História Nerver - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Ambre, Armin, Castiel, Dimitry, Personagens Originais, Rosalya, Violette
Tags Ficção, Paralelo, Romance, Universo Alternativo
Exibições 98
Palavras 2.906
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


✦ Olá pessoas! Tudo bem?
✦ Como assim já temos 100+ favoritos e aqueles comentários divos? Meu Deus, vocês me deixaram muito feliz! Caramba, amo vocês!
✦ Talvez eu não poste depois dessa semana inteira. Última semana de provas e eu preciso tirar uma nota ótima, então... Sorry :(
✦ Comentem sempre que puderem, okay? Me ajuda muito a continuar.
✦ Tradução do capítulo: O Caixão.
✦ Espero que gostem!
✦ Boa Leitura :)

Capítulo 2 - The Coffin


Fanfic / Fanfiction Nerver - Capítulo 2 - The Coffin

Nerver
Chapter I:
The Coffin

    As ruas fervilhavam com saias, ternos e copos de café preenchendo todos os espaços, até onde a visão era capaz de alcançar. Era tanta gente que Summer era capaz de jurar que se duplicavam diante de seus olhos, como as células de um corpo em formação. Todos ostentavam no rosto a expressão vazia e entediada que Summer conhecia tão bem. Como ela, as pessoas sentiam as horas se arrastar no trabalho ou na escola enquanto esperavam para poder voltar para casa à noite e entrar na Nerver. 

    Summer penetrou a multidão humana, desviando-se do fluxo de pessoas à esquerda e à direita, e foi abrindo caminho pela avenida antes de tomar seu habitual atalho à direita — um beco estreito, repleto de latinhas e pilhas de lixo. Não conseguia entender por que o lixo nunca era descartado nas caçambas enormes de metal. Mas, em uma manhã como aquela, dividir o caminho com sacos vazios de batata frita e cascas de banana era muito melhor que encarar aquele mar de gente. 

    Sentiu gotas de água sobre seu rosto e puxou o capuz para cima da cabeça, protegendo contra o temporal que estava se abrindo. No céu, nuvens se amontoavam umas nas outras e escureciam à cada segundo. Uma visão embaçada se tornou quando a água se tornou mais forte e deslizou para as avenidas feito inundações.

    Summer enfiou as mãos no bolso do casaco e correu o mais rápido que conseguia em direção à casa de sua melhor amiga, Alexis Cohawter.

    A garota tinha cabelos escuros e curtos, que balançavam facilmente quando entravam debaixo de uma ventania. Já os de Summer, eram ruivos e ela tinha uma franja que aderira desde a infância. A coloração fora graças a mãe, que tinha longos e belos cabelos de mesma cor.

    Desviou de pedestres apressados quando chegou à avenida da casa de Alexis. Invadiu a única loja de doces do local e se aqueceu no ambiente quente. Retirou o capuz e observou, com atenção, o senhor sentado perto da caixa registradora. Ele a encarava com um sorriso no rosto pouco enrugado, apesar da idade.

    Summer entrelaçou os dedos e moveu os lábios para ele.

    — Olá, senhor Grimmes!

    — Olá, Summer. Alexis está no quarto.

    E subiu os degraus, despedindo-se do avô carinhoso da amiga. Ele fazia doces deliciosos e que Summer desejava repetir a cada dia de sua vida.

    Ouviu vozes vindo do quarto e empurrou a porta de madeira com os dedos, encontrando Alexis sentada na cama e enrolada com um cobertor de frio com estampa de pinguim. Summer reprimiu um sorriso.

    — Eles estão falando sobre o DK, anda! — apressou.

    — Estou tentando colocar minha mochila na cadeira.

    Alexis lhe mandou careta e Summer retrucou, brincalhona. Deixou a peça na mobília e se aninhou ao lado de Alexis, pausando os olhos na programação especial sobre o Dark Knight.

    O jogo da Nerver fora criado pelo japonês Kenzo Mizuchi e se tornou um sucesso após a primeira experiência ao vivo. Em dois meses de preparos finais, o eletrônico logo chegou as prateleiras, — e se parecia com um capacete — conquistando nerd's do mundo inteiro.
    
