História Nara - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias DEAN, GRAY, Jay Park, Kim Hyun-Jung "Hoody", LOCO, Simon D.
Personagens Jay Park, Personagens Originais
Tags Dean, Gray, Hoody, Jay Park, Loco, Nara, Normal Girl, Simon Dominic
Visualizações 30
Palavras 4.803
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


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Capítulo 2 - Chapter. 1


Ontem pela primeira vez em muito tempo fui dormir cedo e sóbria o que é bem incomum para mim. Na verdade até tentei escapar para ir em qualquer balada em hongdae, mas a demora para aquele evento chato acabar fora tanta que quando percebi eu estava na minha cama com os olhos pesados de sono e os músculos tensos relaxando conforme o sono tragava-me para o mundo dos sonhos

Na verdade não tive nem um sonho essa noite, não conseguiria lembrar-me da última vez em que tive um, eu não era o tipo de pessoa que sonhava e tinha pesadelos. Apenas deitava minha cabeça no travesseiro, fechava os olhos e dormia. Nada mais acontecia nesse período

Um dia sem ficar bêbada já era demais para mim e por conta de um idiota sem educação meu corpo estava sentindo falta do álcool que não pude beber ontem. Esse também fui um dos fatores que fez-me ficar observando durante o evento inteiro o idiota que me negou ajuda. Pelo o que observei ontem pude perceber que ele era antipático só com a minha pessoa, para os outros ele parecia ser uma das pessoas mais simpáticas naquele lugar. Sorria a quase todo momento e era um bom entretenimento para os mais velhos

Me lembrava com clareza cada palavra maldita em que direcionei a sua pessoa, quando ele andou perto do lago inútil no meio do jardim torci para que ele caísse dentro, toda vez que ele pegava um novo copo de bebida torcia para que o copo de vidro quebrasse em sua  mão. Enfim, desejei tudo o que tem de ruim para ele ontem a noite

Terminei de pentear meu cabelo molhado, tinha acabado de tomar banho e me vestir para descer e tomar café da manhã com a minha  bela família o que era bem incomum. Novamente estava sendo obrigada a fazer algo contra minha vontade, se não fosse pela a ameaçada de papai contra minha conta bancária, eu sequer estaria aqui agora. Mas o que poderia fazer quando era apenas mais uma garota mimada que dependia do merda do pai para satisfazer seus desejos fúteis

Sim, eu tinha noção de que era uma garota mimada, idiota, vadia e muitas outras coisas de que me rotularam, porém quando foi que comecei  me importar com tais coisas? Isso mesmo, nunca

Quando desci e andei até a mesa repleta de coisas que não comeria, sentei-me sem sequer olhar na cara das duas pessoas na outra ponta. Me sentei o mais longe possível justamente para não precisar trocar uma palavra com eles

O que não foi muito útil

- Que bom que juntou-se a nós essa manhã, Nara - Hansol foi a primeira a abrir a boca para soltar todo seu veneno

Permaneci calada enquanto servia-me com um copo de suco de laranja, no meu prato já havia os ovos mexidos que sempre comia e agradeci mentalmente senhora Park por isso

- Está de boa aparência hoje, querida - elogiou-me, mas continuei a ignorar toda sua falsidade - Percebe agora como é bom passar um tempo com sua família? Os efeitos de uma boa noite de descanso são ótimos, deveria  parar de sair tanto e passar mais tempo conosco

Não sabia  por que Hansol insistia em fingir aparências perto de papai, os dois são farinha do mesmo saco. Falsos e repulsivos, duas pessoas que não desejavam a minha presença, porém também não deixavam-me ser livre deles

Tomei um gole do suco, ignorando totalmente Hansol. Pude ouvir papai bufar e soltar os jotgarak sobre a mesa causando um barulho incomodativo no cômodo quieto. Também não liguei para isso, ele estava nervoso e daí? Go Mo Soo nunca estava calma diante de mim, eu era um incômodo para sua vida tranquila

- Responda sua mãe, Go Nara - disse ríspido  

Mãe? Aquela mulher poderia ser tudo menos a porra da minha mãe. Me mexi desconfortável na cadeira e engoli o café da manhã com dificuldade

O silêncio reinou novamente, não fazia questão de levantar os olhos para olhar em seu rosto

- Não finja que não me ouviu, não finja que não escutou sua mãe, garota. Ela  está se esforçando….

