História Naruhina: Quando os mortos amam... (When the dead love) - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~LanaPepsi

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Gotico, Hinata, Mortos, Naruhina, Naruto, Novela, Poesia, Romance, Shoujo, Suspense, Terror, Vampiros
Visualizações 133
Palavras 1.869
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá queridos eu, LanaPepsi junto com Arisson_96 desejamos a todos uma excelente leitura nesse novo capítulo no qual trabalhamos juntos ( mais créditos ao Arisson :P ), nos vemos nos comentários ♥♥♥

Capítulo 2 - O calabouço


Fanfic / Fanfiction Naruhina: Quando os mortos amam... (When the dead love) - Capítulo 2 - O calabouço

Akemi, Inoue e Mizuki tiveram um dia movimentado. Saíram para fazer compras assim que acordaram, deram um banho no cão de estimação, arrumaram toda a casa, fizeram bolinhos de chuva... A vovó buscava dar aos seus netos momentos de lazer um pouco mais variados, já que a mãe deles quase nunca tinha tempo de fazê-los. O pai deles trabalhava numa grande cooperativa de turismo, e quase sempre estava em voos para outros países. Raramente ele era visto em casa. Akemi percebeu que seus netos não eram crianças muito acostumadas a fazerem tantas coisas. Durante todos os afazeres, eles não interagiram muito, e pareciam gostar de brincar apenas com os brinquedos que já possuíam, recusando a possibilidade de ganharem outros novos.

A noite ia descendo aos poucos, o movimento dos carros no bairro onde viviam já havia cessado quase que completamente. Escutava-se apenas o barulho da televisão, chiando, quando Akemi os levou para cama. Ela não pretendia contar a história dessa vez, pois se sentia cansada de tanto se mexer. Mas se surpreendeu ao ver os netos, sentados na cama, insistirem. 

-Por favor, vovó!! – Falavam ambos em uníssono. 

-A vovó está muito cansada hoje... mas, o que é que eu não faço por vocês, não é mesmo? – Akemi tirou os óculos enquanto falava. 

-Vovó, o que aconteceu com a Hinata? – Inoue parecia que não dormiria enquanto não soubesse. 

-Acho que ela morrerá – Mizuki revirava os olhos. Gostava de provocar a irmã. 

-Vocês não vão saber se não me deixarem contar... 

-Então comece, vovó!! – Inoue já estava praticamente apoiada na cabeceira da sua cama. 

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Hinata havia sido empurrada com uma força surreal. Se ela não houvesse protegido instintivamente a cabeça, com toda certeza a teria ferido na perna da cadeira, onde se chocou. Aquela sombra aos poucos ia se aproximando, e o terror que ela inspirava fazia a garota rezar cada vez mais alto. 

-Pare com isso. Quem é você e o que está fazendo aqui? – A sombra perguntou. Outro relâmpago duradouro iluminou toda a sala, e Hinata percebeu tratar-se de um homem alto, sem um dos braços. Seus cabelos eram negros como a penugem dos corvos que ela havia visto momentos antes, e eram desgrenhados, caídos sobre um de seus olhos. A expressão dele era intimidadora. Ele vestia uma longa capa negra, e além disso tudo, a única coisa que ela conseguiu perceber é que ele possuía um punhal de prata amarrado ao cinto. Ela não teve nem mesmo tempo de pensar em responder à pergunta que ele próprio fez, quando foi agarrada pelo pescoço e suspensa.

-Você... será útil. 

Hinata, devido à falta de ar por sufocamento, acabou desmaiando. 

Após algumas horas, Hinata começou a retomar a consciência, ao ouvir passos abafados que ficavam cada vez mais nítidos. Começou a abrir os olhos vagarosamente, tendo uma visão embaçada e pouco iluminada, sentindo o frio estremecer seu corpo. Estava deitada sobre um chão úmido, onde caia uma garoa leve que entrava pela janela com barras de aço. 

-Onde eu estou? – Pensou, ainda desnorteada.

