História Nascida para a morte - Vol. 1 - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fantasia, Harry Potter, Magia, Mistério, Os Intrumentos Mortais
Exibições 7
Palavras 3.440
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Capitulo cinco - Sem mais lagrimas


Fanfic / Fanfiction Nascida para a morte - Vol. 1 - Capítulo 6 - Capitulo cinco - Sem mais lagrimas

~ 5 de março de 2016 ~

As botas pesadas de Melinda faziam barulho contra o piso da biblioteca, o som era oco e vazio, fazendo com que a única pessoa que estava lá dentro levanta-se a cabeça para observa-la enquanto passava apressadamente pelas fileiras de estantes de livros em busca da bibliotecária. Melinda tivera que adiar sua visita á biblioteca, seu dever como guerreira - Mel era a única guerreira que não estava sobre o domínio de Lorde Sanson - era cuidar da princesa, e passará o resto da noite e metade da manhã cuidando da herdeira. Não foi algo muito trabalhoso, tudo o que ela tinha que fazer era se certificar de que a menina estava hidratada - para a sorte de Melinda, Cassandra dava pequenos goles de água a cada trinta minutos -. Depois de desmaiar, Cassie entrou num estado de luto intenso, nenhum músculo era movido e nenhum som era ouvido sair de sua boca. A princesa havia sido mandada para um quarto na torre, e Melinda tivera que se mudar também, para vigia-la. Mel passara a noite em claro, encarando a Cassandra. A princesa passou à noite sentada em sua cama no canto do quarto, de frente a janela enorme, com os braços ao redor dos joelhos, a luz azulada da lua iluminava o quarto e a face de Cassandra ela estava triste, mas não chorava, sua bochecha ainda marcada pelas lagrimas que escorreram os olhos vermelhos e a respiração fraca, ela parecia indefesa, uma criança, isso fez com que Melinda quisesse abraça-la. A aparência dela naquele momento fez Mel se questionar sobre os eventos de alguns dias antes. Será que aquilo era verdade? Mas Melinda sabia, mesmo que não lhe agradasse, quais eram as respostas para as perguntas.

Será que Cassandra havia mesmo torturado aqueles dois vampiros? Havia.

Será que seus olhos realmente estavam em chamas? Estavam.

Será que tudo foi verdade ou um sonho? Foi tudo real.

Cassandra é tão mortífera quanto se mostrou naquele dia? Ela é o reflexo da própria morte.

Porém, mesmo com a lembrança assustadora da aparência de Cassandra, Melinda ainda sentia algo quando a olhava.

E não era algo ruim.

Era a mesma sensação que sentira quando a encontrara na biblioteca, à primeira vista, tudo o que Melinda virá fora uma bela garota que não ajudaria em nada no plano de salvar Fairvale, mas quando Cassandra puxou a adaga do cinto de Melinda e se atirou em frente dos vampiros, Mel viu uma bravura encantadora na menina. A maneira sem jeito e segura dela segurar a adaga, a forma como seus músculos se tencionavam e sua respiração ficava cada vez mais agitada pela adrenalina, isso fez com que Mel a visse com outros olhos, com outro sentimento. Melinda chamou aquilo de instinto de guerreiro, guerreiros da guarda negra tinham que ser leais, seguir a família real sem questionar, e para fazer algo assim tinha que admira-los. Então era isso que ela sentia? Admiração pela bravura da princesa? Melinda se assegurou que era, mas no fundo ela sabia que o sentimento estava longe de ser algo criado pelo sangue.

Esse sentimento vinha do coração.

