História Nas Entrelinhas do Destino - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Malhação
Personagens João "Johnny" Spinelli, Karina "Ká" Duarte, Pedro Ramos, Personagens Originais
Tags Jorina, Perina, Santocek, Santovitti
Exibições 142
Palavras 3.583
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, meus amores!!
Sim, eu sei que demorei, mas lembrem-se, eu sempre volto e estou aqui com um capítulo quentinho pra vocês!
Vai ter confusão, e eu sei que vcs gostam kkk então espero que gostem.
Boa leitura!

Capítulo 24 - Você não tem nada a ver com isso!


Fanfic / Fanfiction Nas Entrelinhas do Destino - Capítulo 24 - Você não tem nada a ver com isso!

- João? - Chamei levantando os olhos e percebi que ele me encarava fixamente. - Por que tá me olhando assim?

- O que é isso? - Perguntou entredentes.

- Isso o que? - Retruquei confusa.

- Isso no seu pescoço! - Disse raivoso e o jeito que ele falou fez um arrepio me percorrer, e não foi de um jeito bom.

- O que tem no meu pescoço, João? - Falei e levantei indo até o espelho da penteadeira, ele veio junto, praticamente bufando de raiva e assim que eu cheguei em frente ao espelho identifiquei o que ele tinha visto ali.

Pedro me deixou marcada. Sim, agora eu exibia uma bela marca de chupão no meu pescoço. Ah, mas esse guitarrista me paga! Como é que ele me deixa marcada assim? E se meu pai vê? Eu devia imaginar que aqueles chupões marcariam... Fui retirada dos meus pensamentos por João, que puxou meu braço bruscamente e me fez encará-lo.

- Quem foi, Karina? - Perguntou raivoso. - Quem fez isso? - Ele praticamente bradou apertando meu braço com o pouco mais de força do que deveria e aquilo me incomodou, mas a maneira como ele me olhou me incomodou ainda mais.

João me mirava com um olhar inquisidor, como se eu tivesse a obrigação de lhe confessar algo, e eu não tinha. Ele gritou comigo, coisa que nunca faz, e seu olhar além de interrogativo era acusador, e por mais que eu soubesse que não tinha feito nada de errado, aquilo me fez sentir mal.

- Anda, Karina! - Ele voltou a chamar minha atenção. - Responde! - Pediu e sua voz soou firme e autoritária, como eu jamais vi antes.

Confesso que aquilo me assustou de certa forma, mas eu fiz o possível para não deixar transparecer e me mantive firme o encarando.

- João, eu não tô entendendo. - Falei ainda atônita.

Eu simplesmente não estava conseguido entender o porquê dessa reação.

- Ah, não tá entendo? - Perguntou e então me puxou para que eu voltasse a encarar o espelho. - Eu quero saber o que é isso aqui! - Disse apontando pro meu pescoço, eu encarava nossos reflexos pelo espelho perplexa.

- Eu disse que não tô entendo o porquê de você estar falando comigo desse jeito! - Falei voltando a encará-lo. - E isso aqui. - Disse apontando pro meu pescoço. - Ah, você sabe o que é isso, né? - Falei arqueando a sobrancelha e o vi travar o maxilar por conta de minha resposta.

- Me responde direito! - Ele exigiu.

Mas que porra estava acontecendo?

- Ei, tá maluco? Eu não tenho que te responder nada! - Falei indignada, ele bufou. - Por que você tá tão irritado, hein? - Perguntei tentando controlar meus ânimos que já estavam pra lá de exaltados.

- Eu tô irritado, sim! Tô irritado porque tem uma marca enorme de chupão no seu pescoço, e eu quero saber quem fez essa merda! - Gritou e eu respirei fundo antes de respondê-lo.

Aquilo também estava me irritando, e não era pouco.

- Primeiro, dá pra você baixar o tom? - Falei entredentes. - Se você quiser continuar essa conversa, acho melhor parar de gritar. - Avisei. - E segundo, tira a mão de mim que você tá me machucando! - Falei apontando para sua mão que ainda permanecia firme no meu braço, que já começara a ficar vermelha por conta de seu aperto.

- Desculpa. - Ele disse e suspirou fazendo o que eu pedi, massageei o local avermelhado enquanto o encarava impassiva. Ele baixou o olhar e coçou a nuca. - Acho que exagerei, né?