- Se esforçando pra que? - questionei irônica ainda sem olhar em  sua direção

- Se esforçando para fazer o que aquela mulher não fez por você - papai levantou a voz - Se esforçando para ser a boa mãe que aquela vadia não foi e o que você está fazendo para agradecer  ela, Nara?

- Eu não tenho nada pelo o que ficar grata quando se trata dessa mulher - disse baixo, mas alto o suficiente para que eles ouvissem e logo em seguida levantei-me dando as costas para papai

- Você é exatamente como ela - meus pés travaram no caminho - Acha que não sei que anda como uma vadia por aí? - apertei meus punhos segurando-me. Como poderia retrucar se o que dizia era a mais pura verdade - Está seguindo os mesmos passos que ela, Go Nara. Eu não irei deixar que minha filha se torne em uma maldita vadia

Voltei a andar em passos largos e duros, distanciando-me do mal que a presença daqueles dois me faziam. Antes de pisar no último degrau da escada que dava para o segundo andar, pude ouvir papai gritar para que eu voltasse. Quando finalmente pisei no primeiro degrau pude ouvir pratos quebrarem sobre o chão e Hansol gritar para que ele parasse, e se acalmasse

Um sorriso discreto surgiu no canto dos meus lábios, a satisfação que  sentia em saber que em suas vidas eu apenas causava frustração, raiva, tristeza e desgosto era inexplicavelmente boa. Entrei no meu quarto as pressas, claro que não  me esconderia e choraria como fazia nos meus quinze anos. Mas também não sabia para onde iria depois de pegar a carteira dentro da bolsa em cima da cama


 

°°°

Passei todo o resto da manhã e tarde rumando pela cidade, passei em cada shopping que conhecia e comprei cada peça de roupa, cada calçado e jóia que me agradou até dar o horário em que hongdae começava a funcionar. Parei o carro em uma das poucas partes vazias no bairro e decidi que trocaria de roupa ali mesmo, as janelas do carro eram escuras, ninguém conseguiria ver nada e mesmo que conseguissem quem se importa?

Me joguei no banco de trás caindo em cima das várias sacolas espalhadas ali, não enrolei para passar a calça jeans para fora das minhas pernas e tirar a camisa. Comecei a fuçar nas comprar até achar algo que me agradace agora, peguei uma blusa preta nas mãos segurando-a na altura do meu rosto e analisando a peça. Não era feia, claro ou sequer tinha gasto dinheiro na peça, não tinha decode na altura dos bustos, mas não possuía pano suficiente para cobrir a barriga, séria perfeita. Passei a blusa  pela cabeça e a ajeitei no corpo

Voltei a fuçar nas sacolas espalhando tudo no chão e banco do carro até ter uma calça jeans escura e rasgada nas coxas em mãos, seria essa mesmo que usaria. Decidi que continuaria usando tênis quando lembrei do olhar triste da senhor Park sobre  meu corpo na tarde de ontem. Talvez ela fosse a única pessoa no mundo que não queria magoar

Desci do automóvel vermelho e passei a andar até que finalmente estivesse entre a multidão de jovens. As vozes altas e músicas de vários clubes e lojas diferentes me traziam conforto, observava cada pessoa por onde passava, todas muito bem acompanhadas. Não me importava de me divertir sozinha, não era nada anormal e eu não fazia questão de ter amigos com quem andar e conversar. Provavelmente quando estivesse de cara cheia em um clube qualquer teria as pessoas do lugar inteiro como “amigos”    

Rumei até uns dos clubes mais bem frequentados de hongdae. Os cochichos não foram nada discretos quanto passei reto pela fila imensa que aguardava para  entrar no clube, em um aceno breve tive a permissão do segurança para adentrar

