História Netuno ¤ YoonMin - Capítulo 28


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Gay, Hentai, Incesto, Jimin, Jimin Uke, Kyravee, Masoquismo, Masoquista, Min Yoongi, Mingi, Namjin, Namkook, Namseok, Netflix, Ninfomania, Nyah, Nyah!fanfiction, Oral, Park Jimin, Sádico, Sadomasoquismo, Sadomasoquista, Seme, Sexo, Suga, Taekook, Taeseok, Uke, Vhope, Vkook, Yaoi, Yoongi Seme, Yoonmin, Yuri
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Palavras 3.095
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - Então, baby, não se preocupe.


Fanfic / Fanfiction Netuno ¤ YoonMin - Capítulo 28 - Então, baby, não se preocupe.

“Tantos problemas para resolver e eu aqui, querendo só seu abraço, seu beijo e seu carinho.”

 

Estou perdendo minha alma

Meus demônios crescem

Eles me arrastam abaixo

Mas ninguém sabe

Ninguém sabe

Quando eles tomam o controle

Não posso morrer, não sangro mais

Mas ainda sinto a dor

Dentro desse inferno

Estou queimado pelas chamas

Gritos eternos lançados ao lago

Onde não há amor

Porque amor é apenas dor

Então por que estou vivendo, se a vida é sempre a mesma?

 

 

O rosto amassado e o cérebro perdido, coração apertado e boca seca. Eu só queria fugir para um lugar onde eu não fosse um covarde. Onde eu não perdesse a linha e enfraquecesse. Onde toda essa dor por amar, por se importar não existisse! O amor dói como uma lâmina que rasga a sua pele. O sentimento te corta como uma faca, penetra sua ferida tão fundo que você pensa que o machucado nunca irá se cicatrizar. O amor, te faz perdoar e esquecer. Mas eu não consigo perdoar. Eu não consigo esquecer.

 

 

-PARE DE TENTAR CONSEGUIR O MEU PERDÃO, EU NÃO AGUENTO MAIS VOCÊ SIMPLESMENTE RASTEJANDO POR ALGO QUE NÃO VAI ACONTECER, JIMIN! – Berrava e tentava manter a pouca calma que me restava. – NADA ME IMPORTA, OK?! SUMA LOGO DA MINHA VIDA!

 

-ME DÊ MAIS UMA CHANCE, POR FAVOR! EU PRECISO ARRUMAR O QUE FIZ! – Balancei minha cabeça negativamente, estava prestes a arremessar meu celular para longe, mais precisamente para a água. – OH, POR FAVOR, TENTE AO MENOS CONVERSAR COMIGO! VOLTE PARA PYEONGCHANG, NÃO SEJA UM COVARDE!

-O ÚNICO COVARDE AQUI É... – Eu respirei fundo, olhei para meu namorado, o loiro dormia tranquilamente enquanto o vento movimentava o lençol sobre seu corpo. Não iria acordá-lo. – O único covarde aqui é você, Sun Jimin. Foda-se se enfrentou todos para poder se tornar drag e merecer o devido respeito, você não lutou pelo seu próprio filho. Você é a porra de um medroso maldito que se ilude em pensar que eu te perdoarei. – Suspirei – Agora, se me dá licença, tenho um amanhecer para observar e uma vida para seguir.

 

-Yoongi... – Por alguma razão eu não desliguei a chamada quando ele mencionou meu nome. – E se eu te disser que todos os dias que acordo eu só penso em como eu amaria cometer suicídio?  E se eu confessasse a você que vou dormir com a esperança de não acordar?

 

­-Eu compreenderia. Quando me abandonou eu também dormia com essa esperança. Tenha um bom dia, “pai”. – Finalmente a ligação foi encerrada, coloquei uma música calma para tocar, necessitava de algum apoio mais sereno.

 

 

-Bom dia... – Falou o menor com voz de sono, sorri para o loiro enquanto o mesmo se posicionava na mesma posição que eu. Ver que ele dormiu tranquilamente essa noite me deixa muito feliz, e ele mal sabe o quanto! – Está acordado desde quando?

-Desde que meu celular vibrou com uma ligação do meu pai. Não consegui dormir pensando em tudo o que aconteceu nesses últimos meses, tanta coisa boa, tanta coisa ruim. É um misto. Eu não me decido o que prevalece. O bem ou o mal.

