazê-lo por muito tempo, foi retirado bruscamente do lugar enquanto a filha era levada para os primeiros cuidados, já a mãe... 

    - Não, não, NÃO!  

    Seu pranto silencioso era inconsolável. Estavam indo tão bem! Por que? 

    - Fernando? - Julieta se aproximou, Erasmo vinha atrás, e na sala de espera alguns familiares aguardavam a boa notícia. 

    Não sabem o prédio que desabou sobre o ombro do mais novo pai.  

    - O que aconteceu? Por que... 

     - Foi tudo muito rápido. - Fechou os olhos escorando-se na parede. - Ela comentou que não iria conseguir mas... mas eu...  

    - Não pode ser, minha filha não! 

    O medo de Fernando tinha fundamento, afinal, ver aquela que mais ama desfalecendo ao seu lado não era a cena mais suportável a se presenciar, mas, se sua afobação não fosse tão dominante estariam todos menos preocupados? Nada estava perdido, contudo as lágrimas  eram características do contrário. 

   Ismael, que acompanhou a gravidez de Lety desde o início saiu de uma porta, sua presença até então não havia sido notada. 

     - Familiares da Senhora Mendiola? 

    - Sim? - Levantou-se rápido - Onde ela está? 

    - Senhor se acalme... 

    - Não consigo, preciso... 

    - Fernando filho, se acalme... 

    - Não! Eu quero... 

    - Fernando fique tranquilo. - Apertou seus braços. - Letícia não morreu muito menos está em estado grave! 

   É, Fernando era um tremendo afobado, mas se não fosse, não seria o Fernando que tantos amavam.

 O peso que carregava soltou-se de seus ombros, estava aliviado. 

    - Então...? 

    - Estafa no puerpério. Não é comum mas todas as mulheres estão sujeitas à isso. Ela passa bem, assim como a menina. - Sorriu – E antes que corra para o quarto 112, acalme-se, esse período é delicado e exige sua compreensão e apoio.  

    Não precisava falar duas vezes, só de saber que suas joias estavam bem seu gênio acalmava-se normalmente. 

    - Parabéns papai. - Tocou seu ombro e sorriu saindo logo em seguida 

    "Acho que estou flutuando..."


Notas Finais


"A adversidade faz com que alguns homens quebrem; a outros fá-los quebrar recordes." - William Arthur Ward


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