- Ah, você acha? - Perguntei sorrindo irônica, ele voltou a me encarar. - Porque eu não acho não, eu tenho certeza! - Disse e suspirei analisando seu rosto. - Por que fez isso, João?

- Eu não sei. - Disse simplesmente. - Porra, eu não sei o que me deu quando te vi aí, toda marcada!

- Eu também não sei o que te deu! - Afirmei e então suspirei tentando me controlar. - Qual é, João? Você nunca agiu assim antes!

- Eu sei, foi mal.- Ele suspirou. - Eu já admiti que passei do ponto, mas poderia ser bem pior.

- Bem pior, como? - Perguntei cruzando os braços em frente ao meu peito. - Porque eu já achei essa cena bem bizarra, e não vejo como poderia piorar!

- Ah, mas poderia. - Afirmou. - Imagina se ao invés de mim fosse o Gael! Imagina se teu pai te vê com essas marcas!

- Como você acabou de dizer, sou eu quem estou marcada, então somente eu devo me preocupar com isso. - Evidenciei. - E se fosse o meu pai a ver, pelo menos ele pode me cobrar alguma coisa, né? Ao contrário de você! - Disse e o vi engolir em seco e então baixar o olhar.

Ele estava envergonhado, e provavelmente arrependido da cena que fez, mas mesmo sabendo disso a raiva que eu estava sentindo no momento não diminuía.

- Olha só, João. - Eu chamei a atenção dele, que voltou a me encarar. - Acho melhor você sair. - Falei exausta. Realmente, essa discussão não tinha feito bem pra mim. - Minha cabeça tá estourando, eu só quero dormir.

- Karina, eu sei que não... - Ele começou a dizer, eu o cortei.

- Dá pra sair, por favor? - Pedi, mesmo que não tenha soado como um pedido.

João tinha me magoado muito com a reação inesperada que teve, e pior, tinha conseguido me deixar mal numa noite que tinha sido muito especial pra mim, então no momento, eu só queria que ele sumisse.

- Eu quero te explicar. - Disse se aproximando. - Quero que entenda que é difícil pra mim te ver assim.

- Não tem nada difícil, João! - Explodi novamente. - Pelo amor de Deus, é uma coisa tão simples, tão comum... Eu sou adolescente, é normal, sabia?

- Eu sei, mas...

- Então por que está tão incomodado?! - Eu o cortei novamente e respirei fundo algumas vezes tentando me controlar já que o sangue estava começando a ferver em minhas veias e eu sabia que tinha que tentar me acalmar ou isso não acabaria bem.

- Porque eu sou seu amigo e me preocupo com você. - Disse com ternura e sorriu levando sua mão ao meu rosto numa leve carícia. - Tenho medo que algo de ruim te aconteça.

- Não começa com isso. - Falei o encarando seriamente e afastei sua mão do meu rosto.

- Mas é verdade, loirinha. - Disse sorrindo carinhosamente e voltou a tentar se aproximar, eu o afastei novamente. - Se pelo menos eu soubesse quem tava com você... Por que você não conta mais as suas coisas? É por isso que eu fico preocupado!

- Ah João, me poupe! - Falei voltando a minha cama. - Você sempre usa a mesma desculpa, eu já tô cansada disso! - Disse e ele suspirou se encostando à penteadeita.

- Você mudou, Karina. - Falou sério, revirei os olhos. - Já tem um tempo que você está diferente, eu percebi e até te perguntei se estava com alguém, você disse que não, mas pelo visto mentiu. - Falou e eu baixei olhar.

- É normal as pessoas mudarem, principalmente na nossa idade, João. - Falei ainda sem o encarar. - É normal conhecer novas pessoas, descobrir novas coisas... E eu conheci alguém. - Falei baixinho, mas ele estava atento, tanto que assim que fechei a boca, eu o vi se aproximar e sentar-se à minha frente. - Ele me faz sentir diferente, especial. - Sorri ao pensar no Pedro. - Eu gosto dele.

- Mas você me prometeu. - João falou e eu franzi o cenho. - Você me prometeu que contaria quando começasse a ficar com alguém, mas não fez. - Disse e eu pude sentir um tom de decepção em sua voz. - E o pior é que saber disso agora só me deixou mais preocupado! - Completou e eu revirei os olhos.

- João, não precisa...

-  Eu não conheço esse cara. - Ele me cortou, e agora parecia irritado novamente. - Como é que você quer que eu fique tranquilo sem saber se ele é realmente bom pra você?