               Summer fora uma dentre as vinte mil pessoas que conseguiu o tão sonhado aparelho. Era somente colocar o Nerver e você viajaria para um mundo novo onde a ficção se tornaria realidade. 

    Claro, levou um certo tempo para que ela conseguisse comprar o aparelho. Cerca de três meses economizando, faltando aula e noites em claro para que conseguisse dinheiro o suficiente para o aparelho. E como uma boa nerd, ela conseguira depois de horas em pé em uma fila da primeira loja que vendera.
    
    Alexis, por outro lado, já tinha dinheiro guardado para comprar um celular novo para si. Mas foi só falar no novo jogo de realidade virtual que ela conseguiu economizar o suficiente em menos de um mês e isso se deu graças a loja de doces do avô.

    O jogo seria iniciado no dia seguinte, somente neste dia. Antes disso não era permitido, pois os servidores externos nem sequer estavam prontos para receber as milhões de pessoas que jogariam.

    Summer já estava sentindo o nervosismo no peito a cada notícia e torcia para que o dia seguinte surgisse rapidamente, para que assim ela conseguisse entrar no mundo que sempre quis.

    — Estou ansiosa — disse Alexis, balançando os pés dentro do cobertor. — Imagina se eu encontro um namorado lá dentro, menina.

    Summer franziu o cenho.

    — O que aconteceu com o Scott?

    — Passado.

    Se tinha uma coisa que Summer conhecia em sua amiga é quando ela falava a palavra passado. Para ela, aquilo significava algo que nunca existiu e que nem voltará a existir. Um ato que não mereceu ser conrespondido ou sequer avaliado. Uma traição ou até mesmo, tédio.

    — Então torça para encontrar alguém lá dentro — Summer riu e a amiga lhe deu um cutucão, como sempre costumava fazer.

    Antes das dez da noite, a televisão foi desligada e Summer caiu no sono com o colchão que estava no chão.

                        ***

    Um vento frio adentrava a fresta da janela. O dia seguinte amanhecera chuvoso como o anterior, mas isso não impediu que Summer e Alexis levantassem animadas o suficiente para nem comerem o café da manhã. 

    Ainda vestidas com os pijamas às oito da manhã, ambas despertaram-se do sono e carregaram os aparelhos recém-comprados para a cama. Dividiram o mesmo espaço e o colocaram como leram no manual: na cabeça, o prenderam. Deitaram juntas na mesma cama e seguram as mãos, contando os segundos antes de iniciar o Nerver.

    — Um, dois... — Summer começou, sendo acompanhada por sua amiga. Os ponteiros do relógio avançaram e então, com o coração pulsante, ambas exclamaram:

    — Link Start!

                    ***

    De imediato, tudo pareceu estranho.

    As coisas se moviam depressa e Summer nem teve tempo de processar quando reconheceu que precisaria colocar seus dados em um ambiente completamente diferente. Parecia uma cabine tecnológica, ligada à cabos e antenas. 

    Inseriu seu nome de úsuario. Em seguida, feminino. Prosseguiu com a mesma altura que tinha: 1,64. Então, escolheu seu avatar. Uma guerreira com armadura, saia e botas.

    Welcome Dark Kinght,
    Summer Collins!

    Summer percebeu estar em outro ambiente quando pareceu ser sugada para outra dimensão. Então, flocos de neve despencaram sobre seu corpo e ela abriu os olhos com alegria ao encontrar milhões de avatares perto de si, todos descobrindo o novo universo alternativo em que estavam.

    Nem prestou atenção em Alexis, que estava logo ao seu lado, com avatar de maga. Ao olhar para o horizonte, tudo parecia um enfeite.

    Auroras coloridas e pontinhos claros como estrelas enfeitavam o céu virtual. Completamente animada, Summer somente segurou a mão da amiga e sorriu, como se estivesse vendo algo impossível. Nem se importou com a barulheira dos outros jogadores, apenas manteve aquele segundo para si mesma, trancada em seu próprio subconsciente.

