História Never Be Alone - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Kaya Scodelario, Magcon
Personagens Cameron Dallas, Kaya Scodelario, Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Cameron Dallas, Drama, Kaya Scodelario, Revelaçoes, Romance, Shawn Mendes
Exibições 77
Palavras 2.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello Hello, babes!
Sei que devem estar me odiando por ter tido essa ausência imperdoável, mas eu deixei a NBA em Hiatus de longo prazo. Eu tive alguns problemas em meu processo criativo e fiquei pensando em como desenvolveria as coisas daqui para frente, e me veio e em mente apenas a ideia de desistir de tudo e excluí-la, que foi o que fiz, também. Mas estes dias, enquanto apagava algumas coisas do meu computador, resolvi continuar com a história, alterei sinopse e mudei algumas coisas nela também. Irei corrigi-la, reparar alguns erros, melhorar outros pontos e deixar outros como estão, mas irei concluí-la sim. Espero que entendam e também que gostem. Bom, acho que é isso.

Boa leitura, xx

Capítulo 34 - Mercy.


Fanfic / Fanfiction Never Be Alone - Capítulo 34 - Mercy.

Shawn Mendes P.O.V

Eu ia me casar.

Durante toda a minha vida, como qualquer outro ser humano, eu idealizei meus planos de um futuro, um pouco distante talvez, mas ainda assim, era a minha vida dos sonhos. Minha carreira sempre esteve no topo da minha lista, assim como estar sempre ao lado da minha família, mas nunca deixei de lado o desejo de ter alguém que me amasse e me acompanhasse em cada passo que eu fosse dar.

Agora, estou me casando com uma pessoa que eu nunca amei, serei pai e corro o risco de viver no meio disso, para sempre. Eu assumi a responsabilidade de ter uma criança, afinal, eu não preveni e jamais deixaria que Megan assumisse tudo sozinha, pois ela não o fez com os dedos. Mas, assim como eu não a amo, ela também não me ama, não verdadeiramente.

Meu coração foi roubado por aquela garota que eu salvei, em uma noite. Não sei o que se passou pela minha mente quando sai desacompanhado pelos meus seguranças para ir até aquele lugar, mas eu queria apenas espairecer com alguns velhos amigos e esquecer dos problemas. Eu assisti a cena, pensei que fossem um casal, um tanto depravado, mas eles pareciam estar curtindo o momento, mas quando a vi se debater, tentando se afastar, minhas vistas ficaram escuras e quando eu dei-me conta, estava sobre o homem, socando-o.

Eu podia ter lhe pagado um táxi, ou tê-la deixado para trás, mas eu quis levá-la para minha casa, cuidar dela. Velei pelo seu sono, durante algum tempo. Ela era tão bonita, mesmo com aquelas maquiagens escuras, ainda assim, nada conseguia cobrir as suas sardas sobre o nariz e rosto. Seu nariz afinado e seus lábios bem desenhados, tudo era perfeito para ela. Se eu pudesse, não deixaria que nada a machucasse, pois ela parecia ser tão frágil que um toque de mal jeito poderia quebrá-la.

Conforme eu fui conhecendo Sky, eu me apaixonei um pouco mais. Ela já havia me ganhado, mas a cada momento que passei do seu lado, era como ir do céu ao inferno em questão de segundos. Eu sabia que amá-la era algo que podia me ferir, drasticamente, mas eu ainda queria amá-la, sentia-la e desejá-la. Sua tristeza era a minha. Seu sorriso era o meu. E, mesmo sem ela dizer, eu sentia o seu amor.

E eu estou deixando-a, por um erro meu. Faz dias que eu não a vejo, que não a sinto próxima a mim. Eu perdi a conta de quantas vezes eu parei em frente a sua casa, olhei para o andar do seu quarto e esperei que ela aparecesse, mas nunca aconteceu. Eu lhe mandava flores, cartões de desculpas, mensagens de texto e até cantava pensando nela, torcendo para que ela visse algum programa e pensasse ''eu sei que foi para mim''. Mas, também, nunca aconteceu.

