História A herdeira - Nascida para a morte - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fantasia, Harry Potter, Magia, Mistério, Os Intrumentos Mortais
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Palavras 2.434
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oh lorde,
preste atenção,
olhe quanto sangue há no chão.

Veja, olhe todos estes
rostos na escuridão,
As lagrimas brilham,
caindo o chã e
tornando-se cinzas.

Meu lorde, Liberte essas almas,
pois o sol as queimarão.

— Canção de ninar de Âmbar.

Capítulo 1 - Prólogo Mormant, 1716


Fanfic / Fanfiction A herdeira - Nascida para a morte - Capítulo 1 - Prólogo Mormant, 1716

O tempo aqui não existe, essa é uma certeza que tenho desde que sou muito pequena, minha mãe sempre me disse, e meu pai sempre me ensinou sobre o tempo, ele não existe e nem nunca existiu, é apenas algo inventado pelo homem para não se sentir tão perdido no mundo, mas achei importante que a minha próxima linhagem soubessem quando eu morri.

Os barulhos das bombas chegaram antes dos guerreiros. As portas do castelo foram arrancadas das dobradiças, e do meu quarto eu consegui ouvir os gritos de desesperos que os empregados soltavam, o medo invadiu meu peito e me agarrei fortemente a minha filha, a pequena Lua dormia em meu colo com uma paz que quase me fez esquecer que do lado de fora daquele quarto, homens e mulheres estavam morrendo. A pequena apertava a fronha macia e branca contra o rosto, os lábios formando um pequeno e delicado sorriso, enquanto ela franzia a testa sem nenhuma marca de expressão, eu nunca achei que poderia amar tanto algo, mas, quando a segurei por primeira vez no meu colo, nos criamos um laço, éramos muito mais que mão e filha, estávamos conectadas não só com a alma, mas também com os poderes, eu sabia que ela, assim como eu, mesmo tão pequena, ela sentia o poder fluindo das veias.

Mary entrou no quarto e me fez voltar à realidade.

A Mary era uma jovem garota, os olhos doces, obediente e silenciosa, ela seria uma bela conselheira, guardaria segredos e seria leal, meu coração se apetar só em pensar que talvez ela não sobreviva aos quinze anos, à batalha é sanguinária, e os inocentes morrem primeiro. Mary sempre carregou um enorme sorriso, sempre feliz pelo dia que estava vivendo, mas agora, seu rosto estava com marcas de lagrimas e a expressão era triste, deprimida. O vestido que uma vez fora branco, agora estava sujo com sangue fresco, ela estava tão coberta de vermelho que consegui sentir o cheiro do metal quase que em minha boca.

Mary acenou com a cabeça, mostrando para mim, respeito. Mas logo depois, a pequena deixou que a máscara de servente caísse e eu pude ver a menina da qual cuidava da minha filha tão bem quanto eu. Ele seria uma ótima mãe um dia.

- Eles mataram minha mãe. – Ela murmurou num choro. – Em meus braços, ela morreu em meus braços.

Eu estava pronta para abraça-la, e a jovem estava pronta para ser acolhida quando ouviu o barulho da porta se abrindo, Mary, que ainda estava em frente à porta, deu um salto.

Felizmente, era um guarda.

- Majestade. – Ele reverenciou e eu acenei com a cabeça. – A torre não está mais segura, eles estão chegando.

Assenti com calma.

Eu tinha o dever de dar-lhes um pouco de paz, mesmo estando numa guerra, por que, apesar da situação, eu continuo sendo a rainha.

Eu os guiei em direção à parede, estava inteiramente pintada e desenhada, nessa, eu havia escolhido o pintor ideal, um que eu havia conhecido numa das aldeias ao redor de Âmbar, havia sido uma longa viagem de lá para cá, e o preço havia sido alto, mas havia valido a pena.

Uma floresta estava pintada, os galhos secos das arvores eram da cor preta, e as três bruxas pintadas em túnicas brancas reluziam como se alguém houvesse jogado um feitiço para que as vestes pintadas brilhassem. No céu da pintura, a lua, em fases era explicada.