    — Que tal socar alguns monstros? — Alexis a despertou de sua consciência.

    — O quê? Sério?

    — Mas é claro que sim! Não estamos aqui por nada.

    Summer a acompanhou, um tanto nervosa para a primeira vez que estaria fazendo isso.

    Quando encontraram um campo verde e iluminado, Summer sentiu vontade de sentar ali e viver para sempre naquele cantinho. Mas então percebeu que precisava aprender a combater alguns monstros antes de deitar e observar as nuvens virtuais.

    Avistaram um porco cinza logo à distância, batendo as patas e espichando fumaça das narinas. Summer ligou o estoque e pegou sua espada. Era a primeira vez que pegara em uma, mas já pareciam anos.

    Alexis fora a primeira tentando atacar a criatura, mas falhou. Então, Summer encheu os pulmões com coragem e saltou sobre o animal.

    Era incrível a sensação que tinha quando conseguiu pular tão alto e como a espada se iluminou com cores diferentes quando ela atingiu o porco e este se afastou o mais rápido que conseguiu, prestes a atacar ambas.
    
           Summer, pela primeira vez, se sentiu em casa de verdade. Passaria a eternidade ali, se fosse preciso para nunca mais olhar o rosto dos conhecidos do colégio.

    Então segurou com força o objeto reluzente quando o animal virtual fora com tudo em cima de ambas. Primeiro, Alexis usou sua varinha e disse algumas palavras que ali estavam escritas. E tudo começou a ficar ainda melhor quando uma bola incrível de fogo atingiu o campo logo ao lado do animal, que desviou e seguiu sua corrida.

    Summer sorriu de orelha a orelha e se preparou para atacar.

    Primeiro ela segurou firme a espada e se concentrou no alvo. Assistira a milhares de filmes e séries medievais, estava tentando enterpretar bem seus personagens preferidos.

    Atacou a criatura quando esta pulou sobre ela. A espada furou a pata do animal, mas não impediu que ele atirasse espinho contra a perna da garota. Summer grunhiu e caiu rolando no chão.

    Alexis tomou a frente e desta vez, usou a varinha certamente. A pequena bola de fogo atingiu o corpo do animal, que gritou e continuou a se mover, um pouco mais cansado. Então, Summer segurou a espada entre os dedos e se levantou. A perna ardia, mas ela não se preocupou. Então viu seu HP já amarelo. Estava caindo de poucos em poucos.
    
            Determinada, ela avançou. Deu um último golpe no animal com força e determinação. Este se estilhaçou dois segundos depois, quando o HP chegou à zero e cacos começaram a cair, estes pareciam vidros brilhantes.

    — Boa, senhorita Collins! — Alexis comemorou, segurando a amiga pelo braço. — Está se saindo bem, merece ser atriz ganhadora do oscar.

    — Você é muito exagerada — diz, sorrindo. Viu a amiga abrir o estoque e rabiscar o dedo entre alguns objetos.

    — Aqui — ela disse, entregando-lhe algum pote.

    — O que é isso? — Summer sentou-se na grama, sentindo sobre si o cheiro das flores.

    — Poção medicinal. Acho que pode curar isso ai.

    Sem querer continuar a conversa, Summer pegou e aplicou um pouco sobre o local ferido. A sensação de ardência durou alguns segundos antes que o seu HP estivesse cheio novamente e mais nenhum ferimento no antigo local.

    — Droga! — Alexis exclamou, de repente. Bateu a mão contra o rosto, a expressão de raiva.

    — O que aconteceu?
    
                 — Eu disse que voltaria para casa antes das cinco e meia.

    — Que merda — disse Summer. Alexis a encarou como alguém que não entendeu o que ela dissera. — Não, conheço esse olhar. Eu não vou com você.

    — Tarde demais, vai sim.

    Summer bufou, vendo a garota dedilhar o dedo entre os ícones. Então, de repente, ela soltou um murmúrio. A ruiva a encarou.

    — Não tem botão para sair do jogo. 

    — Olhe bem — Summer começou, sem acreditar. Então levantou-se e se pôs ao lado da amiga. Alexis continuou a procurar, insatisfeita.

