História Nefelin - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Palavras 2.754
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi minha gente linda.
Prontos para mais um capitulo? Eu estou e deixem-me agradecer do fundo do coração por me terem acompanhado até aqui, já são 20 capitulos nesta porra que eu gosto de chamar de fic. Obrigado mesmo a todos.
Mas vamos ao que interessa, P-P-P-Play that shit!

Capítulo 20 - O Caso do Assassino Covarde



A atmosfera alegre que se tinha visto depois de Aegir puxar a espada desaparecera completamente, substituida por uma mais tenebrosa enquanto subiam o elevador e corriam atrás de Wiz.
Não demorou muito até avistarem o local para onde corriam, á porta de um quarto no segundo andar do edificio um monte de gente aglumerava-se.
Abriram caminho rapidamente e entraram no quarto para observar oque restava de uma horrivel cena.
Um corpo jazia a um canto do quarto, ensopado de sangue e com cortes profundos.
- Oque é isto? - murmurou Aegir.
- Um corpo morto - respondeu Leo - como morreu? Uma criatura?
- Não - anunciou Wiz fria - foi esfaquiado, morreu por mãos humanas.
Leo fez uma careta, era tudo oque precisavam agora, alguém do grupo a matar pessoas.
Foi então que ouviram um som vindo do armário. Leo aproximou-se lentamente e abriu o armário pronto para um ataque.
Esse ataque nunca chegou, em vez disso uma menina pequena saiu do armário com uma expressão de puro terror e lágrimas nos olhos carregando um bebé nos braços.
Wiz aproximou-se da menina, abraçando-a e acalmando-a:
- Já passou, já passou - repetia enquanto acariciava os cabelos da pequena.
Uns momentos depois a criança parou de chorar e enchugou as lágrimas.
- Sei que deves ter medo - disse Leo - mas precisamos que nos digas oque aconteceu aqui.
- S-Sim - gaguejou ela - quando chegámos mandaram-nos para este quarto, e disseram que iriamos ficar aqui até de manhã, estava tudo calmo até alguém bater á porta, a mamã disse que estávamos em perigo, mandou-me esconder ali com o meu irmão e...e...depois só ouvi a voz de um homem, ele disse que ia silenciar a mamã e não ouvi mais nada depois.
A miuda voltou a chorar e mais uma vez Wiz abraçou-a, numa tentativa de a acalmar.
O pior é que Leo estava a começar a reconhecer o corpo, aquela era a mulher que tinha vindo falar com ele ainda nesse dia, a criança que a miudinha segurava nos braços era a mesma que tinha visto, ele tinha-lhes prometido que estaria ali para os proteger e no fim não conseguira fazer nada para impedir aquela tragédia, agora tinha á sua frente duas crianças orfãs.
- Não te preocupes - disse Leo abaixando-se para ficar cara-a-cara com a miuda - vamos encontrar quem fez isto, e vamos faze-los pagar pelo que fizeram.
- Obrigado - disse ela soluçando.
Pouco tempo depois, Wiz afastava-se levando consigo as crianças para encontrar outro quarto para elas.
- E agora? - perguntou Aegir de cabeça baixa.
- Arranja patrulhas - ordenou Leo - quero tudo vigiado, que nem um rato passe sem nós sabermos.
- Sim Senhor - disse Aegir.
- Mais uma coisa - pediu Leo - arranja alguém que cuide daquelas crianças, tenho motivos para acreditar que quem quer que tenha matado a mãe, vai atrás delas.
- Concerteza meu rei - disse Aegir afastando-se rapidamente.
Mal Aegir se afastou, o jovem Nightwing fez o mesmo, caminhando rapidamente pelos corredores, a garota tinha dito que o assasino queria "silenciar" a sua mãe, e para Leo só havia uma explicação para isso, esse assassino tinha algo que não queria que fosse revelado ao ponto de matar uma mulher inocente, Leo tinha um pressentimento que oque quer que fosse, estava relacionado com Celestia.
Ficou satisfeito quando viu que já estavam a distribuir comida pela população na antiga sala de festas. O local estava apinhado de gente que mesmo tendo apenas sopa e pão seco comia com gratidão.
Mas não tinha tempo de parar para petiscar, tinha de verificar como estavam as coisas por ali, Aegir levaria algum tempo a organizar uma patrulha, até que ele conseguisse fazer isso, Leo vigiava.