— Você está muito bonito. - ouço a voz da minha mãe, na porta do meu quarto.

Olho-a e vejo como ela estava elegante, linda e sorridente. Minha mãe, assim como todos na família, sentiam-se felizes por meu casamento. Eu não podia julgá-los, pois eles pensam que entre eu e Megan há amor.

— A senhora também. - digo, começando a fazer o nó da minha gravata, de frente para o espelho.

— Deixe que eu faça isso para você. - ela diz e anda até mim.

Ela, rapidamente, entrelaça as duas partes da gravata e alisa o meu terno, olhando-me dos pés a cabeça antes de começar a sorrir, orgulhosa.

— Porque eu não estou vendo aquele brilho em seus olhos?

— Estou um pouco cansado. - eu minto.

Minha mãe estreita os olhos.

— Filho, eu o conheço bem demais para saber que está tentando me deixar feliz, mas você não está. O que está acontecendo?

Solto um suspiro e tento não olhar para ela, pois sabia que ela desvendaria tudo, se quisesse.

— Ei. - ela leva uma de suas mãos ao meu rosto, acariciando-o. — Você sabe que pode me contar tudo, não é?

Eu assinto e volto a suspirar.

— Se eu disser que não quero me casar, serei visto como um monstro apenas por Megan e o mundo, ou por você também?

Ela não parece surpresa com minhas palavras.

— Eu estava falando sobre isso com sua tia. - ela umedece os lábios. — Eu não o vi feliz, em nenhum momento além dos shows, coletivas de imprensa ou programas de televisão. Mas, porque não me disse isso antes? Porque não quer se casar?

— Eu lhe disse que Megan está grávida, isso deixou-a tão feliz. Todos que souberam, pareciam felizes, mas...

— Mas você nunca esteve feliz.

Eu nego com a cabeça.

— Está se cansando mesmo apenas para assumir este filho? - ela me questiona, mas não espera minha resposta antes de prosseguir. — Querido, isto é algo que acontecia na minha época, ou na época e seus avós. Isso não pode acontecer com você, não nos tempos de hoje. Um casamento por conveniência ou por assumir uma consequência? Os tempos não mudaram?

— Os pais de Megan exigiram isso, mãe. - eu fecho os olhos e balanço minha cabeça, de um lado para o outro. — Eu só não queria decepcionar ninguém, e no final, acabei decepcionando a todos.

— Você se esqueceu que está decepcionando a pessoa mais importante... - eu abro meus olhos ao sentir seu polegar em meu nariz. — A si próprio. De que adianta fazer todos orgulhosos, mas você não se orgulhar de si mesmo?

— Eu amo uma garota. - confesso, baixinho. — Inspirei-me nela para todas as minhas músicas mais recentes. Sua personalidade me ganhou, mesmo ela sendo o meu oposto. Ela é tão... Quebrada, entende? E eu só queria ter colado cada caco seu, e a feito feliz, segura e amada.

— E porque não está se casando com ela, filho? - os olhos da minha mãe ganham um brilho, como se lágrimas começassem a picá-los.

— Porque ela não quis a mim. Ela parece ter escolhido outra pessoa.

Lembro-me da última noite que eu a visitei. Sai de casa cedo, resolvi todos os meus compromissos, mas no fim da noite, eu parei o meu carro em frente a sua casa, determinado a escalar até chegar à janela de seu quarto, bater em sua porta por toda a noite ou gritar até que ela me ouvisse, mas eu sequer precisei sair do carro para vê-la. Ela estava andando pela calçada, abraçando seu próprio corpo, trajada em suas roupas habitualmente curtas e escuras. Eu não saberia dizer se era impressão, mas ela estava mais magra também.

