História Nem tão doce Primavera - Capítulo 6


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Dakota, Iris, Kentin, Kim, Leigh, Lysandre, Nathaniel, Nina, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Amour Sucre, Bloco De Notas, Docete, Lysandre, Namoro, Rosalya
Visualizações 18
Palavras 1.097
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Harem, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ola pessoinhas que resolveram dar uma chance a essa historia (amo vocês <3). Bem havia decidido postar a historia semanalmente..... mas como tenho um bom tempo inativa essa semana resolvi postar 2 capítulos, espero que gostem ><

P.s: como o próprio titulo sugere esse capitulo é a continuação dos acontecimentos anteriores assim como alguns flashback direcionados pelo Lysandre.

Boa Leitura

Capítulo 6 - Vamos falar a verdade, vamos falar sobre nós: parte II


Fanfic / Fanfiction Nem tão doce Primavera - Capítulo 6 - Vamos falar a verdade, vamos falar sobre nós: parte II

* POV. LYSANDRE*

Eu havia chegado em casa vacilante, respirei aliviado ao perceber o silêncio em que a casa se encontrava o que significava que meu irmão ficaria até tarde na loja novamente. Subi as escadas em direção ao meu quarto, a parca luz que entrava pela minha janela refletia minha imagem no pequeno espelho em minha mesa, minha fase ainda um tanto rubra, em parte pela busca por ela e em parte por ainda estar repassando as suas palavras em minha cabeça.

Fechei as persianas da cortina mergulhando o quarto em uma tênue escuridão não queria encarar por mais tempo o meu próprio reflexo, na verdade estava com vergonha do que via refletido ali. Nesse curto espaço de tempo dessa tumultuada tarde eu me sentia confuso, cansado, admirado, feliz, temeroso e sem a menor ideia de como era possível ter todas essas emoções ao mesmo tempo!  Como eu deveria responder a ela agora? O que eu deveria fazer?

Me joguei na cama, e repassei todas as emoções que tive com ela nesses últimos dias. Desde nosso encontro no parque e o seu cuidado com as folhas arrancadas de meu bloco de notas e que agora repousavam amarrotadas em meu criado mudo. Ela provou estar certa aquele dia, as ideias e poemas rabiscados ali eram importantes demais para me desfazer e eu não havia sido capaz de jogá-las fora.

Depois dessa tarde, a conversa que tivemos no jardim começava a ter um sentido ainda mais profundo para mim, o modo como ela docemente me confortava apesar de trazer consigo um olhar tão triste, a forma como inconscientemente e instintivamente eu confiava nela, como ela se apoiara em mim ansiosa, angustiada e com medo. Enfim o modo como ela recolherá a sua dor para cuidar da minha. Eu não podia negar, a admiro por isso.  

No outro dia quando nos encontramos desajeitadamente no corredor ela apenas saiu rapidamente se perdendo entre o mar de alunos que transitavam por ali.  Confesso que me senti incomodado com o tom leve e corriqueiro entre ela e Castiel, nunca havia notado a sua proximidade com ele e nem com os outros rapazes de nossa classe, talvez porque sempre a tive por perto como uma amiga e nunca a olhará de fato como a mulher que ela é, sempre me intrigando e me distanciando cada vez mais, na mesma medida que me convidava a busca-la. Ou tudo era coisa de minha tola imaginação?

Relaxo o nó de meu lenço e abro alguns botões de meu colarinho, a fim de tomar mais ar. E mergulho novamente em meus pensamentos. Recordo dos os olhares de Analu, sua expressão vazia me incomodava nos últimos dias, seus olhos sempre tão expressivos pareciam distantes quando direcionados a mim, no começo pensei apenas ser vergonha por ela ter mostrado a mim um lado que aparentemente não deveria ser visto, mas novamente não estávamos no mesmo barco? Afinal eu não havia lhe mostrado um lado tão desesperado quanto?