Parecia que estava toda a gente no grande salão, no centro estava Wiz com mais algumas pessoas a cozinhar a refeição que era distribuida por todos, mais á esquerda, Aegir falava com várias pessoas formando uma patrulha e distribuindo lanças e espadas por todos os que se juntavam a ele.
Estava a fazer um bom trabalho, a patrulha já via 9 pessoas sem contar com o próprio Aegir, que pelas suas ações nunca tinham empunhado uma arma na vida, á excessão de uma garota que parecia familiarizada com uma lamina.
Convocando a sua magia chamou por um certo corvo que apareceu a voar.
- Bonito sitio, dava bem para um cemitério - comentou Blackfoot.
- Sim, sim - despachou Leo - importas-te de vigiar este sitio de cima? Podemos ter problemas.
- É pra já - disse o corvo levantando vôo.
Com a area a ter vigilancia aéria, Leo desceu puxando vários olhares enquanto caminhava calmamente em direção aos recrutas.
- Com que então estes são os novos recrutas? - perguntou Leo ao chegar a Aegir.
- Sim Senhor - disse Aegir.
O Nightwing passou o olhar pelos "soldados", eram 7 homens jovems de aspeto fraco, 1 mulher adulta que parecia mais propensa para cultivar terra doque para lutar e a garota que chamara a sua atenção.
- Não duram uma semana - anunciou Leo - vou direto ao assunto, se não ouviram já isto houve um assassinato por mãos humanas, uma mulher de foi brutalmente assissinada, o nosso trabalho é não permitir que mais ninguém nessa merda vá pelo mesmo caminho.
Eles entreolharam-se duvidosos, menos a garota que olhava para Leo com um sorriso divertido.
- Mas para vos acalmar - continuou Leo - parece que o nosso querido assassino tem tanta ou menos experiencia de combate, olhando pela maneira como os cortes foram feitos. O vosso trabalho consiste em duas simples coisas: Não sejam mortos e não deixem ninguém morrer, entendido?
- Entendido - gozou a garota.
- Ótimo - sorriu Leo - agora vão comer qualquer coisa e preparem-se porque esta noite vocês não dormem!
- Espere ai - disse um homem apontando para a garota - ela parece saber lutar, logo isso não a torna suspeita? Não poderia ela querer uma arma para nos matar a todos?
- E oque eu poderia ganhar com isso? - perguntou a garota, sonolenta.
- Sei lá! - ripostou o homem - prendam-na para a segurança de todos!
Leo suspirou. Agora tinha um retardado a atirar culpas á toa.
- Bom - disse a garota - eu odeio ser acusada sem fundamentos, por isso gostaria de provar a minha inocencia.
- E como irás fazê-lo? - perguntou Leo, já sabendo a resposta.
- Disseste que o assassino não tem experiencia em combate - explicou ela - por isso se eu te vencer num duelo, significa que não fui eu.
- Entendo - disse Leo sorrindo - aceito o desafio.
A garota retribuiu o sorriso, e em menos de nada estavam já a caminhar para o norte do salão, onde ninguém estava, para iniciar o duelo.
Wiz também avançou para o meio deles, servindo de arbitra para o duelo.
- Prontos? - perguntou a Nefelin.
- Sempre - sorriu Leo.
- Mais pronta não podia estar - sorriu de volta a garota.
Não houve juramentos, não eram necessários já que o duelo era entre humanos.
A luta começou num piscar de olhos, com a garota a disparar a toda a velocidade contra Leo empunhando duas adagas.
Leo sorriu ao ver que a garota daria uma luta divertida.
Desviou-se do golpe e sacou de Spectra, investindo logo em seguida, resultando numa tempestade de golpes e incontáveis sons de metal a rebater metal.
A garota era extremamente agil, com uma velocidade ridicula, possivelmente mais rapida doque Leo conseguiria acompanhar, felizmente para o jovem Nightwing ela não parecia ter muita força fisica.
A melhor estratégia ali era ser agressivo e não a deixar respirar.
A pensar nisso, Leo fez Spectra arder e avançou balancando rapidamente a lamina, acompanhando a velocidade dela o melhor que podia.
A rapariga pareceu excitar-se com o aumento da parada, conjurando magia elementar e fazendo as suas armas arderem.
- Impressionante - disse Leo - digno de um lider de resistencia.
- Como sabe isso? - perguntou ela surpreendida.
