História Nascidos na Máfia - Capítulo 11


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Nico, Nina, Personagens Originais, Simón, Tino
Tags Gastina, Lutteo, Máfia, Simbar, Sou Luna
Visualizações 224
Palavras 1.115
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Apresentação dos lençóis?


A sala de estar da suíte foi decorada para o chá de panela. Eu esperava ser poupada dessa tradição, mas minha mãe insistiu que seria uma afronta às mulheres da família de Simón se elas não pudessem me apresentar antes do casamento.

Eu alisei o vestido social verde. Era pra trazer boa sorte. Eu sabia que minha interpretação do que seria boa sorte neste momento diferia muito da interpretação de Simón e do meu pai.

Nina não foi autorizada a participar do chá de panela porque era considera jovem demais, mas Luna brigou pelo seu direito de ficar. Embora eu me preocupasse que pudesse haver outra razão por trás da aceitação de minha mãe. Luna faria dezessete anos em poucos dias. Isso significava que ela estava quase em idade suficiente para casar também. Empurrei o pensamento de lado. Eu podia ouvir a minha mãe e Luna discutindo no quarto sobre o que Luna tinha que vestir quando ouvi uma batida na porta da suíte. Era um pouco cedo; os convidados deveriam começar a chegar apenas em dez minutos.

Eu abri a porta. Yam estava na minha frente, Tino atrás dela. Ela era minha prima, cinco anos mais velha que eu. A mãe dela e a minha eram irmãs. Ela sorriu, desculpando-se. — Eu sei que estou adiantada.

— Está tudo bem, — eu disse, dando um passo para trás para que ela pudesse entrar. Tino recostou-se na cadeira do lado de fora da minha porta. Eu realmente gostava de Yam, então eu não me importei de passar algum tempo a sós com ela. Ela era alta e graciosa, loira, cabelo cor de ouro e olhos que eram o mais escuro marrom imaginável. Ela usava um vestido preto de saia lápis que atingia os joelhos. Seu marido Antonio havia morrido há seis meses, e meu casamento seria a primeira vez que ela usaria algo diferente de preto. Às vezes era esperado das viúvas, especialmente quando eram mulheres mais velhas, que vestissem luto por um ano após a morte do seu marido, mas Yamila tinha apenas vinte e três anos. A idade de Simón.

Eu me peguei desejando que o marido dela tivesse morrido mais cedo, assim ela poderia ter se casado com Simón, mas depois me senti horrível. Eu não deveria estar pensando assim. Gaston pairava ao lado da janela.

— Você poderia esperar lá fora? Um chá de panela não é lugar para um homem.

Ele inclinou a cabeça e depois saiu sem dizer mais nada.

— Seu marido lhe enviou o seu próprio guarda-costas? — perguntou Yamila.

— Ele não é meu marido ainda.

— Não, não é. Você parece triste, — disse ela com uma expressão de conhecimento enquanto se sentava no sofá. Champanhe, refrigerantes e uma série de petiscos foram colocados em uma mesa atrás de nós.

Engoli em seco. — Assim como você, — e me senti imediatamente estúpida por dizer algo assim.

— Meu pai quer me casar de novo, — disse ela, torcendo a aliança de casamento.

Meus olhos se arregalaram.— Mas assim, já?

— Não de imediato. Aparentemente, ele já está falando com alguém.

Eu não podia acreditar. — Você não pode dizer não? Você já foi casada.

— Mas foi um casamento sem filhos, e eu sou muito jovem para ficar sozinha. Eu tive que voltar a morar com a minha família. Meu pai insistiu em me proteger.

Nós duas conhecíamos o código. As mulheres sempre precisavam de proteção do mundo exterior, especialmente se elas estivessem em uma idade de casar.

— Sinto muito, — eu disse.

— É o que é. Você sabe tão bem quanto eu.

Eu ri amargamente. — Sim.

— Eu vi o seu marido quando visitei a mansão Vitiello com meus pais ontem. Ele é... Imponente.

 — Terrível, — acrescentei calmamente. A expressão de Yam suavizou, mas nossa conversa foi interrompida quando mamãe e Luna saíram do quarto. E logo depois mais convidadas chegaram.

Ganhei todo tipo de presente, desde roupa íntima e joias até um dia em um spa de luxo em Nova York. A lingerie foi o pior, porém, e quando eu abri o presente da madrasta de Simón, Juliana, tive dificuldade em manter uma cara séria. Levantei a camisola branca e sorri com esforço. Ela era tão curta que nem sequer cobria muito minhas pernas. Embaixo dela, dentro da caixa de presente, havia uma peça ainda menor; uma calcinha de renda branca que revelaria a maior parte da minha bunda e que era presa por um simples fio na parte de trás. Um coro de murmúrios apreciativos veio das mulheres em torno de mim.

Eu fiquei boquiaberta com a lingerie. Luna passou os dedos discretamente contra sua têmpora.

 — Isto é para sua noite de núpcias, — disse Juliana com um brilho calculista nos olhos. — Eu aposto que Simón vai adorar desembrulhar você. Precisamos agradar nossos maridos. Simón certamente espera algo ousado.

Eu balancei a cabeça. — Obrigada.

Será que Simón pediu para sua madrasta me dar isso? Eu não ia usar isso diante dele. Não depois de ele ter me dado pílulas anticoncepcionais. Meu estômago revirou com preocupação, e ficou ainda pior quando as mulheres começaram a falar sobre sua noite de núpcias.

— Eu estava tão envergonhada na hora da apresentação dos lençóis! — A prima de Simón, Fernanda, sussurou.

— Apresentação dos lençóis? — perguntei.

O sorriso de Juliana foi condescendente quando ela disse, — Sua mãe não explicou isso para você?

Olhei para minha mãe, que apertou os lábios quando duas manchas vermelhas aparecem nas suas bochechas.

— É uma tradição siciliana que a Família orgulhosamente mantém por gerações, — explicou Juliana com os olhos fixos no meu rosto. — Depois da noite de núpcias, as mulheres da família do noivo vão à suíte do casal para recolher os lençóis que eles passaram a noite. Depois esses lençóis são apresentados aos pais dos noivos e quem mais quiser ver a prova de que o casamento foi consumado e que a noiva era pura.

Fernanda deu uma risadinha. — Também chamada de tradição dos lençóis manchados de sangue por esse motivo.

Meu rosto estava congelado.

 — Isso é uma tradição bárbara! — Luna assobiou. — Mãe, você não pode permitir isso.

— Não cabe a mim, — disse a mãe.

— Está certo. Nós não vamos abandonar nossas tradições. — Juliana virou-se para mim. — E pelo que eu sei, você está bem protegida de atenção masculina, então não há nada a temer. Os lençóis vão provar a sua honra.

Os lábios de Luna se contraíram, mas tudo que eu conseguia pensar era que esta tradição significava que eu definitivamente tinha que dormir com Simón.


Notas Finais


Oooi, gente. Mais um capítulo!!! No próximo, finalmente chegará o dia do casamento de Simón e Ámbar. Como será que vai ser??? Espero que gostem 😘


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