História Never Forget - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Truque De Mestre
Personagens Alma Dray, Dylan Rhodes, Henley "A Sacerdotisa" Reeves, J. Daniel "O Amante" Atlas, Jack "A morte" Wilder, Merritt "O Eremita" McKinney, Personagens Originais
Tags Daniel Atlas, Emma Gordon, Personagem Original, Truque De Mestre
Visualizações 25
Palavras 2.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello!

Voltei rápido? Espero que sim shauahsu

O número de comentários abaixou, fiquei chateada, mas não desisto desta fic nunquinha

Espero que gostem!

Boa leitura!

Kisses
*3*

Capítulo 28 - Eu deveria estar surpresa?


— Se der problema para a gente porque estamos aqui, eu te caço nem que esteja no fundo do inferno! — Murmurei no ouvido de Heather, que apenas balançou a cabeça, sorrindo de lado. 

Que tipo de pessoa sorri após uma ameaça?

Ao invés de fugir e esperar a repercussão que nossas ações iriam causar, eu estou em uma lanchonete que nunca sequer ouvir falar, mas que entrei com as duas garotas por ser o lugar mais próximo que não esteja quase congelando de frio. Se algum cavaleiro visse, iria perguntar se eu fiquei louca.

E a resposta seria sim.

Henley pegou a mesa mais afastada de todas em silêncio, não querendo dizer a sua verdadeira opinião por medo de magoar a mim. Mal sabe ela que nós duas concordamos em que dará muito ruim.

— Conte logo o que quer contar, garota. — Mandei assim que nós três nos sentamos.

De verdade, acho que nunca agi tão dura assim com alguém antes. Simplesmente não fazia parte da minha natureza. Ainda assim, consigo fingir bem quando necessário, como agora ou quando Dylan e Alma Dray foram me interrogar. Desde 1981 fazendo boas máscaras...

— Eu meio que vim pedir ajuda, Emma. — Contou, pude perceber o quanto se envergonhada por esta situação.

Bem, eu também ficaria envergonhada de estar pedindo ajuda para a pessoa que eu ajudei a ferrar emocional e psicologicamente. Posso entender esse seu lado.

— Você é muito cara de pau, não é? — Henley perguntou enquanto olhava para um garçom que vinha em nossa direção.

— Acho que puxei dos meus pais. — Respondeu, quase na mesma hora pareceu ter se arrependido de ter dito e creio que sei o porque. 

Se Magda é a mãe dessa garota e ela está nesse estado, claramente foi abandonada e acho que coisa pior, assim como fizeram comigo, só que em menos tempo. Infelizmente, sei o quanto é difícil ser abandonada por alguém que, mesmo não merecendo, você ainda ama. E foi nesse momento que parei de sentir tanta raiva dela, embora seja idiotice.

— E o que aconteceu para a garota vir atrás de nós para pedir ajuda? — Perguntei, cruzando os braços.

Antes que ela pudesse responder, o garçom chegou em nossa mesa e perguntou o que queríamos. Henley pediu um lanche natural e um suco enquanto eu pedia uma lata de refrigerante. Heather teve vergonha na cara o suficiente para dizer que não queria nada. Quando se afastou, andou e foi aumentar o volume da televisão, que estava em um canal que já noticiara o novo feito dos "cavaleiros".

Eles por acaso viram cinco, ou seis, pessoas juntas falando sobre um show? Não! Foram apenas duas! Então o certo seria parte do grupo ou coisa do tipo...

— Tem uma mulher olhando para cá... — Henley murmurou. 

Quando a encarei, a mulher voltou sua atenção para o celular. Deve ter notado a semelhança com as três figuras perto da van, mas não tenho certeza se me reconheceu como a cavaleira que sou. Pelo menos eu não sabia até Heather, que estava mais perto dela do que eu e Henley, murmurar.

— Temos que sair daqui agora... — Comentou, se levantando da cadeira.

— Por que? — Perguntei, alternando o olhar entre ela e Henley. — A mulher está ligando para a polícia?

— Pior, ela está no Twitter... 

Engoli um seco. Não tinha rede social alguma, mas sabia o básico sobre essa, como por exemplo: 140 caracteres podem acabar com sua vida em poucos segundos, ou neste caso, acabar com a nossa vida porque em menos de cinco minutos tenho certeza de que várias pessoas estarão aqui, incluindo a polícia.

  — O lanche fica pra depois. — Comentei com Henley, também me levantando. 

Nós três andamos até a porta e saímos correndo, deixando o garçom com o nosso pedido em mãos enquanto tentávamos nos afastar o mais rápido possível.

  — A vida de vocês é sempre assim? — Heather perguntou, olhando para trás enquanto corria.

  — De vez em quando... — Respondi, me virando para olhá-la. — Ainda não esqueci do que havia lhe perguntado, faça o favor de responder!