Lua Cheia. Lua minguante. Lua crescente. Lua nova. Lua de sangue.

Ao empurrar a parede, um longo corredor de pedra se estendia, era úmido e gelado, tive que cobrir Lua em meus braços com a fronha. Estávamos numa das passagens secretas, uma que ligava meu quarto ao resto do castelo, seguíamos em rumo ao leste de onde começamos, íamos caminhando silenciosamente enquanto Mary segurava uma lamparina, guiando-nos.

Eu havia mostrado as passagens para Mary, ensinando-a a usa-las, por que, além de uma protetora, eu era ajudante de alguns encontros que ela tinha as escondidas com um jovem guerreiro, eu a ajudava a se arrumar, a ouvi-a falar sobre como eram seus encontros, e como ele a tratava. Mary era como uma afilhada. E eu sentia tanto por ela estar vivendo essa guerra.

O guarda – Ezequiel – Estava atrás de mim com a espada em punho, ele era um guerreiro da guarda negra, Ezequiel em especifico não era humano, mas também não era completamente sobrenatural, seu sangue era cinza escuro e suas habilidades eram incomparáveis, a velocidade e a força eram sobrenaturais, mas eles morriam como qualquer mortal. Um guerreiro da guarda negra nascia tanto em uma família de guerreiros quanto em uma família de qualquer outro ser, até mesmo de mundanos. Ezequiel era mundano até completar quinze anos, quando o encontrei em um dos meus sonhos, implorando para que eu o resgatasse, eu o salvei da peste negra, trazendo-o do mundo mundano pelo portal que unia ambos os lugares. Eles são marcados com uma marca de nascença, o numero três em romano – III – que significa os três primeiros guerreiros da guarda negra, e em cima vinha o símbolo do infinito que significa o fato de que a guarda negra sempre existiria. Olhando para ele agora senti pena, Ezequiel é jovem e belo, nasceu um guerreiro, seu destino foi selado, ele vivera para salvar a vida de outros, talvez ele esteja se sentindo horado por dar a vida para salvar a da Rainha, mas ainda sinto-me triste, e talvez ele também se sinta.

Como meu sangue é mais do que apenas um sangue de bruxo, muito mais puro e poderoso, sem limitações, eu sonhava quando alguém do meu mundo – mesmo que não tivesse nascido nele – precisava de ajuda, e eu ajudava com todo e o meu maior prazer, eu queria ser mais do que uma rainha, eu queria ser como uma mãe, que salva seus filho não importa o que hajam feito, por que o amor é um sentimento incondicional que deve ser dado sem medidas, e eu daria amor para todos e qual quer um, mas, apenas se quisesse fazer parte da minha família. Eu havia resgatado a maioria dos meus guerreiros nascidos mundanos, por isso, sentia em meu coração a dor da perda de qualquer um deles.

Paramos bruscamente quando ouvimos o eco de passos não muito longe, Ezequiel e Mary passaram á minha frente, protegendo-me, encurralando-me na parede, numa meia lua.

Ezequiel ergueu a espada e conseguiu cortar a cabeça de dois vampiros de uma vez, o sangue jorrava enquanto o corpo caia ao lado da cabeça caída, logo, mais vampiros correram em nossa direção, Ezequiel afundou a espada no peito de um enquanto o outro pulava para cima de mim, dessa vez, foi Mary quem me salvou, mordendo o pescoço do vampiro com ferocidade, por que a garota, agora já havia deixado à fantasia de humana e se transformará em um lobo. Mary jogou um vampiro no chão e o devorou, arrancando-lhe a pele e os órgãos com os dentes.

Lua no meu colo estava se mexendo, a pequena havia acordado, mas não estava chorando, seus olhos era paz. A luta se seguiu, até que o corredor estivesse entulhado de corpos e sangue, na bochecha de Lua, manchas de sangue estavam pingadas.

Os vampiros apareciam das sombras em muitos números, Mary e Ezequiel agora não lutavam com tanta vontade, porque assim como eu, eles viram que a morte estava à espreita.

