História Nephilim - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Ação, Anjos, Nephilim, Órfãos
Visualizações 10
Palavras 1.215
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


ooi, gnt esse ficou longo, mas foda-se vou escrever mais de mil palavras mesmo.
to me organizando ainda com as outras histórias.
espero que gostem desse capitulo

Capítulo 2 - Ganho uma herança de família


     Já era tarde da noite e eu estava sendo arrastado pela cidade toda, atravessamos a ponte e nos deparamos de frente a praça dos namorados.

     - O que está acontecendo? Quem é você? – perguntei.

    Ele me olhou de forma inquieta, passou a mão pelo cabelo cinza e me olhou apreensivo, não parecia em nada o garoto que matou quatro pessoas e aterrorizou um orfanato.

     - Você vai saber de tudo ok. – ele disse. – Mas por hora sou apenas um parente de longe que está te salvando.

      - Me salvando de...

     Não consegui terminar a frase, pois, como se brotassem da terra, fomos cercados por dois homens altos e fortes. Um era loiro e com olhos vermelhos e o outro moreno com olhos âmbar.

      - Merda, estamos ferrados.

     Os homens sibilaram algo e abriram um sorriso malicioso, era como se estivessem decidindo como nos matar.

     - Olha o que temos aqui. Dois nephilim idiotas. – o cara loiro falou.

      Nick soltou meu pulso e pegou um canivete que estava na sua cintura, ele deve ter o usado no orfanato.

     Tentei falar que um canivete daquele não iria funcionar contra dois adversários, mas parece que eles também tinham a mesma ideia, pois começaram a rir.

     - Kai, quando eu falar quero que corra o mais rápido que puder. – falou Nick.

      Ele avançou pra cima do loiro, canivete em punhos e um soco pronto, o cara simplesmente desviou sem nenhum trabalho.

     - Corre, agora.

      Não foi preciso um segundo aviso, corri o mais rápido que pude, sem olhar para trás, apenas avançando.

      O barulho foi ficando mais baixo, mas escutei alguém correndo atrás de mim, tentei ir mais rápido, mas não consegui.

      Ele me puxou pelo braço e me virou, então vi que era Nick e relaxei.

      - Calma ta tudo bem agora, eu acho. – ele disse.

      Eu estava em choque, com menos de horas, vi pessoas morrendo, na minha mais nova casa, e quase fui morto por outras.

       - O que está acontecendo aqui? – exigi.

      Estava decidido, não iria a nenhum lugar com aquele garoto antes de obter algumas respostas e não vou aceitar um “não” desse primo estranho.

       - Depois eu te conto tudo, mas tenho que te tirar daqui.

       Depois me conta, ele ta louco? Acabei de correr para salvar minha vida de algo que não entendo.

        - Não, quem é você? E o que está acontecendo?

         Recebi um olhar mortal, parecia que aquele garoto não era confrontado por muitas pessoas, tipo quase nenhuma.

         - Ok, eu sou Nick Sarti e você é meu primo. – responde de forma paciente. – Agora vamos?

         - Você não me disse o que está acontecendo.

         Disse com firmeza, mas estava torcendo para ele não me bater ou me matar.

         Ele respirou fundo, pelo visto estava tentando não enfiar minha cara no chão ou na parede mais próxima.

        - Aquelas pessoas querem nos matar, a cada um dessa família na verdade, chame de nosso legado. Agora vamos, Kai.

        Acenei de leve com a cabeça e comecei a segui-lo, ainda havia perguntas não respondidas, mas por hora tinha que ir com ele em silencio.

        Só espero que para onde estejamos indo seja realmente  um lugar protegido para nosso bem, na verdade estava pensando no meu bem.

 

 

        Depois de muito andar, chegamos numa casa pequena, num bairro que fui advertido a não ir, o Zumbi. A casa era bem dentro do bairro e próxima a uma igreja.

         Lá dentro, vi que o lugar tinha apenas uma cozinha conjugada com a sala, um banheiro e provavelmente um quarto.

          - Até que enfim chegou Nick.