Pelo canto do olho, vi que Henley sorriu com o comentário enquanto Heather parecia ter ficado tensa.

— Eu vi você encarando a janela... Nos dois dias. — Disse, alisando os próprios braços. — Havia percebido que iria fugir, mesmo sendo louco me pareceu algo brilhante e digno para eles verem como a situação podia virar... Não pude ajudar muita coisa, mas acabei distraindo minha mãe o suficiente para ela não prestar tanta atenção assim em você... Só que Sebastian e Walter descobriram isso. 

Engoli um seco. Eles torturaram ela igual fizeram comigo? Ou coisa pior? Só porque essa garota tem um pingo de bondade no corpo?

— Não me fizeram nada muito grave, não comparado ao que lhe fizeram... Só alguns chutes e tapas. Fui literalmente jogada na rua no mesmo dia...

Novamente, engoli um seco. Sei que cada palavra era verdade, mentalismo sempre me ajudou com este tipo de coisa, e talvez fosse isso que mais me chocasse. Eles bateram nela só porque foi contra suas ideias... Isso não me surpreende em nada.

— Eu deveria estar surpresa? — Perguntei, olhando para o alto.

Tudo isso estava acontecendo por vários erros. Todos eles feitos por mim... Se eu não tivesse saído da casa dos meus avós e visto Sebastian na rua fazendo seus shows, nada disso estaria acontecendo. Infelizmente, provavelmente eu estaria trabalhando em um escritório como a maioria das pessoas e ficaria encantada com cada truque feito pelos cavaleiros, mas estaria velha demais para isso.

Jamais conheceria nenhum deles, nem Daniel... Então não me sinto no direito de dizer que isso foi um erro, foi apenas um acerto com sua consequência. O erro mesmo foi ter ido atrás sozinha, exatamente como Sebastian e Walter previram que eu fosse fazer.

— Eu entendi que você quis protegê-la... — Henley começou, mexendo a mão direita conforme falava. — Mas por que fez isso?

Olhei para Henley, ela parecia realmente curiosa para saber disso, o que me fez ficar curiosa também e olhar para Heather, que sentia-se mal por ter entrado em um assunto tão incomodo para si, mas que ainda era preciso.

Pelo seu jeito, pude perceber que havia alguma ligação entre nós duas. Talvez ela conheceu algum dos cavaleiros e essa foi sua forma de ajudar. Talvez fizesse parte do Olho, embora eu ache bem difícil, a moça não tem cara de que sabe fazer mágica.

— Lembra quando você falou que ela era uma prostituta? — Perguntou, melancolicamente. — De certa forma, posso dizer que você estava certa. Não atualmente, mas há muito tempo ela já fez várias coisas inadequadas... E eu nasci no meio de uma delas...

Engoli um seco. Se a mãe dela era esse tipo de mulher e nós duas tínhamos uma ligação, só existe uma possível e eu sinceramente estou torcendo para não ser.

— Emma? — Henley me chamou. — Tudo bem?

Dei de ombros. Não estava com coragem de continuar perguntando sobre o assunto, infelizmente a ruiva não percebeu o quanto desagradável a situação estava ficando.

— Bem, o que isso tem a ver com ela, garota? — Perguntou. Pelo seu tom de voz, a mesma ainda não confia em Heather, e provavelmente está certa por isso.

Quando vi o olhar desconfortável e levemente culpado de Heather, tive certeza do motivo dela querer me ajudar e correr um enorme risco. Mesmo tendo milhares de razões para contar o que eu pretendia, a garota fez o contrário.

— Ela é minha irmã por parte de pai. — Respondi enquanto uma mulher passava por mim e trombava sem a intenção, pelo menos eu acho. — Por isso que ela quis me ajudar. 

Céus... Eu lembro que, quando era pequena, pedia aos meus pais uma irmã ou um irmão. E agora, quase três décadas depois, recebi minha encomenda. Caramba, o que é que vou fazer? Essa situação está horrível sem parente algum, como que vou ajudar a mim e a essa garota agora?

Depois disso, Henley ficou completamente chocada e não falou mais nada. Heather também preferiu ficar calada e eu não comecei nenhum assunto. Em silêncio, andamos até a casa da ruiva. Quando chegamos, minha mais nova irmã resolveu que seria uma boa ideia dormir na rua ao invés dali.

— Você não vai dormir na rua... — Comentei, cruzando os braços. — Não é uma opção.

— Já fiquei durante dias, de verdade, não sei nem se é seguro ficarmos próximas. — Revirei os olhos.

— Eu e Henley somos duas procuradas pelo FBI e pela Interpol, dias atrás eu estava sendo torturada psicologicamente por dois psicopatas... Segurança não faz mais parte do meu vocabulário há muito tempo! 

