História Naruto: Crônicas do Redemoinho - Capítulo 32


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Categorias Naruto
Personagens Akamaru, Asuma Sarutobi, Chouji Akimichi, Chouza Akimichi, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hashirama Senju, Hinata Hyuuga, Hiruzen Sarutobi, Hizashi Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Inochi Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kankuro, Kiba Inuzuka, Killer Bee, Kizashi Haruno, Konohamaru, Kurama (Kyuubi), Kurenai Yuuhi, Kushina Uzumaki, Maito Gai, Mebuki Haruno, Mei, Minato "Yondaime" Namikaze, Mito Uzumaki, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Oonoki, Personagens Originais, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Shizune, Temari, TenTen Mitsashi, Tobirama Senju, Tsume Inuzuka, Tsunade Senju, Yamato
Tags Anime, Comedia, Drama, Hashimito, Hinata, Jiratsu, Kurama (kyuubi), Kushina, Minakushi, Minato, Naruhina, Naruto, Romance, Sasusaku, Tobimei
Exibições 109
Palavras 3.230
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, amados!
Estou feliz por ter conseguido postar hoje.
Consegui uma folga do estresse nesse fim de semana, então aproveitei.
Acabei me focando praticamente me Tobimei, afinal preciso desenvolver o relacionamento dos dois. Sinto muito se alguém não gosta deles.
Espero que curtam!
^^

Capítulo 32 - Resolvidos?


Fanfic / Fanfiction Naruto: Crônicas do Redemoinho - Capítulo 32 - Resolvidos?

Mei pegou a concha e colocou uma boa porção de ponche em seu copo. Seria sua última dose, afinal tinha sua reputação de Mizukage para zelar e não podia dar vexame.

Não que a Hokage se importe com isso, pensou divertida.

A festa de casamento já estava em sua quinta hora, mas parecia se animar cada vez mais a medida que a noite avançava. Tsunade já não usava mais o shiromuku, e sim um uchikake de seda colorida que a deixava ainda mais radiante. Os cabelos loiros agora se encontravam presos num elegante coque preso por grandes agulhas e grampos, e seu rosto limpo e sorridente estava corado pelo álcool. Provavelmente, ela e Jiraiya foram os primeiros a se embebedar, mesmo que isso pudesse lhes custar todas as lembranças da festa e, possivelmente, da noite de núpcias.

A Mizukage, próxima da mesa, sorria levemente enquanto os observava dançar no salão improvisado ao ar livre. Apesar da situação em que se encontravam, Jiraiya até que conduzia bem a esposa, e Tsunade surpreendia pela graça. Outros casais também bailavam junto deles, o som da música se somando as risadas e aos gritos de comemoração.

Por que todo mundo casa, menos eu?! Mei pendeu a cabeça, depressiva de repente. Ela ia ficar pra titia, dando balas para as crianças alheias no fim de ano e fazendo tricô até depois dos cem... ONDE OS BONS HOMENS FORAM PARAR?

Ela girou o conteúdo do copo lentamente, melancólica. Esse era o último casamento em que iria. Esses eventos somente a irritavam e ela não queria invejar a amiga, mesmo que fosse uma inveja branca.

A música mudou, oscilando da valsa para um ritmo bem mais animado. Ouve um grito conjunto da maioria bêbada. Mei bufou. Provavelmente ela era a única pessoa que continuava parada e sozinha, o que só aumentava sua depressão. Ou talvez fosse a sua cara de poucos amigos que afastava os homens.

Levou alguns minutos até finalmente um pretendente aparecer. Um rapaz bonito – mas, infelizmente, jovem demais para ela – se aproximou com um sorriso nervoso. A Mizukage sorriu, quase sádica, comemorando internamente sua vitória sobre sua mente pessimista, pronta para aceitar a mão que o jovem lhe estendia.

- Achei – Tobirama disse inexpressivamente, se colocando na sua frente sem se importar em empurrar o pobre rapaz, que acabou batendo na mesa do ponche.

Mei sentiu seu queixo cair um pouquinho, e não conseguiu ergue-lo de imediato. Mas... mas... mas que droga ele estava fazendo?!

- Ora, seu... – ela segurou a muito custo a fieira de palavrões que pousou em sua língua. – Porque fez isso, Nidaime?!

Ele arqueou uma sobrancelha alva.

- Isso o que?

 

- Ele ia me chamar para dançar e o senhor atrapalhou – Mei respondeu friamente.

Tobirama olhou brevemente para o rapaz, estreitando os olhos vermelhos. Ele empalideceu visivelmente e saiu aos tropeços de perto da mesa.

