História Never Forget - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Truque De Mestre
Personagens Alma Dray, Dylan Rhodes, Henley "A Sacerdotisa" Reeves, J. Daniel "O Amante" Atlas, Jack "A morte" Wilder, Merritt "O Eremita" McKinney, Personagens Originais
Tags Daniel Atlas, Emma Gordon, Personagem Original, Truque De Mestre
Visualizações 78
Palavras 2.120
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello!

Confesso que fiquei um pouco chateada com o número de comentários cair tanto repentinamente, pensei várias e várias vezes se eu havia feito algo de errado e o que foi. Acabei não chegando a uma conclusão então... Peço que se não gostaram de alguma coisa ou quiseram dar uma opinião, eu aceito de bom grado!

Sei muito bem o quanto essa categoria é "flopada" sendo que tem apenas 19 fics no total (atualmente, pelo menos). Só que no primeiro capítulo eu recebi 6 comentários, no ultimo 2. Não vou falar: "Se não chegar a tal número não atualizo" porque isso é uma babaquice sem tamanho, só peço para darem suas opiniões, me ajuda muito e não demora nem cinco minutos pra isso...

Eu espero que gostem e chega dessa enrolação!

Boa leitura!

Kisses
*3*

Capítulo 11 - Temos que ir agora!


Mesmo com a situação sob controle, pelo menos por enquanto, não consigo me acalmar. Se agora as coisas já não estão correndo como o planejado, não quero imaginar como vão acontecer futuramente. Uma hora Daniel ficará impaciente, e os outros vão acabar percebendo e ele vai contar o pouco que sabe. Esconder de uma pessoa é fácil, mas de quatro? Nem tanto. 

Realmente, eu estou muito ferrada. Droga... Aquele maldito não poderia simplesmente me deixar em paz para sempre? Eu nem lembrava que ele existia e de repente olha o que me acontece! Tudo isso porque eu quero proteger os meus amigos.

Não que não valha a pena, eu faria coisa mil vezes mais perigosa por eles. Eu morreria por eles sem pensar duas vezes. Só que não é muito fácil tentar acabar com os planos de alguém quase sem ajuda e sem nenhuma pista que possa ajudar. Embora Dylan com certeza ache algo em breve, ainda é preocupante. 

— Emma?— Ouvi Jack me chamar.

Olhei em sua direção com a sobrancelha arqueada. Espero que não seja nada importante ou outro problema para resolver, se tiver mais uma coisinha eu provavelmente vou explodir.

— Fala... — Respondi, um pouco receosa. 

— É que você está quieta... E você quieta não é algo muito normal, parece até um sinal de que o apocalipse está chegando. — Soltei uma risada, embora não seja muito verdadeira por conta do momento.

— Só estou pensando... — Respondi.

Como a maioria do grupo estava ocupada, ou pelo menos eu sei que Dylan estava procurando sobre Sebastian, o rapaz ao meu lado achou que não teria nenhum problema conversar comigo. Realmente, não tem nenhum problema, exceto a sensação horrível de não poder contar a verdade para todos eles. 

— É sobre a sua pasta?— O encarei. — Falava alguma coisa sobre os seus pais?

Jack parecia com certo medo de tocar no assunto dos meus pais. Nunca contei para nenhum outro cavaleiro além de Daniel, e só contei a ele porque meio que fui forçada depois dele me encontrar chorando após ter achado uma foto velha da minha mãe vestida de noiva. 

Foi naquele dia que eu e Daniel realmente começamos a nos dar bem. Eram raros os momentos em que não brigávamos por algum motivo, e quando ele perguntava sobre mim, eu me afastava drasticamente por não querer contar algo que me atormentava. 

Daniel, controlador como sempre foi, quis ir ao meu quarto apenas para revisarmos o plano de hipnotizar Étienne pra podermos realizar o primeiro show, e acabou me encontrando aos prantos com uma foto antiga nas mãos que infelizmente eu havia achado no guarda-roupa.

Quando eu terminei de contar, o controlador louco demonstrou pena. Me abraçou, sem dizer uma única palavra e ficou comigo até eu me acalmar o suficiente para fazer o que ele queria. 

Olhei para Jack, ele esperava uma resposta. E eu não havia dado porque pensei em Daniel. 

— Falava... — Respondi. — Meus pais estão mortos, Jack.

Ele não respondeu nada, mas pela sua expressão, não era nenhuma surpresa ouvir que eu sou órfã.

— Eu tinha oito anos... Mas já tinha visto tanta coisa... Meu pai trazia uma mulher diferente por dia, às vezes repetia a mesma, escondido da mamãe ou não, já não fazia diferença para nenhum de nós.

Me surpreendi por não sentir nenhuma vontade de chorar até agora. Na maioria das vezes que pensava neles dois; ou melhor, na minha mãe, eu queria chorar por ter deixado ela se matar lentamente, terminando de forma tão dolorosa. Talvez eu já não sentisse tanto depois do que aconteceu com Walter, meio que um castigo.

