História Naquela Viagem. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Original, Romance, Yuri
Visualizações 3
Palavras 1.145
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Estou com um novo projeto!
Pois bem, espero que gostem da história, estou tentando fazer algo interessante.

Capítulo 1 - Prólogo.


 

 

— Vamos logo, Emma! — Meu irmão gritou no andar de baixo. Ele parece estar mesmo bem animado com essa viagem. — Eu não posso esperar tanto! Já teremos que esperar horas no avião! — Enquanto ele estava animado em ir, eu não estava tanto assim. Eu odeio viajar, e só o faço em casos muito importantes. E ir ao Brasil? Sério? Quem gostaria de ir lá se você mora em Los ‘fucking’ Angelos!? E como eu vou poder me comunicar lá? Minha pronúncia é horrível! — Emma, eu vou subir aí, te arrancar do seu quarto e coloca a sua bunda no assento do carro!

 

— Ok, já estou indo! — Disse para acabar com essa gritaria. Meu irmão consegue ser mais escandaloso quando está com algum homem em seu quarto.

 

Desci as escadas com as minhas malas, logo vi Louis com sua melhor cara de cu.

 

— Demora mais, que tá pouco. — Ele pegou as minhas malas e colocou perto da porta, logo após o motorista as levou para o carro. — Vamos logo, não posso esperar mais. — Ele me deu as costas e saiu, revirei os olhos e o segui. Entramos no carro e o motorista deu partida, como a pista é bem perto daqui, não coloquei os fones de ouvido e fiquei observando a vista.

 

Meu irmão estava com um dicionário de português, algo meio inútil, mas também não reclamei. Ele sabe falar muito bem, acho que é por isso toda essa empolgação, já que ele finalmente iria praticar. Eu já não me importo muito com esse tipo de coisa, já que essa será a minha primeira e única viagem ao Brasil, pois não tenho interesse em visitá-lo mais vezes.

 

[...]

 

Quando chegamos na pista, logo avistei o jato que nos levaria, bem melhor do que a primeira classe de qualquer avião.

 

— Não sei como você me convenceu.  — Disse sem olhá-lo, ele suspirou.

 

— Eu também não sei, mas acho que quando você ouviu que as festas estão recheadas de mulheres, você se interessou. — Consegui ver sorriso de canto se formar em seu rosto. Ele queria me provocar, começar uma briga ou coisa do tipo. — Ah, vamos lá maninha! Se anime, é um país muito bom para passar o inverno, já que lá está verão. E eu sei muito bem que você odeia o frio. — Nisso ele tinha razão, eu não gosto do frio, prefiro mil vezes o verão. Mas uma coisa que eu odeio é essa troca de estação, eu não me acostumo logo de cara. — E também nós podemos esquecer todo esse lance com o nosso pai.

 

— Você tem razão… Mas por hora, não quero pensar nisso. — Dei um pequeno suspiro no meio da frase.

 

Eu realmente não conseguia dormir de uns tempos para cá, aconteceram muitas coisas e eu realmente preciso de descanso. Meu pai sempre foi um homem de muitos negócios, sempre muito focado apenas nisso, o que nos fazia passar muito tempo sem vê-lo, sua ausência nunca foi uma coisa muito boa para mim e meu irmão. Nós tínhamos apenas minha mãe, ela morreu faz pouco tempo, meu irmão superou com tranquilidade, ele apenas se distraiu com festas e coisas mais casuais, ele pareceu não dar tanta importância à isso. Mas eu sei que a morte dela não foi natural, não poderia ser, as circunstâncias não poderiam ser tão normais, o pior de tudo isso é que meu pai também não deu importância. Mesmo que isso possa ser normal para a minha família, um assassinato de um familiar próximo é completamente normal, ainda mais desprotegido.

 

Eu tenho que esquecer tudo isso, assim como Louis disse. Vou apenas curtir o que o Rio de Janeiro tem para me oferecer. Eu sinceramente prefiro São Paulo, estou enjoada do mar, vivo em Los Angeles é super normal esse clima praiano. Los Angeles que mais parece Los Santos. Queria uma viagem diferente, uma viagem em que meu pai estragasse tudo, pois ele é bem intrometido em certos assuntos, principalmente por onde andamos, parece que ele nos rastreia.

 

Entrei no jato, percebi que havia um envelope em cima de uma mesa, o peguei e notei que estava escrito o nome do meu pai nele. Ótimo, mais merda.

 

——————

Emma,

 

Me desculpe pelo meu pedido, mas eu tenho que fazer isso, ou melhor, você tem que fazer isso.

 

Preciso que você ache Paulo Augusto Bueno e ofereça um trabalho, você precisa falar apenas o meu primeiro nome, ele irá entender. Se ele recusar, mate-o, você pode caçá-o, ou apenas atirar nele no momento. Se ele aceitar, dê a ele um envelope, seu irmão vai te entregar o envelope após você terminar de ler.

 

Paulo Augusto Bueno é um empresário com que eu tive alguns problemas, pois acabou por cometer um erro e eu cometi outro, perdoá-lo. Ele é eficiente, pode passar informações, derrubar empresas, passar o contato de assassinos, entre outras coisas… Quero que ele faça seu ultimo trabalho para mim.

 

Ele tem um filha, pode usá-la para que ele aceite o trabalho. Só uma sugestão. Ela vive em um bairro nobre do Rio, te passarei endereço caso se interesse.  Já o pai, trabalha na Empresa “Augusto Bueno”, localizada no centro da cidade. O horário de saída dele é às 22h, não precisa ameaçá-lo, apenas diga que é uma dívida para Leonel.

 

Nesse envelope está uma foto de Paulo.

 

Tenha cautela e aproveite a viagem.

 

De seu Pai,

 

Leonel Benacci.

 

——————

 

Olhei incrédula para Louis.

 

— Era para isso que você tinha me convencido? — Ele sorriu amarelo. — Você poderia fazer isso sozinho, pra quê me chamar? — Estava um pouco irritada, eles sempre tem um jeito de me enfiarem em alguma tarefa.

 

— Papai sabia que você não iria aceitar se contássemos antes da viagem. Todos sabemos que você leva as tarefas muito a sério, eu na maioria das vezes iria esquecer ou perder o envelope. — Ele ia colocar seus fones, mas interrompeu sua ação pegando um envelope marrom e esticando seu braço para que eu pegasse. — Tome, irá precisar. Não o perca de jeito nenhum e não o abra.

 

O olhei com tédio e peguei o envelope, não tinha nada escrito em sua frente, ele era completamente neutro.

 

Me aconcheguei no assento e coloquei meus fones de ouvido.

 

Seria uma longa viagem.

 

[...]

 

Senti algo me cutucar, abri meus olhos, havíamos chegado. Me levantei, andando até a porta, senti a brisa bater meu corpo. Um carro estava nos esperando,desci as escadas, indo até o carro o motorista abriu a porta do carro para que eu entrasse. Meu irmão entrou logo após, não tinha uma cara boa.

 

— Não era você que estava tão animado? — Disse em tom provocativo, talvez, só talvez, eu queria uma discussão.

 

— É só o calor, estou com muitas roupas. Mas logo vou me animar e você também.

 

— Como? Vou ter que fazer umas coisas não muito agradáveis aqui, não me animaria muito cedo. — Ele sorriu de lado.

 

— Iremos em uma balada esta noite

 



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