História Nasce um Novo Luar - Capítulo 1


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Categorias Inuyasha
Personagens Inuyasha, Kaede, Kagome, Miroku, Personagens Originais, Sango, Sesshoumaru
Tags Inuyasha, Kagome, Romance, Sesshoumaru
Exibições 92
Palavras 1.644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi minna-san,
Espero que gostem da minha nova história.
Esta é a primeira fanfic Sesshoumaru e Kagome que eu faço.
Boa leitura! :)
Bejinhos

PS: Todas as ilustrações são de minha autoria! ;)

Capítulo 1 - O céu do outro lado do poço


Fanfic / Fanfiction Nasce um Novo Luar - Capítulo 1 - O céu do outro lado do poço

Desde que o poço se fechou, Kagome se viu presa em sua Era, sem conseguir voltar ao Japão Feudal. Já havia se passado longos e intermináveis quatro anos.

A jovem japonesa de olhos azuis e cabelos ébanos vivia suspirando pelos cantos com saudades dos amigos, das inúmeras aventuras e de Inuyasha... seu único e grande amor.

Houjo aparentemente, havia desistido de a convidar para sair. Seguiu com sua vida. As amigas de Kagome ingressaram em universidades. E ela?..

Ela procurou seguir o sacerdócio, afinal, ela era a miko que fez com que a joia de quatro almas desaparecesse. No fundo... ela sabia que procurava alguma forma de poder voltar ao passado.

Ser uma alta sacerdotisa xintoísta era uma tarefa muito difícil e árdua, principalmente para uma mulher, tendo em vista, uma cultura ditada por normas e regras machistas. Sinceramente, ela só conseguiu graduar-se porque o diretor da instituição que ela estudava, Kamui sensei, era um bondoso e poderoso sacerdote de visão e tomou-a como discípula pessoal... Ele viu nela um enorme talento, no entanto, ainda assim, mantinha-se perdida, desejando rever seu grande amor.

Formou-se alta sacerdotisa xintoísta e estava plena em suas funções. Seu mestre havia a liberado do treinamento como discípula dizendo que ela havia o superado e já há muito tempo. Assim ela, oficialmente, era a miko do tempo Higurashi, junto com seu avô.

Estava deitava em sua cama macia, numa bela noite de inverno com uma chuva de neve.

Levantou-se e ficou em pé, estendida, de frente a janela observando nostalgicamente o cenário através daquela abertura..

Aproveitou para apreciar os granulados cristais que voavam do céu e eram levados pelo vento.

O vento...

Esse pensamento a fez lembrar de Kagura e automaticamente... Naraku. E ficou assim... relembrando, um a um, seus preciosos amigos. Shippou, Sango, Miroku, Inuyasha... Chegou a filosofar até mesmo sobre Sesshoumaru. O meio-irmão de Inuyasha.

Ela riu displicentemente...

Lembrou-se do primeiro pensamento que teve quando conheceu o poderoso youkai na tumba do pai de ambos os inus. Ela havia o achado belíssimo, era como um anjo de tanta beleza. Ficou quase abobada com tamanha elegância. Obvio... todo esse encantamento terminou quando o inu dai-youkai tentou mata-la... sem êxito.

Claro... ela já havia chegado a conclusão de que Sesshoumaru tinha alguma espécie de problema psicológico sério e profundo causado pelo abandono do pai. Ela sorriu novamente achando graça do destino, que pregou várias peças no jovem youkai fazendo-o ter mais apresso pelos humanos. Tudo graças a inocência e a doçura de uma criança... Rin.

Suspirou novamente...

Amanha completaria quatro anos desde que havia ficado presa deste lado do poço, em sua própria Era. Na tarde do dia 12 de dezembro, às 13h, Kagome faria aniversário de vinte e dois anos de idade. Isto seria no dia seguinte.

Ela já não era mais a adolescente que uma fez fora. Ela agora era uma mulher formada e bela. Cabelos enormes e negros como a noite. Olhos azuis como o céu claro, algo totalmente fora do contesto genético japonês. Ninguém nunca conseguiu explicar essa exceção a regra dos cromossomas por seus olhos terem saído azuis. Corpo emoldurado, escultural e esbelto. Facilmente poderia se passar por uma modelo.

Pensou em Kikyou. Todos acreditavam que ela era a reencarnação da sacerdotisa designada a guardar e purificar a shikon-no-tama. No entanto, ela sempre havia achado aquela história uma tanto quanto estranha.

Desde que ficou presa na própria Era, e a estudar seriamente para ser uma alta sacerdotisa, pôs-se a fazer pesquisas sobre filosofias que estudam reencarnação e chegou a conclusão que definitivamente ela jamais poderia ser a reencarnação da dita miko morta.

Elas eram muito diferentes e se realmente fosse a encarnação da miko quando o corpo de barro de Kikyou foi destruído as almas da morta deveriam automaticamente ter voltado para ela, Kagome. E não foi isto que aconteceu... Os fragmentos da alma foram carregados para o além. Certamente algo naquela história ia mal... algo não ia conforme a regra geral...

Suspirou pela milésima vez e deitou na cama para tentar pegar no sono.

Perguntou-se, se tivesse uma forma de voltar ao passado, ela o faria? Ela abandonaria sua família para ficar com Inuyasha? Faria isto por amor? Este amor a sufocava.

Sim... ela já tinha sua resposta. Pensando desta forma, adormeceu e sonhou com seu grande amor.

...

Acordou no dia seguinte com os sons de alguns pássaros que havia feito um ninho ali na árvore a frente de sua janela.

