História Nem tão firmes e fortes - Capítulo 5


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Categorias Originais
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Palavras 1.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Turu bone? Então, já faz um tempo, né? Voltei um, pouco atrasada, mas voltei e trouxe esse cap comigo.
Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 5 - Ovelhas negras


Finalmente em dias eu durmo bem, eu até sonho:                                                                                                                        

  Estava eu nas águas do rio, tipo Jesus aparecendo para os pescadores, Marcela estava num barquinho e ficava cantando uma velha canção de uma propaganda, ela acenou pra mim e me ultrapassou. Eu fiquei ali dançando só para testar que não ia afundar na água então chega minha irmã em outro barquinho (esse bem menor) e me diz que me ama. Minha mãe e meu pai chegam em outro barco e cantando uma canção de ninar que cantavam quando eu era pequenininho, eles param de cantar, me encaram, dão um sorriso, dizem que me amam e pedem desculpa por tudo.

Acordo suado e chorando, nem tinha percebido direito que eu estava chorando, era tão bonito, mas estranho ao mesmo tempo.

 Me levanto e já era hora de acordar mesmo, lavo o rosto e vou acordar Marcela. Chego perto e ela parece adivinhar que eu ia acorda-la.

- Lorran, se você tocar em mim para me acordar para ir pra escola eu te desço a porrada!

- Nossa, que agressiva!

- Eu mesma!- ela diz e se levanta da cama em um

   - Vai tomar banho primeiro!- ela manda e eu obedeço

         Entro no banheiro, escovo os dentes e vou tomar banho. Debaixo do chuveiro eu fico pensando no sonho que havia tido, era como se fosse uma propaganda de um vídeo que eu não posso passar por sacanagem da minha cabeça. Saiu do Box e me enxugo, me visto e até penso em arrumar o cabelo, mas não arrumo, gosto dele bagunçado. Hoje ia ser um bom dia, eu estava sentindo isso.

Comemos frutas, pois a mãe de Marcela nos obrigou, conversamos um pouco, entramos no carro, dançamos ao som do rádio e chegamos ao colégio.

Hoje não haviam tantos alunos, amanhã seria feriado na cidade e muitos resolvem emendar. Os corredores que sempre estavam cheios hoje estavam quase vazios, eram nesses dias que eu gostava de vir á escola. Um lugar desse tamanho com tão pouca gente, eu me sinto como um cara que estava num abrigo para pessoas que sobreviveram ao apocalipse ou uma explosão nuclear.

- Vai ficar aí parado?- Marcela pergunta grossa

- Você fica uma flor de pessoa de manhã!- digo e ela solta um beijo pra mim. Antes que pudéssemos entrar na sala de aula Marcela é puxada pela cintura por Marcos.

- Eu vou entrando, tchau Marcos!- eu digo tentando ser simpático

- Tchau Lorran!- ele responde também tentando ser simpático.

Entro na sala e ela estava praticamente vazia, tinha umas dez pessoas sem contar comigo e Marcela, pra uma turma de trinta e nove eram pouquíssimo. Me sento no lugar de sempre, ponho a mochila no chão, pego um caderno e uma caneta, não sabia o que fazer então abro o caderno e começo a rabiscar algumas cantadas, era divertido ter aquelas frases bregas no caderno.

                  “Você é traficante de órgãos? Pois roubou meu coração!“

- Desculpa Log, mas você tem um apontador aí?- João me pede e me tira de minhas cantadas

- Tenho, vou pegar- eu vasculho a bolsa toda e bem no cantinho encontro o bendito apontador, o entrego a João.

- Valeu!- balanço a cabeça afirmando, fico folheando o caderno a procura de algo que me chamasse à atenção, mas não encontro nada. João se aproxima de mim com uma cara de quem fez merda.

- Que cara é essa?- pergunto desconfiado

- Quebrou!- ele diz com a voz bem mansa, ele mostra o apontador todo despedaçado.

- Como tu conseguiu essa proeza?

- Melhor não comentar!- nós dois começamos a rir

- Fiquei curioso agora- digo parando de rir aos poucos

- Eu compro outro, juro!

- Tá tranquilo, João!- respondo e ele fica caldo por um tempo, depois tenta ver o que estava escrito no caderno.

- Curioso você, heim?- digo e ele fica vermelho

- Foi mal!- ele diz e eu empurro o caderno para sua direção, ele lê a cantada e começa rir e eu também.

- Eu cairia nessa cantada- ele diz entre o riso

- Eu daria essa cantada- também digo entre o riso

O cabelo estava caindo nos olhos dele, era tão bonitinho rindo, ele jogava o corpo pra frente e botava a mão em seu rosto, ele ficava rosado e precisava puxar um pouco de ar, seus olhos quase fechavam.

