História Need is Love - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jupiter, Versailles (Banda)
Exibições 9
Palavras 1.949
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


E mais um capítulo chegando! Não queria postar o 4 antes de adiantar ou finalizar o 5, por isso a demora (não me batam, onegai)
Minhas fics sempre ficam grandes porque quero colocar muitas tretas e talvez eu tenha que parar com isso, mas não consigo
Enfim, boa leitura! =)

Capítulo 4 - Sentimentos Traiçoeiros


Fanfic / Fanfiction Need is Love - Capítulo 4 - Sentimentos Traiçoeiros

Era quase madrugada quando a mãe de Yuuichi e Masashi recolheu-se para dormir. Sem o risco de a matriarca ouvir qualquer coisa a respeito, Masashi não economizou no sermão:
-O que lhe passou pela cabeça para fazer aquilo?
-Não faço ideia do que está falando, otouto. Creio que você já percebeu isso. –Yuuichi se fazia de tolo inutilmente.
-Quase me convenceu de sua inocência, Yuuichi, talvez se você se esforçasse um pouco mais... –Masashi foi irônico. –Nós dois sabemos perfeitamente que você sabotou o almoço de Hizaki. Você o expôs ao ridículo diante de todas aquelas pessoas!
-Poupe-me, Masashi-kun! Hizaki não precisa que o exponham ao ridículo, a vida já se encarregou disso. E pare de me atacar para defender o empregadinho, o seu irmão sou eu e é ao meu lado que você deve ficar. Entendeu? –Yuuichi já havia deitado. –Vá dormir!
-Você é insuportável quando cisma com alguém, sabia? –Masashi havia sentado na cama, mas não terminou de falar. –O coitado passou mal com suas brincadeirinhas de gosto duvidoso e você sequer mostra algum arrependimento... Agir desta forma não o torna uma pessoa melhor do que Hizaki.
-Eu não tenho culpa se aquele capiau semianalfabeto não tem bons modos à mesa, e não importa o quanto você insista, Masashi-kun: eu não vou com a cara daquele garçom e ponto final! Agora dê este assunto por encerrado e vá dormir! Você não me viu fazer e se não me viu, não pode dizer que fiz. Acusar as pessoas injustamente não faz de você uma pessoa melhor. –Yuuichi estava irritado com a insistência do irmão caçula.
-Ser dissimulado e sonso também não lhe torna inocente. Lide com isso! –Masashi virou-se para o outro lado, tentando dormir.

A noite deu lugar ao dia e o ciclo recomeça. Hizaki ainda se sente mal por conta do ocorrido e foi dispensado por Masashi. Yuuichi ficou furioso, mas não há o que fazer, pois a decisão já foi tomada.

Yuki apareceu no restaurante e se ofereceu para ajudar com as tarefas. Lógico que o moreno não entende muito do assunto, mas é capaz de qualquer coisa para ficar perto do mais alto.
-Você vem sempre aqui?
-Eu trabalho aqui. –Masashi acabou rindo com as palavras do outro. –Eu lhe agradeço pela ajuda, não sei o que seria de mim sem você aqui hoje...
-Qualquer coisa é a desculpa perfeita para ficar pertinho de você. Sabe que é o dono do meu kokoro, não sabe? –Yuki dizia de forma galante.
-Aposto que diz isso a todo mundo, seu fanfarrão. –o mais alto acabou por rir. –Só você para me fazer sorrir hoje. Tudo o que eu gostaria de fazer é arrancar a cabeça de Yuuichi e pendurar na parede como se fosse um alce. –Masashi cerrou os punhos com força.
-Por todos os céus! Para que toda essa agressividade? –Yuki parecia surpreso com seu gesto.
-Yuuichi sabotou o almoço de Hizaki e teve a coragem de negar quando o abordei para conversar. Acha pouco? Mesmo que ele não goste do outro, precisa admitir que  Hizaki é um bom funcionário e que é responsável e competente dentro do ambiente de trabalho! Agora terei de me desdobrar para dar conta de tudo, pois o coitado ainda está passando mal...

Com seu charme, Yuki foi convencendo Masashi de que o melhor a fazer é se acalmar. Degolar Yuuichi e pendurar sua cabeça como se fosse um alce não resolveria nenhum dos problemas e lhe traria mais complicações do que já tem. Yuki deu sua palavra de que ajudaria em tudo o que conseguisse.