Olhei para Mary, ela estava sendo atacada. Sangue escorria pelo seu pelo. E ela latia com dor a cada ataque. Ezequiel se aproximou, atacando aqueles que se aproximavam da loba, na tentativa de salva-la.

 Aproximei-me, a garota havia voltado a sua figura humana. Eu a cobri com o manto de Lua, o tecido branco havia ficado vermelho no segundo em que foi tocado na pele machucada dela.

- Não posso assegurar que continuemos vivos. – Falei alto o bastante para que Ezequiel também ouvisse. - Estou doente e fraca, mas esse feitiço nos protegerá tempo o suficiente até chegarmos o mais próximo possível da saída.

Coloquei a bebe no colo de Mary e a ajudei a se levantar.

- Você levará minha filha, e quando terminar com o feitiço, eu não vou conseguir nem ao menos levantar. Mary, você precisa salvar a minha filha, tira-la daqui, em segurança. A vida da herdeira do trono de Mormant está em seus braços, não me decepcione.

A menina me encarou assustada, eu estava-lhe entregando minha filha, a herdeira de todo o mundo sobrenatural, um bebe.

Com a mão, eu desenhei na terra do chão um circulo, cobrindo todos nós, Mary me encarava e Ezequiel lutava tentando ao máximo permanecer dentro do circulo, sem deixar que nenhum vampiro entrasse ou estragasse o desenho.

Ergui as mãos e entoei fortemente:

- Omnis qui natus est in malum, et malum veneno penetrarás circulum in custodiam verbum natum pythonissam oboedientes transgressoribus, igne comburetis.

Eu conseguia sentir a energia emergindo do meu corpo, subindo das minhas veias e seguindo para fora, em rumo da nossa proteção, mas junto a energia, minha vitalidade também esvaia do meu corpo, deixando-me assim, mais fraca do que já estava.

Minha linhagem não tinha limitação, o que significa que me diferencia dos outros bruxos, e que eu poderia usar a magia que fosse e nunca ficaria fraca, mas essa vantagem não adiantava, já que eu havia passado metade da minha vida sendo envenenada, alguém no castelo estava infiltrado, trabalhava para o inimigo e havia se aproveitado da bondade minha e do meu marido para tomar o trono e o reinado. O envenenamento, pelo o que o curandeiro havia dito, havia parado depois que a noticia da gravidez havia sido exposta, talvez ele estivesse arrependido, ou se simpatizado conosco, mas isso não importava mais, por que o dano já havia sido feito.

- Todo aquele que tiver algo de ruim em seu nascimento, maldade e veneno, não penetrarás no meu círculo de proteção, a palavra de uma bruxa nasce para ser obedecida, e quem ultrapassar, queimará.

Assim que terminei, os vampiros que agora se aproximavam, morriam ao tocar no circulo invisível ao redor de nós, queimavam como se o sol os estivesse tocando.

- A proteção funcionará enquanto andarmos. – Eu disse enquanto dava passos a frente. – Ezequiel, a sua obrigação agora é salvar Mary, não deixe que nada aconteça com ela e muito menos com minha filha.

Andamos em segurança até o planejado, onde como já sabia, fiquei fraca e deixei que o círculo de proteção caísse. Ezequiel segurou-me quando caí, eu respirava pesadamente e quase não conseguia deixar meus olhos abertos.

- Vocês continuam sós aqui, eu só irei atrasa-los. Mary, Seu dever é salva-la... Não se esqueça...

- Não posso deixa-la aqui. – A jovem balançava a cabeça. - Não vou deixa-la aqui.

Ela era uma criança tão destemida, Mary seria uma ótima irmã mais velha para Lua.

- Sim! Você vai.

Pus-me de pé.

- Eu sou sua rainha, você deve me obedecer.

- Exatamente, você é minha rainha, eu não devo deixa-la para morrer.

Antes de abrir a boca, Ezequiel ergueu-me e seguiu levando-me nos braços. Continuamos sem problemas por alguns minutos, eu conseguia ver a porta para fora do túnel, e deixei um sorriso escapar, virei-me para trás e olhei para Lua nos braços de Mary, minha filha, a criança que nascera alguns meses atrás, ela sairia a salvo.