Os cabelos brancos de Melinda brilhavam como prata, sua roupa de couro abraçava-lhe o corpo curvilíneo enquanto a menina se balançava levemente, seus olhos cintilavam na pouca luz solar do ambiente, ela parecia humana, apesar das orelhas. Não eram pontudas, porém não eram redondas. O garoto sardento ali sentado talvez tenha suposto que a Melinda fizera algum tipo de cirurgia, e apesar de encara-la confuso deu de ombros em seguida e voltou ao seu livro. As cirurgias algo que era natural entre mundanos, pegavam a mitologia que queriam fazer parte e se transformavam. Mundanos não acreditavam no mundo sobrenatural, mas também não conseguiam abandonar a ideia de que ele talvez existisse, por isso que todo ano havia o Halloween, Melinda gostava de pensar que esse era o dia da liberdade, ela podia sair na rua sem por sua mascara, sem colocar a fantasia de humana, nem se esforçar para não chamar atenção. Nesse dia, ela deixava as asas para fora e tirava as lentes, mostrando assim os olhos luminosos e de cor de safira. Melinda era como uma pintura, pintada em cores cinza, brancas e azuis, um quadro gélido e ao mesmo tempo quente, seu olhar era intenso e carregado de paixão, sua face era misteriosa, um reino de gelo rodeava seus olhos, e era um pecado não olhar para azuis tão claros e cinzas como a cor dos olhos dela.

Melinda subiu a escada que ficava no canto da biblioteca, passando por varias mesas vazias. Depois da noticia dos assassinatos na televisão, ninguém mais se atreveu a entrar na biblioteca, somente os curiosos, fascinados por mortes ou quem realmente precisava de um livro. Ela não havia marcado com Liz, nem ao menos sabia o que ia falar para a mulher quando a encontrasse, Mel apenas sentia a necessidade de ir até lá. Elizabeth estava sentada numa mesa de madeira clara no canto do mezanino, segurava um livro na altura dos olhos enquanto sibilava o que lia.

- "... Maldição é uma ação do maligno que varia sobre uma vida, situação ou local. No antigo, maldições nasciam como consequências de pecados, até o dia em que o humano criou o seu primeiro encantamento. Uma maldição é o chamamento de mal para alguém ou alguma coisa que passará, depois do encantamento, a ser maldito. - Elizabeth, cujos olhos paralisados canalizaram os de Melinda abaixou o livro. - Uma palavra, é necessário apenas uma palavra para rogar uma praga, não é necessário poderes, nem rituais. com uma palavra destruímos o futuro de quem quisermos e de nos mesmos. - Ela virou o livro para Melinda e inclinou a cabeça para que a menina lesse.

-... No budismo é chamado de "Karma". No cristianismo é dado o nome de "Lei do retorno". Na wicca é "Lei dos três" ou "Lei Tríplice". Em religiões celtas, pagãos, pós e anticristo, acreditavam que todo o mal feito a um individuo volta para o malfeitor, esse é um jeito do universo manter o equilíbrio. Viverás livremente e farás o que queres desde que não se atrevas a interferir no destino do próximo...

A senhora bateu a unha grossa do dedo na mesa, fazendo barulho enquanto pensava.

- É uma ordem clara, não acha? Se você amaldiçoa alguém, o mesmo mal será voltado para ti. Então, senhorita Golden, por que você acha que pessoas, apesar de saberem as consequências, ainda rogam maldições?

Melinda a encarou com cautela.

- Porque são estupidas. – Ela deu de ombros.

Elizabeth sorriu e puxou o livro novamente para si, fechando-o em seguida. Colocando os óculos na mesa, a mulher encarou Melinda.

- Por que demorou?

Melinda piscou surpresa.

- Como sabia que eu viria?

Elizabeth olhou através de Melinda e apontou.

- Por que ela esta aqui. E você sabe o que significa.

Uma silhueta saiu de trás da estante mais próxima, e Melinda se virou com a mão no cinto de armas, mas ao focalizar o rosto da figura, o único que fez foi soltar um murmúrio abafado.

- A banshee.

Mary bateu levemente na porta do quarto de Cassandra, o som foi baixo, mas audível, o corredor e o quarto estavam tão silenciosos que Mary tinha certeza de que conseguia ouvir o bater de asas dos mosquitos que voavam fora da janela. Demorou alguns minutos para que o som da cama mexendo-se fosse ouvido, depois veio o som da pele da princesa pregando no chão e em seguida o som da tranca sendo aberta. Todos ali estavam dando o devido espaço para a princesa, deixando-a com o luto, mas Mary decidiu intervir ao ver a bandeja de comida na porta do quarto dela, já iam se passar horas desde o almoço, e a comida permanecia intacta.

