História Nas Tuas Mãos - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Visualizações 15
Palavras 1.670
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Revelações


Fanfic / Fanfiction Nas Tuas Mãos - Capítulo 5 - Revelações

Fiquei na cozinha imóvel, a pensar no que se estava a passar. Ele não os deixou levarem-me. Se por momentos pensei que fosse por se preocupar minimamente comigo, agora acho que foi simplesmente por não me querer perder de vista até receber o dinheiro. Não vejo outra explicação. Eu não podia contar com a sua compaixão. Não sabia o que haveria de fazer. Tinha o caminho livre e a porta da rua mesmo perto de mim. Podia fugir. Podia acabar com este pesadelo. Olhei para Travis amarrado à cadeira, inconsciente. Tenho de descobrir porque é que esse tal de Mr. Watson me quer. Avancei, relutante, até ao banheiro onde estava Chris.
— Ahh! Merda! – ouvi-o praguejar enquanto tentava desinfectar as suas feridas com álcool. Estava sentado junto à banheira, com o corpo a suar. Os músculos evidenciavam-se cada vez que ele se contraía de dor. Suspirei a observá-lo. Aquele homem tinha algo que me tirava do sério, algo que me fazia pensar coisas que eu não queria pensar.
— Deixa que eu faço isso. – tirei-lhe o álcool e a gaze da mão, ajoelhando-me à sua frente.
Chris fitou-me, sem expressão. 
— Porque queres fazer isso? Não preciso da tua ajuda.
— Eu sei. – respondi, enquanto molhava a gaze com álcool – Mas eu precisei de ti e tu ajudaste-me. Isto sou eu a agradecer-te.
—Não confundas o meu salvamento com preocupação ou compaixão por ti – respondeu-me secamente – Eles iam levar-te muito provavelmente passar-me a perna. Não podia permitir isso. Eles não sabem com quem se meteram.
Eu sabia que ele não queria saber de mim. Tudo isto foi para proteger a sua moeda de troca. Sou muito estúpida por ter pensado o contrário. 
— Isto vai arder. – avisei-o, encostando a gaze ao corte que ele tinha no abdómen.
Chris atirou a cabeça para trás, gemendo de dor.
— Porque é que queres saber o que Mr. Watson quer de mim?
Chris recuperou o fôlego e tirou uma ligadura do kit de primeiros socorros, entregando-mo.
— Preciso de estar preparado. Como te disse, tentaram deixar-me para trás e isso não admito. Tenho de saber tudo sobre esta situação para agir em conformidade.
— Vai arder outra vez. – adverti, começando a desinfectar a outra ferida que tinha no peito.
— Ahh! – gemeu.
— Desculpa.
— Tu és uma miúda muito parva mesmo. – disse-me.
— Desculpa?? – perguntei indignada. Grande lata a dele! Aqui estou a tratar-lhe das feridas e ainda me insulta! 
— Depois de eu amarrar o Travis e de me vir recompor para aqui, tiveste a tua oportunidade de fuga, e no entanto estás aqui, com o teu raptor, a tratar-lhe das feridas.
Olhei para ele e não me contive. Desatei-me a rir.
— Tem graça? 
Recompus-me e respondi entre risos:
— Tem! Realmente sou mesmo estúpida. Tens razão. A esta hora podia estar longe daqui, mas em vez disso, estou a tratar de ti, que te estás a cagar para mim.
Chris esboçou um sorriso. Comecei a ligar-lhe o abdómen. Fui passando a ligadura em volta do seu tronco, quase encostando a minha cara ao seu tronco. O seu perfume deixava-me tonta. Olhei para cima para ver se ele estava a reparar no meu constrangimento e…estava. Chris estava a olhar-me fixamente. A minha posição fazia com que as nossas caras estivessem muito próximas. Parecia que o meu coração batia cada vez mais depressa, a minha respiração acelerava. Instintivamente, fitei os seus lábios. Parecia que uma força gravitacional me empurrava na sua direção. Não conseguia combatê-la. Aproximei-me lentamente daqueles lábios cativantes sem conseguir raciocinar. Quase já os podia sentir a tocarem nos meus. O meu corpo vibrava com a aproximação. Fui violentamente empurrada pela sua mão, que me atirou ao chão e me tirou a ligadura das mãos. Chris levantou-se e dirigiu-se ao espelho.
— Eu termino. Vai ver se o cabrão do Travis já despertou.
Fiquei sem jeito. Pela segunda vez, fui traída pelas minhas emoções e rejeitada pelo meu raptor. Estarei louca? Será de estar presa que não consigo pensar direito? Recompus-me e fui até à sala. Travis ainda estava desmaiado. Sentei-me à mesa e deitei um pouco a cabeça. Apesar dos comprimidos que o Chris me deu, sentia-me fraca, com dor de cabeça. 
— Estás bem?
Sentei-me direita novamente. 
— Estou.
Chris encostou a mão à minha testa mas eu afastei-a.
— Não estou com febre e não tens de fazer isso.
Chris recuou e foi encher um copo com água, aproximando-se de Travis.
— É melhor saíres daqui. – advertiu-me.
— Porquê? 
— Vou interrogá-lo e não me parece que uma menina mimada como tu aguente ver isto.
— Estás com medo que eu fique traumatizada é?
Chris sorriu sarcasticamente. Claro que não se importava. Agarrou Travis pelos cabelos, puxando a sua cabeça para trás e atirou-lhe a água à cara.
— Ahhh! O quê…?! – Travis despertou sobressaltado, olhando rapidamente para Chris – Chris, seu cabrão traidor! Vais pagar caro por isto!!!
— Imagino Travis. 