Eu podia tê-la gritado, ela me ouviria e me veria, mas já havia alguém esperando por ela. Era Cameron. Ele estava parado em sua porta, carregando algumas sacolas em uma mão e na outra tinha uma garrafa de bebida. Sky não parecia surpresa por vê-lo, continuou andando e parou em sua frente, ele a recebeu com um abraço e um beijo na testa e eles entraram, juntos, em sua casa.

Eu fui embora sem parte de mim. Deixei para trás o que sempre seria dela; o meu coração.

— Vocês jovens são tão complicados. - é a vez da minha mãe suspirar. — Se tivesse me contado tudo antes, eu jamais teria permitido ou lhe apoiado com essa história de casamento. O que pensa em fazer agora?

— O que estava planejado, irei me casar. - digo e ela se afasta de mim, juntando suas mãos contra sua boca.

— Irá se casar e ser infeliz? Isso não é justo com você, filho.

— Mas é o certo, mãe.

Antes que ela possa dizer mais alguma coisa, Andrew bate na porta, mesmo aberta. Ele acena para nós e se aproxima.

— Está na hora? - pergunto.

Ele apenas assente.

Respiro fundo e faço, exatamente, o que eu tinha que fazer.

Saímos da minha casa e seguimos até a igreja. Ao chegarmos, já havia carros e pessoa em volta da igreja, a grande maioria delas eram repórteres e seguranças que os interviam de aproximar-se mais que o permitido. Aceno para alguns deles, mas não paro para lhes responder as perguntas, pois não me sentia em um bom momento para isso.

Cumprimento as pessoas ao meu redor e agradeço a Mahogany por ter aceitado ser minha madrinha de casamento, mesmo que a contra gosto. Ela não gostava de Megan, tampouco queria comparecer ao casamento, pois ela era uma das fãs de Sky e apoiava que tivéssemos algo, como eu também.

— Megan está a caminho. - Andrew diz ao meu lado, apenas concordo e continuo olhando para a porta da igreja. — Você está bem?

— Estou. - mentir sobre isso havia se tornado comum. — Estou apenas nervoso.

— Você sabe que pode confiar em mim, não é?

— Eu sei, Andrew. - digo e o olho de canto. — Estou mesmo bem.

Ele me encara por algum tempo, mas é chamado por alguém da nossa equipe de trabalho.

O tempo parece se arrastar, mas quando vejo o movimento se formando dentro da igreja e o padre já instalado atrás do seu devido lugar, a marcha nupcial começa a tocar e o meu coração bater mais depressa. Megan estava chegando na porta da igreja, acompanhada pelo seu pai.

Eu não podia fechar os meus olhos e dizer que ela não estava bonita, muito pelo contrário, acho que nunca vi tão bonita quanto naquele vestido branco, arrastando a sua barra longa pelo chão e véu ainda mais comprido. Ela sorri enquanto caminhava, como se estivesse flutuando. Seus cabelos estavam presos, impecavelmente, e quanto mais ela se aproximava, mais eu conseguia notar o seu rosto, com uma maquiagem leve, mas ainda assim, deixando-a ainda mais atraente. Sua barriga ainda estava como antes, sem aparentar sua gravidez, mas sua médica disse que isso era comum para alguém como ela, com seu pouco peso e porte alto.

Quando seu pai estende a mão que contornava o seu braço para mim, eu a seguro e me inclino para frente. Ele me dá um rápido abraço e se afasta, olhando-a pela última vez.

— Cuide bem da minha filha. - ele diz e anda até o seu lugar.

Ajudo Megan a subir os últimos degraus e sinto os flashs dos fotógrafos em nossa direção. A loira ao meu lado me olha, sorridente.

— Estou tão feliz, Shawn. - ela sussurra, se ajeitando ao meu lado.

Eu não consigo dizer o mesmo.

Seria a maior mentira que eu já haveria contado, se dissesse.