-Yoon... Quer mesmo se mudar para Taean Haean? – Perguntou receoso. Meu desejo de me mudar para Taean Haean existe já fazem dois anos e meio, finalmente poderei realizar este sonho.

-Quero, Jimin. Namjoon e Hoseok também vem para cá. E meus negócios aqui serão mais calmos e me deixarão mais felizes. Mas sei o que está pensando. Eu não consigo perdoar meu pai nem que ele more na mesma casa que eu, ou seja, não estou fugindo dele. – Estou fugindo de tudo.

-Na verdade... Estou pensando em como esse seu jeitinho de ver o mundo me conquistou e me fez te querer mais a cada dia! – Sorri para ele, toda manhã ele dizia algo deste tipo.

-O que foi fazer ontem de madrugada?

-Ligar para o Disque Denúncia. – O fitei sério – Não suporto saber que não ajudei alguém que precisava de mim. Sabe... O Disque 100 me informou e... Acho que todas as pessoas que são abusadas ou que viram algo deveriam ligar para lá... Gays, trans, drags, héteros... Qualquer um que precise de ajuda. – Suspirei com uma expressão fraca. Lembrei das palavras da Queen, “dormir com a esperança de não acordar”. – O que foi? Acha que eu errei em ter ligado?

-Não, é que eu pensei um pouco agora e... – Preferi focar minha visão no brilho do mar – Será que meu pai já foi abusado e nunca ligou para alguém? Ontem sofremos com homofobia, imagina tudo que ele passou... – Me tornei cabisbaixo.

-Yoongie...

-Tudo bem. Eu só pensei que talvez eu pudesse ser útil para ele nessas horas. Mesmo que ele tenha me jogado como lixo, eu não negaria ajuda a ele se visse como o tratam.

-Então... por que negamos ajuda a Allegra? – Apesar dele ter razão, falar disso não teve um real sentido para mim. – Por que ficamos parados?

-Allegra era o nome da minha mãe. Eu não consegui me manter forte quando ouvi esse nome. Eu queria ter ido contra, eu queria ter... Impedido toda aquela merda! Mas eu fui um inútil medroso!

-Eu também fui... Yoon... – Me pegou pelo queixo – Vai dar tudo certo, tá?! Pare de se culpar e eu também pararei. Vamos dar um jeito em tudo isso!

-Eu sei... – Sussurrei quase que para mim mesmo, decidi que este momento era o qual eu estava esperando para fazer um pedido, para fazer o que eu tanto queria fazer. Removi de meu bolso uma caixinha preta aveludada. Não tinha muita certeza se tudo aquilo daria certo, se o meu pedido seria aceito. Estamos namorando há dez ou onze dias, será que é cedo demais para pedir Park Jimin em casamento? – Eu tenho algo para te pedir, te dar. – O vi mirar as orbes escuras e brilhantes do objeto em minhas mãos. Abri a caixinha sem pressa. – Quer casar comigo, Park Jimin?

 

 

 

O silêncio acaba trazendo muito mais dores que o próprio barulho. Mesmo com os sons ao nosso redor, mesmo com os gritos ardentes de nosso cérebro, o silêncio causa caos. E o silêncio, na verdade, acaba causando também um barulho agoniante. Tic Tac. Cada segundo te mata aos poucos, duram dias, anos, nobres séculos dentro do seu peito.

Dentro de ti há uma enorme confusão, um desespero exagerado por qualquer som que não sejam seus próprios pedidos de ajuda e o tic tac. Parece que toda a sua confiança adoece e tira alguns dias de folga para poder descansar, já que todas as suas esperanças parecem morrer e tudo que lhe resta é a crença que esses segundos idiotas passem e tudo dê certo!

Desespero. Agonia. Medo. Desconfiança. Para resumir: tristeza por não ter palavras que te consolem.

