História Never be alone - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shawn Mendes
Tags Amor, Never Be Alone, Shawn Mendes
Exibições 27
Palavras 1.897
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Um aviso:
Preparem os corações.

Capítulo 4 - Aftertaste - Part 1


Fanfic / Fanfiction Never be alone - Capítulo 4 - Aftertaste - Part 1

Não sei quanto tempo dormi. Só sei que acordei com meu corpo pesado. Meu estomago doía de uma forma que não achei que fosse me incomodar tanto. Uma luz imensa entrava pela janela do quarto, o que fez meus olhos doerem. Sentia que não conseguiria abri-los, não só pela luz, mas por ter chorado tanto como eu havia chorado ontem. Nem me lembro de ter visto Shawn sair do banho. Tentei me levantar, mas tinha algo pesado em minha cintura. Abaixei para olhar e vi que Shawn estava com o braço por cima de mim. Virei para trás para encara-lo, mas não consegui muita coisa. Quando fui me erguer para levantar, senti seu braço entrelaçar em minha cintura, me puxando para mais perto num abraço apertado. Seu peitoral colou em minhas costas, de forma que pude sentir cada detalhe de seu corpo. Passei a mão em seu braço, delineando seus músculos. Sorri feito uma criança que ganha um doce. Eu devia parecer uma de suas fãs quando o vê pela primeira vez.

Me permiti ficar ali, abraçada a ele. Me sentia como se fosse o Leo, seu ursinho e eu até que estava gostando. Fiquei acariciando seu braço, até que ele acordou, num gemido baixinho.

- Hmmm – Resmungou, me apertando mais contra ele. Logo senti seu nariz em meu pescoço, me fazendo arrepiar.

Não aguentei e comecei a rir.

- Shawn – Remexi em seus braços até conseguir me virar de frente para ele. Passei a mão em seu rosto, contornando seus machucados de leve. Ainda me sentia triste por aquilo e agora, um pequeno roxo começava a se formar envolta de seu olho direito.

Ele sorriu, balançando a cabeça como se quisesse mostrar que já estava acordado. Continuei encarando seu rosto por um tempo, até que desci o olhar por seu corpo. Para minha surpresa, ele estava apenas de cueca. Fiquei encarando aquele corpo perfeito por mais tempo que imaginei, e fui pega nos meus devaneios por um pigarreio de Shawn, que me encarava com uma cara de safado. Senti meu rosto queimar e eu me virei de costas para ele, me ajeitando na cama.

- Você também, ein! – Resmunguei, mais para mim que para ele. – Exibido!

- Exibido, eu? – Indagou, fingindo estar magoado. – Só não podia colocar a mesma roupa suja depois de sair do banho, não é? – Shawn deixou escapar uma risadinha e percebi que ele estava tentando segurar as gargalhadas.

- Então, vai sair andando de cueca para rua? Suas fãs vão adorar – Quando percebi, já tinha emburrado.

Me virei para ele novamente e este estava com a cabeça encostada nas mãos e o cotovelo apoiado na cama. A luz mantinha-se firme, dando uma forma viva ao quarto. Continuei com a cabeça deitada no travesseiro enquanto o olhava. Tratei de tirar o bico da cara. Shawn levou a destra até meus cabelos, colocando-os atrás da orelha.

- E você? Está adorando? – Falou, dando uma piscadela.

- Ah, vai te criar, Shawn! – Ele riu quando mostrei a língua a ele. – Eu adorava até quando você era magrelo e usava aparelho com aquele cabelinho na testa.

- Poxa, Leah! Estávamos indo tão bem – Shawn me olhou, balançando a cabeça negativamente fingindo decepção. Comecei a rir. –Você parece um anjo quando sorri desse jeito.