- Meio jovem pra você, não? – voltou-se para a Mizukage novamente.

Ainda bem que olhares não matam.

Se fosse o casso, ele teria voltado para a Terra Pura novamente. Quase no mesmo segundo, as mãos pequenas da Mizukage voaram para o seu pescoço. O Hokage arregalou os olhos, a ideia de que ela fosse tentar sufoca-lo passando por sua cabeça.

Mei sentia que estava entrando em ebulição quando o puxou para perto e se colocou nas pontas dos pés para equilibrar a altura. Seu rosto vermelho e furioso estava a milímetros do dele, os narizes quase se tocando.

- Escuta aqui, seu tosco, – sibilou, quase espumando – você já me chamou de “feia” e saiu só com um tapa. Mas de “velha”, eu não admito!

*      *      *

Kazune, com os braços cruzados e as costas apoiadas numa árvore, observava a festa se desenrolar ao seu redor com a expressão apática. Já passava das dez. Talvez devesse procurar logo uma hospedaria, estava de saco cheio dessa festa.

Suspirou, esfregando as mãos. Estava frio.

Percebia o olhar de várias garotas sobre si e retribuía algumas vezes. Todas jovens, bonitas e visivelmente encantadas com ele. Se fosse há alguns meses, ele certamente escolheria uma para lhe fazer companhia, mas agora não era o caso. Só queria uma, uma das poucas que não o queria.

Seus olhos escuros se fixaram em Kushina, do outro lado da pista de dança. Ela estava dançando com Naruto, os dois rindo e conversando animadamente. Ele prestara atenção nela durante toda a noite e em nenhum momento a vira com Minato, embora isso não o reconfortasse. Talvez fosse paranoia de sua mente ciumenta, mas tinha a impressão de que, mesmo tendo a vantagem de proximidade, continuava andando em círculos.

- Devia desistir dessa mulher – a familiar voz áspera de Ayato o despertou do devaneio. Kazune olhou de soslaio o rosto severo do pai. – Eu fiz muitos planos para você, então não se atreva a ficar parado no tempo por causa de uma mulher que, além de estranha, é completamente sem classe.

O príncipe esforçou-se muito para não revirar os olhos.

- Nada que uma tinta de cabelo e algumas aulas de etiqueta não resolvam, Otou-san. Eu acho que ela daria uma maravilhosa princesa.

- Não se pode encher um copo que já está cheio – Ayato se pôs a sua frente, obrigando o filho a encara-lo. – Me escute bem: há milhares de mulheres no mundo, e você já teve mais do que o suficiente! Não coloque tudo a perder por causa de um simples orgulho ferido.

Os olhos de Kazune arderam e ele se desencostou da árvore, colocando-se frente à frente com o Daimyo.

- Não se trata de orgulho ferido – respondeu entredentes. – Eu a quero.

Ayato riu de forma abafada e um tanto debochada, balançando a cabeça.

- É claro que quer – estreitou os olhos, fazendo as rugas se acentuarem. – Ela seria a joia mais valiosa da sua coleção. Bela, poderosa, e apaixonada por outro homem – listou lentamente, ficando sério. – Fazê-la trair os próprios sentimentos vai te fazer sentir bem, Kazune? Você vai se sentir superior?

Kazune crispou os lábios, sua expressão compenetrada vacilando por um instante. Seu pai sempre soubera onde cutucar para tira-lo do sério.

- Não vou deixar você rir ás minhas custas – sibilou. – Hoje não, Otou-san.

- Claro, Claro – os olhos de Ayato brilharam de malícia. – Só quis meter foco nessa sua cabeça imatura. Fazer você esquecer um pouco essa... obsessão por se sentir especial...

Kazune rilhou os dentes, mas não respondeu. Seu pai ergueu a taça e saiu, andando cuidadosamente em seus trajes de seda. O príncipe virou-se para a árvore e bateu a cabeça no tronco com força. Realmente, essa estava sendo uma das piores noites da sua vida.

Maldita a hora em que resolvera acompanhar Kushina.

*     *     *

- Seu olho está horrível – Minato riu, sentando-se num futon ao lado do sofá, onde Tobirama estava deitado.

Entregou uma bolsa de gelo ao mais velho, que colocou sobre o olho esquerdo. Mei Terumi era mais forte do que parecia.

Estavam na sala de estar da Residência Hokage agora, mas a festa ainda se agitava lá fora. Minato encontrara Mei logo depois do incidente com o Nidaime, e teve que se segurar muito para não rir enquanto ela lhe contava a história. Sem dúvida acabaria de olho roxo também se o fizesse.