Desde que se formou, decidiu que iria substituir seu avô no templo. Começou a estudar sobre o sacerdócio e a religião xintoísta. Oficialmente, ela era a sacerdotisa do templo Higurashi junto de seu avô, tendo em vista que havia terminado seu treinamento e se graduado o mês anterior. Até mesmo começou a usar roupas característica das mikos: saia vermelha e blusa branca.

Treinava arco e flecha todos os dias desde então. Sua rotina diária começava com isto.

O objetivo desses treinos era pura e exclusivamente a mira, sendo assim, ela nunca concentrava energia espiritual na flecha. Claro, ela seria capaz de purificar alguma coisa transformando tudo em pó. Conseguia controlar isto e com total maestria.

Estava concentrada em seu alvo redondo e vermelho, já estava na décima flecha, quando sentiu uma presença a observando pelas costas e já estava ali há algum tempo. Incomodada, virou-se e encontrou um rapaz sorridente. Retribuiu o sorriso, sem graça, por não reconhecer quem era, no entanto, logo notou de quem se tratava.

- Nossa... fiquei realmente impressionado. – disse o sorridente rapaz - Não sabia que você era assim tão boa nisso.

- Olá Houjo. - sorriu sem graça. - Quanto tempo! Como tem passado? O que o trás aqui? – disse já o querendo despistar.

- Está tudo bem sim. Semana que vem será minha formatura em medicina. Gostaria de te convidar para a colação de grau.

- Meus parabéns, querido. Medicina deve ser puxado.

- Nossa, nem imagina...

- E você? O que tem feito? Casou?

Novamente, sorri sem graça. Como poderia explicar algo de tamanha complexidade para ele, como explicar que o grande amor de sua vida estava preso em outra época?

- Desde que nos formamos na escola estudo para ser uma alta sacerdotisa xintoísta e assumir o templo.

- Nossa. Não imaginava que fosse ligada assim a isto.

- Sou... e muito.

- Ouvi dizer que é um estudo puxado!

- Sim... muito, principalmente quando seu sensei decide te escolher como discípulo.

- Que incrível. Mas ainda não me respondeu se vem ou não a minha formatura...

- Sinto muito, querido. Gostaria muito de ir, mas infelizmente não poderei.

- Ah, que pena. – ele estava visivelmente triste.

Houjo logo percebeu uma Kagome mais madura, lindíssima, no entanto, visivelmente triste. Kagome, por sua vez, se perguntava quando ele iria, enfim, desistir de convida-la para sair de uma vez por todas? Ela havia acreditado que ele já tinha seguido em frente e desistido.

- Também vim comprar um amuleto de sorte que realiza desejos.

- Oh, Shikon-no-tama... – ficou mais triste do que o normal lembrando-se novamente dos amigos e de... Inuyasha – Acompanhe-me, por favor.

Definitivamente, ela estava diferente. Ele pensou intrigado e curioso.

- Permita-me dizer que você está linda, mais linda do que eu me lembrava.

Ela agradeceu com um aceno de cabeça e um olhar cabisbaixo.

A jovem seguiu à frente, indicando o caminho, calmamente. Levou-o para o avô que adorava falar sobre Shikon-no-tama.

- Fique a vontade, querido. – ela disse e saiu deixando Houjo aos cuidados do avô. O rapaz ficou perceptivelmente incomodado por ela ter tomado esta atitude. No fundo, ele acreditou que iria poder desfrutar de mais tempo com a jovem colega de escola. Ela, por sua vez, queria livrar-se, o quanto antes, do cansativo rapaz e voltar para seu treinamento diário.

Naquele dia, a jovem miko resolveu dar mais atenção a seu treinamento e meditação mesmo sendo seu aniversário.

Era o meio do dia e sua mãe a chamou para almoçar. Cabisbaixa a moça vai até cozinha de sua casa.

Ao entrar, a mesa estava posta e um lindíssimo bolo de chocolate com 22 pequenas velas douradas brilhavam acesas sobre o bolo.

Ela alegrou-se vendo o carinho. Ao redor do pequeno bolo estavam sua mãe, seu irmão, o avô e seu gato Buyu.

- Obrigada, gente. – disse mais alegre do que a segundos antes, bateu palmas. Puseram a dividir o bolo depois das felicitações.

A moça parecia uma criança lambendo os dedos sujos de chocolate.

- Adoro chocolate. – disse lambuzada.

Depois que cada um retornou para sua rotina diária subiu para seu quarto, limpou a boca, escovou os dentes. Sentou em sua cama suspirando novamente.

Nesse exato momento, sentiu algo estranho em seu peito...

- O poço! – murmurou baixinho e como uma louca correu para ir até a capela onde era lacrado o poço antigo.

Sua mãe a chamou preocupada perguntando o que havia acontecido. Não obtendo resposta seguiu a filha até a capela.

Parou no alto da escada e deparou-se com a menina estática e tremendo, olhando para o poço-come-ossos. Percebeu que um vento estranho emanava dali e desceu as escadas para poder ver o que tanto estava deixando a filha transtornada daquela forma.

Ao olhar para dentro do poço viu um céu azul de inverno do outro lado. Pequenos flocos de neve voavam de dentro do antigo poço-come-ossos. Sesnhora Higurashi compreendeu que Kagome estava tomando a decisão de sua vida naquele momento.

- Eu sempre a amarei, minha filha. Você deve seguir seu caminho. Estarei sempre torcendo por você onde quer que esteja. – a mãe disse com lágrimas nos olhos.

As iris azuis lacrimejaram e encararam sua mãe profundamente. Ela a abraçou com ternura, despedindo-se:

- Eu te amo muito, mamãe. Diga a vovô e Souta que eu também os amo. Vou tentar descobrir uma maneira de voltar para visita-los. – disse e pulou dentro do tanque...

Continua...


Notas Finais


Tentarei postar uma vez por semana...
Até a próxima!
Kissus


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