História Nesta e na Próxima - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Dracula Untold
Personagens Personagens Originais
Visualizações 42
Palavras 2.106
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente, alguns já me conhecem e outros não... Está é minha segunda fic pois "Me Segure em Seus Braços" foi a primeira, Sarabi e Bucky lembram? Pois então, eu achei que não estava lá essas coisas e também eu escrevi ela num caderno e ficava difícil passar pro cel e... Minha mãe deu um fim no caderno. POXA MÃE. Mas enfim... Está aqui eu achei, algumas amigas também, acharam que está melhor... Desenvolvida, digamos assim!
Let's go guys!

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Nesta e na Próxima - Capítulo 1 - Prólogo

Romênia - Transilvânia 1462


 

Corpos por toda parte. Cinzas dos que um dia foram mortais, em meio às tendas e bandeiras do que também um dia foi o império otomano. E lá estava ele! O mais forte entre os criados. O único que tinha o poder de resistir, de certa forma, à luz solar. O cigano que durante dias o seguia e desejava servi-lo agora teria sua chance. O homem arrastou o corpo carbonizado pelo sol, até uma tenda cortando de sua mão e o alimentando de seu sangue. Pouco a pouco. Gota por gota, o corpo do homem voltava a ganhar vigor e vida até que por fim ele despertou e olhou ao seu redor. Preciso de mais.

Foi o que ele disse ao olhar a mão sangrando do cigano, o homem por sua vez cedeu de bom grado e lhe ofereceu o pulso, o suficiente para alimentá-lo e para que ele não viesse a morrer.  Restaurado e forte o suficiente para seguir seu caminho, o vampiro esperou o anoitecer para seguir, juntamente ao cigano, até um pequeno vilarejo isolado na Transilvânia que se manteve intocado depois da guerra. A casa era simples e era habitada por uma simples e bela, jovem chamada Akantha. Ela lhe ofereceu vestimentas finas e sombrias, e passou a vigiá-lo discretamente.

 

–O que pretende fazer agora, mestre!?

–Meu filho… Como ele está?

–À salvo! Segundo rumores ele será o primeiro rei depois da queda do império turco, coroado pela igreja, da Transilvânia!

–Certamente! Desejo vê-lo!

–É arriscado, mestre!

–Se me permite, milorde!... Penso eu que não seria arriscado!

–Quem és tu para opinar bruxa insolente!?

–Shkelgim! Quem tu és? Não lhe agradeci por acolher-nos mesmo não tendo conhecimento de nossas identidades!

–Me chamo Akantha, milorde! Digamos que…. Posso ajudá-lo a ver vosso filho!

–Basta, bruxa!

–Prossiga, milady!

–És uma criatura da noite! Visite os aposentos do novo rei enquanto ele está adormecido ou se desejar podemos ir à sua coroação! Então… o que diz-me?

–Não posso caminhar sob a luz do dia!

–Invoque uma tempestade!

–Se o fizer, saberão que ainda vivo!

–Com todo o respeito, todas as testemunhas de sua grandiosidade demoníaca estão mortos agora! Somente eu, essa criatura… e aquele “irmão monge” imbecil, sabemos que ainda vive!

–Shkelgim, o que achas?

–Arriscado é, mas se desejares…

–Resolvam-se logo! Pois tenho que conseguir roupas para nós!

–Tu não irás!

–Já estou envolvida nisso! Claro que irei! Não é, milorde?

–Sim, milady!

 

Com a orientação da feiticeira, Vlad começou a invocar uma tempestade no fim daquela tarde pois assim para sua tranquilidade e segurança, ninguém suspeitaria de que ele ainda vivia. Akantha conseguiu trajes de festa para os três e se assegurou de que de onde acompanhariam a coroação de Ingeras, era seguro o suficiente para esconder a face do príncipe aos olhos de todos.