Ajudou a Mizukage a se acalmar um pouco e depois foi atrás do colega Hokage, com medo do que aconteceria se Hashirama o fizesse primeiro. Agora os dois estavam ali, e Tobirama parecia prestes a voar em seu pescoço.

- Se continuar rindo, não vou ter dó por você ser o caçula – ameaçou, pressionando o gelo contra o olho inchado e latejante.

Minato balançou a cabeça.

- Francamente, você e Mei só andam para trás – comentou, oferecendo mais uma compressa ao outro. – Quando ela me contou que você foi atrás dela, imaginei que tivesse pedido desculpas.

Tobirama bufou, os olhos rubros flamejando.

- Essa era minha intenção! Mas aquela louca não me deixa falar!

- Humm – fez Minato, tentando ao máximo ser imparcial. – Ela disse que você a chamou de velha.

- Eu não disse isso! – Tobirama se sentou rapidamente, o gelo caindo em seu colo. – Viu o que eu disse? Ela distorce tudo o que eu digo! Como conversar com uma pessoa assim?!

Minato entortou uma sobrancelha.

- O que você disse, exatamente?

O mais velho revirou os olhos, voltando a se deitar. Ótimo, agora não estava enxergando nada com o olho esquerdo por causa do inchaço.

- Quando eu a encontrei, um pivete ia chama-la para dançar, mas eu o empurrei. – Hesitou por um momento, e acrescentou: - Eu estava com pressa.

- Sei – Minato sorriu de leve. – Erro 1. E depois?

Tobirama jogou a bolsa de gelo longe.

- Ela se irritou comigo por isso.

- Eu também me irritaria.

- De que lado você está, Yondaime?

- Continue, por favor.

O Nidaime suspirou.

- Então eu disse que ele era jovem demais para ela. E ela me deu um soco.

- Oh – Minato riu. – Entendi. Erro 2.

Tobirama o encarou, desacreditado.

- Acha mesmo que eu sou o errado da história? Eu fui pedir desculpa e levei um soco!

- Você não pediu desculpa, e com certeza mereceu um soco – contrapôs Minato. – Cometeu o mesmo erro de novo. Não pode agir como se Mei fosse uma menina sem juízo que se casaria com qualquer homem que se aproximasse.

O olhar do mais velho endureceu:

- Minato, eu disse aquilo da última vez por que não queria que ela se iludisse com você. E disse isso dessa vez por que ela estava bêbada e poderia facilmente cair na lábia de um moleque pervertido.

- Viu só? – tornou Minato. – É o que eu estou dizendo: não a trate como uma criança. Ela sabe se cuidar. Nenhuma mulher gosta de ser tratada como uma desesperada por casamento.

- Ela é desesperada por casamento – Tobirama sorriu, sádico. – Você sabe.

- Bem, casamento é o sonho da maioria das mulheres – respondeu Minato. – Um parceiro faz muita falta.

- De qualquer modo – continuou Tobirama, num suspiro. – Eu não fiz por mal. Mas ELA vê maldade em tudo que eu digo.

Minato coçou a nuca. Reconhecia um pouco de verdade nisso.

- Mei é complicada de lidar. É muito vaidosa e sensível, não se pode falar implicitamente com ela.

- Falar implicitamente? – o Nidaime ergueu uma sobrancelha.

- Usar frases que podem ter várias interpretações – explicou o mais novo. – Mulheres ouvem o que querem ouvir. Quando você disse que ela não tinha chance comigo, foi o mesmo que ter dito que ela não é atraente. E, francamente, dizer que o garoto era muito novo para ela? Você estava quase pedindo um soco, Nidaime. Sabe como ela é sensível com a idade.

Tobirama massageou as têmporas, desgastado. Aquela mulher só servia para deixa-lo com dor de cabeça.

- É tudo culpa sua, sabia? – olhou acusadoramente para Minato. – Se não tivesse me perturbado tanto para pedir desculpas, nada disso teria acontecido.

O loiro deu de ombros.

- Pode ser. Mas ainda acho que você deve se desculpar.

Tobirama fuzilou o colega com os olhos.

- Tá brincando, né? – Minato não respondeu. – Yondaime, ela provavelmente não vai querer me ver durante um bom tempo. Algumas décadas, por exemplo.

- E é exatamente por isso que você deve procura-la assim que o sol raiar – Minato se levantou do futon, se livrando do que sobrou do gelo na compressa. – Depois que ela voltar para o País da Agua vai ser difícil falar com ela.