— Queiram se sentar. - o padre diz e todos se sentam. — Está tarde, iremos unir em matrimônio este jovem casal.

Engulo em seco e continuo ouvindo suas palavras.

De soslaio, vejo Mahogany se levantar e ir atender o seu telefone do outro lado da igreja.

— Ajoelhem-se para a benção. - o padre diz, mas antes que nos ajoelhássemos, ouço passos ligeiros sobre o assoalho da igreja.

Olho para trás e vejo Mahonay, seus olhos estavam arregalados e sua pele estava tão pálida que acabou me assustando. Ela me chama com a mão, olho para ela como se o óbvio estivesse em sua frente.

— Eu não posso. - sussurro.

— É urgente! - ela diz um pouco alto, atraindo a atenção das pessoas que começam a murmurar.

Olho para Megan e para o padre.

— Desculpe por isso, eu volto logo. - me desculpo e me afasto de Megan, desço os degraus e encontro Mahogany. — O que deu em você?

— Sky... - ela tenta dizer, mas balança sua cabeça.

— O que tem ela?

— Ela... - ela bufa e se aproxima um pouco mais de mim. — Cameron ligou, desesperado. Ele disse que Sky tentou se matar.

Eu perco a minha respiração.

— O que?

— Ela tentou se matar, Shawn. - Mahogany morde seu lábio inferior. — Ele está a caminho do hospital do centro da cidade, e ligou porque não sabia a quem mais recorrer, e sabia que você faria o certo.

Eu não espero mais que ela diga mais alguma coisa.

Eu apenas corro para a entrada da igreja.

Eu ouço gritos, pessoas chamando o meu nome, mas tudo o que eu faço é olhar para os lados e correr atrás de um táxi.

Meu fôlego estava sendo arrancado de mim, mas eu só parei quando atravessei a rua e abri a porta de um táxi. Com a voz arrastada, eu pedi para que ele corresse até o hospital.

Eu não vi os minutos passarem, pois eu ainda estava em estado de completo choque. Sentia-me arruinado.

Quando eu sai do carro, joguei algumas notas de dólares perdidas no bolso da minha calça ao taxista, pouco me importando se era mais pela corrida ou menos. Entrei no hospital depressa, olhando para todos os lados, e antes que eu pedisse ajuda a alguém, avisto Cameron parado no final do corredor.

— Onde ela está? - eu estava elevando a minha voz, sabia disso, mas eu ainda achava-me sortudo por estar conseguindo dizer algo em meio ao caos da minha mente. — Me diga, onde ela está? - eu grito, parando em sua frente a agarrando as golas de sua camisa.

O rosto de Cameron estava vermelho, suas pupilas dilatadas e seu cabelo despenteado.

— Ela foi levada as pressas. - ele diz e balança sua cabeça em negativa. — Que queria ter feito algo, mas eu não pude. Eu não consegui.

— O que aconteceu? - eu o sacudo pela camisa. — Fale logo, Cameron. Porque ela fez isso?

— Eu não sei... Eu só a encontrei na banheira de sua casa, ensanguentada, nua e... - ele fecha os olhos e os aperta. — Ela estava tão fraca, fria e... Ela parecia estar morta, Shaw. Morta!

Eu solto sua camisa e me afasto dele.

Eu queria quebrar algumas coisas, mas sentia-me sem forças. Eu queria chorar, mas as lágrimas não pareciam querer sair. Eu queria gritar para que ela em ouvisse, mas eu não tinha mais o comando da minha voz.

Algo me dizia que eu podia ter evitado tudo isso.

Eu podia ter estado ao lado dela, ao invés de subindo naquele altar.

Eu podia, verdadeiramente, estar a perdendo.

— Foi tudo por minha culpa. - eu encosto-me na parede atrás de mim e escorrego até o chão.

Nesse instante, eu só podia clamar por um pouco de misericórdia. Não de mim, mas pela minha Sky. 


Notas Finais




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