E bang, o tiro foi certeiro. O que me fez sorrir mais ainda feito uma idiota enquanto o encarava o tempo todo. Em minha mente, os pensamentos se emaranhavam em um nó que pensei nunca mais ser capaz de desdar. Queria sair dali, antes que eu me machucasse de novo. Mas antes que eu pudesse fazer ou falar qualquer outra coisa, ele se aproximou, levando a mão em minha cintura. Seus lábios estavam próximos dos meus e seu hálito acariciava minha pele. Nos encaramos e eu tive certeza absoluta que Shawn veria em meus olhos o desejo que eu sentia por ele.  Tentei me manter firme a todo momento, Deus sabe como tentei. Mas não podia mais me segurar. Não conseguiria passar mais nem um segundo olhando para seus lábios sem que pudesse toca-los. Meu coração pulava no peito, desesperado, clamando por ele.

Como se lesse meus pensamentos, Shawn me beijou. Os lábios macios roçavam os meus como uma caricia, até que fora se tornando mais agressivo. Uma explosão de sentimentos me invadiu. Poderia passar anos e o efeito que ele surtia em mim ainda era o mesmo: como se fosse a primeira vez. Meus dedos se entrelaçaram nos cabelos de sua nuca, o puxando mais para mim. Shawn apertou minha cintura, colando seu corpo ao meu. Nossos lábios se afastavam apenas para que pudéssemos respirar, mas em menos de segundos já estavam colados novamente. Logo desci a mão de seus cabelos para seu braço e do braço até suas costas, tratando de sentir cada musculo dali. Um calor enorme tomou conta de mim. Gemi baixinho quando Shawn levou a mão até minha coxa e a apertou. Não demorou e coloquei a perna sobre sua cintura, o que fez com que Shawn se colocasse por cima de mim, encaixando nossos corpos. Meu coração pareceu parar de bater por alguns segundos. Shawn parou de me beijar e me olhou, como se pedisse permissão.

Como sinal verde, o beijei novamente. Shawn gemeu quando minhas unhas passaram por suas costas, o que me fez apertar uma perna ao redor de seu quadril. A destra de Shawn fora passando desde minha coxa, até minha cintura, por debaixo do vestido, o que me fez arfar instantaneamente com a firmeza do toque.  

Eu estava pronta para me entregar. Quando num relance, o flashback do nosso último encontro me veio à cabeça. Não sabia o que estava fazendo ali ainda, nem mesmo o porquê estava me deixando ser iludida novamente. Não podia deixar que ele me controlasse assim. Ele não podia chegar e me bagunçar por inteira e depois ir embora, não era certo.

- Shawn... – Seu nome quase não saiu, parecia incapaz de retomar o folego. – Eu não posso...

Ele me encarou, confuso. Como se tivesse entendido, sua feição mudou. Minha cabeça dizia para eu sair dali correndo, enquanto ainda existia tempo para isso. Enquanto eu ainda podia enganar meu coração. Mas o olhando ali, daquela forma, me encarando como se quisesse que eu ficasse... Cogitar a hipótese de ir embora parecia errado. Mas ficar ali também era.

- Preciso ir, minha mãe deve estar preocupada... – Me desvencilhei de seus braços, escorregando pelas beiradas da cama como se fosse uma geleia. Andei pelo quarto, procurando meus sapatos, até que lembrei o que havia acontecido com eles. – Ah, que beleza – Resmunguei.

Shawn parecia ainda se recompor. – Acho que ficaram perto do balanço – Ele suspirou. – Pode ir com o meu. Depois você me devolve

Me virei em direção a ele, assentindo com a cabeça. Uma dor enorme me atingiu e tive que me segurar para não voltar a chorar. Tentei pensar que logo ele teria de ir embora e ai quem ficaria juntando os cacos novamente seria eu. E eu não sei, até mesmo agora, se eu conseguiria suportar. Não devia nem mesmo ter me aproximado novamente. Peguei seus sapatos e coloquei. Ficaram enormes em mim, e meio que quase combinou com o vestido. Se não fosse pela situação em que eu me encontrava, eu estaria rindo.  

- Shawn – Chamei, esperando que ele me encarasse. – Você me tem nas mãos – Deixei meu rosto próximo ao dele. – Por favor, não abuse disso. – Ele franziu o cenho e engoliu em seco.

