História Naruto: O cavaleiro das trevas - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Batman, Naruto
Personagens Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Batman, Narusaku, Naruto
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Palavras 2.671
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Crossover, Ecchi, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - A ultima lição


Agora, uma nova cruzada se iniciava, uma que nunca teria fim e seria mais árdua que qualquer outra que o Uzumaki já havia enfrentado.  Seu primeiro ponto de parada foi Tibet, na China, os planaltos que em grande parte eram congelantes e habitados por monges, monges que eram guardiões de artes de luta lendárias e raras. Nagoya, no Japão, onde aprenderia o mais refinado da arte do Ninjutsu, ser invisível e um mestre em armas brancas. Monte Qincheng,

Oxford, Paris, Quênia, Síria, Afeganistão. Sua viagem pelo mais diversos pontos do planeta que já somavam anos, não tinha nenhum indicio de estar perto do fim, em cada Lugar que passou foi treinado intensamente, levado aos próprios limites e aprovado. No entanto numa rua do Afeganistão ouviu um boato sobre um guerreiro monge zen-budista, que habitava nas montanhas do Himalaia, treinado pelas mãos de magos Tibetanos e senseis em artes marciais. Naruto decidiu que veria por si mesmo se tal pessoa existia ou era apenas um boato, como muitos acreditavam. Fez uma caminhada dura, pelas montanhas, atravessando tempestades de neve, estava quase desistindo, quando sua esperança foi renovada ao ver um Bonsai, ao lado de uma casa de estrutura chinesa, bateu na porta e uma doce senhora atendeu.

 

—Procuro o Lendário Shihan Matsuda, o Guerreiro Monge Zen-budista.

—Shihan Matsuda é um mito, não existe ninguém como ele morando aqui. — Respondeu a senhora.

Naruto se decepcionou, estava cansado, com fome e foi em busca de apenas um mito que ouviu numa rua, apenas isso. Sentou-se em frente à casa e fechou os olhos como se fosse descansar, lembrou-se de um velho ditado que Jiraya, seu fiel amigo, sempre lhe dizia: “Um homem deve ver através da decepção”, havia de ter algo por ali. Passaram horas e nada mais aconteceu, Naruto aceitou que o velho monge fosse apenas um boato, mas ficou ali, afinal não havia para onde ir, dias e noites viraram, mas Naruto permanecia imóvel, talvez o frio congelante tivesse o impedindo de se mover ou até estava se castigando no gelo por ter seguido tão longe por um boato que ouviu em um canto qualquer. Ouviu um barulho de porta abrindo, olhou rapidamente para trás e viu um monge sair.

—Estava procurando por mim? O que você quer? — Um homem de meia idade com uma bengala indagou.

— Me deixe ser seu discípulo! — Naruto suplicou, se houvesse alguém capaz de ensinar o loiro a se tornar o que ele queria, esse homem era o monge.

O senhor olhou Naruto de cima a baixo, medindo-o como se procurasse algo especial no loiro e disse: — Pois bem, entre.

Seis meses depois

Naruto estava fazendo o treinamento com Katana, o que era rotineiro, o seu mestre era sempre muito exigente. O primeiro treinamento do dia era com os troncos de madeira, o treino se baseava em conseguir cortar um tronco pela metade com apenas um corte.

—Vergonhoso — disse Shihan com as mãos cruzadas às costas, ao ver que o loiro apenas conseguia cortar até a metade do tronco de arvore. — De novo. — Ordenou.

Naruto empunhou sua Katana novamente e ceifou a arvore por completo dessa vez.

—Deprimente, de novo. — Mesmo assim o mestre não se contentava. — Você precisa de firmeza e concentração para ceifar a arvore sem que ela cegue sua lâmina. — Completou o mestre.

Naruto apenas empunhou a espada novamente, determinado a acertar e efetuou o corte.

—Suficiente. — Completou.

—Afinal, você está orgulhoso de mim Mestre Shihan. — Naruto tentou se vangloriar

— É terça-feira, vá afiar suas lâminas. — O monge respondeu ignorando o comentário de Naruto.

 

Naruto pegou suas Katanas e dirigiu-se a loja mais próxima que ficava no pé da montanha, procurou pela atendente que sempre o recepcionava, Shion.

— O mesmo preço de sempre? —Naruto indagou entregando suas katanas

—Feito! — Shion respondeu. — Aceita uma fruta?