Todos nós sairíamos vivos.

- Obrigada. – Sussurrei a Ezequiel. – Por ter sido teimoso e não ter me deixado, sua rebeldia salvou-me a vida.

Ezequiel sorriu e abriu a boca para responder, mas foi interrompido pela lamina que lhe foi gravada na garganta, cortando-a antes que conseguisse dizer algo. Fui banhada pelo sangue cinza do guerreiro e caí no chão, senti meus ossos latejarem e me encontrei ao lado do corpo sem vida do guerreiro. Olhei para cima e encarei a pessoa que havia matado Ezequiel, encarei o homem que uma vez foi confiável.

- Sanson. – Soltei um riso sarcástico. – Não me admira que esteja por trás de tudo isso.

Ele se agachou e sorriu alegremente.

- Oh minha querida prima. Você me conhece. Não importa o quão sangue precise ser derramado, contanto que eu tenha o que eu quero. – Ele entoou e me encarou novamente, com um olhar que me fez querer vomitar. – E eu quero ser o rei. – Ele soltou um suspiro. - Seu marido está morto e agora eu só preciso de sua filha, você está fraca de mais, morrerá sem minha ajuda.

Eu tive que me concentrar, por mais que meu peito estivesse doendo com a notícia da morte de Rob, eu não o deixaria pegar minha filha. Fechei meus olhos e imaginei um circulo branco ao redor de Mary e enquanto imaginava o circulo tornando-se transparente, comecei a falar:

- " Circulorum lucis orbis natus est. Posui vos fascinavit. Dic mihi, obsecro, absque eo. Inconspicui fiunt. Faceret illud movere, quod nemo scire potest, usque ad lucem diei, et alias terras gressus.”

Sanson olhou para mim enquanto sussurrava as palavras e depois buscou minha filha no chão, encontrando-a depois, nos braços de Mary.

Ele sorriu ao ver o pequeno corpo guardado nos braços da jovem.

- E ai está!

Sanson se levantou para puxar a bebe do colo da garota, mas, em segundos, a cor da menina já estava sumindo.

- “Crie o círculo de luz, nasça o circulo de poder. deposito minha magia em você. Por favor, devolva-a ao meu dizer. Torne-a invisível. Faça ela se mover, sem que ninguém possa perceber, até que o dia volte para a luz, e que em outras terras ela pise. ".

Eu a havia tornado invisível.

– Salve-a Mary. – Disse com um sorriso de esperança no rosto.

Sanson com raiva me encarou, os olhos pegando fogo do ódio. Ele levantou a mão e a abaixou com força no meu rosto, fazendo-me desmaiar.

O meu despertar foi doloroso e obscuro, meus braços e pernas estavam presos por correntes na parede e no chão, meu rosto doía e eu sentia o gosto do sangue na minha boca, ao tocar nos meus lábios secos, ardor dominou-me, mostrando-me o grande corte que eu tinha, indo de um lado para o outro.

Deve ter sido o anel de Sanson que me machucou assim.

Eu estava trancada, numa cela escura e fria. Não havia mais ninguém comigo, e se estivesse, estava escondido nas sombras.

Eu senti a tristeza se apoderar do meu coração. Meu corpo não havia morrido, mas minha alma sim.

Estou presa no calabouço do meu próprio castelo. Sanson, antes meu primo, antes Lorde, agora era Rei, e seu reinado era das trevas.


Notas Finais


Essa historia é muito importante para mim, sonhei com ela durante muito tempo até decidir escrever, pensei em cada minimo detalhe.
Espero que vocês gostem da historia.

Espero que tenham gostado desse capitulo. Eu gostaria de saber o que acharam da historia, é muito importante para mim, eu fico muito feliz em saber se gostam, do que gostam, o que sentem ao ler cada frase. E se o comentário não for bom, mas for produtivo, eu também aceitarei e ficarei feliz com as dicas.


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