Depois de ser abençoado em nome de Deus, e fazer o juramento com suas mãos impostas na bíblia sagrada, o pequeno príncipe Ingeras fora coroado o mais jovem rei que a Romênia tivera. Tentado em continuar em sua terra para proteger o filho, nas sombras da noite.

Vlad partira com suas riquezas, que durante muito tempo tinham sido escondidas pelos turcos, eseguiu até a Alemanha, juntamente com Akantha e Shkelgim, onde viveram sem que ninguém ao menos desconfiasse que ele era um príncipe. O homem que no passado fora temido por seus inimigos e por seus amigos, futuramente seria “amado e idolatrado” pela terra inteira.


 

Munique - Alemanha Mansão Drácula

 

Duzentos anos mais tarde…..

 

Vlad e Akantha ainda moravam na Alemanha na mesma casa que à duzentos anos atrás. Shkelgim, o cigano taxado de louco no passado, por Vlad, morrera por pneumonia. Apesar da insistência do príncipe em transformá-lo em um vampiro, Shkelgim lhe dissera em seu último fôlego que sua missão nesta terra havia sido cumprida pois ele tinha o servido, Vlad, assim como era de sua vontade”.

Sozinhos, apesar dos servos, e trancafiados na luxuosa mansão os dois cultivavam uma amizade sincera e sem segundas intenções da parte de ambos, pelo menos até aquele momento, pois Vlad ainda amava aquela de cabelos dourados e olhos azuis como o céus num dia lindo de verão.

 

Milorde

–Sabes que não precisa tratar-me deste modo! És minha amiga, Akantha! Não minha serva!- ela sorriu e tocou o ombro do homem observando a enorme tela, num tripé, que continha o esboço à carvão de uma linda mulher.

–Ela é linda!- ela tocou o rosto esboçado na tela, sentindo o homem passar um de seus braços por sua cintura, fazendo-a sentar em sua perna esquerda.–Mirena?- apenas afirmou. Ela sorriu e tocou os cabelos do homem, após abrir um dos livros que pegara da biblioteca de Vlad.

–O que estás lendo?

–Poemas! “Por que falar sobre tudo o que se conhece e o que se desconhece?
Vê como o desconhecido se confunde com o conhecido?
Não pense separadamente nesta e da próxima vida…

– “Pois uma dá para a outra a partida!”- completou ele fitando o quadro.

–Conhece?- indagou intrigada.–Não aparenta apreciar poesias!

–Nem sempre fui cruel! Quando era jovem apreciava a poesia muçulmana! Depois quando conheci Mirena… Essa poesia serviu como nossos votos nupciais, já que ela também adorava Rumi!

–O jeito que se refere à ela… Como consegue resistir à sua ausência?

–O poema! Nesta e na Próxima Vida. Se seu coração for forte o suficiente a alma renascerá! Sinto que de alguma forma ela retornará para mim!

–Acredita mesmo que isso seja possível? Crês que realmente Mirena possa retornar?

–Nos conhecemos de uma maneira tão bonita! Nosso amor foi intenso e verdadeiro! Sinto que ainda não vivemos tudo o que nós lhe era destinado!

–Seus olhos brilham quando fala dela! E eu o admiro por isso! Homens quase sempre são fechados e se envergonham por sentirem algo puro e bonito! Apesar de tudo o que fez no passado, ainda existe bondade em ti! Sempre existiu!- disse a feiticeira, limpando com um pano úmido, as mãos do homem. Akantha sorriu discreta, tocando o rosto do vampiro que segundos depois beijara-lhe a mão.

–Pretende casar-se?

–Por que?

–Toda mulher almeja isso! Ter uma família, um companheiro!

–Tu és minha família e meu companheiro! Por que eu haveria de desejar outro além de ti?

–Não somos casal!

–Neste instante parecemos um casal!

–Não deves sentir-se presa à mim!