Cheio como o esperado, tocando as mesmas músicas típicas de hip hop ou R&B, porém parecia haver uma comoção diferente hoje. Mais um famoso dando as cara por aqui provavelmente, me direcionei até o bar, não precisei pedir, o bartender já sabia do que eu gostava

Sentei-me em um dos poucos bancos disponíveis a espera da minha primeira bebida da noite, meu corpo balançava discretamente ao ritmo da batida envolvente de Clike Me. Estava tão distraída em sentir a voz envolvente que cantava penetrar cada pedacinho do meu corpo que sequer percebi a aproximação repentina o rapaz usando óculos de sol em um ambiente fechado

- Posso te pagar uma bebida? - ele perguntou

Brevemente lhe dei a atenção de meus olhos, era um cara bonito e até estiloso, mas os óculos escuros em seu rosto quebrava toda vontade que seus lábios cheios me davam de ir parar na sua cama

- Não, não pode - fui direta, porém ele não desistiu

- O que gosta de beber? Moças bonitas como você costumam gostar de coisas doces

Ri sobrado - Moças bonitas como eu costumam gostar de algo forte, não sei da onde tirou essa ideia boba,  mas não se iluda com tal falácia e minha bebida já está chegando - retruquei olhando para o rapaz, um belo sorriso torto nasceu no canto de sua boca e minha bebida foi arrastada até mim

Um pouco encantador, confesso. Ele estava começando a me atrair

- Resposta feroz - comenta - Kwon Hyuk - disse ao que parecia ser seu nome

Sua mão estava estendida para mim, subi os olhos de seus dedos cheios de anéis para seu rosto, reparando melhor em sua feição. Ele era lindo realmente e tinha a leve sensação de já ter visto aquele rosto antes… Em algum lugar que pessoas comuns não costumam aparecer

Apertei sutilmente sua mão -  Você canta? - perguntei, talvez toda aquela comoção perto do DJ fosse por ele, mas não havia ninguém olhando para cá além de uns rapazes

Kwon Hyuk curvou os lábios para baixo e deu de ombros - Talvez - responde - Como se chama?

- Por que me disse seu nome verdadeiro? - soltei assim que consegui o reconhecer - Se tivesse dito seu nome artístico de cara talvez  a essa hora eu já estaria na sua cama

Arqueou uma sobrancelha - Você tem uma língua bem afiada. Eu não conquisto garotas dessa forma

- Então, como faz? Usa seu rostinho bonito?

- Na verdade isso ajuda bastantes, mas ainda não é assim. Gosto de bater um bom papo antes. Como se chama? - indaga novamente

- Então, você é do tipo lerdo, chato que não vai direto ao ponto, caras assim não merecem a honra de saber meu nome - retruco depois de deixar o líquido descer por minha garganta

O cantor ri - Uma boa conversa antes de qualquer coisa  torna as coisas mais fáceis e não chatas e lendas

- Hum… Para mim torna - coloco o copo vazio sobre o balcão e uma música lenta começou a tocar - Se quer sexo apenas diga isso, não enrole, isso apenas causa ilusões a garotas bobinhas

- Bem, você não parece ser uma garota bobinha  e eu não quero sexo com você - levanto uma sobrancelha - Quer dizer a alguns minutos atrás eu até queria, mas agora quero dançar… com você

Solto uma gargalhada - Não danço músicas lentas

- Não precisamos dançar no ritmo, podemos nos mover do jeito que quisermos. Não existe nenhuma lei contra isso, afinal - Kwon Hyuk estende-me sua mão, olho de sua mão para seu rosto decidindo-me

Por fim decido que não seria uma má ideia dançar com ele se ele tirasse aquele óculos da cara - Mas Você tem que tirar isso

- Os óculos?

Anuo positivamente e Kwon Hyuk tira o objeto sem recitar guardando-o no bolso da calça de estampa estranha. Ele me guia até a pista que agora era tomada por casais dançando lentamente, nós desviamos deles e ficamos no meio da pista cercados por casais. Olho para os lados e o rapaz usa dois dedos para voltar minha atenção a sua pessoa, arqueio as sobrancelhas quando  ele começa a dançar animadamente e totalmente fora do ritmo

Gargalho de sua performance, porém logo o sigo. O que as pessoas deveriam estar pensando de duas pessoas que pulavam e balançava animadamente a cabeça ao som de D? Que éramos retardados com toda certeza,  mas isso não importava agora, eu estava ficando leve sem precisar de muito álcool circulando pelo meu corpo para isso

Uma sensação diferente que com certeza estava gostando.