 

 

 

Park Jimin poderia de dito “sim”, “não”, “claro que não, seu pau no cu do caralho”, “sim, eu te amo bebê”; mas não. O loiro preferiu selar com cuidado os meus lábios, se colocar em pé, tirar delicadamente e sensualmente a sua camiseta, inspirar profundamente e sair andando lentamente até o mar. Apenas admirei a bela libélula partindo.  O corpo bem esculpido ia se aconchegando a imensidão do oceano. A pele tão nívea brilhava, e quando sua cintura se umedeceu pela água, Jimin se virou para mim, olhou nos meus olhos e abriu os lábios. Eu estava perdido demais para apenas o admirar. Me levantei, tirei minha camisa e corri até ele o mais rápido que podia.

Envolvi sua cintura macia com minhas mãos, o loiro olhou para baixo e passou a contornar meu pescoço com os braços. Mordi o lábio em apreensão. Meu pescoço foi arranhado fortemente, porém, o contato visual entre nós era inexistente. Para o loiro parecia mais interessante olhar para a água abaixo de nós do que olhar para o cara que acabou de pedi-lo em casamento.

Para de cu doce, pelo menos diz um “não”, idiota!

Os lábios doces e carnudos, sempre tão rosados e quentes, tomaram os meus em um beijo nervoso. Eu conheço esse beijo. Ele sempre envolve toques, como se Jimin quisesse se esconder em mim e nunca mais me soltar! Os dedos tão fofos e cheinhos tomaram a liberdade sobre minha pele, me agrediam, me puxavam para si, pegavam meu corpo como se fosse um simples objeto inquebrável. E em meio tudo aquilo, um beijo desesperado se formava, Jimin sabia usar sua língua!

Meus batimentos cardíacos estavam a mil por hora, toda aquela tensão me predominava, e mesmo assim eu não conseguia dizer qual sentimento se destacava! O som que provocávamos era completamente indecente, já que seu corpo se esfregava no meu enquanto a água salgada nos acompanhava em uma série de barulhos duvidosos. Park não se importava com nada daquilo, apenas friccionava seu membro no meu e fazia seus mamilos roçarem nos meus com lentidão.

-Quer casar comigo, Park Jimin? – Indaguei seriamente, parando todos seus movimentos e iniciativas. Depois eu que tenho fogueira de São João no cu! (Fazendo piada para esconder o fato que estou tremendo na base, à beira de ter um infarto!)

Ainda ofegante e desnorteado por culpa do beijo que ele tinha me roubado e intensificado, Jiminie fitou-me finalmente. Suspirou nervoso e demonstrou agonia em suas mãos. As mesmas desceram até o encontro com as minhas, por que ele está adiando a resposta?

-Tem certeza que quer isso? – Interrogou com seriedade no olhar e na voz. Eu assenti. – Não somos novos demais? – Revirei os olhos.

-Eu estou prestes a fazer vinte e quatro anos, acho que estamos prontos para algo sério a esse ponto! – Exclamei com a mínima paciência que me restava, era realmente pouca. – Quer casar comigo, Park Jimin?

-Tem certeza de que isso não vai ser um erro? – Confirmei novamente. – Ok, então... – Vou assassinar esse menino – Sim.

-Foi tão difícil assim? – Respondi magoado. O pior: não era fingimento ou birra.

-Acontece que... – Ele mordeu o lábio – Quando me fez esse pedido, quando me mostrou as alianças, eu lembrei de tudo o que passamos e o que não passamos juntos. E... E... – Ele começou a gaguejar – Acho que não estamos sendo tão sinceros quanto a tudo o que aconteceu conosco ao longo dos anos!

-Você sabe tudo o que aconteceu comigo... – Disse com o timbre baixo.

-Eu sei! – Pressionou meus dedos fortemente – Mas você não sabe o que eu passei! Você não sabe como foi tentar pular de um precipício depois de te baterem por culpa da sua homossexualidade! Você não sabe como foi... tentar se suicidar com remédios e... alguém simplesmente te impedir... de se libertar de tudo aquilo! – Abracei Jimin rapidamente, deixei que o calor do sol se juntasse ao nosso caloroso toque. Acariciei seu cabelo de forma preocupada, tentando o acolher ainda mais em meu corpo.

- Ninguém vai controlar o que você come! Ninguém vai te fazer querer se matar! Ok?! Estamos juntos, e toda essa porra acabou aqui! Você nunca mais irá sentir toda essa dor... – Uma onda extremamente forte nos atingiu, fazendo com que Jiminie me abraçasse mais! – Eu te amo, seu filho da mãe desgraçado!