- Eu sei que ele é bom pra mim, e isso basta. - Falei firme. - Você é meu amigo sim, mas nós temos que estabelecer limites. Nenhuma amizade te dá o direito de me pressionar, ou gritar comigo como você fez.

- Eu sei, desculpa por isso. - Disse e respirou fundo. - Mas pô, se coloca no meu lugar!

- João, eu nunca me meti no seu namoro com a Vicky ou em qualquer outro que teve, e também não saio por aí fiscalizando as marcas que sua namorada te deixa!

- Exatamente, a Vicky é minha namorada. - Disse frisando bem a última palavra. - Não tem porquê você se preocupar já que conhece ela, mas e esse moleque? Ele nem seu namorado é, e você fica já fica aí, cheia de intimidades com ele! - Falou e então se aproximou ainda mais de mim. - Karina, e se esse cara tentar se aproveitar de você?

- João, para, isso já tá ridículo!- Falei o afastando novamente. - Olha só, eu já sou bem grandinha, sei me defender e não sou essa bobinha que você pensa. - Afirmei o encarando seriamente. - Eu faço o que eu quiser, com quem eu quiser, e você não tem nada a ver com isso!

- Então você acha que eu não devo ficar preocupado em descobrir que você fica se agarrando por aí com um cara que eu sequer conheco?!

- Você fala como se fosse algum crime eu namorar!

- Peraí, namorar? - Perguntou incrédulo. - Então é pior do que eu pensava! Você tá namorando?

- Não sei porquê tá tão surpreso. - Falei analisando sua expressão confusa. - Você achou o quê, que isso nunca fosse acontecer? - Perguntei com ironia. - Desculpa te decepcionar, mas eu não tenho vocação pra freira.

- Você sabe que não é isso. - Falou sério e então me mirou, seus olhos estavam escuros, ele estava com raiva. - Por que não me contou?

- Por que você precisava saber? - Retruquei, ele bufou.

- Karina, eu quero que fale o nome desse cara. - Ele voltou a usar aquele tom autoritário, mas parecia mais contido.

- Eu não vou te falar nada. - Disse simplesmente, ele travou o maxilar. - Você não precisa saber de todos os detalhes da minha vida, principalmente quando se trata da minha vida amorosa! - Falei e lhe dei as costas, pronta pra sair do quarto.

- Você não entendeu? - Ele puxou meu pulso, eu o fuzilei com o olhar. - Eu quero saber o nome dele!

- Você que não está entendo! - Falei puxando meu braço, felizmente ele me soltou. - Você não pode me exigir nada, ouviu bem? Porque eu nunca cheguei em você cobrando explicação alguma! - Afirmei e minha voz saiu um pouco embargada.

Acabei lembrando de todas as vezes que eu via João interessado em alguma garota e me roía por dentro porque não podia cobrar nada dele. Eu odiava aquela sensação de impotência, mas era o preço que eu tinha que pagar, afinal, ele não sabia que me machucava vê-lo com outras, porém, mesmo com todo o ciúme que eu senti, eu nunca fiz nada parecido com o que ele está fazendo.

- É diferente. - Ele falou e eu senti ainda mais raiva. - Eu sei me cuidar, por isso você nunca precisou fazer isso.

- Ah tá, eu não sei me cuidar, tá bom! - Falei irritada. - Na boa, sai daqui agora senão eu vou ser obrigada a te mostrar o quanto eu sei me defender de gente idiota! - Disse ameaçadoramente.

Aquilo só parecia piorar a cada segundo, e eu estava cada vez mais exausta, só queria que acabasse.

- Tá vendo? Você acha que só dor física pode machucar! - Ele falou, e agora também parecia irritado.

- Gente, pelo amor de Deus, que gritaria é essa? - Bianca chegou ao quarto e fechou a porta rapidamente. - O papai tá dormindo, vocês querem acordar ele, é?

- K, você é uma ótima lutadora, não duvido que pode dar uma boa lição em quem quiser. - João continuou a falar ignorando a chegada de Bianca. - Mas isso não pode impedir que machuquem seus sentimentos!

Ah, machucar meus sentimentos! Agora ele está preocupado com isso?