Asagi telefonou para Kamijo e recebeu como resposta da empregada que seu patrão havia saído cedo. Ao encerrar a chamada, olhou seriamente na direção de Hiroki e o outro não estava muito contente com aquela expressão. Asagi tem certeza de que Kamijo foi atrás de Hizaki e isso o incomoda visivelmente.
-Se não tivesse certeza do que sente por mim, pensaria que você está com ciúmes da proximidade de Kamijo com aquele garçom... –Hiroki não era de meias palavras.
-Onegai, Hiroki-san! –Asagi arfou e revirou os olhos. –Não diga tolices! Só não gosto de todo esse chamego que Kamijo tem com aquele capiau. Eles são de mundos tão diferentes, não quero que meu amigo passe vergonha diante de todos por insistir em algo sem fundamento!

Os dois trocaram mais algumas palavras sobre o assunto e logo mudaram o rumo da prosa. Não vale a pena discutir por causa de um pobretão.

Kaya deixou Hizaki descansando e saiu para fazer algumas compras. O loiro ainda se queixava bastante por causa da brincadeira de péssimo gosto feita por Yuuichi, mas poderia ficar alguns instantes a sós, sem correr o risco de algo pior acontecer. Durante a volta para casa, o moreno de cachinhos fora surpreendido por Kamijo; o loiro o abordou no meio de uma calçada e pediu para ver Hizaki, afirmando o quão preocupado estava com ele. O menor não teve outra opção se não levá-lo ao encontro de seu amigo. A dupla seguiu conversando cordialmente até chegarem ao pequeno imóvel. Hizaki estava deitado, parcialmente coberto por uma manta e dormia despreocupado. Talvez fosse efeito do remédio.

Como tinha alguns “assuntos” a resolver, Kaya os deixou sozinhos e imediatamente ganhou a rua. Kamijo puxou uma cadeira e sentou-se ao lado da cama, onde Hizaki permanecia dormindo. Cerca de quarenta minutos depois, o menor dava sinais de que estava despertando e parecia não acreditar em seus olhos. Um pouco envergonhado por ser visto desarrumado e com cara de doente, Hizaki se escondeu embaixo das cobertas.

Masashi estava sentado atrás do balcão, fazendo contas. Yuki o ajudava arrumando as mesas e recolhendo as louças sujas. Finalmente um pouco de paz e sossego para todos ali. Assim que terminou de fazer seus cálculos e anotações, o maior guardou tudo no pequeno escritório, aos fundos do estabelecimento, voltando para perto do balcão. Ligeiro como ele só, Yuki não tardou em se aproximar com suas brincadeiras, sempre com a intenção de lhe arrancar um sorriso. Entre brincadeiras e outras conversas não muito divertidas, os dois ficavam mais próximos do que o habitual e isso deixou Yuuichi fervendo de raiva.
-Estão aqui para ficar de namorico ou trabalhar?
-Não estamos aqui de namorico. Já fiz tudo o que precisava ser feito e seu otouto também. Por acaso está pensando que somos seus escravos? –Yuki protestou imediatamente. –E nem pense em sabotar a minha comida como fez com Hizaki, eu não sou o garçom de meia pataca que você está acostumado a humilhar!
-Eu teria mais paz tirando um cochilo na linha do trem... –Masashi resmungou e se afastou, indo até a porta do restaurante.

Já era quase fim de tarde quando Kamijo foi visto saindo da casa de Hizaki e Yuuichi parecia não acreditar no que via. Revirou os olhos e voltou correndo para a cozinha, indo ajudar as funcionárias. O único alvo de seu ódio gratuito ali é o garçom escorregadio.

Borboletas na barriga:

Apesar do motivo nada agradável, Hizaki se sentia nas nuvens por ter Kamijo perto de si durante praticamente o dia todo. Estava mais corado e aparentava melhora. Lógico, nada passou longe dos olhos atentos de Kaya:
-Vejo que alguém está apaixonado... –disse o moreno em tom brincalhão
-Pare de dizer tolices, não procure pelo em ovo. –Hizaki dizia de forma simplista.
-Kawamura, sabe que não precisa mentir para mim; somos amigos! Eu sou ótimo em observar as pessoas e conheço bem os sintomas de um capiau apaixonado. Acha que só você sabe ler? Parece um personagem de romance água com açúcar! –o moreno não conteve um riso divertido.
-Kaya, eu acho que o excesso de trabalho está lhe deixando abilolado. Não há sentimento algum de minha parte. E provavelmente o mesmo da parte de Kamijo. –o loiro revirou os olhos e se jogou no sofá. –Kamijo certamente se sentiu culpado pelo que aconteceu ontem e veio aqui com a consciência pesada.