    — Não, não tem. 

    — No fim do menu principal... — Summer checou seu próprio ícone. Vasculhou o dedo entre os objetos e entrou no menu principal. Entrou em opções e vasculhou a palavra sair do jogo ou simplesmente saída.

    Não achou nada.

    — Viu? — perguntou Alexis. 

    — Não tem mesmo — retrucou. — Bom, é o primeiro dia. É normal ter algum problema. Tenho certeza que o pessoal que cuida do servidor está apavorado... 

    — Daqui a pouco você também estará — Alexis apontou para a hora que estava em sua frente. — São cinco e vinte e cinco!

    Alexis estava apavorada. Precisava chegar em casa à cinco minutos e nem sequer estava encontrando uma maneira de sair dali.

    — Peça ajuda a algum GameMaster — concluiu Summer. Alexis voltou-se ao ícone.

    — Eu tentei, mas não acontece nada. Tem algum outro jeito de sair do jogo?

    Summer ponderou sobre isso alguns segundos antes de finalmente responder:

    — Não. Se um jogador quiser sair do jogo sozinho, ele precisa fazer isso pelo menu. 

    — Isso é ridículo — disse Alexis. — Tem que haver outro jeito. Vamos, sair! — a morena fez movimentos com os braços, gritando com o ícone. 

    Nada aconteceu.

    — Vou tirar o Nerver da minha cabeça — Alexis pôs as mãos sobre a cabeça e simulou estar puxando um capacete.

    — Não tem como — disse Summer. — Não podemos mexer nossos corpos reais. O Nerver intercepta todos os sinais que mandamos ao nosso corpo diretamente daqui — aponta para detrás da nuca. 

    — É sério? — Alexis está soando frio, nervosa. — Então tem que esperar até que eles arrumem esse defeito?

    — Basicamente, sim. Não acha meio estranho que...

    Então ouviram um som. Estava se desencadeando de algum lugar e fazia seus corpos tremerem. Summer olhou na direção com os dentes trincados. Superficialmente, uma luz as cercou e elas foram transportadas para outro lugar ao som das badaladas de um sino.

    Observaram milhares de avatares se transportando para o mesmo lugar. Assustada, Alexis segurou a mão da amiga.

    — O que está acontecendo? — uma menina perguntou, agarrando a manga do garoto ao lado.

    — Não sei — este lhe respondeu. 

    — Teleportação forçada? — Summer indagou. O sino parou de soar e todos os rostos assustados se entreolhavam.

    — Lá em cima! — uma garota disse e os olhares se voltaram para a direção.

    — Aquilo é... — um pontinho vermelho piscava no local.

    Subitamente, o pontinho vermelho espalhou-se e cercou todos os jogadores até o ar ficar com a cor avermelhada sobre a cabeça de todos. O local inteiro tinha a cor, acompanhado com a reação de medo dos demais. 

    Uma bola de sangue se formou na direção e raios cintilaram logo ao lado. Um homem gigante e coberto por uma capa apresentou-se. Todo mundo pareceu tremer.

    — O que é aquilo? — Alexis perguntou, mas para si do que para Summer.

    — Um GameMaster? — alguém perguntou. — Por que não podemos ver seu rosto?

    — Jogadores — a voz grossa começou, abrindo os braços. — Bem-vindos ao meu mundo.

    — Meu mundo? — repetiu Summer, franzindo o cenho.

    — Meu nome é Kenzo Mizuchi. A partir desse momento, sou a única pessoa que pode controlar esse mundo. 

    Summer assustou-se, relembrando do rosto do homem em jornais que pegara sobre as bancas.

    — Tenho certeza que já perceberam que o botão para sair do jogo não está mais disponível no menu principal. — ele abriu o ícone e entrou no menu. — Mas isso não é um defeito do jogo. Direi mais uma vez, não é um defeito do jogo. É um dos destaques do Dark Knight. 

    — U-um destaque? — gaguejou Alexis.

