História Nas Águas dos seus Olhos - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Colégio, Comedia, Drama, Garota Linda, Garoto Lindo, Romance
Exibições 8
Palavras 1.494
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá !
Tenham uma boa leitura. <3

Capítulo 6 - Sou Realmente Um Otário.


Fanfic / Fanfiction Nas Águas dos seus Olhos - Capítulo 6 - Sou Realmente Um Otário.

Terça, 09 de Agosto de 2016 - 17:21

Gustavo

Estranho, a monstra me ajudou ? É isso mesmo o que estamos ouvindo produção ? Acho que na minha vida inteira, ninguém nunca me ajudou em uma coisa tão grande assim. Bom, eu dormir na casa de uma garota que odeio, que não conheço, e que está praticamente morando sozinha, é algo grande. Mas não tinha como eu recusar a "oferta" dela, estava sem saída. Se minha mãe ver meu estado de agora, ela entraria em desespero, e eu não quero isso.

Ainda não consigo acreditar no que aconteceu antes. Henrique e Megan ?! Que nojo ! Só de imaginar os dois juntos, me dá enjoo. Não duvidava que a Megan fosse de fazer isso, de trair. Ciúmes ? Sim. Flertes com alguns caras ? Sim. Mas trair por completo, nunca. Penso se o que Henrique disse, que sou um otário, seja verdade.

Continuo deitado na cama da monstra. Ela já me deu medicamentos pras dores, e foi procurar alguns band-aids pra pôr em alguns cortes em meu rosto. Realmente levei altos socos.

Ela entra no quarto com uma caixa de remédios, e eu me sento na cama. - Olha, peguei esparadrapos e remédios para pôr em cima dos cortes abertos.

-Cortes abertos ?!

-Sim, acho que ele estava usando anel.

-Ah.

Ela senta ao meu lado em sua cama, e pega a água oxigenada. - Fica quieto.

-Mas antes queria te fazer uma pergunta. Posso ? - Falo.

-Claro, contanto que não seja uma cantada.

-Uma pessoa me falou que sou, bom, que sempre fui um otário. Você acha isso ?

-Hmm, - Ela olha para cima. - acredito que não. Posso não te conhecer direito, mas durante esses dois dias te aguentando, não tem como eu chegar à conclusão que você seja um otário. Você só é... - Seu campo de visão volta para mim. - estressado. - Ela sorri de lado.

Sorrio de lado de volta. - Entendi.

-Agora fica parado. - Ela se aproxima ao ponto de eu conseguir sentir sua respiração, e põe o remédio no corte da testa.

-AII !! - Afasto sua mão de minha testa. - Tá maluca ? Vai mais devagar !

-Acabou ? Não tenho o dia todo pra ficar aqui cuidando de um bebêzinho.

-Isso dói sabia ?!

-Ah, isso dói ?! Você não conhece nem metade do que a dor realmente é, então fica quieto e aguenta ! - Ela coloca o remédio no corte rapidamente.

-E você sabe a real dor ? - Falo em um tom sarcástico. 

-Acredito que sim. - Ela fala limpando o resto dos outros machucados em meu rosto.

-Olha, - Interrompo-a pegando no seu antebraço direito. - cada um de nós tem sua forma de sentir dor. Isso que senti agora ? Não chega nem perto da dor.

-É ? - Ela ri sarcástica. - Muito interessante, agora me solta.

-Você não sabe de nada do que realmente acontece na vida dos outros.

-Me solta ! - Ela aumenta seu tom de voz.

-Então não tente se passar de sabichona, porque não é só você que sofre só porque perdeu a mãe.

Ela solta seu braço direito de mim e me dá um tapa. - NÃO OUSE FALAR DELA ! - Ela se levanta da cama, e aponta seu indicador para mim. - VOCÊ não conhece ela, e nem NINGUÉM que faz parte da MINHA VIDA ! - Ela fala botando ênfase em algumas frases. - Onde eu tava com a cabeça quando pensei em te ajudar ?! - Ela fala caminhando em círculos em seu quarto.

-É, realmente não conheço você nem sua família, mas parece que você usa sua mãe como uma desculpinha para que os outros sintam pena de você !

-É ?! - Ela para na minha frente, cara a cara, olho no olho. - E parece que você usa todos os seus "talentos" para conseguir mais atenção dos outros ! - Ela ri. - Que triste.

-Nada vai ultrapassar o fato de você fazer algo horrível à sua mãe. A coitada, não tem paz nem no céu porque sua filha a usa como exemplo.

-VAI EMBORA DAQUI SEU MERDA ! - Ela aponta para porta de seu quarto.

-Não. - Continuo sentado na cama.