Tobirama balançou a cabeça, veemente. Nem em sonho ia dar ouvidos á Minato novamente. Tinha amor ao seu outro olho.

- Eu não vou atrás dela.

- Nem precisa.

Ambos os Hokages voltaram sua atenção para a porta da sala. Mei estava parada lá, escorada no portal e com pés descalços. Trazia as sandálias nas mãos e seu penteado já se desfizera, de modo que os indomáveis cabelos acobreados estavam de volta à sua forma original.

O Nidaime abriu a boca, mas decidiu não falar nada. Não queria dar mais motivos para briga. Minato, porém, encarou a amiga com as sobrancelhas arqueadas.

- Espero que a conversa que você ouviu tenha ajudado a clarear sua mente, Mei – disse, calmo.

A Mizukage, que até então fixara seu olhar sério em Tobirama, virou-se para Minato.

- Como sabe que eu estava ouvindo?

- Eu percebi você me seguindo desde que saí da festa. Nidaime não notou porque você encobriu seu chakra assim que chegamos aqui – explicou o Hokage mais novo. – De qualquer modo, acho que isso foi bom para você – olhou para Tobirama. – Para os dois.

O Nidaime respirou fundo, querendo levantar daquele sofá e esganar Minato. Porém, o modo como a Mizukage o encarava fazia-o permanecer quieto.

- Foi esclarecedor, obrigada – ela deu um brevíssimo sorriso para o mais novo. – Mas, agora, é minha vez de conversar com o Nidaime. Se importa de nos dar licença?

- Não – respondeu Minato, já andando para a porta. Parou ao lado da amiga. – Mas me prometa que não vai machuca-lo. E que vai ter paciência.

Mei suspirou.

- Eu prometo que tentarei – resmungou. – Boa noite, Minato.

O Hokage olhou para o colega por sobre o ombro por um momento, antes de finalmente acenar com a cabeça e deixar a sala. Mei fechou a porta à suas costas.

Tobirama ajeitou-se no sofá, tentando fugir do olhar dela pelo máximo de tempo possível. A conversa que tivera com Minato ficava se repetindo em sua cabeça, e ele sabia que havia dito muita coisa que poderia deixa-la furiosa.

Não se tratava de medo de levar outro soco: ele era um ninja, estava acostumado a pancadas. Por outro lado, ele realmente queria ficar bem com ela. Sabia que devia desculpas à Mei e que ela tinha motivos para estar com raiva, mas simplesmente não conseguia parar de agir como um idiota quando se tratava dela.

Mei aproximou-se do sofá lentamente, crispando os lábios finos. Deixou as sandálias sobre a mesa de centro com um “tac”, inspirando ruidosamente.

Sua verdadeira vontade era enfiar aquele par de sapatos pela goela daquele... miserável. Mas não faria isso. Apesar de todos os comentários infelizes que tivera que aguentar atrás da porta, ela tinha que reconhecer que, afinal, as intenções dele não eram ruins.

- Estou esperando – disse simplesmente, largando-se sobre o futon antes ocupado por Minato.

Tobirama finalmente olhou-a, sustentando seu olhar frio.

- Esperando? – repetiu.

- Seu pedido de desculpas – explicou ela, displicente. – Não foi pra isso que me procurou na mesa do ponche?

O Nidaime estreitou os olhos. Sabia que não ia ser tão fácil como ela dava a entender.

- Algo me diz que você não vai me perdoar tão facilmente.

Mei meneou a cabeça, encarando os próprios pés descalços.

- Bem, você pode tentar – respondeu. – E, se seu comportamento mudar, talvez eu até peça desculpas também por ter te socado.

- Generoso da sua parte – disse Tobirama, incapaz de conter o sarcasmo na voz. Ela ergueu as sobrancelhas para ele, acusadora. Ele bufou. – Está bem. – Remoeu as palavras por alguns segundos, desviando os olhos. – Me desculpe, Mizukage. Pelo que eu disse sobre o Minato e pelo que eu disse hoje.

Mei segurou um sorriso.

De fato, era um homem difícil de lidar.

- Só? – incitou simplesmente.

O Hokage expirou, impaciente.

- Não era isso o que você queria? – rebateu. – Eu me desculpei.

Mei piscou algumas vezes, o rosto apático. Tobirama a encarava, já esperando por uma resposta à altura ou outro soco. De novo, seu enorme desejo de se aproximar dela estava sendo abafado pelo orgulho.

- Ok – ela disse, por fim. Se levantou, pegando as sandálias de volta e dando as costas a ele. – Boa noite, Nidaime-sama.

Tobirama arregalou os olhos, surpreso, vendo-a se afastar em direção à porta. O que ela estava fazendo?!

