História Nascida para a morte - Vol. 1 - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fantasia, Harry Potter, Magia, Mistério, Os Intrumentos Mortais
Exibições 21
Palavras 1.428
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora



Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Nascida para a morte - Vol. 1 - Capítulo 1 - Prólogo

01 de novembro de 1716.

Quando comecei a escrever esse diário falei que não colocaria datas, já que o tempo aqui não existe. Mas achei importante que a minha próxima linhagem soubessem quando eu morri.

Os barulhos das bombas chegaram antes dos guerreiros. As portas do castelo foram arrancadas das dobradiças, e do meu quarto eu consegui ouvir os gritos de desesperos que os empregados soltavam, o medo invadiu meu peito e me agarrei fortemente a minha filha, a pequena Lua dormia em meu colo com uma paz que quase me fez esquecer que fora daquele quarto, homens e mulheres estavam morrendo.

Mary entrou no quarto e me fez voltar à realidade. A garota que sempre carregava um sorriso no rosto agora estava com marcas de lagrimas no rosto, o vestido que uma vez fora branco estava sujo com sangue fresco, ela estava tão coberta de vermelho que consegui sentir o cheiro do metal quase que em minha boca.

Mary acenou com a cabeça, mostrando para mim, respeito. A menina saltou quando ouviu o barulho da porta se abrindo. Felizmente, era um guarda.

- Majestade. – Ele reverenciou e eu acenei com a cabeça. – A torre não está mais segura, eles estão chegando.

Assenti com calma, eu deveria dar-lhes um pouco de paz, mesmo numa guerra, por que apesar da situação, eu continuo sendo a rainha. Eu os guiei, entramos numa das passagens secretas, uma que ligava meu quarto ao resto do castelo, seguíamos em rumo ao leste de onde começamos, íamos caminhando silenciosamente enquanto Mary segurava uma lamparina, guiando-nos.

O guarda – Ezequiel – Estava atrás de mim com a espada em punho, ele era um guerreiro da guarda negra, não era humano, mas também não era completamente sobrenatural, seu sangue era cinza escuro e suas habilidades eram incomparáveis, a velocidade e a força eram sobrenaturais, mas eles morriam como qualquer mortal. Um guerreiro da guarda negra nascia tanto em família de guerreiros quanto em família de qualquer outro ser, até mesmo de mundanos, Ezequiel era mundano até completar quinze anos, quando o encontrei em um dos meus sonhos, implorando para que eu o resgatasse. Eles são marcados com uma marca de nascença, o numero três em romano – III – que significa os três primeiros guerreiros da guarda negra, e em cima vinha o símbolo do infinito que significa o fato de que a guarda negra sempre existirá. Olhando para ele agora senti pena, Ezequiel é jovem e belo, nasceu um guerreiro, seu destino foi selado, ele vivera para salvar a vida de outros, talvez ele esteja se sentindo horado por dar a vida para salvar a da Rainha, mas ainda sinto-me triste, e talvez ele também se sinta.

Como meu sangue é mais do que apenas um sangue de bruxo, eu sonhava quando alguém de meu reino – mesmo que não tivesse nascido nele – precisava de ajuda, e eu ajudava com todo e o meu maior prazer, eu era mais do que uma rainha, eu era uma mãe, para todos e qual quer um que quisesse fazer parte da minha família. Eu havia resgatado a maioria dos meus guerreiros nascidos mundanos, por isso, sentia em meu coração a dor da perda de qualquer um deles.

Paramos bruscamente quando ouvimos o eco de passos não muito longe, Ezequiel e Mary passaram á minha frente, protegendo-me. Ezequiel ergueu a espada e conseguiu cortar a cabeça de dois vampiros de uma vez. Olhei para Mary que agora estava no primeiro estágio da sua transformação em lobo e cortava a garganta de um vampiro com as garras. Os vampiros apareciam das sombras em muitos números, Mary e Ezequiel agora não lutavam com tanta vontade, porque assim como eu, eles viram que a morte estava à espreita.

- MARY! – Gritei, chamando a atenção da serva.

– Leve Lua.

A menina me encarou assustada, eu estava-lhe entregando minha filha, a herdeira de todo o mundo sobrenatural, um bebe. Ezequiel agora lutava sozinho enquanto Mary pegava minha filha em seus braços.

- Não posso assegurar que continuemos vivos, estou doente e fraca, mas esse feitiço nos protegera tempo o suficiente até chegarmos o mais próximo possível da saída, você levará minha filha, quando terminar com o escudo, eu não conseguirei nem ao menos levantar. Salve minha filha, tire ela daqui, em segurança. SALVE A HERDEIRA DO TRONO.

