História Nathalie - Capítulo 9


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Categorias Green Day, John Frusciante, Nathalie Emmanuel, Sky Ferreira
Personagens Billie Joe Armstrong, John Frusciante, Mike Dirnt, Personagens Originais, Sky Ferreira, Tré Cool
Tags Aborto, Abuso Sexual, Age Gap, Álcool, Amizade, Amor, Amor Proibido, Babygirl, Daddy, Depressão, Dor, Drama, Drogas, Ecchi, Green Day, Hentai, Hot, Loli, Mutilação, Nudez, Prostituição, Prostituta, Solidão
Visualizações 42
Palavras 1.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie!
Antes tarde do que nunca, não é?
Capítulo 09 para vocês!
Espero que gostem, perdoem os eventuais erros e aproveitem a leitura!

Trilha sonora do capítulo: Sky Ferreira - I Blame Myself.

Capítulo 9 - I Blame Myself


Capítulo 09 – I Blame Myself.

Nathalie

Ele me esperava do lado de fora do Red Velvet. Vestido de preto da cabeça aos pés, a sua jaqueta de couro era mais bonita que todo o resto da produção. Os cabelos pretos e graciosamente bagunçados pareciam ter sido arrumados com todo o cuidado. Billie me presenteou com um sorriso galanteador e eu sorri de volta, realmente feliz por estar vivendo aquele mísero segundo. Os seus olhos verdes seguiram cada um dos meus passos e como se fosse muito difícil, demorei um pouco para atravessar a rua. Talvez estivesse pensando em fugir novamente, mas o meu coração me disse que eu deveria ir e tentar esquecer a minha vida miserável por apenas uma noite.

— Oi – falei quando ficamos de frente um para o outro.

— Oi, Nathalie. Tudo bem com você? – ele perguntou encostado no carro.

— Posso dizer que sim e você? – Ótimo. Meio minuto de encontro e eu já não sabia o que dizer.

— Tentando parecer calmo. – ele disse e nós dois sorrimos juntos. — Venha, vamos sair logo desse lugar porque agora você está de folga!

Billie abriu a porta do seu carro preto estilo sedã que eu jamais saberia dizer o nome da marca e antes de dar a partida, ele me perguntou onde poderíamos ir ou que poderíamos fazer.

— Posso ser sincera? – perguntei e ele assentiu com um sorriso tímido no rosto. — Estou morta de fome e desejando desesperadamente um hambúrguer com batata frita.

— Eu conheço uma hamburgueria artesanal muito boa aqui no Centro. Podemos pedir dois lanches e comer em outro lugar. O que acha?

— Perfeito!

E assim fizemos. Quase não falamos nada durante o caminho. Na verdade até conversamos sobre umas coisas bobas como o clima, mas nada que fizesse alguma diferença. Billie pediu os nossos lanches pelo celular e quando chegamos ao local eles já estavam com quase tudo pronto. Ele decidiu que comeríamos em outro lugar, então eu demorei um pouco mais para saciar a minha fome. No entanto, tudo valeu a pena. Billie dirigiu até o Lago Merrit, um lugar bonito com um grande gramado e bancos de praça as onde crianças brincavam durante o dia e os adultos namoravam a noite. Ele estacionou o carro na entrada do lago. Entramos com as nossas sacolas de papel e nos sentamos na margem do lago.

Começamos a comer e depois de algumas mordidas, ele disse:

— Essa não era bem a ideia que eu tinha para um encontro.

— Ah então quer dizer que isso é um encontro? – perguntei e ele riu.

— Por que não poderia ser?

— Porque você me disse que só queria conversar e fazer amizade.

— Não podemos conversar, iniciar uma amizade e fazer disso um encontro?

— O problema é que a sua intenção desde o início não era só conversar comigo e me conhecer melhor. – falei como se estivesse ofendida, mas não estava. Apenas comecei aquela pequena discussão para ver o que ele tinha para dizer.

Billie colocou o seu lanche de lado, coçou os olhos e olhou para o lago.

— Me desculpe se eu passei uma impressão errada sobre as minhas intenções. Eu juro que não tenho segundas intenções com você. Eu só...

— Você o quê?

— Eu só pensei que poderíamos jantar num restaurante legal, conversar e beber um pouco.

Coloquei o meu lanche na sacola e tomei um pouco da minha Coca-Cola. Billie fez a mesma coisa e permanecemos em silêncio por alguns minutos.

— Escuta, eu não estou chateada com você. É que eu não esperava que um de nós tivesse tantas expectativas para essa noite. – falei e segurei na sua mão.

— E por que eu não teria?

— Você faz tantas perguntas...

— Talvez seja porque estou curioso para te conhecer, sedento por informações que não tenho e você está sempre se esquivando como se eu fosse um monstro esperando para te comer e arrancar os seus órgãos. – ele chegou mais perto. — Eu só quero algumas respostas.

— O que você quer saber sobre uma garota como eu?

— Antes de qualquer coisa, entender como uma menina tão agridoce e cheia de personalidade pode ter desistido da própria vida aos vinte e poucos anos.

E com aquelas palavras, ele me fez desmoronar por dentro. Como um estranho poderia saber que eu estava desistindo de mim mesma?

— Você diz isso porque estou me prostituindo?

Ele assentiu.

— Eu só preciso de dinheiro. Tenho contas para pagar, não consigo um emprego e o que ganho no bar não sobra quase nada. Aproveitei uma das poucas coisas boas que Deus me deu para ganhar algum dinheiro.

— Você é muito mais que um corpo bonito, Nathalie.

— Mas eu só precisava de um corpo bonito para me deitar na cama de homens estranhos e ser paga por isso.

— Não fale assim...

— E o que você quer que eu diga, merda?! – me levantei e saí andando em passos rápidos e duros em direção a escuridão das árvores. Encostei-me numa árvore alta e comecei a chorar. Não muito tempo depois senti a presença de alguém e abri os olhos. Billie me envolveu num abraço e deixou que eu chorasse no seu peito.

— Eu posso imaginar o quanto isso é horrível, mas quero que você se perdoe. Não permita que essa fase ruim te destrua, te consuma. Não se deixe apodrecer.

E num minuto eu queria socá-lo e no outro ele me disse algo que ninguém jamais poderia ter dito. Aquelas palavras fortes e profundas só poderiam ter saído do coração de Billie. Nos encaramos. Ele passou o polegar da sua mão direita pela minha bochecha e se aproximou. Billie se inclinou na minha direção e eu pude sentir a sua respiração tão falha quanto a minha. Ele parecia tão nervoso. Os seus olhos percorreram a região do meu pescoço e as suas mãos envolveram a minha cintura com firmeza.

Fechei os olhos e foi assim que tudo começou.

Primeiro, um roçar de lábios. Logo veio o primeiro selinho, seguido de outro. Ele beijou o meu lábio inferior e o superior com calma antes de beijar a minha boca por inteira. Sua boca bonita chupou os meus lábios e juntos, nós cedemos. A sua língua encontrou a minha e o seu corpo pressionou o meu. O nosso beijo não foi ousado, mas eu desejava aquele contato mais do que qualquer coisa na vida. E quando me dei conta, as suas mãos estavam dentro da minha blusa e a sua boca descia e chupava o meu pescoço. Não me importei. Eu não teria me importado em outras ocasiões.

Desde que fosse ele.

Eu não importo se o causador da minha dor é o dono dos meus pensamentos.


Notas Finais


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Bjs e até o próximo!


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