–Príncipe Vlad Tepes III, Filho do Demônio! Protetor dos inocentes! Aceita se casar comigo e passar toda a eternidade de nossos dias, nos amando e aguentando as chatices um do outro até que Cristo volte em seu cavalo branco?- ele riu pela maneira que ela engrossara a voz para falar.

–É realmente tentador mas terei que recusar sua oferta!

–Viu! Eu tentei! Não aceitaram se casar comigo!- fez biquinho, fazendo Vlad sorrir.

–Já alimentou-se?

–Aham!- ele se levantou e beijou a testa da jovem.

–Então vá recolher-se, minha criança!

–O que?

–Vá dormir, Akantha!

–Me chamou de criança!

–Para cama, Akantha!

–Já estou indo! Credo! Até parece meu pai!- disse ela dando as costas para o homem e seus insultos ecoavam pela sala.–Idiota!  É claro que deseja que eu me vá! Só para poder sair e ver as vagabundas de certo! “Velho Safado”!

–Eu ouvi isso!- disso com o tom da voz um pouco alta e rindo ao mesmo tempo.

–MAS ERA PARA OUVIR MESMO! QUEM DISSE QUE NÃO ERA!

 

A bruxa dirigiu-se aos seus aposentos e dormiu contrariada, pois sabia que Vlad sairia na calada da noite para alimentar-se, caçar.

Akantha se preocupava com ele, tinha medo de que uma hora ou outra acabassem o descobrindo.

Todos desejavam saber quem morava no enorme casarão no alto de uma colina de difícil acesso. Vez ou outra saíam dali carruagens com algum tipo de entrega e quando se entrava ali… Nunca mais tal pessoa era vista. Alguns diziam que a casa era amaldiçoada, outros que ali morava algum homem rico e que ali escondia-se por ter cometido um crime bárbaro. E num pequeno bairro onde apenas homens muito ricos poderiam ter suas casas luxuosas, um homem que trabalhava na corte tivera a missão de entrar nos domínios da casa amaldiçoada.

 

–Posso ajudar-lhe, senhor?

–Já entraras alguma vez nesta mansão?

–Posso dizer-lhe que a conheço há muito tempo!

–Dizem que está casa é amaldiçoada!

–Não estão tão errados assim!- comentou a bruxa rindo de canto.

–Provavelmente deve ser um homem cruel e muito rico!

–E sozinho!

–O rei mandaste-me aqui para colher informações e depois invadir a casa! Ele teme que seja um homem perigoso!

–Se ele deseja-se partir e lhe oferecesse dinheiro, muito dinheiro… Tu deixaria tua vida na corte e o ajudaria a fugir daqui? Partindo junto com ele e sua filha?

–Realmente é um homem! Ele possui uma filha?

–Sim! Então…

–O que fazes aqui fora, Akantha? A noite é perigosa e traiçoeira!- o homem se virou, deparando-se com a figura sombria de Vlad.

–Perdão, papai! Mas estava tão preocupada com sua demora que resolvi encontrá-lo!- ela caminhou até o homem e passou seu braço livre pela cintura do vampiro. Iluminando a face do homem com a tocha que segurava.–Parece que já encontrei nosso cúmplice em nossa fuga, papai!

–Fuga?

–Papai este é Tom! Tom este é meu pai Vladmir!

–Quando pretende partir, senhor?

–Eu não…

–Semana que vem, sr.Tom! Acha que consegue nos arrumar algumas carruagens? Pois levaremos algumas coisas!

–Posso! Posso, claro que posso!

–Tem mulher e filhos?

–Não, senhorita!

–Resolvido! Vira conosco para a França!

–França! Meu Deus!

–Não dirás que nos viu, não é?

–Não senhorita! Direi ao rei que nada vi e encontrei!

–Ótimo! Até logo, sr. Tom

–Até!

