História Neko Lucy - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Cana Alberona, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel
Tags Fairy Tail, Lucy Heartfilia, Nalu, Natsu Dragneel, Neko, Neko Lucy, Srta Nyanko, Universo Alternativo
Visualizações 338
Palavras 853
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Fantasia, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hellooo nekos :3

Conseguiu cumprir o prazo, agora as coisas estão se estabilizando, ufa *O* então, esse é o penúltimo capítulo e ele é cheio de Nalu. As coisas são reveladas e ambos se conhecem melhor. Bom, acredito que esse o especial foram um dos meus preferidos de escrever, maaas é meio difícil de escolher porque amei escrever a história inteira ;-;

Sem mais delongas, boa leitura *-*

Capítulo 5 - Meow! Nova divisória desfragmentada


Fanfic / Fanfiction Neko Lucy - Capítulo 5 - Meow! Nova divisória desfragmentada

— I-Impossível. — Gaguejei.

Encontrava-me recebendo uma declaração, num local “fechado”, onde existia somente eu e ele, ele e eu. Qualquer coração jovem pifaria com esse ato. Afinal, mesmo com as implicâncias ocasionais entre o sr. Rosinha e eu, tinha que admitir que ele não era qualquer homem, além de qualidades possuía uma beleza incomum.

— Pois é. — Juntou-se a mim no sofá. — Você é somente uma colegial, e eu um velho desiludido.

— N-não diga isso! — Minhas pernas tremulavam mais, a cada palavra proferida. — Você só está preso ao seu passado, mas merece alguém que retribua seus sentimentos corretamente.

O que eu estava pensando? Não esperava agir de modo impulsivo novamente, não dessa vez. Trouxe os indicadores para perto da vista, e fiz círculos com os mesmos, apostando acalmar meus nervosos.

— Talvez tenha razão. — Suspirou. — Mas, e você Lucy, não deveria encontrar alguém que também retribua seus sentimentos?

Ele jazia certo, mas não era assim tão fácil, e provavelmente o sentimento de Natsu era o mesmo. Nomeando uma mínima coragem em meu íntimo, ousei abordar algo que deveria ficar camuflado; meus traumas.

— Não é como se eu quisesse. — Bufei. — Meus pais se divorciaram, e desde os 2 anos de idade não tenho notícias do meu pai, nem ao menos uma mensagem desejando “Parabéns, Lucy”, ele consegue mandar no meu aniversário. Minha mãe não superou seu amor por ele, e quando não está bebendo em algum canto da casa, está chorando. Eu não acredito no amor. — Desviei o olhar enxugando uma lágrima insistente. — Você também, correto?

Natsu encarava-me com um olhar longínquo. A estória preferida por mim, deve ter o deixado depressivo.

— Sinto muito. — Arquei-me um pouco. Obtendo fugir do ambiente.

— Espera. — Prendeu minha mão sob a dele. — Não foi depressivo. — Fixou os orbes nos meus. — É só que... eu não sabia que se sentia assim. Você é jovem, e já viveu diversas experiências ruins. Deve ser difícil.

— Nem tanto. — Sorri sem graça. — Cana é a pessoa em quem eu apoio-me nos piores momentos, e bem, passo a maior parte do tempo estudando. — Pausei, enchendo meus pulmões de ar, como se tivesse depositando todo meu orgulho no restante da frase. — Desse modo, não dependerei de ninguém para viver, e mamãe não irá mais passar apertos financeiros. — Fiz sinal positivo com o dedão.

— Você é mesmo estranha. — Natsu abriu um sorriso.

— Ei! — Encarei-o irritada.

— Não adianta me olhar assim, você se faz de forte, mas precisa de alguém que esteja lá por você. Todos nós precisamos, Lucy. Digo isso pois somos iguais.

Permanecemos em silêncio alguns minutos. Natsu não desviara o olhar nenhuma vez. Constrangida, voltei o assunto.

— Seus pais também são divorciados?

Meu corpo ardia em vergonha novamente. Precisava distrair-me.

— Haha. Não, meus pais morreram.

Grande Lucy, criando climas ainda piores, esse era meu maior dom, não conseguia negar.

— D-Desculpe. É que você disse que me compreendia.

— Tudo bem. — Sorriu, arriscando me confortar. — Na verdade eles se davam muito bem, porém, meu irmão conheceu uma garota, ela era alegre e gentil, a nossa família acreditava que eram alma gêmeas, mas no fim, ela levou meu irmão mais novo a morte. Ambos morreram afogados, depois de uma briga. Foi traumatizante. — Suas mãos apertaram as minhas. — Então, depois de fugir das garotas incontáveis vezes, achei Lisanna no colegial. Ela mudou-se para cursar uma faculdade e acabou casando. Então eu acho que voltei a estacada zero.

Nossas vidas não eram as melhores, no entanto, Natsu havia presenciado traumas e decepções que nos induziram ao mesmo ponto. Fora a primeira pessoa que entendeu-me tão bem, sem acusar-me com qualquer palavra ofensiva, ou taxar-me de dramática.

De certa forma, ele obteve êxito em quebrar todos os muros que me mantinham recuada, os medos que residem em mim regressaram em um piscar de olhos. Sentia-me nua, espiritualmente frágil. Natsu conseguiu penetrar minha alma como ninguém jamais o fez.

Os olhos verdes mostravam-me o mesmo sentimento. Ele confiara em mim da mesma forma. Sem pressa, nossos rostos encontraram-se com alguns centímetros de distância. Fomos levados inconscientemente a colisão um do outro, alcançando a incidência de nossos lábios.

Dessa vez fora diferente das minhas velhas experiências. Seus lábios emitiam choques em meu estômago, o calor também era intenso, queimando cada veia cheia de sangue. A sala havia esvaecido, meus pensamentos e sensações ligavam-se diretamente a ele, como se o tempo e o espaço não existissem mais.

A sensação de estar sendo tocada por mãos acolhedoras, sentir o choque das línguas ateando-se, era intenso e igualmente calmo. Trazia-me desejo e modéstia. Um misto de sensações que nunca conhecera antes, Natsu me fazia experimentar todas elas.

— N-Natsu. — Empurrei-o sem fôlego. — Não sei se isso é certo.

O rosado seguiu beijando meu pescoço. Era um golpe baixo, fazendo-me esquecer qualquer pensamento anterior.

— Já disse que gosto de você. — Desceu os lábios, mordicando. — Se você sente o mesmo, creio que não é errado.

Trocamos caricias no sofá, até pegarmos no sono. Adormecemos ali, unidos. Seus braços envoltos em meu corpo, protegendo-me. Não sabia ao certo o que pensar sobre tudo isso, todavia, estava feliz, como nunca me encontrei antes. Arrumaríamos algum jeito, porém, outro dia, deveríamos descansar por hora. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e até a próxima semana com o último capt <3


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