A verdade é que, quando se tratava da Analu eu sempre tinha mais perguntas do que respostas. E ainda assim me sentia confortável em sua presença.

Minhas lembranças mergulharam cada vez mais fundo lembrei-me do porão... naquele dia o quanto eu havia entendido daquela conversa? Eu entrará um pouco depois dela, mas não ousei dizer nada, eu não saberia o que dizer. Fiquei surpreso ao ouvir o Castiel, eu conhecia aquele seu tom de voz, não era o seu deboche habitual e sim o seu modo possessivo e ciumento falando mais alto haveria ali algo que eu não notará antes? Só agora eu me tornará capaz de perceber que aquela conversa era sobre mim, eu era o motivo do sentimento reprimido dela. Tudo era sobre mim, como acusará o Castiel, eu apenas não havia notado isso antes.... Como fui tolo.

__ Droga Lysandre como você pode ser tão cego e lhe oferecer ajuda. Quão doloroso isso deve ter soado para ela, como pode ser tão desprovido de bom senso?!  - Me repreendia. 

E no fim eu nem ao menos soube como reagir diante daquela confissão. Ouvir a Analu dizer que gostava de mim... Ver como o seu corpo tão pequeno parecia trêmulo de nervoso e como os seus profundos olhos azuis pareciam piscinas transbordando com uma intensidade voraz, a intensidade e expressão que eu pensei terem desaparecido ainda estavam ali, sendo direcionada apenas para mim.

Ela parecia tão frágil e tão linda, senti minha temperatura se elevar, não conseguia imaginar que expressão estava mostrando a ela. E então um estúpido pensamento passou em minha mente: teria sido essa expressão que Rosalya mostrará ao meu irmão? Teria sido essa expressão que mostraria a ela se ao menos tivesse tido coragem?

__ Porque em um momento assim eu ainda pensava ela....

“__ Analu... Eu sinto muito. ... Mas não te vejo dessa maneira. Eu não posso. - Foi tudo que consegui dizer a ela naquele momento e eu nem ao menos me atrevia a pensar que era uma resposta à altura.

__ Eu sei! Mas ainda sim precisava tentar certo?  Obrigado por me ouvir... Vamos apenas seguir sim?   Eu acho que preciso ir... Eu preciso de ar.”

Antes que eu pudesse dizer algo ela já havia se virado e caminhava em passos rápidos biblioteca a fora... Eu ainda estava ali paralisado diante de suas palavras, sem reação é com tolo sorriso se formando em meus lábios. Antes que as coisas se organizassem em minha cabeça, fui tomado por um forte impulso eu sabia que precisava ir atrás dela, não poderia deixá-la sozinha não assim, Não agora.
A procurei por todos os espaços do colégio, mas não a encontrei. 

"Vamos apenas seguir sim?” essas palavras ressoavam mais do que tudo em minha mente, como frases de um livre clichê, um mantra... como um terno conselho: Essa era a verdade que vinha negando a mim mesmo:  Eu também precisava seguir. E agora aqui estou, deitado em um quarto escuro, me sentido pequeno diante da imensidão de uma garota e com vergonha de meu próprio reflexo no espelho.

Mesmo depois de repassar tudo isso, depois de tentar desesperadamente alinhar meus pensamentos, no fim do dia só me restava admitir cinco fatos sobre ela... Sobre nós: Primeiro ela era mais rápida do que eu imaginava, segundo romances realmente combinavam com ela, terceiro a minha falta de percepção a machucará profundamente e eu me sentia um tolo por isso, quarto havia muita mais força e coragem naquela garota do que eu poderia sequer imaginar e quinto aqueles olhos...  Ah... aqueles tortuosos e profundos olhos azuis poderiam me trazer problemas. 


Notas Finais


É isso gente, espero que tenham gostado do Capitulo. logo logo veremos como Analu esta diante disso tudo.

Criticas construtivas são sempre muito bem vindas.

nos vemos o/


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