  — Ela bebia tanto que já não enxergava se era ele que entrava na casa e com quem... E a pequena criança era inocente demais para entender alguma coisa. Aquele idiota, eu já era mais esperta que ele e as vadias dele. Juntos. 

— O que aconteceu com eles, Emma? Sua mãe...

— Ela não se matou, se for o que está pensando. — Respondi, um pouco surpresa por tanto ele quanto Daniel pensarem a mesma coisa, embora só um tentou falar isso.— Bem, de certa forma... Depende muito do ponto de vista. 

— Não sei bem como começou, eu era pequena demais para entender a razão e depois nunca corri atrás pra saber. Só sei que a casa pegou fogo... Eu me lembro de estar tão assustada.

Vi Jack se mexer desconfortavelmente na cadeira, mas não pediu para eu parar de contar em nenhum momento. Ainda bem que ele é tão bom ouvinte quanto Daniel.

— Eu tentei abrir o quarto dele, sabia? Mesmo com todo o ódio, eu tentei salvá-lo. E sabe o que vi?— Perguntei, soltando uma risada sem humor logo em seguida. — Vi o corpo da mulher que dormiu com ele na noite anterior queimando junto com o dele. Nem cheguei a sentir tanto, ele morreu bem feliz fazendo o que adorava... Já minha mãe... 

Senti algumas lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Dane-se o "pela primeira vez não senti vontade de chorar." posso até me fingir de pedra, mas não sou. 

— Não precisa continuar se não quiser...

— A primeira pessoa que soube disso foi Danny, e acho que Walter descobriu já que me colocou naquela casa... Bem, eu tenho muita coisa na cabeça, Jack. Uma delas precisa sumir nem que por um dia. 

Jack assentiu com a cabeça e me abraçou de lado, um tanto quanto desajeitado. Chega a ser um pouco engraçado porque ninguém no grupo é acostumado com abraços e outros tipos de afeto, aí nas raras vezes em que querem me abraçar, acontece esse tipo de problema. 

— Eu corri pro quarto da minha mãe... Ela estava acordada, olhando para a janela. Não sei se já havia bebido ou não, mas quando eu tentei chamá-la... Ela disse que estava tudo bem, para eu correr para a rua que alguém iria me ajudar. Disse que iríamos para lugares bons... — Parei para respirar. — Mas diferentes. Eu fui tão boba e fui... Ela se matou, Jack. E eu deixei... A "família perfeita" nunca existiu... — Murmurei, felizmente ele não escutou essa parte.

Ficamos um pouco em silêncio. As pessoas nunca sabem como aconselhar alguém com um problema gigantesco, mas apenas algumas ficam por perto porque querem.

— Você provavelmente iria morrer se tentasse impedir... — Jack finalmente disse alguma coisa. —Ela escolheu... — Terminou, sorrindo tristemente pra mim.

Assenti levemente com a cabeça. Não valia a pena chorar por causa de algo que nunca vai mudar, por mais que eu queira. Ainda mais que passou tanto tempo... Eu tinha uma família agora, embora seja um pouco diferente do esperado.

— Eu também sou órfão... Pelo menos é o que eu acho. — Franzi o cenho, sem entender. — Minha mãe me criou até uns quatro anos, mais ou menos, até que ela pediu para eu ficar com o padeiro que logo voltava... Não sei se morreu no meio do caminho ou se simplesmente fugiu da responsabilidade.

O encarei tristemente. Pior do que ver seus pais morrerem, é ver os seus te abandonarem. 

— Bem, talvez ela tenha realmente morrido... Ela talvez te amasse, Jack. 

— Duvido muito... Nossa situação financeira nunca foi a melhor de todas, e às vezes ela deixava bem claro que a culpa era toda minha, que antes de eu nascer ela trabalhava mais... Deve ter se cansado. Nunca nem soube o nome do meu pai.

Jack não iria chorar, eu o conhecia muito bem pra saber que não era disso. Só que pude notar o tom melancólico em sua voz. 

— Bem, talvez ela não te amasse tanto assim... Só que nós meio que somos sua família, não? Eu considero vocês como família... Não somos muito normais, mas talvez seja por isso que somos os melhores! 

— É. Agora resta a duvida: Daniel é o meu pai ou o meu cunhado, Emma? Talvez padrasto...

— Como assim, Jack?—Perguntei, sem entender o que ele queria dizer. Notei o tom malicioso em sua voz, então senti o alarme "problema" começar a dar sinal de vida.

— Nada. — Respondeu rapidamente. Embora a curiosidade fosse grande, resolvi não insistir mais naquilo. Provavelmente não sairia nada bom dali então... Melhor nem saber.

(...)

Horas depois, comecei a me sentir culpada. Eu meio que usei o meu passado trágico para despistar as suspeitas que poderiam vir de Jack, e ele caiu totalmente e ainda por cima se abriu pra um de nós pela primeira vez. 