A canção  estava na metade quando ele puxou-me pelo quadril e juntou nossos corpos. Joguei um bocado de cabelos que estavam na frente do meu rosto para trás e olhei diretamente em seus olhos. Olhos escuros e intensos que não me causavam nada além de excitação e vontade de beijá-lo, o que poderia ter feito se o cantor não tivesse apoiado a cabeça no meu ombro direito e começado a mover nossos corpos no ritmo sensual da música. Claro que  não forá nenhuma decepção, ter nossos quadris se roçando trazia uma sensação ótima. Pôs uma mão em sua nuca e a outra na lateral de seu pescoço, havia uma tatuagem ali

- Sua música é legal, eu gosto - comentei

- Como sabe que é minha música?

- Não tem como não saber quando em cada lugar que você vá está tocando essa mesma música? - devolvi

Kwon Hyuk levantou o rosto e me olhou sorrindo - Sabe mesmo quem eu sou?

- Claro, você está em todo lugar. Dean é um nome quente ultimamente. Apropositado, meu nome é Nara

 

Uma das coisas mais difíceis de acontecer comigo era eu passar mais de uma hora em um mesmo lugar, porém Kwon Hyuk havia conseguido me manter aqui. Sua simpatia e sorriso bonito contribuíram muito para isso, porém não impediram-me de ficar bêbada ao ponto de não conseguir relacionar o que acontecia.

Kwon Hyuk estava ao meu lado e a cada copo novo de whiskey que tentava beber o mesmo tentava me impedir, essa foi a única coisa chata que encontrei nele nessas duas horas que passamos juntos

- Já está falando mole, Nara. Tem que parar por  aqui - tinha perdido as contas de quantas vezes ele havia falado o mesmo

Virei o copo junto do meu pescoço, os cubinhos de gelo bateram sobre meus lábios e  voltaram quando desci o copo de volta a mesa, Dean não pareceu muito contente

- Por que você bebe tanto? - questionou em um murmúrio

- Já parou pra pensar que talvez eu seja alcoólatra? - brinquei, porém Dean não riu

- Alcoolismo não é brincadeira, não faça piadas

Torci o bico em uma careta - Cara, você é chato - falei, levantando-me cambaleando para os lados

- Onde vai? Senta, não…

- Cala a boca, eu só vou no banheiro - mandei e me distanciei dele

Atravessar o mar de pessoas animadas e bêbadas era uma tarefa extremamente difícil quando você sequer consegue ficar em pé, devo ter raspado os joelhos pelo menos umas duas vezes nos três tombos que tomei enquanto tentava chegar até o banheiro feminino. Raspei as palmas por cima dos joelhos xingando a mim mesma por isso, adentrei o banheiro sem olhar um palmo a minha frente, quando levantei a cabeça pude perceber que entrei no banheiro errado

Tomei belos segundos para associar  isso e apenas pôs-me para fora assim que dois rapazes que mijavam começaram a chamar-me de maluca. Ri enquanto entrava no banheiro certo

Depois de lavar o rosto, sai do banheiro com a visão meio turva e mente bagunçada. Para onde iria agora? Deveria voltar para mesa onde o cantor me esperava? Não, ele me encheria o  saco se tentasse beber  mais uma em sua frente

Passei a palma sobre os olhos e sequer pude ver quem tomou meus lábios nos seus, apenas coloquei meus braços ao redor de seu pescoço e deixei que acontece. Os lábios desconhecidos trabalhavam bem sobre os meus, eram  ferozes e  esperto com as mãos  que trabalhavam para abrir os botões a minha calça