A porta se abriu e Mary encarou o rosto sem expressão da menina, os olhos âmbar uma vez brilhantes, agora pareciam ásperos, sem vida, seu cabelo estava amarrado num rabo de cavalo emaranhado, as roupas não foram trocadas desde ontem, o que significava que ela ainda não havia entrado no chuveiro. As coisas de Melinda foram enviadas e ela havia organizado o quarto com delicadeza. A cama de cada uma se encontrava nas extremidades do quarto, cada uma de um lado. O armário - que só continha roupas de Melinda - estava entre as camas, um espelho grande e sem moldura estava pendurado na parede, ao lado os sapatos de Melinda estavam espalhados numa bagunça organizada. No outro lado, uma mesa estava encostada na parede e em cima dela alguns livros estavam empilhados de acordo com o tamanho, e na poltrona/cadeira o vestido de Cassandra estava dobrado, ninguém o tocará desde que a princesa trocara de roupa, a barra ainda estava sujo de terra e em alguns lugares se encontravam rasgos pelos ganhos nos quais ela bateu enquanto corria, além de ter partes torradas pela eletricidade que sua pele emitiu naquele dia.

- Se ficar mais cinco minutos sentada nessa cama, uma nova espécie de fungos irá aparecer em volta de você. - Mary sorriu de canto e se sentou no baú na frente da cama de Melinda.

- Já apareceram. Melinda jogo-os no lixo antes de sair. - Sua voz saiu rouca pela falta de uso.

- E ela fala. É bom ouvir sua voz.

- Tudo o que é bom acaba rápido. - Cassandra voltou-se para a janela e sentou-se na cama.

- Nunca te deixei. - Mary sentou-se ao lado da garota e observou a janela.

Era uma bela vista, os prédios acessos e a vida que brilhava dos carros movimentando a cidade. O céu sob uma fumaça cinza ameaçava chover, mas o sol ainda estava no canto, quase se pondo, a cor da cidade estava começando a mudar, o roxo e azul estavam dominando a camada cinza e escura, criando sombras com a iluminação dos postes, carros, casas e prédios, era caótico e belo. Mary conseguia entender por que Cassandra não parava de encarar a janela.

- Sempre fui uma sombra na sua vida. Vigiei todos os seus passos, cuidando para que nada lhe acontecesse, você não me viu. - Ela continuou nostálgica. - Mas eu estava no seu primeiro acampamento, você estava tão assustada, primeira vez fora de casa, e todas as outras crianças eram tão malvadas com você...

- Eu te vi. - Ela falou vazia. - Te vi no meu primeiro acampamento, você estava escondida atrás de uma arvore, mas também te vi correndo por entre as arvores, estava de madrugada e eu não conseguia dormir, estava assustada de mais, então decidi andar, para me certificar de que não tinha nada de assustador, e ai eu vi uma silhueta movendo-se nas sombras, correndo e se curvando, e em segundos o contorno do corpo humano havia sumido e dado passo para o de um lobo, você correu atrás de um animal e eu fui atrás, encontrei os trapos de suas roupas no chão. E apesar de saber que você era o monstro dos contos, eu não tive medo. Não senti medo por que senti que de algum modo estávamos conectadas, como se eu saber da sua existência fosse um segredo só nosso, eu sabia da existência desse mundo diferente, e isso era o que nos conectava, ouvir uivos à noite eram uma piada interna que eu tinha com você na minha mente, te imaginava como um melhor amigo invisível sabia que sempre estava comigo, sentia a sua presença. Mas, apesar de saber que você estava, e que você significava um mundo além do que eu vivia meus pais também significavam isso, eles eram essa ilha no meu coração. - Ela comprimiu a mão no peito. - Eu poderia estar perdida no mar, mas se olhasse para o lado, a ilha iria estar me esperando. - Cassie mordeu o lábio e Mary viu seu queixo ceder, e logo seus olhos se encherão de lagrimas. - Não consigo aceitar que ele morreu. - Ela deixou a cabeça cair nos ombros de Mary.

- Mas você precisa. - Mary segurou a cabeça da menina e a fez encara-la. - Se trancar no quarto não vai melhorar a dor. - Ela falou severa. - Ficar aqui só ira tornar a morte de seu pai em vã.