 

Os dois entraram na mansão e Vlad esbravejava com Akantha. Dizia-lhe que não tinha o direito “bagunçar” a vida dele daquela maneira e passou o restante da semana e a viagem que fizeram até a França sem se dirigir à ela, quinze dias em que ela se sentia triste e sozinha devido à distância de Vlad. Compraram uma mansão, como de costume, numa região afastada do resto da capital francesa. Paris.

A dama de companhia de Akantha transmitia os recados da bruxa para Vlad e vise versa, numa noite chuvosa ela estava sentada em frente à lareira do escritório estudando alguns manuscritos celtas, wiccas e chineses que se tratavam da imortalidade e trazer mortos de volta à vida que pedira à Vlad. Como por exemplo O Shangri-lá.

 O vampiro caminhou até ela e se sentou no tapete ao lado da bruxa, lhe trazendo uma caneca de leite quente com canela e açúcar, e passou a olhá-la tocando seus cabelos negros e ondulados.

 

–Preparei o leite como gosta!

–Agora quer falar comigo!?- disse irônica deixando uma lágrima escorrer por seu rosto, tal essa que o homem logo tratou de enxugar.

–Sei que não tenho agido devidamente bem contigo!

–Nem dava para notar!

–Fiquei irritado por ter feito as coisas em minhas costas! Já que desejavas mudar de país por que não disseste a mim?

–Não queria! Mas quando Tom disse que o rei desejava invadir nossa casa, não me veio outra ideia em mente a não ser essa! Eles sabiam o que tu eras e só estavam tentando descobrir suas fraquezas! O fiz não por mim! Mas por ti!

–Me perdoe, Akantha! Não queria magoá-la!- ele a puxou pela cintura, beijando e afagando seus cabelos.

–Ainda bem que percebeu o quanto estava sendo um cretino!- murmurrou sentindo o cheiro da pele do homem, ela beijou-lhe o pescoço e fitou os olhos de Vlad.–Onde está o leite?- Vlad lhe entregou a caneca e ela provou de seu conteúdo.–Ainda sinto o gosto da canela! Acertou, monsieur Vlad!

–Arriscando francês agora?

–Deveria fazer o mesmo!- ele riu esperando que ela acabasse de tomar o leite. Akantha entregou-lhe o livro de poemas e abriu em “Vida e Morte”.–Leia para mim!

–Por que? Já não acabaste de lê-lo?

–Eu gosto desse! Tua voz faz-me relaxar!- Vlad recostou-se na poltrona atrás de si e envolveu a cintura da jovem, que estava aninhada em seu peito, e começou a leitura.

Olhe para o amor
como ele se emaranha
com o apaixonado.

Olhe para o espírito,
vê como ele se funde com a terra,
dando-lhe uma nova vida?


Por que estás tão ocupado
com isso ou aquilo?

Bom ou mau?

Preste atenção como as coisas se misturam…”


A voz de Vlad soara suavemente aos ouvidos da jovem, era como se seu espírito tivesse se desconectado de seu corpo e partido numa viagem que não parecia ter um fim. Ouvindo a respiração tranquila do homem ela logo adormeceu nos braços de Vlad mas antes ela sussurrou um “Eu te amo”.


Notas Finais


Ah tá na faixa pra um prólogo! Ou não? Comentem e opinem por favor!

ESCLARECIMENTOS!

1°Esclarecimento

Vlad Tepes não me pertence infelizmente. Shkelgim, o cigano como eu chamo pq ele pra mim é um cigano,um nômade sla,e alguns outros personagens também não. Akantha e outros que estão por vim, esses sim são de minha autoria.

2°Esclarecimento

Eu estou começando esse projeto porque achei muita " filha da p*[email protected]#em" a Universal não continuar o romance de Vlad e Mina, sem contar que de quebra acabou com minha torcida pelo "Mestre Vampiro" dele se ferrar legal. Então aqui estou euzinha kkkkk

3° Esclarecimento e o Último

Eu gosto de confundir a cabeça das pessoas então se preparem, ou não! Kkkkk
Bjs e boa Noite...


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