Como havia parado nessa situação? Eu não saberia dizer, mas estava tão tonta e fora de mim que o fato do cara que eu sequer tive a oportunidade de ver o rosto do cara que estava tocando em partes que não deveriam ser tocada em público não era tão importante agora. Seus toques estavam começando a agoniar-me, meu coração estava ficando apertado dentro do peito, meu ar pesava e uma onda de agonia e ansiedade começou a tomar conta de mim

Sentia o estômago embrulhar, precisava vomitar

Tirei os braços de seu redor e desci as mãos para as suas tentando tirá-las dos botões da calça, foi falho, o rapaz parecia tão fora de si quanto eu. Ele subiu uma mão para um de meus bustos e o apertou com mais força que o necessário, sua outra mão continuou a batalhar com as minhas. Eu  tentava o afastar, mas não tinha força o suficiente para isso

- Cai fora - mandei, afastando seu rosto para longe

Ele não me deu ouvidos pois continuou a apalpar meu seio enquanto eu ainda tentava o afastar. Já não sabia mais o que fazer quando o corpo masculino foi afastado do meu. Aliviei-me e deixei-me respirar sem dificuldades, fechei os olhos e deixei que meu corpo caísse. Costas largas ampara-me sobre si, brevemente abri os olhos em uma linha ainda mais fina, na parte de trás do cabelo raspado havia um anjo com grandes asas desenhado

Meus braços estavam moles e balançavam no ritmo de seus passos curtos, abri os olhos e o que vi além da cabeça tatuado a minha frente foram os letreiros de lojas e boates bem iluminados. Estava do lado de fora e sequer me lembro como  vim parar aqui, porém não me preocupava. Quantas outras vezes o mesmo havia acontecido? Perdi as contas a muito tempo

O mau estar atingiu-me com tudo, iria vomitar por isso bati nas costas do homem que me carregava para que ele colocasse-me no chão. Ele entendeu bem o recado e de um jeito desajeitado sai de cima das suas costas, o canteiro com flores ao lado seria um ótimo lugar para despejar tudo o que bebi essa noite, cambaleei até lá e sem demora todo whiskey voltou

Não pensei em segurar os cabelos para trás, mas também não precisei, o cara atrás fez isso por mim. Ele segurou meus cabelos para trás enquanto cochichava coisas que não conseguia entender

Quando acabei de colocar tudo para fora sobre as flores, virei-me e imediatamente reconheci o rosto da cara que ainda segurava  meus cabelos num rabo de cavalo. Sem motivos sorri largamente para Jaebeom

Jaebeom, esse nome estava na minha lista negra desde a noite de sábado

Ele fez uma cara de nojo para mim e indicou minha boca. Sabia que ele apontava para o vômito que ficou no canto dos meus lábios, queria que eu limpasse aquilo, claro. Porém fiz-me de burra e selei por um breve segundo meus lábios nos seus, uma vingança pela falta de educação comigo no sábado

Jaebeom bufou de raiva soltando meus cabelos e ficando de pé enquanto limpava a boca com a manga da blusa social

Gargalhei satisfeita com suas reações, ele esperneava e me xingava de tudo que era nome. Isso durou bons segundos até ele se acalmar e voltar até mim

Ajoelhou-se para ficar na minha altura, empinei o nariz para encara-lo

- Depois dessa eu deveria te deixar aqui - comenta entre dentes

Dou de ombros, não me importava de passar mais uma noite dormindo nas ruas de hongdae

Deu um suspiro longo antes de ajudar-me a ficar em pé, infelizmente precisei da ajuda de seus ombros para andar até seja lá onde for que ele estivesse me levanto. Eu cheirava fortemente a vômito, mas Jaebeom ainda possuía o cheiro sutil e doce de sábado

Em algum momento entre alguns tombos da minha parte e xingamentos do rapaz nós chegamos até um carro que provavelmente era seu, apoiei-me no carro para que ele pegasse as chaves doo mesmo em um dos bolsos da calça e abrisse o automóvel

- Entra - mandou

Não estava afim de obedecê-lo por isso cruzei meus braços frente ao corpo e empurrei-me

- Quem pensa que é pra mandar em mim? - minha fala saiu mole como a de um bêbado - Não vou entrar porque você - cutuquei seu peito - Não manda em mim, ninguém manda em mim. Eu sou uma alma livre, idiota - gritei ao ar