— O Max?!
Chris desviou-se para o lado permitindo Travis ver o corpo do amigo no chão, rodeado de uma poça de sangue. Travis começou aos saltos na cadeira, vermelho de raiva.
— Max!!! Seu filho da puta!!! Vais pagar-mas! Tu e essa cabra! 
— Vamos lá a contas. – disse Chris – Que quer o teu chefe da miúda? 
Parecendo um cão raivoso, Travis cuspiu-lhe para cima. Chris sorriu, quase como se quisesse que ele se fizesse difícil. Foi buscar um papel e limpou o cuspo. Depois foi a uma das gavetas da cozinha e tirou uma faca pequena. Estremeci na cadeira. 
— Chris…. – murmurei num sussurro.
— Se não tens estômago, sai. – disse sem me encarar.
Baixou-se em frente a Travis, sorrindo para ele enquanto brincava com a faca. O peito de Travis parecia que lhe ia saltar do corpo tal era a aceleração da sua respiração. Com um sorriso maléfico, Chris enterrou lentamente a ponta da faca entre o dedo e a unha de Travis. Este contorceu-se e gritou de tal maneira que parecia que ia rebentar.
— Aaaaaahhhhhh!!!!!
Senti um arrepio pela espinha acima e desviei o olhar. Chris retirou a faca e levantou-se. O dedo de Travis sangrava e este tentava recuperar o fôlego.
— Para que quer o teu chefe a miúda? 
— És um cabrão sem honra!!! – Travis gritou.
Chris voltou a baixar-se e a repetir a tortura noutro dedo.
— Aaaaaaiiiiiiii!!! Não!!!!! Não!!!! Aaaahhhhh!!!
— Fala. Ainda te restam 18 dedos.
Travis olhou para mim e para Chris e lançou a cabeça para trás, exausto.
— O chefe vai usá-la para o pai pagar o que lhe deve.
— O que é que o pai dela lhe deve?
— Muito dinheiro. À volta de 600 mil dólares.
Levantei-me de um ápice e dirigi-me a ele:
— O meu pai deve dinheiro a esse homem? Impossível! E esse dinheiro é de quê? 
Travis sorriu e respondeu:
— Jogo e putas minha querida.
— O quê?! Estás a mentir! O meu pai é um homem de bem! Ele não se mete nessas coisas!
Chris puxou-me para trás.
— Não deve ser muito difícil para um mayor saldar essa dívida. Quem me paga 3 milhões paga 600 mil.
Travis gargalhou alto, o que me enervou solenemente. Olhei para Chris que o fitava confuso.
— Explica-te! Já! – Chris encostou-lhe a faca ao pescoço, pressionando o que o fez sangrar. Chris estava fora de si. Se ele perdesse a cabeça e o matasse, eu nunca saberia realmente o que se estava a passar. Esta história estava muito mal contada.
Comecei a puxar o braço a Chris, pedindo-lhe para ter calma.
— Se o matas, não descobres o que andam a tramar!
— É melhor ouvires a tua putinha! – Travis sussurrava, com dificuldade em respirar.
Chris respirou fundo, fechando os olhos e afastou a faca o suficiente para não o ferir mais.
— Fala. – ordenou, áspero.
— O mayor não tem dinheiro nem para um broche mal feito quanto mais para pagar ao chefe e a ti!
— O quê?! – Chris ficou perplexo – O teu chefe assegurou-me que ele era rico!
— E era. Se não gastasse tudo no casino e em putas.
— Cala-te! O meu pai não é desses! – gritei de lágrimas nos olhos. Perdi o controlo e soqueei-o no estômago.
Chris puxou-me violentamente para si e atirou-me para trás fazendo-me desequilibrar.
— Sai daqui tu também! Vai para o quarto e não saias de lá! Não me faças perder a paciência contigo! – Chris gritava com um olhar sombrio, o que me assustou. Eu sabia do que ele era capaz. Resignada, obedeci-lhe. Entrei no quarto mas fiquei à escuta.
— O que me estás a tentar dizer, é que estou a perder tempo com este trabalho há semanas para nada?! Não vou ver um tostão?!
— É isso mesmo, seu cabrão! Achavas-te muito esperto, não era?!
Oh meu Deus! Que seria de mim agora? Se Chris não recebesse o dinheiro do meu resgate, o que me faria? O meu corpo gelou. O que será de mim? De certeza que ele não me iria entregar ao outro de borla. E como é que o outro me ia usar para receber os 600 mil se o meu pai não podia pagar? Iriam matar-me por vingança? Solucei de medo e encostei-me à parede. Comecei a ouvir passos apressados na minha direção. Chris entrou de rompante pelo quarto como um cão raivoso.
— Estás à escuta é?!
Recompus-me e enfrentei-o.
— Tenho o direito de saber o que me vai acontecer!
Chris agarrou-me pelos pulsos violentamente.
— Ai! Estás a magoar-me! – tentei libertar-me em vão.
— Tu aqui não tens direitos! Tu fazes o que eu mandar, quando eu mandar e eu mandei-te vires para aqui! Não te mandei ouvir a conversa! – atirou-me com violência para a cama fazendo com que eu batesse com violência na cabeceira. Encostei a mão à cabeça. Doía-me muito e estava tonta. Vi-o a sair e a fechar a porta com violência. Não me aguentei e desatei a chorar. O que será de mim? Sem o resgate, o que me aconteceria? Mesmo que haja resgate, não vou voltar para casa. Vou ser entregue a outro louco. Aquelas coisas horríveis que Travis disse sobre o meu pai não podiam ser verdade. Ele era um bom homem. Ele não se metia nessas coisas. Não pode ser verdade. Encolhi-me levando os joelhos ao peito e encostei a cabeça à almofada. Doía-me muito. Tentei fechar os olhos e descansar.



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