- Oi João!- Marcela diz sentando ao meu lado, ela estava com um sorriso do tamanho do mundo.

- Oi Marcela- João diz simpático

- Eu te entrego outra amanhã- ele me diz se referindo ao apontador

- Não se preocupa- digo e ele abre um sorriso e se vai

- O que houve aqui? Sinto um cheirinho de clima?- Marcela diz e me faz rir

- Não, besta! Eu emprestei o apontador e ele quebrou

- Tanto faz, shippo desde já!- ela diz e eu estiro o dedo pra ela.

Sabe quando algum acontecimento te faz notar alguém, notar de um jeito bobo, você começa a olhar aquela pessoa de longe e percebe umas coisas fofas e no fim você tá rindo espontaneamente, você tenta não olhar, mas algo mais forte te atrai e quando você percebe você está como um idiota encantado por aquela pessoa. Foi isso que aconteceu comigo depois de falar com João, eu sempre notei ele, mas agora era diferente, era como se fosse uma saída das coisas chatas que me rodeava, mas uma coisa me dizia pra fugir.

Estava na hora de comer, eu e Marcela saímos e fomos um dos primeiros a chegar à fila, não tinha quase ninguém, isso quer dizer que a comida de hoje seria boa e era. Sentamos com o pessoal, Yago estava entusiasmado contando uma de suas histórias de sua vida, Laura me parece concentrada no que ele estava dizendo, Tomas estava concentrado em Laura e João estava no canto com seu fone de ouvido.

- E foi assim que eu fiquei desaparecido por cinco horas- Yago completa a história, Laura dá uma risada forçada e Tomas nem percebe que ele havia terminado sua longa história.

- Oi pessoas- Laura diz pra mim e para Marcela, respondemos e nos concentramos em nossa comida.

- Como foi o final de semana de vocês?- Tomas pergunta

- Uma merda- Marcela diz curta e grossa – Porém eu e Log transamos, pra minha alegria!- ela diz e eu começo a rir.

- Pensei que o Log fosse gay- Yago diz

- Relaxa migo, minha cobra não come aranha- digo e todos começam a rir, João dá uma engasgada e começa a rir.

- Como é gostar de meninos, Log?- Yago diz e faz de seu suco um microfone de um repórter sensacionalista.

- A mesma coisa de gostar de meninas, como é gostar de meninas, Yago?- pergunto de volta

- Uma merda, elas são cruéis- ele responde

- E tu é um bosta!- João diz para Yago e sai da mesa como um furacão, a volta do mestre dos magos.

- Ele enlouqueceu?- Yago pergunta sem entender nada.

- A vida do João não tá fácil, a família acabou de descobrir que ele é a ovelha negra e vocês sabem como é ser a ovelha negra- Laura tenta explicar o surto de João.

Ovelhas negras, sei bem como é, sabe todas as outra são brancas e obedientes ao pastor, mas as negras, essas nascem corrompidas, por isso a cor diferenciada. De inicio você não sabe porque suas atitudes são tão julgadas, depois você só finge não perceber e no fim você tenta tacar o foda-se, porém lá no fundo você não consegue fingir tão bem, não pra si mesmo. Mas quer saber de uma coisa, as ovelhas negras são tão mais bonitas e legais.

- Eu não, sou uma ovelhinha branquinha!- Yago diz com um sorriso no rosto, eu olho pra Marcela e como telepáticos dizemos juntos a mesma coisa:

- Tu é um bosta mesmo!- saímos da mesa e começamos a rir.

**

Eu e Marcela estávamos no portão do colégio esperando por seus pais, olhando todos aqueles estudantes mortos de cansados voltarem para casa. Carlos, o diretor, para em nosso lado como quem não queria nada, mas ele sempre quer.

- Olá!- ele diz tentando ser simpático

- Oi!- eu e Marcela respondemos juntos.

- Preciso falar com vocês depois- ele diz e sai acenando pra nós

- Esse cara dispirocou, só pode!- Marcela diz e eu começo a rir

- Deve ser algum projeto que ele quer que participemos!- respondo deduzindo o que foi aquilo

- Tanto faz, sabe o que deveríamos fazer?

- Não... - respondo confuso

- Sair, faz tempo que não socializamos com outras pessoas além da escola.

- Pode ser!- respondo sem muito entusiasmo

- Pode ser nada! Será, precisamos nos animar!

- Tá bem Marcela!

Os pais de Marcela chegam e me deixam em casa.


Notas Finais


Comentem, favoritem e até a próxima!
Beijocas!


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