Hizaki pode mentir para si mesmo, mas não pode fazer o mesmo com Kaya. Nascido e criado na capital, o rapaz que adora viver fora das convenções parece ter o dom de decifrar algumas pessoas. Já que o amigo não quer confessar que está apaixonado pelo pato em questão, o moreno apenas fingiu que engoliu sua resposta. Cedo ou tarde o rapaz terá chance de comprovar suas teorias e decidiu deixar que o tempo diga a verdade.

Hiroki decidiu caminhar um pouco, sozinho. Pegou um agasalho qualquer e saiu a esmo pelas ruas, apenas para passar o tempo. Entrou em uma confeitaria e pôs-se a olhar o cardápio. Vez ou outra, o belo jovem olhava por sobre o mesmo como se aguardasse alguém ou apenas, não quisesse ser visto. Finalmente, decidiu o que pedir e chamou um atendente. Durante a espera, Hiroki pensava em várias coisas, entre elas, os modos de seu doce Asagi perto de Hizaki. Justo ele que sempre fora tão educado e cordial com todos e dizia não ligar para status social, agindo em contradição às próprias palavras.

Hizaki se sentia bem melhor do que mais cedo e foi até o restaurante onde trabalha, antes que encerrasse o expediente. Como sempre, para conversar com seu amigo e patrão. Kaya o acompanhou até parte do trajeto, já devidamente arrumado para “trabalhar”. O loiro foi direto ao balcão e decidiu esperar Masashi ali. O maior sorriu discretamente ao vê-lo e o cumprimentou com um meneio de cabeça. Ainda havia clientes no local e alguns não foram atendidos até o momento. Yuki se aproximou do loiro e já soltou suas famosas piadinhas:
-Está melhor? Porque para trabalhar hoje cedo você não estava bem...
-Ainda não estou em perfeitas condições, mas não poderia deixar de vir aqui para ver meu amigo e patrão. –Hizaki o respondeu sem dar muita importância. –Nunca vi tanto sal e tanta pimenta na vida... Só de lembrar já me sinto mal de novo!

Os dois continuaram a prosa por alguns minutos, quando Yuki decidiu que seria melhor Masashi descansar enquanto ele atenderia os próximos clientes. O mais alto concordou por estar nitidamente cansado e convidou Hizaki para o escritório. Lá teriam mais privacidade para conversar.
-Como está hoje? –o maior falava com certo cansaço na voz, mas demonstrava simpatia.
-Meu estômago ainda reclama e sinto náuseas, mas estou melhor. Gomene por toda a cena vergonhosa que aconteceu! –Hizaki tentava se desculpar por algo do qual não tinha a menor culpa.
-Eu é que devo me desculpar por tudo o que aconteceu, não duvido que tenha sido obra de Yuuichi... –Masashi arfou pesadamente. –Mas, diga o que aconteceu. Não tente me convencer de que veio aqui apenas para dizer que está melhor!
-E por que não seria? Eu não acho justo deixá-lo preocupado e pensando o pior se estou de fato, melhorando. Devo confessar que meu estômago ainda reclama, porém um pouco menos. –o loiro tentava não preocupá-lo ainda mais. –Meu amigo está com uma carinha de cansaço.
-Hoje foi um dia daqueles, por sorte Yuki apareceu aqui e me ajudou bastante, embora não esteja acostumado ao trabalho e a correria daqui. –Masashi dizia de forma vaga. –E Kamijo? Vocês se viram ou se falaram depois do incidente de ontem?
-Hai! Kamijo-san foi me visitar e passou a tarde toda cuidando de mim, me fez companhia... Ao lado dele me sinto nas nuvens! –Hizaki não conteve um longo suspiro. –Acredita que até esqueci que o linguarudo do Kaya existe?

As últimas palavras de Hizaki arrancaram risadas de ambos, embora tenham certeza de que o alvo do comentário não acharia a menor graça. Masashi não tardou em tocar no assunto que Hizaki evita pensar e o loirinho não sabia o que lhe responder. 


Notas Finais


Não sei a opinião de vocês mas achei esse capítulo curtinho. Talvez eu esteja acostumada a escrever capítulos monstruosos, mas obrigada por ler e até o próximo capítulo! o/


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