- Espera! – pediu, incapaz de controlar a língua.

Mei fechou os olhos, ignorando-o e apressando o passo. Estava farta de tanta negligência. Todavia, foi impedida de continuar quando a mão dela segurou seu braço firmemente.

- Eu disse pra esperar – ela não podia ver seu rosto, mas sabia que estava zangado.

- Esperar o que? – virou-se para ele, soltando-se bruscamente. – Como você mesmo observou, já disse tudo o que eu queria ouvir.

O Hokage hesitou, dividido. Não. Não tinha dito nem metade do que deveria. Queria e não queria falar. Queria e não queria que ela fosse embora.

- Sabe de uma coisa? – Mei sorriu sem nenhum humor. – Você tem um temperamento difícil. E me conheceu num dia ruim. Por isso, eu não levei seu mal humor a sério no início. Achei que fosse assim com todo mundo. Mas estou percebendo que você tem uma má vontade excepcional comigo, Nidaime.

- Não é verdade. – Era. Ele sabia.

A Mizukage ajeitou a franja, o olho verde visível fixo no chão.

- Olha, eu sei que meu jeito não ajuda também. Minato tem razão. Eu interpreto tudo o que me dizem da forma que me convém. Mesmo que suas piadas sejam de mal gosto e que você tenha um jeito rude de demonstrar que se preocupa comigo, talvez eu devesse ser mais paciente com você – disse de uma vez. Queria deixar tudo em pratos limpos dessa vez, sem lágrimas ou ressentimento. – Eu só queria... que você parasse de agir como se eu fosse um problema.

Tobirama piscou, surpreso. Não esperava que ela fosse reconhecer uma coisa dessas. Mas ali estava ela, abrindo mal do próprio orgulho e se resolvendo com os próprios pensamentos.

Incrível como era difícil para ele fazer o mesmo!

- Você não é um problema – disse, finalmente. Era difícil achar as palavras certas. – É verdade que não nos conhecemos nas melhores circunstâncias e que os dois, principalmente eu, só foram ladeira abaixo desde então – hesitou, fazendo um esforço para continuar olhando para ela e não deixar o orgulho lhe entalar a garganta. – Eu nunca fui bom em ser gentil. Falo muita coisa que não preciso falar. Sou severo com as pessoas que gosto porque é meu jeito de protege-las. Me desculpe por tudo isso.

Mei tinha os olhos arregalados em descrença. Ele tinha mesmo se desculpado? E dito, indiretamente, que gostava dela? Sem sarcasmo, indiferença ou falsidade?

- Você gosta de mim, então? – sorriu de verdade, pela primeira vez em toda a noite.

- Argh – Tobirama passou a mão pelo rosto, engolindo em seco. – Entenda como quiser!

A Mizukage deu uma breve risadinha.

- Vou entender desse jeito, então – respondeu, num tom mais suave. – Estamos resolvidos?

O Hokage cruzou os braços, dando um discreto passo para trás.

- Estamos. – Relanceou os olhos para as grandes janelas laterais. Estava bem escuro lá fora, e o barulho da festa chegava abafado até eles. – Melhor você voltar para sua hospedaria. Está bem tarde.

Mei revirou os olhos. Ele ligava e desligava a frieza como se tivesse um botão na testa. Bem, teria que se acostumar com isso.

- É – concordou, pegando-o pela mão. Ele a encarou, surpreso. – Vamos, então.

- “Vamos”? – ele repetiu, piscando.

- Ora, Nidaime – a Mizukage pendeu a cabeça para o lado em tom de censura. – Não se deixa uma Dama sair sozinha à noite.

Ele estreitou os olhos.

- Mesmo que a Dama em questão tenha se mostrado perfeitamente capaz de se defender? – contrapôs, referindo-se ao estrago que ela fizera em seu olho.

- Acredite, te deixa mais charmoso – ela respondeu, descontraída, puxando-o para a porta.


LEIAM AS NOTAS FINAIS!


Notas Finais


Bem, preciso deixar avisado desde já que não faço a mínima ideia de quando vou postar de novo. Vai começar outra semana cheia de provas e vou ficar bem atolada. Provavelmente o próximo capítulo vai demorar um pouco.
PS: para quem também me acompanha em "Unmei no Akai Ito", fico feliz em dizer que o próximo capítulo saí ainda essa semana, provavelmente. Ele já está metade pronto, então acho que consigo um tempinho pra terminar.
Um beijo grande!
Torçam por mim nas provas, porque amanhã é a de matemática ¬ - ¬


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