— Não. Obrigado. — Respondi ríspido.

—Você sempre vem aqui, toda semana. E nunca sorri muito disciplinado, muito sombrio. — Shion observou.

Numa Noite.

—Checou todas as trancas? Tudo tem que estar em segurança durante a noite. — Shihan indagou a Matsuda, sua esposa.

—Sim, ouvi que tem feito progressos no seu ensino.

—Sim, progresso, progresso lento. Há quanto tempo está sob minha tutela Naruto-kun? —Perguntou Shihan.

—Nove meses, mestre.

—Após quantas paradas?

—Oito. Tibet, Nagóia, Monte Qincheng, Oxford, Paris, Quênia, Síria e Afeganistão. Mas aqui com vocês, é o primeiro lugar que sinto que é como um lar, mestre você é como um pai para mim, e a Matsuda-san é como uma mãe. — Naruto havia se afeiçoado aquele mestre e sua esposa.

—Ela não é sua mãe e eu não sou seu pai. — Shihan disse, retirando-se da cozinha.

Outro Dia.

—Esta prática cardíaca Tonglen pode ser muito perigosa. Você deve visualizar todo sofrimento do mundo como uma fumaça negra e você deve inspirá-la e absorvê-la. Todo ódio, medo e raiva do mundo. Respire tudo isso é seu agora. E expire luz branca, livre-se de seu amor próprio, compaixão e alegria, dê-lhes ao mundo. —Shihan explicava o que era a meditação Tonglen.

—Isso é honra, é sacrifício, você deve assumir a escuridão no lugar das pessoas que são incapazes de se proteger. Mas, se você não estiver pronto, isso irá corromper sua alma e seu corpo. — O velho completou.

—Por que devo me livrar de toda luz? — Naruto Indagou.

—A Luz não é para ser mantida com você Naruto-kun, você somente deve preservá-la nos outros. — Respondeu Shihan.

—Mas eu não deveria manter alguma luz em mim para compartilhar com os outros? — Naruto perguntou novamente.

—Não, você tem que ser melhor e diferente dos outros, intimidade é uma fraqueza, significa ser mortal, e ser mortal é morrer. Amor vai ruir sua disciplina, vai te cegar. Resguarde-se não deixe ninguém se aproximar, desconfie de tudo e de todos. Só assim você se tornará um verdadeiro guerreiro. — Respondeu calmamente Shihan.

Horas depois.

— Como está indo seu treinamento Naruto-kun? —perguntava Sra. Matsuda.

— Está indo bem, Shihan está me ensinando como me distanciar das emoções.

— Não, Naruto-kun, o objetivo da meditação é conhecer suas emoções, apenas conhecendo elas você pode evitar se sucumbir às mesmas. — A senhora explicou ao loiro.

Outro dia.

— A Meditação Tummo é uma batalha elemental entre sangue e gelo. Gelo e sangue eles te ensinaram o que você deve saber. — Disse Shihan.

O velho pediu a Naruto que ficasse apenas com sua cueca, numa montanha de gelo, para que a meditação pudesse ser feita. Naruto se sentou no gelo, em meio a tempestade e teve que concentrar-se para aquecer seu corpo com o poder da meditação.

— Mas primeiro você deve aprender a controlar os instintos mais básicos do seu corpo, foco Naruto-kun, você treme e bate os dentes como uma criança tentando em vão se aquecer. Isso irá te levar a hipotermia. Você está deixando o gelo controlar você. — Shihan disse observando a dificuldade de Naruto em vencer a batalha de gelo.

Naruto tentou se concentrar e por pouco tempo conseguiu vencer o gelo que esfriava sua espinha e arrepiava todos os fios do corpo, contudo por um segundo sua mente se desviou e o loiro lembrou-se de Shion.

— Seu foco é risível no que você está pensando? —Indagou o monge.

— Uma garota, aquela garota. — Naruto respondeu envergonhado.

— Uma Garota? Se apegar ao amor é temer estar sozinho frente ao desconhecido. Mas o desconhecido é cada minuto de cada dia, precisar dos outros, Naruto-kun, é temer a vida em si, sua missão não é sentir medo nem se apegar ao amor, sua missão é abraçar uma vida solitária, independente. Se você carrega um amor, carrega uma fraqueza. — Shihan repreendeu.