- Eu não consigo. - Ela abaixou os olhos. - Não dá.

- Isso significa que é fraca, que sucumbiu a fraqueza, que não merece o sobrenome que tem e nem o sangue que carrega. Os Bones não desistem, eu vi o quanto são lutadores, tão quanto seus verdadeiros pais, têm sangue O'brien e criação Bones, deveria ser uma guerreira. Mas é somente uma criança fraca.

Cassandra não teve tempo de retrucar, Mary se levantou bruscamente e andou em passos largos até a porta, abrindo e fechando-a com ferocidade.

A tempestade já havia começado, em algum lugar, mas no bosque onde Max estava o único que lhe alcançara fora a chuva que lhe batia forte. O vento violento batia em seu corpo e fazia-o tremer, os cabelos movendo-se rápidos no rosto, cortando-o como navalha, os cortes superficiais eram tão insignificantes que nem ao menos sangrava, porque se curavam antes mesmo de Max notar que em alguma parte de sua pele havia rasgado. A jaqueta dele estava pesada pela água acumulada, e suas meias faziam barulho ao pisar no solo molhado.

A luz do raio iluminou a céu e depois veio o barulho, e Maximus contou.

Um. Dois. Três. Quatro. Cinco. Seis. Sete. Oito. Nove.

O som do trovão invadiu os ouvidos de Max e ele soube que a tempestade estava se aproximando de onde estava. Faltavam somente 3 km para ela lhe alcançar. A tempestade havia chegado der repente, o dia havia sido ensolarado como os noticiários mundanos preverão, até que a mensagem veio até Maximus.

Uma carta. Que havia sido enviada por um bruxo.

Caro Senhor Gregori;

Lamento em lhe informar que Rei Sanson não está satisfeito com seus afazeres e teme a mudança de sua lealdade. O rei diz saber a dificuldade em combater o sangue familiar, mas também, e acima de tudo, sabe que o poder que ele tem é mais importante que os terceiros. Então, como forma de segurança, ele mandará para o senhor um grupo de soldados que são de sua confiança, diz o senhor que é uma previa de sua recompensa ao completar a missão. Os soldados serão leais a você, e terá a palavra para manda-los fazer o que desejar. Cinco serão mandados, o poder que terá sobre eles será apenas uma degustação do que realmente terá quando sua missão for completada.

Eles chegaram hoje, fique atento.

Subordinado de Rei Sanson, Alquimias Rollesmoth.

Um. Dois. Três. Quatro. Cinco. Seis. Sete. Ele contou novamente.

2,3 km. Significava que ele estava se aproximando do portal.

Um fleche de luz fez ele se dobrar e levar os braços a cabeça, o barulho do trovão foi seguido pelo barulho de madeira caindo contra uma arvore, chacoalhando-a, Max movimentou-se para que um galho grosso não pegasse nele, o chão lamacento explodiu com o impacto da bota de Max quando ele pulou numa poça e sujou-o a calça molhada e os pés. Ao virar a cabeça para encarar a arvore que fora atingida, ele se assustou. Ela chamuscava, em algumas partes de fora estavam pretas e por dentro via-se o vermelho de chamas que estavam sendo apagadas pelas constantes gotas grossas e violentas de chuva, a arvore estava rachada ao meio, a cena fez Maximus temer seguir caminho.

- Sorria. - Ela falou para si mesmo. - Poderia ter sido você.

A chuva ficava mais violenta a cada passo. Max estava tão perto do portal que já conseguia ver o redemoinho de magia azulada que irradiava do local. O portal era uma enorme fenda de magia azulada que ligava um mundo ao outro. As chamas azuis nasciam do chão e giravam até o céu e a cada segundo que se passava, Max podia vê-la se abrindo, como uma fenda, e do outro lado ele pode ver a escuridão que Fairvale havia se tornado, o mundo em que seus pês estavam atorados estava caótico com a tempestade, mas ao olhar para a frieza do mundo a sua frente o fez sentir pena de quem ainda estava preso lá. Max parou na frente do portal e esperou, não demorou muito até a primeira pessoa saltar de um mundo para o outro.