- Tudo bem, você é uma alma livre, Nara. Agora entra no carro - tentou me empurrar para dentro do automóvel branco

Joguei suas mãos para longe de mim - Você não é meu dono para me dar ordens, seu babaca que não quis pegar uma bebida pra mim no sábado a noite. Tá achando que esqueci? Pois saiba que lembarei disso pro resto da minha vida

- Não estou mandando, estou pedindo como seu amigo para que entre no carro - sua voz saiu baixa, porém alta o suficiente para que pudesse perceber que estava ficando irritado

Abri a boca para responder, entretanto o desgraçado não ouviria pois deu-me as costas para atender o celular que tocou. Entrei no carro no meio tempo que ele passou ao telefone, não porque ele havia mandado, mas sim porque meu corpo começou a sentir todo o cansaço que essa madruga me causou. Tomei todo o banco do passageiro me deitando e fiz minhas mãos dadas de travesseiro

- Mas o que… - ouvi e  logo atrás veio um suspiro - Fique aqui, voltarei logo

Não dormia, tinha os olhos fechados e consciência longe, mas não dormia. Os traços dela rodavam por minha cabeça, os cabelos era longos e escuros assim como os meus, seus lábios eram pequenos, porém cheios, suas maçãs do rosto estavam avermelhadas num rubor natural de sua pele e um sorriso de orelha a orelha estampava seus lábios. Mamãe sorria para mim, estava feliz o dia em que foi embora, essa foi a última imagem sua que ela me deixou. Não Sabia na época, mas  o que via não era nada além do meu reflexo

Como todos faziam questão de dizer; éramos exatamente iguais em tudo

Revirei-me no banco, novamente não sabia onde estava exatamente. Sentei-me reparando que o assento do motorista estava vazio. Estava sozinha dentro do carro, mas como havia vindo parar dentro um mesmo?

Joguei o corpo para trás gemendo de dor com o impacto, minha cabeça rodava pelos quatro cantos da terra agora. Virei a cabeça para o lado, lá fora o senhor amigo de papai estava parado na frente de um grande portão fechado enquanto que outro homem pendurava-se em seu pescoço para manter-se de pé. Ao lado dos dois uma mulher pequena e de cabelos curtos parecia nervosa demais para escutar seja lá o que eles estavam tentando explicar  

Jaebeom  estava ali também escutando calado a bronca que  mulher lhe dava

Suspirei pesadamente, colocando a mão sobre a testa - É mesmo - falei para mim mesma lembrando de tudo o que aconteceu nessa madrugada, desde a conversa legal que tive com Dean, a nós dois dançando feito idiotas ao som de sua música e o beijo com vômito que dei no idiota lá fora. gargalhei ao lembrar da cara de nojo que o mesmo fez

- Do que  está rindo? -  questionou ao entrar no carro, fechar a porta e dar partida

Não gostava da  forma com que ele falava comigo, como se me conhecesse, como se fossemos amigos de longa data.

Ignorei esse fato e coloquei-me entre os dois bancos da frente, tomei a cabeça para o lado reparando nas tatuagens ali. Seis estrelas e um compasso

- Senta e coloca o sinto - ordenou calmamente sem tirar os olhos da rua

Ignorei isso também - Era a casa de seus pais?

- Sim - confirmou e com o passo tatuado me empurrou para trás, mas permaneci firme e forte no lugar - Nara,  por favor me obedeça  é pro seu próprio bem

- Sendo para meu bem ou não, eu não recebo ordens - retruco - Quem era aquele pendurado no pescoço  seu pai?

- Meu irmão mais novo.  Por que está sendo tão teimosa? O que custa sentar e colocar a droga do sinto?

- E a mulher, era sua mãe?

- Para de me ignorar - Jaebeom olhou para mim pela primeira vez quando parou o carro no sinal, nossos rostos tão próximos que poderia beijá-lo

- Pra onde estamos indo agora? - perguntei, com malícia transportando em minha voz - Pra sua casa?