Naruto se levantou do gelo decepcionado consigo, visto que ele havia estragado seu treino. Shihan apenas o mandou ir afiar suas katanas novamente, como fazia toda semana. Descendo ao pé da montanha se dirigiu a loja de sempre e procurou Shion.

— Não esqueça seu recibo! — A loira gritou para Naruto que sempre entregava suas katanas sem pegar o recibo de retirada.

Naruto pegou o recibo e notou que no verso havia um recado: “Me encontre no jardim bonsai, ao meio dia”. E pela primeira vez em muitos anos, Naruto conseguiu esboçar um sorriso. Ao terminar com suas katanas, Naruto retornou ao topo da montanha, adentrou o grande casarão no meio da neve e se dirigiu ao quarto que ele ocupava, guardou suas katanas e por acidente deixou que sua mala caísse, o que acabou derrubando um relógio de ouro que pertencia ao seu pai e naquele momento diversas lembranças passaram por sua memória, perturbando-o. Como seria sua vida se seus pais estivessem vivos, como estaria atualmente Konoha e se por acaso ele conseguiria assim ser feliz, algo que claramente não era.

— No que você está pensando? — Shihan perguntou, tirando Naruto de seus pensamentos.

— Nos meus pais.

— Afeição e luto são sentimentos mundanos, eles não terão necessidade para o que você vai se tornar. A morte de seus pais foi a melhor coisa que te aconteceu, ela te libertou das suas restrições morais. — Shihan repreendeu o sentimento de Naruto.

Durante todo esse tempo que havia se alojado na grande casa do monge jamais ouviu palavras de afeto, isso era desprezado pelo velho. Apenas o treino árduo e o aperfeiçoamento da técnica eram bem vistos.

— Naruto-kun você está destinado a se elevar como um Deus. —Shihan afirmou convencido, sendo esse o primeiro “elogio” que fez a Naruto em anos.

No outro dia.

Naruto apareceu ao encontro que estava marcado com Shion, se encontraram no jardim e forraram a grama para se deitar, apesar do clima frio, quando o calor cintilava o céu era dominado pela imensidão azul mais bela que poderia ser vista, as grandes nuvens que faziam várias formas rondavam a imensidão azul, Naruto deu seu ombro para Shion encostar e, ali os dois comentavam sobre as nuvens que iam e vinham, num fluxo infinito.

O clima ameno fazia junção com os sentimentos do loiro, que se sentia pleno com a companhia de Shion.

— O que te trouxe para esse lugar Naruto? — Shion sempre teve milhares de questões sobre o enigmático Naruto.

—Eu preciso me tornar algo, eu não sei o que ainda, mas sei que preciso ser. E para isso eu preciso de força e técnica, coisas que aqui tem.

— Você já é forte, e.... sei que não importa o que você tanto almeja, sinto que você é destinado a alcançar. — Shion disse olhando firmemente para os olhos azuis de Naruto.

Naruto que correspondia o olhar se perdia naquele verde claro, a proximidade dos dois era tanta que dali Naruto inalava o doce cheiro de Shion e podia admirar cada detalhe que seu rosto angelical oferecia, como sua bochecha que rosava ao receber o olhar de Naruto ou mesmo os fios loiros que recaíam sobre o rosto da moça. Naruto aproximou-se cada vez mais e era intensamente correspondido, sem muitas delongas o primeiro beijo foi dado. O toque suave de seus lábios escondia o choque corporal que os dois recebiam a se encontrarem, quase que como os dois soubessem que esse beijo havia demorado para sair. A amor do momento foi rompido com os apitos agudos do relógio de Naruto, que apitava sem parar, indicando que um treino lhe aguardava. Saindo de sua atmosfera romântica, Naruto recordou que não estava ali para achar um amor, mas sim para se tornar algo maior. Se despediu bruscamente de Shion, quase que como destruindo o momento que se instaurou nos minutos anteriores, correu em disparada para o topo da montanha, deixando apenas a loira que, estava sem entender nada para trás.

Subiu novamente ao ponto mais alto da montanha, onde sempre fazia frio, a tempestade de granizo se misturava ao gelo formado em solo, a meditação Tummo aguardava o jovem Uzumaki. Tirou suas roupas, permanecendo somente com a peça intima e sentou-se no gelo profundo, começando novamente a travar a batalha de gelo e sangue.

— Foco total, isso requer foco, não deixe o gelo te dominar. Você é indomável Naruto-kun — O mestre que já estava no locas aguardando Naruto o orientava.