Foi a única coisa que pensou ao despertar de vez. Tentou se erguer do chão, sentindo dor em sua mão esquerda. Havia um leve corte nela, mas isso não era importante agora. Hinata se levantou subitamente olhando tudo ao seu redor, e mesmo que apenas a luz da lua iluminasse o local, ela pode perceber que era um tipo de quarto pequeno, sujo, com mofo nas paredes e no ar, havia um cheiro podre. Hinata não tinha mais dúvidas, estava no calabouço do enorme castelo em que se atreveu a entrar. As memórias vieram como um flash em sua mente, se lembrou da chuva, do castelo assustador e, por último, do olhar frio de um homem que a trancou naquele local horrendo. O desespero começou a tomar conta dela, que buscava de qualquer forma sair daquele lugar. Ela avistou uma porta e correu até ela, tentando inutilmente abri-la, não demorando muito para que desistisse. A porta era grande, e toda de ferro. A força da pequena jovem nunca seria capaz de abri-la, ela jamais havia pego peso no convento e nunca, em sua vida, participou de quaisquer tipos de trabalho braçal. As lágrimas começaram a correr pelo rosto pálido e gelado da morena. Sua angústia piorava, e ela só conseguia rezar para que Deus lhe ajudasse a escapar. Voltou a observar o calabouço, procurando por qualquer coisa que pudesse ajudá-la a fugir. Olhou para janela, porém era alta demais para poder alcançar; além disso, suas barras estreitas de aço não permitiriam sua passagem.

-Deus, por favor, me ajude...

Hinata caminhou vagarosamente pelo calabouço, em busca de qualquer coisa que fosse útil, apesar de mal conseguir enxergar nada pela falta de iluminação. Percebeu que não havia absolutamente nada que a pudesse auxiliar. As lágrimas voltaram a descer, ela pensava que aquele seria seu fim. Que destino injusto! Mas se recompôs, ao pensar que Deus não deixaria nada de ruim acontecer com ela. Havia um canto ainda mais escuro do que o resto do local, de onde a luz que vinha da janela não penetrava, e Hinata não pensou duas vezes antes de caminhar devagar até lá, sentindo ainda mais medo a cada passo. Usou sua mão direita à frente de seu corpo para descobrir, através do tato, o que havia ali. Depois de alguns passos lentos, Hinata tocou em algo gelado e macio, se assustou e deu rápidos passos para trás, até chegar na área mais iluminada do calabouço e olhar para seus dedos úmidos.

-Sa-Sangue? 

Ela ficou ainda mais assustada, e se perguntou no que havia tocado, até que um relâmpago iluminou todo local por dois segundos, e Hinata pode ver do que se tratava. Havia um corpo deteriorado, em estado de putrefação recente, três caveiras e muitos crânios esmagados, espalhados pelo canto.

Seu susto foi tão grande que ela gritou e caiu para trás, se arrastando para o mais longe possível daquela área. Com o impacto, o corte em sua mão voltou a sangrar. Quem poderia ter feito uma barbaridade dessas? Fariam com ela a mesma coisa? Hinata se tremia, chorava e rezava, arrependida por ter entrado naquele show de horrores. Tudo o que podia fazer era pedir por ajuda divina.

Os barulhos de passos pesados interromperam suas preces. Eram os mesmos passos que ouviu quando acordou. Conforme o som se aproximava, ela podia ouvir duas vozes masculinas e abafadas, que ficavam cada vez mais nítidas.

- O cheiro dela está acentuado por todo o castelo. É puro, único, tentador - Alguém falou atrás da porta. 

- Ela cortou a mão quando eu a empurrei, Milorde. - Disse uma voz que Hinata reconhecia. Era a do homem assustador que à prendeu ali. – Porém, ela está perfeita para o seu consumo. Eu nem precisei ir atrás desses peregrinos bastardos. 

-Consumo? - Pensou Hinata, imaginando que estavam falando de abuso sexual. Aterrorizada, começou a chorar de novo, rezando baixinho para que eles não ouvissem o seu pranto. Porém, para o desespero dela, eles ficaram em silêncio por alguns momentos, até que uma pequena janelinha na porta de ferro se abriu, iluminando diretamente Hinata, que fechou os olhos pelo choque da luz forte. Poucos segundos depois, a luz é interrompida, e dá lugar a um belíssimo par de olhos azuis, que preencheram todo o pequeno espaço da janela. Hinata voltou a abrir os olhos, fitando com medo as safiras que a encaravam. O olhar dele era analisador; o dela era amedrontado, mas mesmo assim, sentia que precisava fazer algo, mesmo que estivesse com muito medo.