- Não, com toda certeza não - meu tom não pareceu abalar-lo nem um pouco - Vou te deixar na sua casa - virou-se para trás andando com o carro quando o sinal abriu

Suspirei desanimada jogando-me para trás. Cara chato

- Sequer sabe onde moro, como vai me deixar lá?

- Pode  me dizer

- Não estou afim

- Então, pode descer aqui mesmo. Mas antes tenho algo pra te dizer,  suas coisas ficaram no clube, sabia disso?  - alertou com um bom humor que até mesmo sem olhar, poderia dizer que ele sorriu largamente

Droga, droga

- Ok, venceu. Dessa vez você venceu

 

 

Acenei um beijo da porta para ele, sendo irônica claro. Jaebeom sorriu e balançou a cabeça para os lados como se não acreditasse  em mim. Abri a porta sem medo de acordar alguém, a casa era grande o  suficiente, ninguém me ouviria

Fui direto para a cozinha com objetivo de matar minha sede, mas a tarefa ficou difícil quando dei-me de cara com Hansol para ao lado da geladeira com um copo de água em mão. Sua pose de superioridade irritava-me,  tudo nessa mulher deixava-me irritada

Tentei ignorar a  vontade crescente que sentia de esmurrar a cara de Hansol em meus punhos, bufando e jogando um punhado de cabelos para trás vou até a geladeira e tiro de lá o jarro d’água, giro os calcanhares e caminho até a pia pegando um copo no armário um pouco mais acima. Jorro a água dentro do copo de vidro e levo-o até a boca sentindo o olhar dela sobre minha nuca, se ódio era tão nítido por mim quanto o meu por ela, porém papai tornava-se cego diante de tal fato

Hansol resolveu que era uma boa idéia se aproximar de mim, virei calmamente meu rosto para o lado, ela olhava me ceticamente como se eu fosse um intrusa na minha própria casa. Um mão sua estava sobre o mármore da pia e a outra sobre sua cintura, ela analisou-me de cima a baixo, parando no meu rosto, estalou a língua em reprovação a minha atual situação

- Lamentável - comenta - Está se tornando nela, querida. Quer uma dica? Tente parar ou terá que fugir com o rapo entre as pernas como In Na

Enchi as bochechas com água, ignorando ela apenas superficialmente pois por dentro a raiva me consumia. Sua boca não era digna de pronunciar  o nome de minha mãe, ela sequer deveria pensar nela. Em toda história, Hansol era a pessoa mais suja. Ela deu um passo para trás quando me aproximei, sem pressa para o que iria fazer. Quando  o corpo de Hansol encontrou o armário as suas costas, ficando presa entre o objeto e eu, deixei que a água em minha boca jorrasse para fora. Sua boca abria-se em um “O” maior a cada vez que seu rosto ficava ainda mais molhado, quando terminei de cuspir a água em cima de si, cusoi minha saliva em sua cara. A satisfação que senti fui imensa, era como se o peço em meu corpo tivesse diminuído em grande porcentagem

Ela soltou um grito fino, irritando meus ouvidos. Tapei s ouvidos com o dedo indicador abafando o grito chato que saia de sua boca imunda

- Sua… Sua…

Não deixei que ela falasse e logo tomei sua frente - Lave a porra da boca antes de sequer pensar em dizer o nome da minha mãe, Yoo Hansol - falei seu sobrenome verdadeiro

Seu rosto ficou ainda mais vermelho pela raiva - É Go, sua vadiazinha - retruca e eu rio

Tanto faz, à única vadia aqui é você

Digo antes de dar lhe as costas e subir as escadas, entrei no quarto trancando a porta. Não arriscaria minha vida depois de cuspir na cara daquela lá, nunca se sabe o que uma pessoa mentalmente fraca como ela pode fazer quando brava. Joguei-me na cama de bruços e permaneci assim até cair no sono pelo cansaço


Notas Finais


Clike me é uma música do Zion. T com feat do Dok2, recomendo que escutem, é ótima e muito envolvente

D é uma música do Dean, se vocês sabem quem ele é provavelmente já conhecem a canção

Jotgarak é hashi em coreano

escrevi o cap pelo celular, qualquer erro me perdoem

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