-Eu te amo... Idiota! – O menor exclamou antes de me puxar para mais fundo da água, ele vai afundar. Sendo sincero, nós dois vamos já que eu não sou lá uma pessoa muito alta.

-Só que Jimin... Tem algo que aconteceu e você não sabe. – O loiro olhou-me surpreso. – Seu irmão, o Jihyun, antes de ele ser atropelado... – Suas expressões faciais mudaram drasticamente – ...me procurou.

 

 

...***...

 

 

-Estamos esquecendo de algo? – Perguntei afoito enquanto Jiminie passava protetor solar no nariz e nas bochechas. – Pegamos o pagamento do aluguel do carro? – “Sim”, gritou ele prestando atenção nas maçãs do rosto. – As malas já estão devidamente arrumadinhas? – “Yep” – Demos tchau para o Rogério e desejamos uma boa gravidez para a Claudia? – “Exato” – Pagamos o hotel? – “Sim, Yoongi...” – Pegou comida para a nossa viagem? – “Acha mesmo que vou esquecer da nossa comida, marido?” – Celulares carregados? – “Por que você está fazendo perguntas lógicas?” – Ok, não falta mais nada? – O loiro suspirou.

-Falta você se acalmar, estamos prestes a cruzar o país para ajeitarmos tudo para nossa mudança! A comida está aqui, já avisamos Hoseok e Namjoon que estamos saindo, pagamos o hotel e sim, Min Yoongi, temos o número de telefone da imobiliária daqui. – Bati a cabeça na poltrona. – Mas sim, falta algo... – O olhei desesperado. O menor retirou de seu bolso, com toda calma do mundo, uma carta. – Suk te mandou isto.

-E você só me entrega agora? – Ele assentiu – Por quê...? – Apanhei o papel com certa incerteza das minhas ações.

-Não estava preparado. Agora está. – Jiminie abriu a porta do carro – Eu vou tirar algumas fotos ali nas pedras, não tirei nenhuma ao contrário de você! Leia a carta e pense direito nas suas ações.

Massageei minha testa, encarei o papel branco levemente amassado. Seja o que for, é melhor encarar.

 

 

Querido oppa!

Como vai o meu baby preferido, além de bonito e bem dotado?

Min Yoongie, sei que deveria estar morrendo de ódio por você me colocar nessa porra de clínica (na real, no momento eu estou em uma cafeteria) e/ou morrendo de raiva por você não ter feito sequer uma ligação de dois minutos. Porém, nesta carta eu tenho um assunto mais importante para tratar...

Escrevo para ti mirando no assunto: lua.

Sabia que ela é o satélite natural da Terra, planeta o qual habitamos?

Quando éramos pequenos costumávamos a fazer essas bobeiras, escrever cartas sobre um assunto nada a ver com nós dois. Crescemos, oppa. E quando nos chapávamos escrevíamos poeminhas sobre um assunto nada a ver também. Somos idiotas, Min. Mas... Posso escrever um sobre a lua? Mesmo não estando chapada? Ou seria incomodo demais ler o que a sua saeng escreveu, seu filho da puta?

“Lua, oh lua.

Eles me tiraram de você.

Lua, oh lua.

Eles não me deixam mais te admirar.

Lua, oh lua.

Eles me tiraram o seu brilho.

Lua, oh lua.

Eles não me deixam conversar com você.

Lua, oh lua.

Eu odeio o fato de não poder te enviar cartas.

Lua, oh lua.

Eu te ensinei a ler, e mesmo assim não poderá ver a minha letra.

Lua, oh lua.

Eles não me deixam te beijar!

Lua, oh lua.

Eu sei que não pode me visitar.

Lua, oh lua.

Eu enlouqueci.

Lua, oh lua.

Eu sei que não irá me abandonar!

Lua, oh lua.

Eu sinto sua falta!”

Oppa, eu te amo. Espero do fundo do meu coração que tudo dê certo para você, mas por favor, não seja um babaca e muito menos um pau no cu. Beijos da sua doce saeng <3

 

 

 

Por que não visitei Park Sukkie neste momento tão difícil para ela? Simples, a culpa de ela estar em um lugar como aquele é minha. Eu nunca neguei drogas a ela. Nunca impus limites. Talvez nada disso tivesse acontecido se eu tivesse sido um bom oppa.