— Metade dessas coisas eu não estava presente, mas concordo com tudo... — Henley comentou, erguendo a mão por um breve momento.

Depois de certa insistência, consegui fazer a minha mais nova irmã fosse dormir com a gente. Creio que as duas dormiram bem depois de vermos que todos os canais noticiavam sobre nossa nova aparição. Infelizmente, eu não consegui.

Fiquei imaginando como seria a reação do grupo quando soubesse sobre tudo, inclusive da minha recente descoberta. Provavelmente irão querer um exame de DNA. Eu deveria querer também, mas por tudo que vi hoje... Não precisa de nada.

Agora eu entendia o motivo de Magda me odiar. Eu era a Gordon, a que teve direito à herança, à tudo. Heather era a bastarda que nem sequer existia para o meu pai, logo não conseguiu nada. Isso deve ter irritado sua mãe o suficiente para aceitar ajudar Sebastian e forçar sua filha a entrar nisso também.

Como se não bastasse tudo isso passando pela minha mente em uma velocidade tão rápida enquanto eu ficava cada vez mais nervosa, o pequeno e gelado espaço vazio ao meu lado na cama me incomodava. Sempre gostei daquele lado geladinho, era até gostoso, mas aí eu me envolvi com Daniel Atlas.

E depois disso, o lado gelado se tornou frio, solitário e desinteressante. Eu o queria ali ao meu lado, não importava se fosse apenas para dormir ou não.

POINT OF VIEW: Daniel Atlas

Se durante um segundo eu pensei que Emma Gordon estava mesmo morta, é porque eu estava louco. 

Provavelmente louco assim como ela quando pensou em encontrar Henley e marcar um show com a mesma para revelar várias coisas que ninguém sabe, quando poderia simplesmente continuar falando comigo pelo telefone.

Ainda assim, ela não me surpreendeu. Não sei o que aconteceu de tão terrível, mas sua aparência era algo doloroso de se ver. Quase todo dia ela sorria, mas durante cinco minutos, nunca pareceu tão ansiosa para sair de algum lugar. Nem quando gravamos o vídeo por causa da falsa morte de Jack, algo que lhe incomodou muito. Nada mais digno do que ressurgir brilhantemente daqui alguns dias.

O ocorrido fora no Canadá, mas a notícia já corria pelos principais telejornais do mundo. E quando uma usuária do Twitter viu ela, Henley e mais uma outra moça juntas dentro de uma lanchonete, a notícia correu ainda mais. 

Dylan já estava comprando as três passagens para o Canadá, mas pela sua demora no telefone, não deve ter sido o único a ter essa ideia. 

— Acho que nunca te vi sorrindo tanto, Atlas.— Alma Dray comentou, sorrindo de lado enquanto se sentava ao meu lado.

A que ponto eu cheguei... Sentar com a pessoa que me perseguiu durante um tempo enorme, mesmo gostando de todos os nossos truques... Emma merece um prêmio pelo que faz, sendo que nem aqui ela está.

— Então nunca prestou atenção nos shows... — Respondi, embora já tivesse consciência de que realmente, não sorria desta maneira tão facilmente, nem Dray conseguiu acabar com minha felicidade agora.

— Acredite, já prestei muito... — A olhei pelo canto do olho, alguém aqui é muito minha fã então, tem um bom gosto pelo menos. — E tenho a certeza de que esse é o dia em que você mais sorriu!

Dei de ombros. Bem que eu queria discordar dela, mas sou esperto o suficiente para saber quando estão falando a verdade sobre algum assunto. E ela está.

— Você ama muito ela, não ama?

Quando ouvi aquelas palavras, foi inevitável arregalar os olhos enquanto virava o rosto em sua direção. Em toda a minha vida, ninguém nunca disse sobre amor para mim. Sempre me pareceu uma palavra sem o menor sentido e que jamais combinaria comigo. Eu era bom demais para perder meu tempo com essa baboseira.

Só que quando as ouvi hoje, pareceu impossível dizer que não e que isso não era o meu estilo. Assim como me pareceu impossível dizer sim.

Se eu dissesse a primeira opção, me sentiria culpado por Emma não saber ou saber por outra pessoa. Se fosse a segunda, corria o risco de ouvir que o sentimento dela não chegava a esse ponto e eu teria um papel de trouxa enorme.

Ao ver minha confusão interna causada por suas poucas palavras, Alma Dray soltou uma risada e se levantou, murmurando que eu nem precisava responder. Droga, eu acabei de agir feito um trouxa, justamente o que não queria. 

Tudo isso porque eu provavelmente amo Emma Gordon.


Notas Finais


O que acharam? Comentem

Agora estou imaginando eles dizendo um para o outro que se amam... Ai ai

Até o próximo!

Kisses
*3*


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