Com a mão eu desenhei na terra do chão um circulo, cobrindo todos nós, Mary me encarava e Ezequiel lutava tentando ao Maximus permanecer dentro do circulo. Erguendo as mãos, eu entoei fortemente:

- Omnis qui natus est in malum, et malum veneno penetrarás circulum in custodiam verbum natum pythonissam oboedientes transgressoribus, igne comburetis.

Sentia a energia emergindo do meu corpo e seguindo em rumo da nossa proteção, mas com a energia, minha vitalidade também esvaia do meu corpo.

- Todo aquele que tiver algo de ruim em seu nascimento, maldade e veneno, não penetrarás no meu círculo de proteção, a palavra de uma bruxa nasce para ser obedecida, e quem ultrapassar, queimará.

Assim que terminei, os vampiros que agora se aproximavam, morriam ao tocar no circulo invisível ao redor de nós. Queimavam como se o sol os estivesse tocando.

- A proteção funcionará enquanto andarmos. – Disse enquanto dava passos a frente. – Ezequiel, a sua obrigação agora é salvar Mary, não deixe que nada aconteça com ela e muito menos em minha filha.

Andamos em segurança até o planejado, onde como já sabia fiquei fraca e deixei que o círculo de proteção caísse. Ezequiel segurou-me quando caí, eu respirava pesadamente e quase não conseguia deixar meus olhos abertos.

- Mary... – Sussurrei. – Seu dever é salva-la.

- Não posso deixa-la aqui. – A jovem balançava a cabeça. - Não vou deixa-la aqui.

Uma criança tão destemida, Mary sempre havia sido como uma pequena filha para mim, ela seria uma ótima irmã mais velha para Lua.

- Sim! Você vai. Eu sou sua rainha, você deve me obedecer.

- Exatamente, você é minha rainha, eu não devo deixa-la para morrer.

Antes de abrir a boca, Ezequiel ergueu-me e seguiu levando-me nos braços. Continuamos sem problemas por alguns minutos, eu conseguia ver a porta para fora do túnel, e deixei um sorriso escapar, virei-me para trás e olhei para Lua nos braços de Mary, minha filha, a criança que nascera alguns meses atrás, ela sairia a salvo. Todos nos sairíamos a salvo.

- Obrigada. – Sussurrei a Ezequiel. – Por ter sido teimoso e não ter me deixado, sua rebeldia salvou-me a vida.

Ezequiel não respondeu, sua garganta foi cortada antes que conseguisse dizer algo. Fui banhada pelo sangue cinza do guerreiro e caí, encontrando-me no chão ao lado do corpo dele. Olhei para cima e encarei a pessoa que havia matado Ezequiel, encarei o homem que uma vez foi confiável.

- Lorde Sanson. – Soltei um riso. – Não me admira que esteja por trás de tudo isso.

- Oh minha querida prima. – Ele se agachou e sorriu alegremente. – Você me conhece. "Não importa o quão sangue precise ser derramado, contanto que eu tenha o que eu quero." – Ele entoou e me encarou novamente, com um olhar que me fez querer vomitar. – E eu quero ser o REI! – Sanson gritou. – Seu marido está morto e agora eu preciso de sua filha.

Eu tive que me concentrar, por mais que meu peito estivesse doendo com a notícia da morte do Rei Rob, eu não o deixaria pegar minha filha. Fechei meus olhos e imaginei um circulo branco ao redor de Mary e enquanto imaginava o circulo tornando-se transparente, comecei a falar:

- " Circulorum lucis orbis natus est. Posui vos fascinavit. Dic mihi, obsecro, absque eo. Inconspicui fiunt. Faceret illud movere, quod nemo scire potest, usque ad lucem diei, et alias terras gressus.”

Lorde Sanson encarou Mary e ficou surpreso, ele não há havia notado. Ele sorriu ao ver o pequeno corpo enrolado em cobertores nos braços da serva.

- E ai está! – E sorriu, mas ao se levantar, a cor da menina já estava sumindo.

- “Crie o círculo de luz, nasça o circulo de poder. deposito minha magia em você. Por favor, devolva-a ao meu dizer. Torne-a invisível. Faça ela se mover, sem que ninguém possa perceber, até que o dia volte para a luz, e que em outras terras ela pise. "– Terminei com um sorriso em meus lábios". – Salve-a Mary.

Lorde Sanson me encarou e com a mão me bateu fortemente, fazendo-me desmaiar.

Meu corpo não morreu, mas minha alma sim. Estou presa no calabouço do meu próprio castelo, compartilhando a cela com meus súditos que se revoltaram contra Lorde Sanson, que agora é Rei Sanson.



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