-VAI EMBORA ! - Ela começa a me puxar para levantar da cama. - AGORA ! - Levanto-me e ela então consegue me pôr pra fora de seu quarto, e fecha a porta com força.

-Sabe que me expulsar do seu quarto não é o mesmo que expulsar de sua casa, não é ?! - Falo alto pra ela escutar do outro lado da porta. E então escuto alguns soluços. Baixos, mas claros. Ela estava chorando. Eu a fiz chorar. - Não acredito que consegui fazer a monstra de coração de pedra chorar ! - Falo baixo comigo mesmo.

Eu queria me sentir realizado com minha "missão". Mas no fundo, sinto que o que fiz e falei foi errado. Eu realmente sou um otário. Ando até a porta do quarto, e sento na porta.

-Monstra. - Falo mas ela não responde. - Eli... Elizabeth. - Falo seu nome com receio, ainda sem resposta. - Olha, desculpa. É que... aconteceu uma coisa que eu nunca esperaria que fosse acontecer. O Henrique e a Megan... Aquilo realmente me chocou...

Ela abre a porta de uma vez e eu caio no chão. - E você acha que saber da notícia que minha mãe havia falecido não me chocou ?! - Ela fala limpando os olhos, enquanto me levantava. - Você precisa ter mais cuidado com as palavras, elas carregam um grande peso.

-Sim, sim. Me desculpa. Posso continuar aqui ?

Ela fecha a porta na minha cara.

-Entendi. Então... estou indo pra casa. - Me levanto do chão.

-Você vai dormir no sofá ! - Ela fala alto lá de dentro do quarto.

Sorrio. - Certo ! Obrigado !

-Não me agradeça ainda !

-O quê ?

Ela abre a porta e passa rápido por mim. Desce as escadas com alguns lençóis e eu acompanho-a. No sofá da casa, ela põe os cobertores e um travesseiro. E vai para cozinha. E eu, acompanho-a.

-Vai ficar me seguindo até o fim da vida ?! - Ela fala irritada.

-Bom, eu não vou dormir às 18:00 horas da noite. Então, sim.

-Que bom pra você. - Ela passa por mim novamente, sobe as escadas, e se tranca em seu quarto.

-Elizabeeeth ! - Falo alto.

-Vai à merda Gustavo !

-Nossa.

Desço as escadas, e vou para o sofá. Ligo a TV, e fico assistindo-a.

 

Terça, 09 de Agosto de 2016 - 19:08

Escuto alguém abrir a porta da casa, e andar até a sala.

-Gustavo ? O que faz aqui ?

-Ah, oi Alana. É uma longa história.

-Longa história ? Está sem camisa. - Ela arregala os olhos. - Por favor me diz que não transou com a Eliza !

-O quê ?! Não ! Nunca !

Ela suspira aliviada. - Então, não é nada do que penso que é ?

-Não. - Rio.

-Cadê a Eliza ?

-Ela se trancou no quarto e não saiu mais.

-Hm, estranho. - Ela olha para as escadas. - Certo. Vou subir, e tomar um banho. Se precisar de algo pra comer, pode ficar à vontade.

-Obrigado.

Ela sobe, e eu continuo assistindo televisão, até então, pegar no sono.

 

Quarta, 10 de Agosto de 2016 - 07:13

Acordei no tapete da sala. Por que ? Não sei. Devo ter caído e nem ter sentido. Estava com fome, não havia comido nada noite passada. Ando até a cozinho, e me encontro a morena só de calcinha e uma regata ,e tomando café em uma caneca.

-Uau. - Digo. - Pra uma monstra, você tem o corpo bem estruturado.

Ela olha para o lado assustada. - Gustavo ?! Eu tinha esquecido que você estava aqui !

-É, percebi. - Rio.

-E você, parece que você também esqueceu que não estava em casa. - Ela olha para meu peitoral rindo.

-Haha. - Me aproximo dela e ela vai andando para trás até não ter mais por onde ir. - Toma cuidado. Você não está em boas condições de discussão aqui. - Aproximo-me do rosto dela.

-E você não está em condições de estar falando isso. - Ela aponta para o lado, e acompanho para onde ela estava apontando. Percebo então que ela apontava pro PAI DELA ! - AH ! Sr. Cornélios ! - Me afasto dela, e ele se aproxima de mim.

-Toma cuidado você garoto, não tem só mulher nessa casa aqui não.

-S-Sim senhor. - Gaguejo, e percebo que a monstra ria da minha cara.

Mas por quê tentei dar em cima dela ?! Não entendo. Eu sou realmente um otário.

 

"Perder, dói! Não adianta dizer NÃO SOFRA, NÃO CHORE; só não podemos ficar parados no tempo chorando nossa dor diante das nossas percas."


Notas Finais


Espero que tenham gostado ! <3
Até outro dia !
Comentem. :*


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