Naruto que livrou sua mente de qualquer outro pensamento que não fosse o de vencer o gelo que o cercava, acabou por conseguir o ponto mais alto da meditação Tummo. Alcançar o Zen.

— Naruto-Kun! — Gritou Shihan.

Naruto que estava em seu maior pico de concentração pode olhar ao seu redor, notando que seu corpo estava quente, quente ao ponde de fundir em agua o gelo que estava o cercando. Esse era o objetivo final da meditação. Vencer o gelo, aquecer o sangue com a força de dentro.

— Agora sim Naruto-kun, agora estou orgulhoso. — Terminou o mestre.

Ao concluir o objetivo mestre e aprendiz voltaram para a grande casa.

— Naruto-kun, aquela menina Shion, não deixe ela se afastar devido a sua frieza, você ainda pode amar alguém — A Sra. Matsuda disse a Naruto, entregando o recibo que achou perto de suas katanas.

A senhora sabia que o Uzumaki gostava de Shion, mas que se seu marido Shihan ordenasse ele a esqueceria sem pensar duas vezes e nem por um segundo a senhora queria que Naruto se tornasse tão frio e isolado quanto seu marido.

— O que eu devo fazer? — Naruto indagou.

— Não perca tempo, vá atrás dela! — Completou Sra. Matsuda.                  

Naruto aproveitou que Shihan estava em seu quarto e foi imediatamente para o pé da montanha, encontrar-se com Shion, mesmo que já houvesse anoitecido e a trilha fosse mais perigosa, nada mais importava, apenas rever Shion. Ao chegar na loja, se dirigiu a parte dos fundos, onde era a janela do quarto de Shion, recolheu algumas pedras do chão e as lançou, com o intuito de chamar atenção da lira.

—Naruto, o que você está fazendo aqui? Vai ficar gripado nessa chuva! — A loira disse abrindo sua janela, encontrando Naruto em meio a chuva.

—Não me importo, eu tinha que te ver, eu queria dizer que sinto muito, e quero te ver mais se você concordar! — A necessidade de Naruto em tê-la era notável e Shion por sua vez tinha reciprocidade.

— Eu posso te ver hoje! Mais tarde eu subirei a montanha para e te encontrarei! Deixe a janela do seu quarto aberta.

Naruto assentiu, confiava que Shion apareceria, retornou ao grande casarão e fez como havia combinado, deixou uma janela aberta para que Shion pudesse entrar. Inquieto Naruto não tinha nenhuma paciência para esperar Shion, rolava na cama de um lado para o outro e o tempo parecia se deleitar com sua agonia de esperar, acabou por pegar no sono.

Foi bruscamente acordado ao ouvir barulhos no quarto de Shihan, se dirigiu vorazmente ao recinto e encontrou uma cena indescritível, seu mestre havia sido atravessado por uma Katana. O homem que estava coberto por uma balaclava e uma roupa escura era o assassino. Naruto não hesitou em usar da sua força para com o assassino, aproximou-se velozmente desviando das investidas com a katana que o assassino fazia, aproveitou a brecha do inimigo e passou uma rasteira no pé de apoio do assassino, derrubando-o, roubou a katana que estava nas mãos do assassino e fincou-a em seu tórax, finalizando-o, com a luta encerrada Naruto arrancou a balaclava que cobria o rosto do homem que havia matado seu mestre e outro infortúnio lhe apareceu.

— Shion!? Por que?! — Naruto gritou enfurecido ao ver que quem havia assassinado seu mestre era a garota que ele se relacionava.

— Ela planejou isso... E me pagou... me perdoe Naruto...— Shion respondeu com uma voz fraca apontando para trás de Naruto.

Naruto virou-se para ver o mandante do assassinato e foi surpreendido com Matsuda, esposa de Shihan, tentando matá-lo com uma faca em sua mão, a investida da velha foi parada por Shihan que ainda vivo atacou uma adaga em sua esposa, salvando Naruto da inevitável morte.

— Ela queria meu dinheiro, era isso. —Disse Shihan em seu leito de morte.

— Mestre... — Naruto sussurou. Sabia que seu erro havia causado a morte de seu mestre.

— Naruto-kun, não se preocupe, eu quero que essa seja sua última lição... escrita com meu próprio sangue... É ISSO QUE O AMOR LHE TRARÁ. — Completou o velho, falecendo nos braços de Naruto.



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