História Nevando em Seul - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Palavras 1.543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


┍ Ela, uma jovem e decidida jornalista que não levava desaforos para casa. Ele, um jovem CEO arrogante e muito orgulhoso. Uma estrangeira na Coreia do Sul. Um coreano perdido em seu próprio mundo ┒

Um clima gelado pode fazer corações se aquecerem como se nunca imaginou. Não acredita nisso?
Kim Dong On e Jangmi se vêem numa situação um tanto perigosa: ir embora juntos para suas casas na noite mais fria de Seul, a pe. Mas o que aconteceu nesse percurso? Confira;

Músicas para este capítulo:

✧ “Round and Round” by HEIZE
✧ “The first snow” by Jung joonil
✧ “With Me” by Vanilla Acoutic

Capítulo 8 - Noite mais fria de Seul com você


Fanfic / Fanfiction Nevando em Seul - Capítulo 8 - Noite mais fria de Seul com você


Imagem:  Pinterest/ divulgação

⎯⎯ Mas que frio… que frio... que frio... que frio… que fr...

⎯⎯ PARE KIM! Vai me deixar m-m-maluca! ⎯ disse o cortando batendo meus dentes. Estava realmente muito frio, mas falar isso a cada segundo não diminuía a sensação. Olhei para o CEO. Estava inteiramente coberto de neve e todo emburrado. Eu daria uma risada se minha cara não estivesse preste a congelar. 

Já estávamos andando cerca de 15 minutos. As ruas de Seul estavam desertas. Nem animal se via nelas. Nevava e ventava constantemente. Eu não disse nada abertamente, mas agradeci silenciosamente por estar com Kim. Se eu tivesse voltado sozinha ia ser muito perigoso e arriscado. Kim Dong On além de muito alto, era bem forte e eu, gostando ou não, estava em segurança com ele. Estava pensando nisso e o quanto meu corpo estava gelado e frio. De repente o silêncio foi cortado.

⎯⎯ Está doente? Congelou a língua de vez foi?

⎯⎯ O que?

⎯ Está muito quieta. Você nunca ficou tão quieta. Está sempre falando irritantemente. Chega a ser estranho te ver calada. Está doente? ⎯ Kim estava de brincadeira ou realmente estava preocupado com minha situação de hipotermia? Como a nossa circunstância era delicada, resolvi levar ele a sério pela primeira vez:

⎯⎯ Eu, eu estou bem, obrigada ahjussi.

A realidade era que eu não estava muito bem. Eu estava me sentindo bem fraca, mais do que qualquer outra vez que peguei uma grande friagem. A minha vista estava turva e meu corpo todo tremia muito. Claro que não disse nada disso para Kim, pois não imaginei com reagiria ou se ao menos ligaria. 

⋮ Kim Dong On ⋮

“Ela não está bem. Só de olha-lá posso perceber… Se continuar assim vai morrer de frio… Ah mas no que eu estou pensando?! Eu também estou morrendo de frio aqui!! Mas ela está quieta demais, tremendo demais, branca demais... isso não pode ser normal...”

 ⋮ Rosa/Jangmi On ⋮

⎯⎯ Pare.

⎯⎯ Por que ? ⎯⎯ respondi olhando para baixo sem de fato parar. Quase não saiu o som da minha voz. A ventania estava bem forte e já estava com dificuldade para falar.  

⎯⎯ Deixe de ser teimosa e só pare, aish. Olhe para mim ⎯⎯ Kim segurou meus braços. Perto dele eu era tão baixa. ⎯⎯ Olhe para mim Cha Jangmi!! 

Eu não estava bem. Estava me sentindo fraca e estava branquinha como a neve no chão. Eu senti a mão quente de Kim na minha testa. “Que quentinho”.

⎯⎯ Não, não acredito Jangmi! Você não era forte como pedra? Como pode passar mal?! Droga menina! Venha aqui ⎯⎯ eu estava tão enfraquecida, devia ser a temperatura que havia caído do meu corpo. Como eu estava bem “mole”, não me dei conta do que Kim estava fazendo até fazê-lo. Só consegui dizer:

⎯⎯ Eu... eu estou bem ahjussi...

⎯⎯ Esta nada! Olha só você, parece um fantasma e mal consegue falar!

Senti um perfume adocicado. Um calor. Ele me abraçou? Não. Me cobriu com seu casaco grande de pele grossa importado. Abriu o casaco, me colocou dentro dele e o fechou. “Que quentinho Kim”. Senti seu peito bater forte. Eu estava com o meu rosto nele. Estava mal demais para sentir vergonha ou qualquer coisa parecida. 

⎯⎯ Fique bem quieta aí, vamos para sua casa assim, senão você não vai aguentar...

Sua voz estava ofegante. Eu era pesada para ele? Ou era o constrangimento da situação? Andávamos estranho, ele parecia que tinha quatro pernas. Eu? Estava voltando a ter forças graças a o calor de Kim. Dentro de mim não podia crer que aquele homem estava me salvando. “Ele enlouqueceu ou eu morri? 

⋮ Kim Dong On ⋮

 

“Você é tão frágil que sou capaz de quebrá-la. Droga Jangmi. Por que você teve de passar mal? E agora, para onde devo levá-la? Para sua maldita casa mesmo ou para o hospital? Pense Kim Dong On, pense”

Ele então chegou a conclusão que o melhor local para ela era a casa dela. Parecia estar perto de uma área residencial e não deveria ser muito longe de lá. “Mais perto que o pronto-socorro certamente deve ser. E não creio que ela esteja tão mal ao ponto de ter de passar a noite no hospital”.  Abrindo um pouco seu cansaço, abaixou cabeça e perguntou:

⎯⎯ Qual seu endereço?