    — Vocês não serão capazes de sair do jogo sozinhos. E ninguém no mundo real poderá desligar ou remover o Nerver. Caso alguém tente, os transmissores do Nerver enviarão uma poderosa microonda, que destruirá seus cérebros fazendo com que percam a vida

    Murmúrios de medo e pavor foram soltos. 

    — Do que ele está falando? Está maluco? Não é, Summer? — Alexis olhou diretamente para Summer, que estava séria.

    — É verdade que os transmissores funcionam com microondas. E se os limitadores de segurança forem desligados, poderia acontecer.

    — Então, se desligarmos da tomada... 

    — Não, o Nerver tem uma bateria interna. 

    — Infelizmente, vários amigos e familiares de jogadores ignoraram esse aviso e tentaram retirar o Nerver. Como resultado, 213 jogadores se foram para sempre. Tanto de AirCrad como do mundo real.

    — Duzentos e treze? — Summer se perguntou.

    — Não posso acreditar... Não acredito! — Alexis balançou a cabeça, deixando lágrimas escaparem.

    — Como podem ver as agências de notícias ao redor do mundo está relatando tudo que acontece. Incluindo as mortes. 

    Imagens de jornais e notícias sobre os ocorridos estampavam o ar. Os olhos de Summer umideceram. 

    — Portanto, vocês podem assumir que o perigo de ter o Nerver removido é, agora, mínimo. Espero que possam relaxar e tentar acabar o jogo. Mas eu gostaria de deixar uma coisa bem clara: Não existem mais meios de reviver alguém no jogo. Se seus pontos de vida chegarem a zero, seu avatar será perdido para sempre. E com isso, o Nerver destruirá seu cérebro. 

    Todos exclamaram murmúrios de sustos e Summer arregalou os olhos ao se lembrar de seus pontos de vida ao lutar contra o porco minutos antes. 

    — Existe apenas um meio de escapar. Finalizar o jogo. No momento, vocês estão no andar mais baixo de AirCrad, o primeiro andar. Se conseguirem explorar todo o andar e derrotar o chefe, poderão avançar para o próximo andar. Derrotem o último chefe no centésimo andar e o jogo será finalizado. E mais uma última coisa... Coloquei um presente para vocês em seus inventários. Chequem vocês mesmos.

    Todos começaram a abrir o menu e explorar. Summer fez o mesmo, abrindo o menu e encontrando Espelho de Mão.

    — Espelho de mão? — sussurrou.

    E, ao clicar, um espelho simples surgiu em suas mãos. Ela viu o reflexo de seu avatar. Mas então uma claridão começou e algum avatar foi transformado em si mesmo. Summer sentiu a emerção em si e então, ao terminar o processo claro, a ruiva viu seu rosto normal no espelho.

    Seu próprio rosto refletido no espelho. As roupas continuavam as mesmas do jogo, mas uma diferença contava: agora, ela estava com seu próprio corpo.

    — Agora vocês devem estar se perguntando o porquê. Agora, está completo! O tutorial para o lançamento oficial do Dark Knight está completo. Boa sorte aos jogadores. 

    Então o corpo começou a desaparecer, finalizando pequenos pontos. Tudo continuava escuro. Então, de repente, Summer ouviu murmúrios incompreendidos e viu um corpo caído ao seu lado.

    Alexis soluçava, as lágrimas desabando.

    — Alexis... — Summer gaguejou. — Ale... — a ruiva escorreu no chão e se aninhou ao corpo da garota, segurando sua cabeça enquanto uma faca estava pousada sobre sua barriga. Os pontos de vida estavam ficando vermelhos.

    — Summer, quando sair daqui diga ao... — engasgou-se. — Diga ao vovô que eu... — pausou e então, as lágrimas de Summer despencaram para o rosto da menina. — Você tem que sobreviver, ruivinha...

    E com essas últimas palavras, Summer jurou vingança quando completasse o último andar.


Notas Finais


Glossário:

✦ HP: Pontos de Vida
✦ Game Master ou GM: São parte da equipe que administra o jogo, geralmente possuem conhecimento o acesso a comandos restritos aos jogadores comuns.
✦ AirCrad: Nome dado à cidade de dentro do jogo.


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