Guardei a carta em meu bolso e respirei profundamente, mordi o lábio com força, encarei a rua e vi de longe Park Jimin tirando uma foto sorrindo e mostrando o anel de noivado que lhe dei. Fitei a aliança em meu dedo, prateada com duas pedrinhas de diamante pequenas cravadas. Sorri e peguei do porta-luvas um caderno de anotações e um lápis.

Passei a mão pelos meus fios de cabelo e fechei os olhos, já tinha notado a presença do Jimin ao meu lado tentando ler o que eu escrevi. Abri os olhos e sorri, fiquei feliz pelo resultado até. Entreguei ao meu noivo – é tão bom dizer isso, fazem só dois dias que eu o pedi em casamento, mas a emoção é a mesma – o caderno e o lápis, dei a partida no carro e iniciamos nossa viagem. Acho que desta vez ela será mais tranquila.

Jiminie tratou de colocar uma música, apanhou o celular para tirar bastante fotos do nosso trajeto, já que da outra vez ele estava tão bêbado que só conseguia vomitar palavras e frases debochadas.

-Então... Estamos noivos, noivos... Min Yoongi estamos noivos.

-Parabéns para nós! – Exclamei dando lhe uma piscadela.

-Quanto tempo de viagem vai levar...?

-Pouco, da outra vez só levamos bastante tempo por culpa do trânsito, abalo emocional e metrôs em greve. Fique tranquilo, levaremos poucas horas!

A viagem se seguiu serena e com poucas conversas, Jimin já planejava o casamento na praia, os convidados, previa que Namjoon iria pedir um bolo cheio de drogas e um sem nenhuma para ele. O loiro estava radiante e feliz! Ao menos até o meu celular tocar.

-Se for o meu pai não atenda! –Murmurei cansado quando ele apanhou meu celular.

-Hum... É o Hoseok. Estranho. – O telefone parou de tocar, só que voltou a vibrar imediatamente – “Senhor Dante”? – Indagou para mim confuso.

-Atende, é o moço que ajuda no combate contra as drogas de uma escola. Cara maneiro! – Eu já disse a vocês que a vida é irônica?

-...Ok! Alô? – Jimin ficou em silêncio por alguns segundos – O que...? – Ele me olhou nervoso e com a respiração descompassa– Ok, estamos indo! – Desligou a chamada e antes de dizer qualquer coisa ele pegou o próprio celular – Pisa fundo! Temos que chegar em PyeongChang logo!

-Ué, por quê? – Acelerei como a ordem.

 

 

 

-Jung Hoseok e Kim Namjoon estão presos.

 

 

 

 

Caçador de Estrelas

By Min Yoongi

 

Pontinhos brilhantes e valiosos

Iluminam o céu e dão sorriso as crianças;

Trazem a mínima esperança que nos resta

Pontinhos brilhantes, esperançosos e valiosos

 

Tão distantes e difíceis de pegar

Tão complexos e difíceis de não se apaixonar

Pontinhos brilhantes, esperançosos e valiosos

Iluminam tantos momentos felizes de nossa vida;

Desde um sexo sem sentido ao incrível prazer de conhecer quem se ama

Pontinhos brilhantes, distantes e valiosos

 

Tanto valor em algo tão longínquo;

Em pontos pequeninos que acompanham a lua

É como se fosse um gracioso baile noturno

As estrelas e seus pares conduzem a lua em longas músicas e em curtas músicas

A levam para casa, lhe dão um beijo de boa noite

Mas não, as estrelinhas tão pequenas, indefesas e brilhantes não fazem isso

O porquê?

São pontinhos brilhantes, distantes, valiosos e mortos

 

Cada estrela que eu caço, que eu tento alcançar

Está morta

Morreu há milhares de anos, porém não abandonou a lua

Olhar para o céu é basicamente isso;

Visitar o passado, ver o grande cemitério de Deus

Sim, Deus é mau em deixar um cemitério valioso e belo apenas para apreciação

Mas não, não caço as estrelas porque elas são valiosas

As caço pelo simples motivo de se parecerem comigo

Pontinhos brilhantes, distantes, valiosos, mortos.

 

Você também: já não morreu por dentro?


Notas Finais


reta final my delicious <3


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