Fui embora. Dei as costas a ele como se nunca mais fosse voltar a vê-lo. E a forma como o fiz, me doeu tanto que poderia cair de joelhos ali, agora mesmo. Não cogitei a hipótese de olhar para trás. Tenho certeza que se o visse novamente, eu acabaria voltando para os seus braços. E eu não podia. Por mais que eu quisesse voltar para aquele quarto e me entregar totalmente a ele. Parei de andar. Olhei para cima e respirei fundo, tentando controlar a vontade de voltar e falar com ele. Pedir para ser meu, para nunca mais precisar ver ele ir embora novamente. Dizer que eu era dele e que poderiam se passar mais de mil anos e isso nunca iria mudar. Avisar, que se ele me disser o mesmo, eu o esperaria o tempo que for.

Só que apesar de tudo, meu orgulho continuava ferido.

Segurei o choro até chegar em casa. Quando abri a porta, minha mãe veio em minha direção como um foguete, com um sorriso no rosto. Devia estar esperando notícias boas. Mas quando dona Eva viu minha cara, seu sorriso sumiu de seu rosto no mesmo instante e eu não precisei dizer nada. Ela apenas me abraçou e eu encharquei seus seios com minhas lágrimas. Eu a abracei e deixei que o choro fluísse, até mesmo os soluços, não me contive segundo algum e muito menos me preocupei se estava fazendo muito barulho ou não. Minha mãe não disse uma palavra sequer, ela sabia do que se tratava. Só não sabia a gravidade do negócio. Ela me dava tapinhas nas costas e me ninava, esperando o momento em que eu estivesse preparada para falar.

Me afastei dela, a encarando. – Mãe, vou tomar um banho... Pode ir lá em cima depois? – Perguntei e ela assentiu com a cabeça.

Subi para o quarto, já tirando a roupa. Tirei o sapato de Shawn e fiquei o encarando por um tempo antes de entrar no banho. A agua morna caiu em meu rosto, me fazendo fechar os olhos. Parecia limpar tudo de ruim que havia em mim. Em minha mente, só havia lugar para a imagem de Shawn, deitado ao meu lado, apoiado no cotovelo, me olhando com aquela cara de quem era incapaz de fazer mal a alguém. Conseguia enxergar seus traços exatamente, cada detalhe, até mesmo os machucados e a marquinha de quando ele se cortou ao fazer barba em sua bochecha.

O sorriso que fazia meu mundo desabar.

Queria saber se eu havia feito o certo. Se ter o deixado naquele quarto de hotel sozinho, não me traria arrependimentos depois. Sempre tive mania de sofrer pelo passado, mas não podia me dar ao luxo de passar de novo pelo que eu já havia passado. E eu sabia, bem no fundo, apesar do meu conflito interno, que Shawn não poderia se dedicar a mim, como eu iria me dedicar a ele. Talvez, ele nem mesmo quisesse isso. Ou fosse apenas uma coisa carnal.

Abri os olhos, as lagrimas mesclaram-se com a água que caia do chuveiro. Nada mais parecia me importar. Queria gritar, espernear. Queria ir até ele e falar tudo que estava guardado. Quem sabe assim tudo o que eu sentia passasse. Mas não tinha coragem e a cada vez que pensava nisso, o orgulho me segurava. Minhas mãos pareceram pesadas quando as encostei no rosto. A água agora parecia queimar. Intensa, como eu era. Ou era gelo, ou fogo. Desliguei o chuveiro e o silencio pairou no banheiro, junto com a fumaça que agora tampava minha visão. Fiquei de frente para o espelho. Limpei ali para que pudesse me enxergar melhor. Os olhos inchados encaram a figura que se punha ali. Os cabelos negros molhados caiam sobre os ombros, enquanto a pele clara, estava um pouco avermelhada por conta da agua quente.

- Nada mal, para quem acabou de tomar uma surra – Falei, quase sufocada.


Notas Finais


Voltei, gente ♥

Espero que estejam gostando, porque eu estou AMANDO escrever essa história.

Esse capítulo ficou um pouco grandinho, então, vou dividi-lo em 5 partes, preparem os corações!

WATTPAD http://my.w.tt/UiNb/4gWVnb0bey
NYAH! https://fanfiction.com.br/historia/714892/Never_be_alone/

O trailler <3
https://www.youtube.com/watch?v=yZezQir9w6o&feature=youtu.be


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