         Uma garota, de cabelos longos e rosa, disse, ela tinha olhos azuis claros e pele alva. O mesmo tom de mistério que ela tinha era compartilhado por Nick.

          - Tivemos problemas, alguns anjos nos interceptaram.

          Anjos, se aqueles caras eram anjos eu fui adotado então.

         Mas parece que era verdade, pois a garota se conteve em inclinar a cabeça e escutar com atenção cada parte do relato de Nick, soltando um nome que não prestei atenção.

         - Que droga Nick, não era para você matar a diretora. – disse quando o garoto parou de falar.

        - Você disse para trazê-lo de qualquer maneira. – ele se defendeu. – Alias Meg, não podíamos deixar rastros.

        - Aí você deixou um de sangue.

        A discussão estava animada, mas tinha que acabar ou eu ia ficar mais tempo sem saber nada.

       - Vocês se importam de me falar o que está acontecendo?

      Meg me olhou confusa, mas parecia entender a minha dúvida.

     - Calma, quando eu descobri era igual você.

     Ela me indicou um lugar no sofá e preparou algo para beber, café preto com pouco açúcar, e trouxe biscoitos.

      - Era pro Nick te explicar, mas...

      - Eu tentei, mas os anjos interromperam.

      Com um olhar mortal ela fez o garoto se calar, parecia que mais a qualquer minuto ela iria arrancar a cabeça dele do pescoço.

       - Você, assim como eu e o Nick somos parentes. Talvez primos ou talvez irmãos, quem sabe.

       - Como assim?

       - Anjos. – Nick respondeu – Tudo se resume a eles.

       Meg lançou outro olhar e dessa vez Nick entendeu o recado, pois foi para outro cômodo.

       - É tudo se resume aos anjos. – disse mais calma. – Há muito tempo atrás, tipo no inicio dA Criação, houve uma grande seleção no céu, os anjos tomaram partidos entre Deus e... – ela hesitou. – Lúcifer.

        - E como A Queda está ligada a sermos parentes?

        - Calma. – ela riu. – Para entendermos o presente temos que compreender o passado.

        - Parece uma professora de história.

        - Quero fazer teologia. Mas continuando, depois dA Queda e a medida que o mundo ia se formando, através das eras e da história, os anjos caídos foram se apaixonando por mortais ou só transavam com elas por diversão, sei lá.

        - Você quer disser que nossos pais são demônios?

       - Não, sim, talvez. – ela respirou fundo. – alguns anjos que caíram escolheram Lúcifer, mas alguns se reconciliaram com os céus e não puderam voltar ainda, então nossos pais podem ser anjos e podem ser demônios. Nós não sabemos direito, quem são.

       Houve um tempo de silencio, Nick voltou para a sala e se colocou entre eu e Meg, meu pai podia ser um anjo ou um demônio, mas ainda tinha uma questão que não foi esclarecida.

       - Por que tentam nos matar? – perguntei.

       Se houvesse um jeito do silêncio ficar mais silencioso, eu juro que aconteceu naquele momento.

       - Quem vai falar. Um de cada vez. – falei.

       - Ele vai saber de qualquer jeito. – Nick disse e Meg concordou com a cabeça. – Nos matam por sermos metade anjo, nunca aceitaram e nos chamam de trágicos acidentes.

        O meu pai me achava um acidente, que não era digno de vida. Senti meus olhos se encherem de lagrimas, mas as contive, não ia chorar na frente daqueles estranhos.

         - Kai, nephilim são perseguidos deste de antes da Arca de Noé, somos mortos apenas por termos uma parte angelical. – Meg disse.

        - Vai dormir, é muito para uma noite.

        Nick me levou para o quarto, onde duas camas haviam sido preparadas, e me indicou a mais bagunçada.

        - Pode dormir na minha, mas não se acostuma. – Nick brincou.

        - Vamos morrer né?

        - Digamos que esse é nosso legado, dado pelos nossos pais.


Notas Finais


quantas emoções ainda estão por vir? várias.
e essa familia, será que são todos maus?
até o próximo.


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