Leo aproveito o breve momento para golpear a garota com a sua espada, falhando por pouco a cabeça e acertando propositalmente os seus cabelos, cortando vários.
- Stephanie Rose - disse Leo - lider da resistencia de Randall e a única usuária da antiga arte da Dança das Laminas Astrais. 
-Ninguém - disse Stephanie avançando um passo de laminas em punho.
- Mexe - continuou ela dando mais um passo para a frente ficando a poucos centimetros de Leo - COM O MEU CABELO.
De repente ela desapareceu do lugar onde estava para reaparecer atrás de Leo golpeando as suas costas.
Antes deste poder defender-se ela já estava a atacar numa posição completamente diferente golpeando o Nightwing.
Esta era a arte da Dança Das Laminas Astrais, o seu usuário ficava mais rapido doque a luz, tornando-se impossivel de alcançar.
No entanto Leo não demorou a reagir a esta técnica, conjurou paredes de gelo á sua volta deixando apenas o céu sem proteção.
- Não adianta! - ouviu-se a voz da garota vinda de algum lado.
Leo olhou para cima, por mais rapida que ela fosse nunca puderia atravessar o seu gelo, oque significava que teria que atacar por cima.
E foi isso que aconteceu, mas Leo estava preparado.
A luz da lua fez cintilar as laminas da garota, arrancando um sorriso de Leo.
Por um momento ninguém viu nada, e quando o gelo se desfez diante da multidão, Stephanie estava do chão sem ferimentos mas também sem armas.
-Fim do jogo - sorriu Leo.
- Como? - perguntou a garota.
- Simples - explicou Leo - A Dança Das Laminas Astrais é uma técnica muito poderosa, mas eu tenho os meus truques, atacando pelo ar não puderias mover-te á velocidade da luz, oque permite que eu consiga ver o reflexo da lua nas laminas, permitindo-me assim saber por onde o golpe vem.
- Dito assim parece fácil - disse ela.
- E então? - perguntou o mesmo homem que a tinha acusado de matar a mãe das crianças.
- Ela é inocente - anunciou Leo - primeiro porque ela é demasiado habilidosa para os ferimentos que a vitima apresentava, segundo porque a nossa fonte mencionou que o assassino é homem, terceiro porque eu conheço a reputação dela, a regra de não matar inocentes, certo?
- Certo - sorriu ela.
- Por hoje chega de confusões - brandou Leo - vão para os vossos quartos, a patrulha vai dividir-se em três grupos, vamos vigiar o primeiro, o segundo e o terceiro andar.
- Entendido - ouviu o grupo a brandar.
As pessoas voltaram aos quartos e em menos de nada o palacete estava completamente silencioso, com excessão da voz de Leo que soava no corredor.
- Muito bem - começou - vocês três, vão com Aegir para o primeiro andar, têm muito terreno para bater, estejam atentos a qualquer ruido, vocês os quatro vão para o segundo andar com Wiz, eu e Stephanie ficamos com o segundo andar.
Sem perder tempo, o grupo separou-se indo para as suas diferentes zonas.
Leo e Stephanie caminharam pelo corredor principal do terceiro andar, mantendo-se atentos a tudo oque estava á sua volta.
- Então - disse Stephanie quebrando o silencio - como queres que te chame, Mestre, Lorde, Rei?
Leo sorriu de canto sem olhar para ela e respondeu:
- Apenas Leonard está bom.
- Hmm, então porque estás aqui? - perguntou ela.
- Tu e eu não somos tão diferentes - respondeu Leo sem parar de caminhar - ambos procuramos a liberdade, ambos queremos oque é nosso por direito e ambos sofremos grandes perdas.
- Oque sabes? - perguntou ela com tristeza na voz.
- Apenas que a resistencia de Randall foi capturada - disse ele - mas sei que há mais, é por isso que estavas no grupo dos condenados de Yargul.
- Suponho que devia contar - suspirou ela - a resistencia de Randall contava com grandes guerreiros e acima de tudo grandes pessoas. Estávamos no auge, tinhamos a cidade sobre o nosso controlo, a população vivia bem e os anjos da cidade não podiam fazer nada contra nós.
Ela parou por um bocado, puxando para o olhar de Nightwing que já sabia oque ela ia dizer.