Isso provavelmente está tomando caminhos que eu queria passar bem longe, só que não dava para simplesmente desistir disso agora. Eu tinha que acabar com aquele panaca e depois vou explicar tudo a eles e pedir desculpas a Jack, de coração, só que não será agora.

Não tive muito tempo a mais para pensar no meu mais novo problema. Pela segunda ou terceira vez no dia, Dylan saiu do quarto e pediu para falar comigo a sós. Foi o bastante para Daniel olhar para mim com um misto de curiosidade e irritação, a ideia de eu e Dylan guardarmos um segredo e ele não fazer parte disso deve ser horrível. Mas infelizmente, necessária. 

Dylan entrou na sala de treinamento com o notebook em mãos. Quando eu entrei, tranquei a porta. Aquela sensação ruim começou a me invadir lentamente, e eu odiava aquilo.

— O que houve, Dylan?— Perguntei. — Descobriu alguma coisa sobre Sebastian?

— Sim, descobri!—Dylan respondeu, nervoso. — Por acaso, acabei encontrando um galpão perto daquele apartamento, invadi a segurança de um mercado bem em frente ao galpão, e por sorte uma das câmeras filma perfeitamente a entrada do lugar...

Dylan clicou no botão para o vídeo começar. Aparentemente, tudo normal. Até durante os primeiros minutos entrar um homem encapuzado lá que eu reconheci perfeitamente como Sebastian enquanto olhava para os lados, carregando algumas caixas para fora, como se estivesse de mudança.

— Isso é ótimo, Dylan! Se formos hoje mesmo, chegaremos de madrugada lá!

— O quê? Emma, não... — Ele exclamou, balançando a cabeça. — Vamos amanhã de manhã com calma! Vamos descansar e ir amanhã.

O encarei como se fosse idiota. Sebastian está arrumando algumas coisas, obviamente não pretende ficar muito tempo ali naquele lugar, se for embora perderemos a única pista que nos resta... Não podemos simplesmente perder tempo dormindo!

— Dylan, se esse homem for embora, vamos perder a única pista que conseguiu! Temos que ir agora!É só inventar alguma coisa aos outros...

— E qual a desculpa que você vai dar? Que tem um compromisso urgente às oito horas da noite? Você não quer que eles descubram nada, então pelo menos seja discreta! Amanhã de manhã será mais fácil...

Revirei os olhos, concordando com a cabeça um pouco depois. Dylan sorriu e saiu da sala, provavelmente fora dormir, deve estar exausto por ter trabalhado o dia todo. 

Se ele pensa que eu vou mesmo ficar aqui esperando Sebastian ir embora, ele está muito errado. Eu vou acabar com essa palhaçada do jeito que eu planejei: Sozinha. 

Fui até o meu quarto e peguei uma mochila velha, a ultima vez que a usei eu nem conhecia o Dylan, o verdadeiro Dylan. Mas agora é a hora de retomar velhos hábitos.

Coloquei pouca coisa, apenas uma muda de roupa caso precisasse, meu celular, meus fones, dinheiro o suficiente para pagar um táxi, um pacote de salgadinho e uma garrafa de refrigerante. Estava tudo pronto, só que eu não poderia sair pela porta da frente, pelo menos não agora. E esperar todo mundo ir dormir é perda de tempo... 

Discretamente, entrei no quarto de Daniel. Não sei se o dos outros têm janela, então tem que ser no dele mesmo. 

Comecei a respirar bem mais acelerado que o normal quando encostei a porta. Eu iria pular de uma janela agora e possivelmente sair com algum machucado, mas tudo bem. Nada que eu não esteja acostumada, ou pelo menos estava acostumada.

O quarto de Daniel era bem organizado, nada que me surpreendesse. Alguns livros estavam numa estante e havia um pôster de Houdini na parede bege onde a cabeceira da cama estava encostada. Sorri maliciosamente ao me lembrar da noite passada, nem deu tempo para observar o lugar...

Suspirei fundo e abri a janela. Eu tenho que me acalmar se não vou desistir e não posso fazer isso, por Daniel, por Jack, por todos eles. Céus, cheguei ao ponto de parecer um político... A situação está mesmo crítica.

Coloquei uma perna para fora, depois a outra. E quando ouvi as vozes vindas do corredor, foi o suficiente para eu me jogar em silêncio, caindo na calçada dura e gelada. Tudo por causa do susto.

Merda. 

Não quebrei nenhum osso ou algo do tipo, sei disso. Só acabei caindo de mau-jeito, o problema é que isso também dói. E muito. Sorte que éramos do segundo andar. 

Aos poucos, me levantei. Coloquei o capuz e sai andando até o ponto de táxi mais próximo. 


Notas Finais


O que acharam? Podem me dizer que eu amo ler e responder vocês!

Quem tá achando aí que o plano maluco da Emma não vai dar certo? Se vocês acham, parabéns, estão certos!

Até o próximo!

Kisses
*3*


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