Eu passei anos sofrendo por gostar dele, meus sentimentos eram feridos diariamente toda vez que eu ouvia ele me chamar de amiga enquanto chamava outra de namorada, e então agora que eu estou bem com o Pedro, ele me vem com essa? João estava me irritando num grau, que eu já estava prestes a pular em cima dele e descontar toda a mágoa que eu estou sufocando faz tempo, porém, antes que eu o fizesse, ouvi a voz da Bianca.

- Karina, calma. - Ela pediu se proximando de nós. - O que tá acontecendo, irmã?

- Isso tá acontecendo. - João respondeu por mim. - Olha pro pescoço da sua irmã!

- O que tem no pesco...  - Bianca disse me analisando e logo percebeu do que ele falava. - Uau! - Disse reprimindo um sorriso. - O negócio tava animado, hein? - Ela falou para que somente eu ouvisse, sorri minimamente.

- É realmente de se espantar! - João disse, revirei os olhos. - E você acredita que além de aparecer assim, ela ainda se recusa a me contar quem foi? - Falou, e eu não conseguia acreditar que ele ia repetir a mesma ladainha. Encostei minha cabeça no ombro da Bianca e senti as lágrimas chegarem aos meus olhos.

Eu simplesmente não conseguiria continuar a discutir, e pior, eu e tinha medo. Medo de que se continuassemos, pudéssemos nos magoar e acabar nos afastando de maneira permanente, e apesar de tudo, eu não queria isso. João era importante pra mim, importante demais pra que eu me deixasse levar pela raiva e tomasse alguma decisão precipitada, porém, eu não o queria aqui agora, eu estava chateada e não surportava mais a maneira como estava me tratando.

- A Karina não entende que eu me preocupo com ela! - João continuou seu discurso, suspirei sentindo que havia chegado ao meu limite.

- É você que não entende que eu odeio quando me trata como criança! - Gritei e senti as malditas lágrimas molharem meu rosto, ele se calou e me encarou assustado. - João, sai daqui. - Pedi entredentes e limpei meu rosto, porém agora não parecia adiantar, as lágrimas continuavam a cair. - Agora! - Gritei e ele me olhou sem reação.

- Vai, João. - Bianca pediu. - Não dá pra vocês conversarem assim. - João soltou um palavrão que eu não compreendi e em seguida saiu batendo a porta com força. - Calma, K. - Ela pediu limpando meu rosto e então me abraçou. Eu respirei fundo algumas vezes e fui me acalmando. - O que houve?

- O João surtou. - Falei simplesmente, ela riu. - É sério, Bia! Você viu a cena que ele acabou de fazer?

- Vi, ele exagerou mesmo. - Falou me puxando pra deitar no seu colo.

- Isso porque você não viu tudo!

- É só me contar. - Disse começando a acariciar meus cabelos, suspirei.

- A gente tava conversando numa boa, até ele ver as marcas no meu pescoço e surtar! - Falei a mirando de viés. - Ele gritou comigo, pegou meu braço com força e ficou me fazendo um monte de perguntas! - Disse e suspirei novamente. - Ele nunca agiu assim comigo... Não sei o que deu nele.

- Eu sei. - Bianca disse, eu a encarei curiosa. - João estava com ciúmes, maninha. - Disse e eu franzi o cenho.

- Ciúmes?

- É, ciúmes. - Ela confirmou. - Ciúmes de irmão, cuidado. - Disse e eu revirei os olhos. - Você sabe que ele é muito protetor, principalmente em relação a você.

- Eu entendo que ele se preocupe, mas não precisa me tratar como criança, Bianca!

- Eu já te expliquei que o João é muito apegado a você, por isso exagera às vezes. - Falou sorrindo. - Ele te ama muito, você é a irmãzinha dele.

- Você também é irmã dele, e com você ele não tem essas frescuras! - Acusei e ela riu. - Ah Bianca, você namora praticamente desde os doze anos, ele nunca implicou com nenhum namorado seu!

- Talvez porque eu sou a irmã mais velha? - Falou e eu revirei os olhos. - Ou será que é porque eu nunca namorei escondido dele? - Perguntou ironicamente, eu sentei a encarando com uma cara nada boa.

- Bianca... - Choraminguei. - Não começa!

- K, eu entendo a preocupação do João. - Falou mais séria. - Eu no lugar dele também ficaria preocupada se não soubesse do seu namoro.

- Mas o João foi muito estúpido, comigo. - Reclamei. - Eu duvido que você agiria como ele.