- Tudo parecia perfeito - continuou Stephanie - até o Obéron vir em pessoa. Lembro-me do massacre, Rafael e Gabriel dizimaram-nos, não tivemos chance, o máximo que consegui fazer foi deixar uma cicatriz em Gabriel. Levaram-nos para Celestia, eu vi, os meus amigos e companheiros a morrerem um por um, apenas eu restei, mandaram-me com aquele grupo e pensei que também fosse o meu fim, mas enganei-me.
- Não vale a pena agradecer já - cortou Leo - guarda isso para quando vencermos esta guerra. Mas consigo perceber a tua dor.
- Acho dificil - ripostou Stephanie.
- Acredita, em tempos fui o lider da resistencia de Arkam - disse mostrando o anel - fizemos grandes feitos e tal como tu também tivemos a visita de um anjo maior.
- Gabriel? - tentou a garota.
- Não - disse Leo sombrio - Ithuriel.
- Mas ele está morto - disse a garota.
- Sim, digamos que não teve muita sorte contra nós - disse Leo.
- Vocês... mataram um anjo maior? - perguntou ela.
- Sim - respondeu Leo - claro que isso teve as suas consequencias, fomos perseguidos, caçados e encurralados, e no momento final eu entreguei-me para permitir a fuga dos meus.
- Pelos menos sabes que eles escaparam - suspirou a garota.
- Não - disse Leo numa expressão sombria - eles não escaparam, foram apanhados pelo que descobri recentemente, alguns foram executados mas outros... juntaram-se a Obéron.
- OQUÊ? - explodiu ela.
- Sim - disse Leo - percebes agora? Eu sei que eles estão vivos, e mais cedo ou mais tarde eu vou ter que enfrentá-los.
Antes que Stephanie pudesse dizer qualquer coisa, ouviram um barulho alto, um vaso caindo, correram imediatamente para onde vinha o som.
Viram á luz da lua um vulto correndo também, em direção a um quarto especifico.
Abrindo a porta e fechando-a atraz de si rapidamente.
A porta velha não deu nenhum desafio, caindo ao primeiro chute de Leo.
A criança que mais cedo tinham encontrado estava agarrada pelo homem velho que encostava uma faca ao seu pescoço.
- AFASTEM-SE OU EU MATO-A! - gritou o homem em puro panico - EU NÃO ESTOU A BRINCAR.
- E achas que vais escapar? - perguntou Leo - rende-te e talvez pensemos antes de te matar.
O homem era um covarde autentico, escondendo-se atrás da refém.
- Leonard, oque fazemos? - perguntou Stephanie preocupada.
- Espera...3...2...1 - contou Leo - 0.
Um pequeno vulto negro apareceu partindo a janela do quarto, e  cravando um par de garras no assassino fazendo-o afastar a faca da garota.
- MAS OQUÊ? - gritou o homem.
Leo acertou um soco no estomago do homem, fazendo o mesmo cair no chão.
- Bom trabalho Blackfoot - disse Leo.
- Fácil - grasnou o corvo.
- Oque se passou aqui? - perguntou Stephanie.
- Primeiro temos que tratar dele - disse Leo apontando para o homem - quem és tu e porque mataste a mãe desta criança?
- Não vou falar! - disse o homem.
- É mesmo? - perguntou Leo - muito bem, a menina Morte vai sorrir pra ti hoje.
- Não porfavor - implorou o homem.
- Então se queres viver só precisas de responder ás minhas questões - disse Leo.
- Eu...eu recebi uma proposta de Rafael... - começou o homem - seu eu fornecesse informações ele deixaria eu viver.
- E quanto á mãe da criança? - questionou Leo.
- Ela ouviu-me falar com Rafael! - gritou o homem - não tive escolha!
Nesse momento, Aegir apareceu á porta acompanhado pelo seu esquadrão.
- Achas que vamos perder? - disse Leo - pois bem, vais arrepender-te de teres tirado a vida a um inocente. Levem-no para as celas subterrânias do palácio, ele vai ficar lá até nova ordem, e perde privilégio de alimentação.
- Vamos deixá-lo morrer á fome? - perguntou Aegir.
- Não - respondeu Leo - alimentem-no, mas não lhe deêm prioridade, alimentem todos os outros e só depois é que pensem nele.
- Sim Senhor - disse Aegir saindo do quarto levando consigo o prisioneiro.
- Agora Obéron sabe que estamos aqui - disse Leo - só nos resta esperar e prepararmo-nos.



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