- Por favor... - Soou tão baixo que Hinata duvidou que o dono daqueles olhos azuis tivesse escutado. As pálpebras dele se estreitaram, e a janelinha foi fechada com força. Talvez ela tivesse piorado a situação. 

Um silêncio opressor tomou conta do lugar.

Após o encontro com o "olhos azuis" não se ouvia mais nada naquele castelo, além dos soluços silenciosos do choro de Hinata. Ela abraçava a si mesma, para tentar se aquecer do frio, mas suas roupas estavam muito molhadas por causa da chuva, e o local por si só era úmido. Seu corpo tremia, mas ainda assim, ela continuava a rezar insistentemente pedindo perdão por qualquer pecado que possa ter cometido sem que percebesse, e suplicava para que Deus a livrasse daquele terrível castigo.

-Vovó, porque isso tem de acontecer com ela? Coitadinha... – Inoue indicava que logo começaria a chorar. 
Mizuki ficou calado. Mesmo que ele não admitisse, estava gostando da história. Sangue? Vampiros? Esqueletos? Isso não poderia melhorar. 

-Deixe a vovó terminar, falta bem pouco – falou Akemi, levantando a xícara de chá, pronta para dar uma última golada e contar a parte final. 

Hinata acabou adormecendo logo após isso. Seu corpo estava cansado de tanto ter caminhado o dia inteiro, e o frio contribuiu para que essa sensação aumentasse. Ela se contorcia naquele chão sujo e sequer se importava mais com o cheiro pútrido do cadáver. Temerosa de sofrer uma hipotermia, rasgou uma parte da sua saia, deixando-a comprida até o joelho (antes ia até os pés), e usou o pedaço como manto. O tecido, semelhante ao das batinas das freiras, era grosso e resistente, e com isso ela conseguiu se aquecer consideravelmente, já que grande parte da sua cabeça e tronco agora estavam cobertos. Temeu que os dois homens, profanos, retornassem e retirassem sua pureza, corrompendo-a. Mas mesmo preocupada, pensou que, se eles iriam mesmo fazer isso, já o teriam feito naquela hora. Antes de cair em sono profundo, ela ainda pôde ouvir baixinho uma música que estava sendo tocada no órgão, um minueto, um dos que ela mesmo aprendeu a tocar no convento. Não obtendo controle da própria fadiga, essa música invadiu todo o ambiente, dando-lhe, mesmo que artificialmente, uma certa calmaria. Em instantes, a morena estava inconsciente. 

-Milorde, você não irá se alimentar?

-Agora não, Sasuke. O cheiro do sangue dessa garota, é um cheiro puro, um cheiro doce... não se deve desperdiçar tal iguaria de forma negligente. Não se encontram coisas assim a todo momento, e não se deve perde-las de maneira tão vil. Guarda-se a melhor refeição para o final, sempre. Eu estou feliz, meu caro. Não seja mal-educado! Sente-se e me ouça tocar.    

-Sim, Milorde. 

Akemi percebeu que Inoue já dormia. Mizuki ainda estava acordado, prestando atenção, mas já bocejava constantemente, demonstrando que eles também, precisavam de um descanso. Akemi levantou-se e piscou um olho para o neto, que logo se deitou. Ele sabia que ela continuaria na noite seguinte, e por isso, quis que o dia passasse o mais rápido possível. 

A idosa percebeu que era mais cedo do que ela imaginava; ainda não passavam das 23h00min . Ela foi à sala de estar, preparou mais um pouco do seu chá e olhou para as fotos dos seus netos, nos porta-retratos que ficavam no criado mudo, ao lado da porta de acesso ao aposento onde ela estava dormindo. Arquejou um pequeno sorriso. 

-Eles estão realmente gostando da história.

Ela se sentia bem, por estar ali, com eles. Havia muito que ela não via nenhum dos dois, e só os contatava por telefone. O reencontro não poderia ser, de maneira alguma, melhor. Sentou-se no sofá, ligou a televisão, e começou a assistir. 


Continua...       



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