- Ele tava nervoso. - Ela disse, revirei os olhos. - E você sabe que nada disso teria acontecido se você contasse a ele que está com o Pedro. - Completou e eu baixei o olhar. - Karina, por que você não conta pra ele?

- Eu tenho os meus motivos.

- Eu acho que se o João soubesse sobre vocês, você seria poupada de muito estresse. - Disse e eu deitei novamente, pensando no que ela falou. - João ficaria tranquilo se soubesse que o Pedro é o seu namorado, e pararia de pegar no seu pé, não é isso o que você quer?

- É, mas... - Suspirei. Eu não sabia o que, mas algo me impedia de contar ao João, principalmente agora, depois dessa discussão. - Não quero contar ainda.

- Tudo bem. - Ela falou. - A decisão é sua, e se o Pedro já concordou. - Deu de ombros. - Quem sou eu pra dizer algo.

- Ainda bem que você não vai me encher com isso. - Falei aliviada.

- Em agradecimento, você bem que poderia me contar como foi o seu encontro com guitarrista, né? - Perguntou deitando ao meu lado e cutucou minha costela, sorri. - O Pedro gostou mesmo da surpresa?

- Ele adorou, Bianca. - Falei e sorri ao lembrar da sua expressão. - Ah, só de ver aquele sorriso lindo a noite já teria valido a pena, mas como sempre, ele conseguiu deixar ainda melhor. - Disse e suspirei ao me lembrar de nossos momentos.

- Melhor, como? - Bianca perguntou, mordi o lábio enquanto pensava se contava ou não o que tinha rolado hoje, porém antes que eu tomasse qualquer decisão, ouvi um gritinho de empolgação da minha irmã. - Ah meu Deus, rolou!  - Falou empolgada.

- O que? - Perguntei um tanto atônita.

- Você e o Pedro...

- Não, Bianca. - Eu falei assim que entendi o que ela queria saber, ela fez um biquinho, eu ri. - Pelo menos, ainda não. - Falei mais baixo, mas ela ouviu e voltou a sorrir.

- Me conta! - Falou novamente empolgada, então eu contei. Contei o quanto eu adoro estar com ele, o quanto ele me faz sentir bem; falei o quanto eu gosto de sentir seus toques, seus beijos, e o quanto funcionamos bem juntos. Contei pra ela até onde chegamos e confessei também que sinto que estou quase pronta para ser dele por inteiro. - Ai que lindo, que lindo! - Bianca disse ao fim da minha narrativa. - E que safadinhos vocês são, hein?

- Bianca! - Eu a repreendi sentindo meu rosto corar. - Por isso não gosto de te contar as coisas. - Falei e ela me mostrou a língua, suspirei voltando a deitar. - Minha noite teria sido maravilhosa, se o João não tivesse estragado tudo. - Lamentei.

- Você ficou mal por brigar com ele, né?

- Sempre fico. - Afirmei. - Mas dessa vez, eu não me arrependo. - Disse e ela arqueou a sobrancelha. - Não me arrependo porque sei que estou certa, ele não tinha o direito de fazer o que fez, e isso me magoou muito.

- Eu sei. - Ela concordou. - Mas ele vai pensar melhor, vai se arrepender e te pedir desculpas, você vai ver. - Disse e assenti forçando um sorriso. - Mas enquanto isso não acontece, que tal ligar pro Pedro? - Sugeriu e eu franzi o cenho. - Aposto que falar com seu guitarrista vai te animar!

- Mas, a gente se viu faz pouco tempo, eu não...

- E daí? - Ela me cortou. - Aposto que ele tá pensando em você, e vai adorar falar um pouco com a esquentadinha dele. - Disse e me lançou uma piscadela. Sorri considerando essa possibilidade. - Tenta. - Falou entregando o celular na minha mão e foi para sua cama. Disquei o número do Pedro, ele não demorou a atender.

- Oi minha linda, ainda bem que ligou. - Ouvi sua voz e sorri imediatamente.

Bianca tinha razão. Eu só precisava de uns minutinhos ouvindo a voz do meu guitarrista pra alegrar minha noite.


Notas Finais


E aí, o que acharam?
João é chato, né? Fez a Karina chorar!
A bichinha ficou mal, mas ainda bem que ela tem o Pê... Como vocês acham que ele vai reagir quando souber do chilique do primo??
Comentem amores, vou tentar voltar ainda essa semana, bjs! 😘❤


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