⎯⎯ 165-15 Nonhyeon-dong, Gangnam-gu.

⎯⎯ Ah, ainda bem! Sorte sua que eu sei onde fica. Não é muito longe daqui. Sorte sua também que eu conheço muito bem esta cidade menina. Aish.

⎯⎯ Ahjussi Kim.

⎯⎯ Que.

⎯⎯ Vai me levar até em casa então? ⎯⎯ ele não respondeu. Apenas continuou o passo desajeitado com ela em seus braços. Ambos estavam agora bem quentes e isso era reconfortante. Jangmi sentia a força voltando ao seu corpo à medida que o corpo de Kim a esquentava. Depois de um tempo sem falar nada, Kim respondeu sua pergunta:

⎯⎯ Vou né, terei de fazer isso ou serei acusado de cúmplice de homicídio doloso e eu nao quero peg…

⎯⎯ Moduege gamsadeulibnida Kim (모두에게 감사드립니다)  ⎯⎯ Jangmi o interrompeu. Ele parou o passo. “O que você me disse?”

⋮ Rosa/Jangmi On ⋮

“Por que ele parou?” pensei. Será que eu o havia machucado? Ou eu falei algo errado? Eu já estava quase tão boa como antes. Sentia a vida voltar aos meus musculos. Se fosse preciso, andaria sozinha (embora devesse admitir que estar naquele casaco de pele quentinho era muito bom). Como ele não andava eu fiquei preocupada.

⎯⎯ Ahjussi Kim, está tudo bem? 

 ⎯⎯ Eu… munje eobs-eum (문제 없음) ⎯⎯ “De nada? Só isso?” Levantei a cabeça e olhei para seu rosto. Ele sorria. Mas por que? Eu não havia falado nada demais, apenas “obrigada por tudo” em hangul. Mas admito que fiquei feliz de vê-lo agradecido também. Será que alguém já disse “obrigada por tudo” para este homem antes? Senti alegria e pena ao mesmo tempo por Kim Dong On.

Andamos assim por mais uns 16 minutos. A neve se acumulava em nossos pés e deixavam um rastro atrás de nós. Eu não podia ver nada, ela havia fechado o cassaco. Até que ele parou e disse: 

⎯⎯ Chegamos. É aqui que você vive? Aish Jangmi, que deprimente. Seria melhor eu ter te levado ao hospital.

⎯⎯ Não diga bobagens homem, aqui está ótimo e já estou bem melhor  ⎯⎯ eu disse abrindo seu casaco para ver se realmente estávamos em minha casa ⎯⎯ Como você está? Como vai voltar para casa? Está disposto? Mora muito longe?

⎯⎯ Sim, estou mais disposto que você. Eu estava mais preparado para este frio do que você e não, não moro longe. Moro até que perto. Embora minha casa não seja esta espelunca igual a sua… 

 Ficamos parados ainda na mesma posição. Eu estava de volta, boa como antes. Era a temperatura, havia voltado para meu corpo. Ele parecia bem também. Na realidade, nunca me pareceu adoecido durante a noite toda. Certamente estava mais acostumado com aquele clima e era mais forte do que eu.

⎯ Quando você vai sair de mim Jangmi? ⎯⎯ corando e acordando para a vida, eu dei um pulo para fora de seu casaco. Ele parecia estar se divertindo com meu embaraço, pois sorria. “Besta…” 

⎯⎯ Ok Kim Dong On. Me desculpa por ter de me carregar nesta noite estranha. 

⎯⎯ Se você acha que eu vou aceitar apenas “desculpas” suas menina, está muito engana, porque você não imagina a DIFICULDADE que foi te trazer até aqui! E tem mais, o que eu pass…

Não o deixei terminar. Queria logo tomar um banho bem quente e me deitar. Ouvir Kim mais uma vez se fazer de vítima, ainda mais quando ele tinha razão, definitivamente não era o que eu queria naquele momento. 

⎯⎯ Mais uma vez, muito obrigada por tudo

Ele parou de falar na hora. Me olhava surpreso. De novo, achei estranho, era um simples agradecimento. 

⎯⎯ Adeus.

 Se virou e simplesmente se foi. Será que eu o ofendi por dizer obrigada? Mas o que raios ele queria que eu dissesse? Fiquei lá fora até perder de vista. Sentia meu corpo quebrado, casado. Então quando não o podia mais ver, entrei em casa. Dentro estava tão tranquilo que nem parecia que aquela fora uma das noites congelantes de Seul (ficaria sabendo disso no dia seguinte). 

 Eu ia tomar banho, mas mudei de ideia devido a temperatura. Afinal, já havia tomado antes de sair. “Tomo amanhã quando acordar” Só quero deitar e esquecer esse dia maluco. Então, com a roupa que estava mesmo, me deitei. Estava quase caindo no sono, quando corei. Senti um perfume. Um cheiro maravilhoso, que estava vivo em minha mente e alma. Me lembrava alguém. 

⎯⎯ Eu... estou com o perfume dele. 

⋮ Kim Dong On ⋮

Ela estava certa. Em toda sua vida, em 25 anos de existência, quantas pessoas haviam dito para ele “Moduege gamsadeulibnida”? Ninguém. Impossível? Não, não era. Seu pai nunca viu motivos para dizer isso a ele e seus empregados não viam motivos para agradecer seu chefe. “Muito obrigada por tudo” foi algo que ele nunca teve a razão de ouvir. Até hoje. E como era bom ouvir. Ouvir sabendo que não era fingido ou forçado. Foi espontâneo. 


Notas Finais


Espero que estejam se divertindo, aguardem o proximo.
▹ Shelse Alves


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