A pele era morena e lisa, os cabelos raspados, era alto e através da armadura de couro, via-se os músculos sobre altos, em seu rosto ele exibia uma marca grande, começava na bochecha direita e terminava no olho do mesmo lado, parecia uma queimadura, que além de toca-lhe a pele também machucara seu olho, que por conta, talvez da tortura, já não tinha íris e era vermelho.

- Meu nome é Ceneu Tammar, nasci na aldeia de Spem, sou o líder do grupo. - Sua voz era grossa e fez com que Max o teme-se.

Antes que Maximus pudesse responder-lhe, uma garota saltou para fora do portal. Os cabelos eram curtos e loiros, mas o rosto era delicado, os olhos eram negros e sua armadura exibia os braços, que foram cobertos por cicatrizes e machucados em forma de linha reta, ela com certeza foi açoitada não ia fazer muito tempo.

- Essa é Freya D' Barbarac, nascida em Mormant. - Ceneu falou virando-se para a menina. - Espero que tenham lhe ensinado a obedecer. - Ele puxou-lhe o braço. - Não gosto de chicotadas, mata-la é algo mais fácil.

- Pensei que somente os leais seriam mandados para mim. - Max disse preocupado.

- Não há nada que temer nessa garota, ela é somente estupida e não consegue seguir as regras...

O terceiro guerreiro saltou e foi apresentado por Ceneu, e assim se prosseguiu até o ultimo. À medida que os guerreiros saiam, o portal se fechava e com ele a intensidade da tempestade diminuía. Os cincos estavam na frente de Maximus, todos grandes e com rostos tenebrosos, Freya era a única garota ali, mas seu rosto era o mais amargo de todos. A tempestade já acabará, mas a chuva e o vento forte ainda eram a predominação do bosque.

- Sou Maximus Gregori. - Ele gritou. - Nasci como um demônio Incubus, mas fui mordido quando fugia de Fairvale junto a meu irmão, meu sangue se tornou o sangue de vampiro e minha lealdade é a Rei Sanson, estou encarregado de uma missão, que agora também será de vocês. - Ele os encarou com raiva, queria mostrar-lhes quem era o líder, que ele podia não ter seus músculos nem poderes de guerreiros, mas continuava mortífero, por que nascera demônio e se transformara em vampiro, queriam que eles soubessem que ele era tão feroz e ameaçador quando eles. - A minha missão... Nossa... É matar a herdeira do trono de Fairvale.

Freya, que até o momento estava passiva a situação não conseguiu ocultar a confusão no rosto e franziu o cenho, abrindo a boca em protesto.

- A herdeira esta morta... – Ela falou, e em seguida a mão pesada de Ceneu bateu-lhe no rosto e ela caiu.

- Não fale até que dirijam a palavra para você. – Ele disse e voltou para a postura.

Freya se pôs de pé, o lábio sangrava e ela pareceu não se importar, em seus olhos não se passavam nada, nem um indício de dor. Max logo deduziu que o tapa não fora nem a metade da dor que ela já havia sentido.

Depois de umas dezenas de tapas, você se acostuma com a dor. Ele ouviu a voz do irmão na cabeça. Rufus havia sofrido muito, seu pai não era exemplar, e não aceitava malcriação. Rufus sempre fora quieto e não fazia nada, Max era quem dava trabalho, porém, seu irmão nunca conseguiu aguentar ver Maximus sofrendo, então levava a culpa por todas as travessuras.

Max balançou a cabeça para afastar o pensamento e voltou-se para os guerreiros. A chuva estava calma, agora, ele não precisava mais gritar.

- Isso é o que todos achavam, porém, na noite do massacre, a rainha mandou a filha junto a uma criada para esse mundo, a princesa cresceu aqui, e não sabia quem realmente era até alguns dias atrás. – Ele encarou Ceneu. – E é o fato dela saber quem realmente é que atrapalha a missão, ela é poderosa, perigosamente poderosa, teremos que ser cuidadosos, ou morreremos na tentativa de mata-la.

- Não se preocupe senhor. – Ceneu encarou-o de volta. – A morte é mais do que uma amiga para nós.



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